Harry Potter o Começo da Procura das Horcruxes

21 Capítulo 21 – Nem tudo o que parece...


—Como assim a horcruxe é falsa? — perguntou Remo depois de Harry lhe contar tudo.

—É isso mesmo que ouviu. — respondeu o moreno. — Alguém chegou antes de nós. Eu estive a falar com os outros e decidimos que vamos todos procurar o resto das horcruxes.

—Mas Harry, vocês são apenas uns garotos. Esperem pelo menos pelo próximo ano. Quando vierem para Hogwarts terão mais recursos e estarão mais protegidos. — Continuou Lupin sentado na cama da Ala Hospitalar.

—Se Hogwarts fosse segura Dumbledore não teria morrido Remo. — ripostou Harry. — Mas não te preocupes. Nós vamos esperar até a maioria de nós fazer 17 anos. Assim não teremos mais o rastreador e o ministério não nos podará encontrar.

—Pelo menos me deixe ajudar. — pediu Lupin. — A mim e aos que se importam contigo. Sendo mais poderemos ser mais rápidos a encontrar. Se Voldemort desconfiar do que estamos atrás poderemos ter problemas por isso teremos de ser rápidos e pedir a Merlin que Malfoy ainda não lhe tenha contado.

—Tenho de ir Remo. — falou Harry. — Minerva já anunciou que não teremos mais nada devido ao sucedido. Apenas quem tem de fazer os NOM's e os NIEM's vão ficar mais uma semana e depois vão embora. Ainda tenho de acabar de arrumar as malas.

—Madame Pomfrey disse que só me dará alta daqui a uma semana por isso pedi a Ninfadora para ir todos os dias ver como você está. Se quiser pode pedir a algum de seus amigos para ficar consigo. — avisou o lobo. — E Harry, se quiser passar essa semana sozinho com Gina por favor seja responsável. Sempre pensei que seria Tiago ou Sirius a ter essa conversa consigo e que no final me riria deles quando me contassem, mas as coisas nem sempre são como esperamos. — e um pouco contrangido continuou. — Não se se você ou Gina já... como é que eu eu dizer, não sei o quanto já avançaram na relação e …

—Remo não precisas ter essa conversa comigo. A senhora Weasley quando eu e Gina começamos a namorar teve uma pequena conversa conosco. — disse Harry um pouco corado. — Além disso eu e Gina nunca fizemos isso.

—Ainda bem. Não sabia como ter essa conversa consigo. — relaxou o professor. — De qualquer maneira tenha cuidado.

—Não te preocupes lobinho. Ainda és muito novo para ser vovô. — riu-se o moreno. — Bem agora tenho mesmo de ir.

Harry levantou-se e foi para o Salão Comunal. Ainda tinha algumas coisas para arrumar no malão antes de ir para casa. O Espresso de Hogwarts partiria dentro de 1h por isso se fosse rápido poderia passar mais algum tempo com amigos antes de embarcarem.

—Harry já arrumou tudo? — perguntou Gina assim que o moreno entrou pelo quadro da Mulher Gorda.

—Não flor de lótus, falta algumas coisinhas. Eu vou lá em cima arrumar e depois desço. — respondeu Harry.

—Você parece o Rony que deixa sempre alguma coisa para a última da hora. — reclamou a ruiva.

—Mas eu ao contrário dele só tenho algumas camisas para arrumar enquanto ele tem toda a roupa porque não seguiu o meu conselho e arrumou o malão ontem à noite. — retucou o moreno. — E além do mais, você me ama e namora comigo, não com ele.

E dito isto o Harry subiu.

—Então já levou muito nas orelhas por ter deixado tudo para a última? — gozou Harry com o ruivo que estava à sua frente.

—Gina e Mione passaram um raspanete. — falou Rony. — Ainda tenho tanta coisa para arrumar.

—Sabe que existe um objeto chamado varinha que os bruxos usam para fazer magia. — disse Harry. — Quem sabe você poderia usa-la para arrumar tudo mais rápido.

