Harry e Gina Depois De Hogwarts
6 Doença?
Notas iniciais
POV Harry:
–HARRY JAMES POTTER!
Parei de comer a torrada que estava em minha mão quando ouvi o grito de minha mulher no andar de cima da Tôca. Fazia uma semana que havíamos voltado da lua de mel (Grécia), mas estávamos na Tôca porque nossa casa estava sendo reformada. Todos na cozinha se viraram para mim, inclusive Sra.Weasley, com cara “você está morto”.
Ouvi passos pesados descendo as escadas, me levantei para recepcionar Gina.
–O que aconteceu Gina? –perguntei me aproximando.
–O QUE ACONTECEU HARRY? COMO VOCÊ ME DEIXOU DOMIR TUDO ISSO?! –ela berrou.
Eu não estava acreditando que ela estava nervosa por isso. Ainda meio atônito, coloquei a mão em seu ombro.
–Me desculpe Gin, é só que você anda muito cansada ultimamente, pensei em deixá-la descansar mais um pou...
Nem consegui terminar a frase e já estava sendo atacado por um abraço.
–Eu sei, me desculpe Harry, eu estive sendo tão horrível. –sua voz era chorosa.
Eu realmente não estava entendendo nada, uma hora ela estava brava na outra ela estava me abraçando? Olhei com cara de intrigado para as pessoas ao redor da cozinha, todos me devolveram com uma cara de “o problema é seu”.
–Não só horrível, também está tendo muitas mudanças de humor ultimamente.
Rony não podia deixar de falar, coitado, levou três tapas, um de Gina, outro de Hermione e o último de Sra.Weasley.
O clima se anuviou, mas eu ainda estava estranhando o comportamento de Gina. Ela se sentou ao meu lado e colocou ovos mexidos em seu prato. Eu acho que ela não havia percebido que seus ovos já estavam mexidos, pois ela continuava a misturá-los em seu prato.
–Gina, você não vai comer? –Sr.Weasley foi o primeiro a se pronunciar.
–Ahn? Ah! Sim, claro pai, eu só estou com um pouco de ânsia, só isso. Vou me lavar para ver se melhoro. –respondeu empurrando a cadeira para se levantar.
Vi Gina vacilar e rapidamente levantei-me para segura-la antes que ela se estatelasse no chão. As pessoas a minha volta se levantaram abruptamente, eu estava em estado automático, levei Gina no colo para o sofá da sala, ela estava desmaiada, eu não estava entendendo nada. O resto das pessoas me seguiram. Depositei-a cuidadosamente no sofá e coloquei a mão em sua testa para ver se ela estava com febre.
–Gina! Gina, filha, acorde.
Sra.Weasley estava passando um pano molhado em sua cara e pescoço. Demoradamente ela foi abrindo os olhos.
–O que aconteceu? –perguntou ela tentando se sentar.
–Gina deite, você desmaiou. –disse Hermione empurrando-a novamente no sofá.
–Não é melhor levá-la ao St.Mungos? –perguntou Sr.Weasley passando a mão em sua semi careca.
–Ei! Parem de falar como se eu não estivesse aqui! –repreendeu Gina. –Eu estou bem, eu só...
–Seu pai está certo Gina, é melhor te levar lá. –eu falei passando a mão em sua testa.
–Mas...
–Ginevra Molly Weasley Potter!
O olhar de Sra.Weasley foi tudo o que bastou para Gina se levantar, ainda meio zonza, relutante. Ajudei-a a subir e se arrumar. Meu pensamento vagava, o que será que estava acontecendo? Será que Gina estava doente? Não Harry, não pense nisso.
Chegamos ao andar de baixo novamente, antes de sairmos Sra.Weasley nos parou.
–Me digam assim que descobrirem o que há, sim?
Ela tinha um pequeno sorriso na cara, o que eu achei estranho, era como se ela soubesse de algo que nós não tínhamos percebido.
–Não vai haver nada mamãe. –falou Gina com ar de cansada. –Eu já lhes falei que estou bem, acho até uma bobagem ter que ir ao hospital...
–Então será mais uma coisa boba que você fará Gina. –interrompeu Molly lhe dando um beijo na testa.
Nos dirigimos ao fim do jardim e fizemos aparatação acompanhada, não deixaria Gina aparatar sozinha daquele jeito.
Chegamos em frente a loja abandonada, Gina ficou um pouco tonta novamente por causa da aparatação, mas logo melhorou e entramos no St.Mungus. Eu fui falar com a recepcionista e logo Gina foi chamada por um curandeiro. Ainda bem que era sábado, porque se não já estaria atrasado para o trabalho.
POV Gina:
Me sentei na cadeira em frente a mesa do curandeiro após uma breve consulta. Eu realmente não entendia o porquê de todos me forçarem a vir ao hospital. Tudo bem, eu estava um pouco mal, mas nada que um pouco de descanso não resolvesse.
O curandeiro se sentou a minha frente.
–E então doutor, o que eu tenho? –perguntei mesmo tendo certeza que não tinha nada.
