Harry e Gina Depois De Hogwarts
1 Razão de Viver
Notas iniciais
POV Harry:
É véspera de Natal, eu acabei de aparatar nos terrenos da Tôca. Antes de me aproximar já pude ouvir o barulho vindo da casa, estava realmente animada a festa, mas não esperaria menos do que isso. Logo que abri a porta já fui recebido por um enorme abraço da Sra. Weasley e, mesmo amando-a como uma segunda mãe, não consegui prestar muita atenção no que ela estava dizendo, pois só tinha olhos para uma certa ruiva parada em frente a árvore de Natal me dando o sorriso mais lindo que eu já vi na vida, aliás, ela estava mais linda do que qualquer outra coisa no mundo. Eu acho que o Sr. e a Sra. Weasley perceberam isso, pois pararam de me cumprimentar e deram um paço para trás, os dois sorrindo com a situação.
– Oi. –falei baixinho quando cheguei a Gina, dando-lhe um beijo na testa.
POV Gina:
Deus, que saudades senti de Harry, não o vejo há semanas. No momento em que ele entrou só consegui sorrir em pensar que aquele homem lindo e perfeito era só meu... No momento ele estava sendo esmagado por minha mãe, mas ela logo percebeu que ele estava me olhando e lhe soltou, deixando Harry vir até mim.
–Oi.-ele falou depositando um beijo em minha testa.
Só isso já me dava arrepios.
–Oi, senti saudades.- respondi.
–Eu também senti, mas o treinamento de auror é puxado Gin...
–Eu sei que é.-respondi suspirando.- Está tudo bem, amor.
Ficamos nos olhando nos olhos pelo o que poderiam ser segundos, minutos, horas... eu não sei. Sei que isso pode parecer meloso, mas eu realmente perdia a noção do tempo com Harry. Então em algum momento nós dois não agüentamos mais, eu coloquei minha mão em seu cabelo e ele e minha cintura e nossos lábios se juntaram.
Foi um beijo de saudade, carinhoso e calmo, mas mostrando todo o nosso amor e desejo. Não demoramos, pois sabíamos que estávamos no meio de uma sala lotada de gente. Separamos-nos e usei minha visão periférica.
–Você está ciente que a sala inteira está nos olhando, né?- perguntei a Harry segurando minha risada.
Harry se separou mais ainda de mim e olhou ao redor examinando as pessoas, todas paradas nos olhando com sorrisinhos no rosto.
–É um beijo que vocês querem, não é? Ok.
Por essa eu não esperava, Harry me levantou do chão e juntou nossas bocas. Eu já estava praticamente perdendo o fôlego quando ouvi a voz de Carlinhos.
–Hey, hey, Potter. Pode largar minha irmã ai agora, antes que eu faça isso por você!
–Carlinhos!- Minha mãe deu uma bronca em meu irmão batendo-lhe com um pano de prato.
–Ai! Calma ai mãe, eu só tava brincando!
Todo mundo riu, e com o clima mais distraído fomos à mesa comer.
POV Harry:
Estavam todos comendo, Jorge, Angelina (que agora namorava Jorge), Carlinhos, Gui, Fleur,Victoire (que estava no colo da orgulhosa avó), Percy, Audrey (noiva do Percy), Sr. e Sra.Weasley, Gina, Rony e Hermione (que estavam namorando a dois anos agora, assim como eu e Gina).
Hermione estava falando comigo sobre alguma coisa do Ministério (onde ela trabalha agora), mas eu não ouvia uma palavra do que ela dizia, estava muito nervoso sobre essa noite.
Comecei a pensar que agora já faz dois anos que a guerra acabou. Eu, Rony e Hermione fizemos nosso último ano junto com Gina, pois perdemos o nosso para caçar Horcruxes. Logo que acabamos Hermione ingressou no Ministério, no departamento de criaturas mágicas lutando por seus direitos e eu e Rony começamos o nosso curso para nos tornamos aurores, que por sinal é bem difícil, mas isso não vem ao caso agora.
Eu sabia que o que eu faria hoje mudaria minha vida para sempre, mas também sabia que era isso o que me deixaria feliz por esse período.
–Está tudo bem Harry, querido? Você mal tocou na comida. Algo errado?-perguntou Sra.Weasley ao meu lado, interrompendo os meus devaneios.
–Claro que não Sra.Weasley, a comida está maravilhosa, como sempre. –respondi sinceramente, a comida de minha sogra era a melhor do mundo. –Eu só estou nervoso sobre um certo pedido que farei hoje...
O rosto de minha sogra se iluminou.
–E esse pedido, é para minha filha?- perguntou Molly, dando a certeza que já sabia do que se tratava.
–Sim.-respondi.
Ela abriu um sorriso maior ainda.
–E seria o que eu estou pensando?- perguntou novamente.
–Eu tenho quase certeza que sim, Sra.Weasley. –sorri para ela.
Ela voltou a comer, mas eu percebi que estava muito feliz, e alguns minutos depois cochichou algo na orelha do marido, o fazendo engasgar, mas depois sorrir em minha direção. Eu sabia que Molly havia lhe contado, mas não devolvi o olhar, pois não queria estragar a surpresa.
