Notas iniciais
Eu não sei se o cap. ficou bom, mas eu nunca sei quando o que eu faço fica bom, então, UHAUHAUH.² Eu agradeço muito, muito, muito, a todos que me mandaram reviews, eu to com pressa, por isso não ponho os nomes, UHAUHAUHA. Espero que gostem!

POV Gina:

Os dias se passaram muito lentamente, mas eu também espero que sejam dias, porque eu realmente perdi a noção do tempo. Eu estava pálida, apática e silenciosa demais. Ou eu ficava no sofá da sala em frente a lareira, ou na minha cama olhando para o teto, mas todo momento olhando para o vazio com olhos desfocados. É claro que eu também ia a conzinha comer, mas na verdade eu mais remexia a comida do que comia. Várias vezes caiam lágrimas, mas todas silenciosas.

Era inevitável pensar nele o tempo, a cada segundo eu me pegava pensando se ele estava bem, se algo havia acontecido a ele... eu simplesmente não conseguia parar de pensar nele.

Meus pais entendiam e não me forçavam em nada, simplesmente chegavam e faziam carinho em mim, cafunés, caricias... meu pai sempre chegava lentamente e silenciosamente e me punha em seus braços. Eu era grata a eles, todos esse gestos significavam que eles não iriam tentar nada, não tentariam me forçar a me animar, me fazer rir, ou me movimentar, só mostrava que eles estavam ali por mim.

Se você me perguntasse quando foi que eu, independente e forte, fiquei tão entregue a alguém eu não sei, só sabia que tudo aquilo era muito estranho para mim.

A única coisa que essas duas semanas me proporcionaram foi a certeza de algo que todos a minha volta já sabiam, inclusive eu: eu não conseguiria nem iria querer viver sem Harry ao meu lado. Ele era tudo...

–Ginevra Molly Weasley! Agora já deu não é mesmo? Desse jeito você vai virar carne e osso! Coma algo!

Era café da manha, minha mãe estava me forçando a comer, mas eu não estava com fome. Em sinal de protesto simplesmente peguei meu suco de abóbora e fui sentar na cadeira em baixo da janela onde se tem visão da cozinha. Tudo o que minha mãe fez foi me dar um olhar de reprovação.

Alguns segundos ali e comecei a ouvir um barulho bem baixo, como bicadas, mas nem tive vontade de ver o que era.

–Gina! Você, por favor, poderia pegar a carta, já que a coruja está quase em cima de você?

Foi ai que eu me toquei, uma coruja marrom e parcialmente grande estava tentando entrar pela janela em cima de mim. Fiquei de joelhos na cadeira e abri a janela, no momento em que fiz isso a coruja pousou em meu ombro, a carta era destinada a mim.

Srta.Weasley

Estamos lhe enviando essa carta porque, o Sr.Harry Potter se encontra no Hospital St.Mungus para Doenças e Acidentes Mág...

Nem terminei de ler a carta e meu copo com suco já estava se espatifando no chão. Saí correndo deixando a carta para trás, enquanto ouvia pessoas chamando meu nome, mas não queria ouvir... Eu não acreditava, ele estava machucado...

Cheguei ao fim dos terrenos da Tôca e aparatei.

–Harry! Harry Potter! Eu sou sua noiva, onde ele está?- gritei.

Estava no meio da recepção do hospital, gritando com a recepcionista. Nem sei se tinha gente na fila, não sei se furei, se empurrei alguém, sei lá, eu queria ver o Harry!

–Vou pedir para você ter calma senhorita, ou terei de chamar os seguranças.

Petulante!

–O Sr.Potter está no 4º and...

Nem quis saber o resto, subi correndo as escadas, mas então me deparei com várias portas. Tá e agora? Qual delas? Uma curandeira passou por mim.

–Com licença! Onde está Harry Potter?-perguntei com urgência.

–O Sr.Potter está no quarto 396, mas não pode ser incomodado...-ela foi impedida de continuar pelo o meu olhar raivoso.-Siga-me por favor. –disse ela relutante.

Ela abriu a porta e lá estava ele: com os olhos fechados, respiração mínima, camisa e cabeços grudados no rosto pelo suor... Me sentei ao seu lado e passei a mão em sua testa, afastando os cabelos.

–O que aconteceu com ele? –perguntei a enfermeira parada a minha frente.

–Ele entrou em um certo coma bruxo, por causa de um feitiço mal feito. É 100% de chance que ele voltará, mas não se sabe quando. –respondeu olhando em sua prancheta.

Meu coração apertou, lágrimas silenciosas caíram. Eu não acreditava nisso, tinha falado para ele não ir, mas ele me disse que ficaria tudo bem... e agora lá estava ele, deitado em uma cama de hospital desacordado e sem data prevista para voltar.