O homem pegou uma pasta cheia de folhas e examinou-as.
–Bem Sra.Potter...
Nota mental: Eu ainda sinto meu coração palpitar quando eu ouço isso.
–... a senhora está[...]
Meu coração parou. Eu fiquei sentada olhando para a cara do curandeiro esperando que tudo aquilo fosse só uma ilusão, mas... isso não aconteceu. Eu não sei quanto tempo eu fiquei encarando-o, mas decidi sair dali. Peguei minha bolsa e me levantei ainda atônita, não dei nem satisfação ao homem.
Encontrei Harry sentado na sala de espera. Ele levantou os olhos da revista que estava lendo quando me viu chegando.
–E então Gin, alguma coisa? –ele perguntou se levantando.
Peguei sua mão e fui puxando-o para fora, ainda estava processando e tinha certeza que ainda parecia atônita.
–Gina, o que aconteceu? É algo grave? –ele perguntou novamente, sua voz era de preocupação.
–Só vamos para a Tôca, Harry. –falei continuando a puxar-lo.
–Mas Gin...
–VAMOS PARA A TÔCA, HARRY. –elevei minha voz.
Depois disso ele desistiu de perguntar algo, eu ainda não acreditava no que eu tinha acabado de saber.
Aparatamos assim que saímos do hospital.
Eu ainda estava com uma boca em formato de “o” quando adentramos na casa onde, Ron, Hermione, papai e mamãe estavam reunidos na sala.
Engolindo a seco sentei-me na cadeira perto da janela, as pessoas ficaram ao meu redor.
–E então, o que é? –perguntou Hermione.
Eu só fiz um sinal negativo com a cabeça, eu não conseguia pensar.
–Harry... –Hermione tentou.
–Ela também não me falou nada Mione. –respondeu Harry com o olhar ainda mais preocupado.
–Harry, pegue um copo de água para mim, sim? –pedi pegando sua mão.
–Mas Gina...
–Por favor, amor. –apertei mais forte sua mão e olhei-o nos olhos.
Ele se rendeu, levantou e foi em direção à cozinha.
Fiquei encarando qualquer ponto no tapete aos meus pés, sabia que todos estavam me encarando, mas eu não estava processado nada. Engoli a seco.
Harry chegou e me deu o copo. Os outros esperaram até eu terminar o último gole, então minha mãe, impaciente como sempre, se sentou ao meu lado.
–Gina, você vai nos contar, ou não? –seu olhar era repreendedor.
Respirei fundo e criei coragem, encarei todos a minha volta.
–E-eu e-estou g-grávida.
Foi como se eu falar aquilo em voz alta fizesse minha ficha cair, um sentimento me preencheu, um sentimento inexplicável, lágrimas de alegria surgiram em meus olhos.
Foi como um explosão, foram vivas para todos os lados, todos riam e choravam ao mesmo tempo. Direcionei meu olhar a Harry, ele estava com uma cara impagável, me olhando com os olhos marejados e com um largo sorriso nos rosto. Impulsivamente levantei-me e abracei-o.
Foi como se tudo voltasse ao normal, os sons e a minha visão ficaram mais claros, eu comecei a rir, eu comecei a pular, eu comecei a fazer um monte de coisas, minha felicidade era gigantesca. Harry também começou a rir, me pegou no ar e me girou.
–Hey, Potter, cuidado ai.
Era Rony.
Todos estavam impagáveis.
Abracei minha mãe e meu pai, que choravam, minha vontade era de rir de tudo aquilo, eu não me cabia em felicidade. Comemoramos por mais alguns segundos e eu voltei aos braços de meu marido.
–Caham, caham. –minha mãe pigarreou secando as lágrimas com seu avental. –Eu vou ali é... cozinhar o almoço. Vamos Arthur. –disse puxando meu pai.
–Ah! É! Sim! –meu pai se tocou. –Estou indo Molly.
Em seguida Hermione e Rony murmuraram alguma coisa e saíram.
Harry se sentou na cadeira e eu me sentei em seu colo, onde poderia ficar em seus braços. Ficamos nos encarando pelo o que pareceram minutos, os dois mostrando amor, felicidade e carinho. Eu realmente estava explodindo de felicidade, nós nos tornaríamos uma família, eu teria um pequeno ou pequena só meu.
–Eu te amo Gina. –Harry foi o primeiro a falar.
Sua voz estava embriagada por causa do choro, mas ainda sim me fazia arrepiar. Deus, como eu amo esse homem!
–Eu também te amo Harry. –respondi deixando o choro voltar enquanto afastava sua franja.
Ele afastou minha blusa e depositou um beijo em meu ventre, me arrepiei novamente.
–Obrigada. –ele sussurrou.
Nossos lábios estavam a um centímetro um do outro, então finalmente nos entregamos ao um beijo apaixonado, profundo e carinhoso. Eu estava no céu, e não conseguiria falar um momento em que eu estive mais feliz do que aquele. Eu, Gina Potter, estava grávida!
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