Sr.Weasley declarou a hora dos presentes após todos nós termos comido, e foi ai que o meu coração começou a disparar. Estava perto.
A tradição dos Weasley é começar a dar os presentes pelos os mais velhos, então o primeiro foi o Arthur, que ganhou o primeiro presente de sua mulher, pois ela era a segunda mais velha e o último de Gina, que era a mais nova.
Os presentes foram sendo dados, até que chegou minha vez, o segundo mais novo, ganhei coisas legais, coisas de quadribol, das Gemialidades Weasley, o suéter de minha sogra, doces e outros tipos de coisas. Gina me deu uma blusa escrito “Segredo como ter a vida perfeita=me ter como namorado.” Meus cunhados, ainda mais Rony, ficaram me zuando, mas eu nem ligava para isso.
Então finalmente chegou a vez da Gina, meu coração voltou a acelerar. Peguei a pequena caixa no meu bolso e escondi atrás de minhas costas para ela não ver, então quando chegou minha vez, o último presente da noite, eu me aproximei dela e todos ficaram quietos.
–Então Gin, eu tenho uma má notícia para você.- deixei tensão no ar, só para me divertir e esperar ela franzir o cenho.- Aquela sua blusa não será muito apropriada...
–Como assim, Harry?- perguntou Gina mais confusa ainda.
–É que eu não quero ser mais seu namorado...- parei por um instante, e percebi que ela achava que terminaria com ela, estava pálida.
Ela já tinha se virado para sair correndo, mas eu segurei seu braço e a voltei para mim.
–...porque eu quero ser seu marido.
Nesse momento ouvi varias exclamações, mas nem queria saber se eram boas ou ruins. Me ajoelhei e abri a caixinha de veludo, onde dentro havia um anel de diamantes delicados.
–Ginevra Molly Weasley, minha Gina, você aceita ser o segredo da minha vida perfeita e se casar comigo?
Foi como se algo tivesse se consertado, suas lágrimas de tristeza se transformaram em de felicidade, e suas feições tristes se transformaram em um grande sorriso. Então tudo o que eu conseguia ver era só uma cabeleira vermelha, porque meu amor pulou em cima de mim me levando ao chão e me abraçando lá mesmo.
–É claro que sim, meu amor!
Vivas se espalharam pela sala.
–Mas...você...nunca...mais...me...faça...pensar...que...vai...terminar...comigo!- cada palavra que ela disse eu levei um soco no peito.
–Ai! Ta bom Gin. Ai! Já pode parar!-respondi.
Todos riram.
Ela parou, aproximou sua face na minha e me beijou.
Eu tenho certeza de ter ouvido minha sogra assoar o nariz, provavelmente de estar chorando, mas também eu não posso dar certeza de nada quando Gina está me beijando. Tínhamos acabado de aprofundar o beijo quando ouvimos um pigarro.
–Já ta bom, né? Já podem levantar do chão.- falou Rony.
–Ronald!- Hermione o repreendeu dando-lhe um tapa no ombro.
–Aí! Só porque a mamãe já não me bate mais você bate, Mione?
–Sabem o que dizem: O amor da sua vida é aquela que te da broncas como sua mãe.- falou Jorge.
–Mas disso eu tenho certeza.- falou Rony.
–Do que? De que Hermione te da broncas que nem a mamãe?- Gina, já levantada, perguntou.
–Não. Eu tenho certeza de que ela é mulher da minha vida.- respondeu Rony dando um sorriso envergonhado.
A sala inteira se encheu de “own”, e Hermione abriu um sorriso gigantesco e envergonhado, enquanto corava.
–Roniquinho da mamãe cresceu, foi?- zombou Gui apertando as bochechas de Ron.
Todos riram, menos Rony que fez cara de emburrado, mas ele logo melhorou quando Hermione lhe deu um beijo as escondidas.
Após toda a confusão de parabéns e apertos de mão para mim e Gina eu a peguei e levei-a de fininho para o jardim, onde poderíamos ficar em paz.
Ficamos bem em frente à janela da cozinha e nos abraçamos, eu nem consigo imaginar como descrever como é ter minha pequena em meus braços. Eu só sabia que estava mais feliz do que nunca. Senti uma aproximação na janela, mas não falei nada. Então ela se separou de mim e me olhou nos olhos. Senhor como eu me perdia naqueles olhos de chocolate!
–Eu te amo, minha ruivinha.- essas palavras simplesmente escaparam de minha boca, devida a intensidade delas.
–Eu também te amo, Harry, mais que tudo.- respondeu ela com uma lágrima rolando no rosto.
Coloquei a mão em sua face trazendo-a perto de mim e ao mesmo tempo limpando sua lágrima, pus a mão em sua cintura levantando-a no ar e juntei nossos corpos e nossos lábios.
Ficamos poucos segundos assim, até que ouvi um choro vindo da janela, ai que reparei que todos estavam nos olhando. Acho que Gina percebeu o mesmo, pois, mesmo sem quebrar nosso beijo esticou a mão e fechou a cortina, tirando várias reclamações por trás dela, nos separamos e rimos. Então assim terminou minha noite, com o amor de minha vida, minha melhor amiga, minha namorada, minha noiva, futura esposa, chame do que quiser, eu geralmente uso o termo “razão de viver”.
Fale com o autor