—É mesmo, poxa como não me lembrei antes. — reclamou o ruivo. — E você já arrumou tudo?

E fazendo um feitiço rápido algumas roupas voaram para o malão do moreno que respondeu:

—Agora já. Vou descer. Queria dar mais um passeio por Hogwarts já que estamos com a intenção de não voltar para o próximo ano letivo.

—Tudo bem. Encontramo-nos todos daqui a 45 minutos à entrada do Salão Principal para irmos juntos para o trem. — informou Rony.

Harry saiu do dormitório dando de caras com Gina. Aproveitou e convidou-a para dar um passeio.

Quando faltava pouco tempo para ir embora, o casal chegou ao Salão Principal.

—Vamos? — perguntou Rony acompanhado por Mione, Neville e Luna quando os avistou.

Os seis entraram numa carruagem e quando chegaram ao trem ocuparam um vagão que ainda estava vazio.

—Repararam no comportamento dos sonserinos? — perguntou Luna de repente. — Desde a morte de Dumbledore que eles andam mais calmos.

—A maior parte das familias de lá é aliada de você-sabe-quem. A morte de Dumbledore para eles foi como um sinal de que o lorde não se esqueceu da guerra e está pronto para lutar. Que não os esqueceu. — continuou Neville. — O que planeiam fazer nas férias? — tentou descontrair o clima instaurado.

—Eu vou ficar em casa de Lupin. Tonks irá lá todos os dias ver como eu estou para deixar Remo mais despreocupado. — respondeu Harry.

—Os meus pais vão passar duas semanas na Austrália e eu vou com eles. — contou Mione.

—Eu vou passar as férias com vovó e visitar os meus pais no hospital. — disse Neville.

—Vou ajudar meu pai com o Pasquim e procurar alguns animais da família dos zonzulos. — falou Luna.

—Nós vamos ficar na Toca como sempre. — disse Rony. — Mamãe convidou todos vocês para passarem lá o resto das férias.

—Eu vou ficar dois dias na Toca. — disse Gina olhando para o moreno. — E depois passarei o resto da semana com Harry. E não adianta reclamar porque mamãe e papai concordaram. — concluiu quando viu que o irmão ia começar a reclamar.

—Uma vez que vou à Austrália tentarei procurar por uma biblioteca bruxa para pesquisar sobre algo que nos possa ajudar contra Voldemort. — comentou Hermione. — Aconselho que todos vocês se preparem porque algo me diz que as coisas não voltarão a ser como antes. A partir do momento que Dumbledore morreu nós deixamos de ter a sua proteção e a sua inteligência. Não temos mais alguém que conheça Voldemort como o Diretor conhecia. Teremos de pensar por nós próprios e depender de nós mesmos.

—Calma Mione, nós já entendemos. — falou Rony um pouco sério e surpreso como todos os outros com as palavras de Hermione. — Você me assusta falando assim.

De repente entrou uma coruja negra no vagão com um pequeno pergaminho preso à pata.

—Está endereçada a você. — disse Luna a Harry. — Você conhece esta coruja?

Muitas coisas passaram pela mente de Harry. Harry conhecia aquela coruja, sabia muito bem quem era o dono. Estava a fazer um esforço para se controlar.

—Não conheço. — respondeu abrindo o pergaminho de forma a não deixar alguém ler.

Por alguma razão algo lhe dizia que era melhor omitir a identidade do dono da coruja e da carta.

Não consigo imaginar como se está sentindo, mas por favor ouça o que tenho para lhe dizer. Não me envie uma resposta. Pense no assunto e queime a carta. Sabia que eu gosto de ler sobre Thor pouco depois de acordar?

D. A.

—E então? De quem é? — perguntou Neville depois de Harry ler a carta.

—Ninguém especial. — respondeu o moreno, mas sabendo que os amigos iam continuar a perguntar continuou. — Era apenas uma brincadeira dos sonserinos. Incendio. — e a carta desapareceu no meio de chamas.