Eu acho que se passaram alguns minutos até que Ron, Hermione, mamãe e papai chegassem. Eles estavam tristes também, mas tentavam me consolar... não adiantou nada.

Então foi assim, olhando para a cara serena de Harry e segurando sua mão que eu acabei adormecendo lá mesmo, mas não importava, eu não sairia nem arrastada.

–Gina! Filha, acorda!

Me espreguicei e cocei meus olhos para me acostumar com a claridade. Dei de cara com meu pai, que estava tentando me acordar. Me encontrava encolhida na poltrona ao lado de Harry, adormeci com a cabeça apoiada no braço da mesma.

Vi que todos já estavam ali. Mione dormiu lá também, eu entendia, em Hogwarts eles eram inseparáveis, não seria eu que os separaria.

Levantei e estiquei os braços acima de mim para alongar minhas costas, senti ela estralar, e tenho certeza que os presentes ouviram.

–Gina, você está aqui a quatro dias, tem certeza que não quer ir para casa? –perguntou meu pai.

–Eu já disse pai! Eu não vou arredar o pé daqui até ele acordar...

Eu sabia o que tinha ficado no ar, se ele acordar.

Não Gina! Ele vai acordar! Os curandeiros mesmos disseram isso.

Me sentei de novo na poltrona e segurei novamente sua mão. Agora Ron, mamãe, Mione e papai estavam lá.

Pois é, já fazem quatro dias que Harry está internado. Nenhum sinal de vida. Claro tinha a respiração e o coração, mas, além disso... nada. Estava tentando agüentar firme, mas estava difícil.

–Gi...na...Gin...

Dei um pulo mínimo na cadeira pelo susto. Será? Não pode ser. Olhei ao redor procurando ver se os outros ouviram o que eu tinha ouvido, pelas suas caras, sim.

–Gina.

Ok, isto estava me lembrando seriamente o que Hermione me contou sobre o que aconteceu com ela, Ron e Lilá. Mas nesse momento eu nem liguei para isso, Harry havia falado!

–Eu to aqui Harry! –apertei sua mão mais fortemente.

Então foi assim que um monte de sentimentos me atingiram como um tsunami, o meu tsunami, pois ele abriu os olhos, e foi como se aquele mar particular, de que eu tanto sentia falta, me atingisse com força, trazendo todas as emoções. Foi ai que eu comecei a chorar.

–Me...me desculp...-ele tentou falar.

–Shhhh, não precisa falar. Descansa... –falei para ele.

Hermione e mamãe se jogaram em seus braços uma seguida da outra, eu ri da situação do Harry, ele estava sendo praticamente sufocado quando as duas perceberam.

Após comprimentos do papai de Ron as coisas foram ficando meio silenciosas, queria ficar sozinha com Harry, mas não iria expulsa-los dali.

–Anh...vamos Rony, vamos avisar a enfermeira que Harry acordou.

Graças a Deus, Hermione percebeu.

–Ah, vai você Mione eu... Aí ta, já to indo!

Hermione é demais, bateu no meu irmão pra que ele se ligasse.

–Vamos Arthur, vamos para a lanchonete comer algo. –disse mamãe.

–Mas, agente acabou de com...

Papai é mais treinado, só de ver o olhar de minha mãe levantou imediatamente. Ri internamente da cena.

–Senti sua falta.

Foi Harry que quebrou o silêncio.

–Também senti a sua, você não faz idéia... mas você também me matou do coração, né Sr.Potter? –indaguei acariciando seus cabelos.

–Me desculpa Gina...

–Tá tudo bem, mas eu acho melhor você tomar mais cuidado na próxima vez, porque eu quero você inteiro para o nosso casamento, muito obrigada. –falei com um ar falso de repreensão.

–Quer dizer que você não vai me fazer sair do quartel ou coisa do tipo? –perguntou com uma das sobrancelhas levantadas.

–Você pegou os comensais não pegou?

Ele assentiu.

–Então. Não há motivo para eu privar o mundo mágico do poderoso Harry Potter. –falei rindo.

Ele abriu um sorriso radiante, o qual eu retribuí.

–Te amo.

–Também te amo.

Ficamos nos olhando pelo o que pareceu um minuto, até que ele quebrou o silêncio novamente:

–Gin, eu to meio que com sono. –disse ele se aconchegando mais ainda na cama. –Posso dormir?

Eu ri com a pergunta infantil dele.

–É claro que pode, amor. Durma em paz. –respondi dando-lhe um selinho.

–Eu vou estar aqui do seu lado, ok?

Fiz uma pequena pausa até completar:

–Sempre.

Notas finais
E ai? Gostaram, não gostaram? Always, deixem reviews! Próximo capitulo é o casamento, ansiosos? Eu sim! UHAUAHUA. Até! ~Jack