Harry Potter o Começo da Procura das Horcruxes
16 Capítulo 16 - O Feitiço
Fazia uma semana que Gina estava desacordada. Ninguém sabia qual o feitiço que Bellatrix tinha usado na garota. Nem mesmo Snape.
Nessa semana Harry comia pouco, dormia pouco. Passava metade do tempo no hospital e outra metade nas aulas e na Sala Precisa onde por incrível que pareça lia vários livros sobre feitiços para tentar encontrar algo que ajudasse Gina.
E era enquanto rabiscava algo numa folha de pergaminho que Edwiges apareceu na janela da Sala Precisa.
—Você sabe sempre em que momento preciso de si, não é amiguinha? — comentou Harry. — Preciso que entregue esta carta. Você já sabe a quem.
A coruja logo saiu voando para entregar a carta e o garoto ficou à espera que a pessoa que convocou para uma conversa aparecesse, coisa que não demorou muito já que era um sábado e não havia aulas.
—Porque me chamou Potter? — perguntou entrando na Sala a pessoa a quem o garoto com a cicatriz enviou a carta.
—Agradeço que tenha vindo pois estava com poucas esperanças que isso fosse acontecer. Preciso falar consigo. — respondeu o moreno.
—Tenho coisas mais interessantes do que conversar consigo. — disse o outro garoto sarcástico. — Não devia estar com a sua namorada e o resto do trio?
—Se tem mais coisas interessantes para fazer porque veio ter comigo? — perguntou Harry ignorando a outra pergunta.
—Fale lá de uma vez senão vou enbora sem ouvir o que tem para dizer. — mandou o loiro com umma certa pressa.
—Sei que foi você que salvou Gina da maldição da morte da sua tia e me ajudou com as cordas. — falou Harry logo de uma vez.
—Como? Deve estar imaginando coisas. Só pode. — falou o loiro nervoso.
—A máscara que estava usando deixou alguns fios do seu cabelo de fora. Teve sorte enquanto mais ninguém notou a sua presença. — continuou Harry. — Porque nos ajudou Malfoy?
—Eu posso não gostar de você, mas odeio ainda mais Você-Sabe-Quem. Minha família está praticamente destruída por causa dele. Dentre vocês dois prefiro que seja você a sair vivo desta guerra e não ele. — desabafou Draco.
—Sente-se, por favor. — pediu Harry indicando s duas poltrona que estavam na Sala Precisa. E indo direto a um assunto que martelava na sua cabeça à algum tempo atrás perguntou. — Você é um comensal?
Draco ficou calado. Não foi capaz de responder e esse silêncio respondeu à pergunta de Harry.
—Não pense que me orgulho da marca. Eu apenas me juntei aos comensais para salvar a vida da minha mãe. Você-Sabe-Quem a ameaçou de morte caso eu não me aliasse a ele e apesar de não ser muito chegado a meu pai, pois foi ele que desgraçou nossa família e por culpa dele que não tive um das melhores infâncias, Minha mãe foi a pessoa que sempre me apoiou, deu amor e carinho e tentou de tudo para que eu não me juntasse ao Lorde das Trevas. — esclareceu Draco.
—Eu poderia atacar-lo ou denunciá-lo ao diretor ou qualquer outra pessoa e você seria preso e sua família caçada, mas eu entendo a escolha que tomou e não seria capaz de fazer nada contra si depois de ter salvado Gina e me ajudado em Hogsmeade. Por isso proponho-lhe uma trégua e convido-o a juntar-se à Ordem da Fénix. Nós poderiamos proteger a sua mãe, você poderia ser uma ajuda a Snape e tornar-se umm agente duplo. — Falou Harry.
—Minha tia bem que desconfiava que meu padrinho enganava o Lorde Negro. — exclamou o loiro. — Mas, eu não posso arriscar a vida da minha mãe. Eu não suportaria perde-la.
—Apenas pense na nossa conversa. — pediu Harry levantando-se.
—Como está a Weasley? — perguntou Malfoy.
—Ainda não houve alteração do quadro dela. O feitiço que Bellatrix lançou provocou várias lesões internas. A enfermeira Pomfrey quis transferi-la para o St. Mungos, mas Gina ainda não está estável por isso chamaram alguns curandeiros do St. Mungos, mas eles também não sabem o que fazer. Nunca viram nenhum caso assim. Eles descobriram que pouco a pouco os órgão vitais dela vão falhando e ... — explicou Harry deixando escapar uma lágrima. — Sabe o que quer dizer deteriorado?
—Não. — respondeu o loiro.
—Significa que algo se encontra em estado de decomposição, que está em decadência, por outras palavras, podre. Uns dos rins de Gina falhou na noite passada e segundo madame Pomfrey é isso que está a começar a acontecer com o rim dela e é o que vai acontecer com os restantes órgãos de Gina quando falharem. O feitiço também provoca dores o que obrigou Snape a fazer várias poções para aliviar as dores. Neste momento ele deve estar a trabalhar em poções que ajudem a manter o funcionamente dos órgãos e retardar a composição daqueles que pararem. — continuou Harry. — por outras palavras, as poções prolongarão o sofrimento dela e se não for encontrado o contra-feitiço ou a cura em breve ela... ela...
Harry não teve coragem de acabar a frase era demasiado doloroso pensar no que viria a acontecer com Gina caso o pior acontecesse. Ele simplesmente virou costas a Malfoy e permitiu que várias outras lágrimas caíssem livremente.
—Não é segredo nenhum que eu não gosto de si nem dos Weasleys, mas isso é algo que não desejaria nem ao meu pior inimigo. Vou pedir à minha mãe que tente descobrir o feitiço que deixou sua namorada assim para podermos descobrir como reverte-lo. Encare isso como o inicío da nossa trégua e... — o loiro ainda não tinha a certeza do que dizer mas mesmo assim completou. — e quem sabe a possível entrada para a Ordem da Fénix.
—Obrigado Malfoy. — agradeceu Harry sinceramente.
—Se não se importar, gostaria que as coisas, esta conversa e minha ajuda, permanecesse só entre nós por enquanto. Ninguém exceto você e minha mãe que me apoiou nesta decisão sabe sobre a minha mudança de lado. Nem meus amigos. Eu agradeceria que não comentasse nada com ninguém então para não correr o risco disto chegar aos ouvidos de Voldemort ou dos comensais. — pediu Malfoy.
—Tem a minha palavra. Agora vou ver Gina. — despediu-se o moreno saindo da Sala Precisa.
Draco que tinha ficado para trás, conjurou uma folha de pergaminho, um tinteiro e uma pena e escreveu uma carta para a sua mãe.
Mamãe,
Desde o ataque a Hogsmeade que a escola tem estado alerta. Vários aurores são vistos a rondar a escola, o povoado e todos os terrenos de Hogwarts incluindo a Floresta Proibida.
Há várias coisas que preciso de falar consigo que são muito importantes para escrever nesta carta por isso queria combinar um encontro com a senhora para podermos falar sem que outras pessoas ouçam.
Peço que diga uma hora e o local para a nossa conversa. Tem que ser o mais rápido possivel.
O seu filho, Draco.
O loiro enrolou a carta e dirigiu-se ao corujal onde prendeu à pata da sua coruja.
—Encontre minha mãe o mais rápido que conseguir. — pediu e logo a coruja saiu voando.
Agora precisava de uma boa desculpa para dizer aos seus amigos. Não podia fazer nada que alertasse o Lorde das Trevas.
Além dele, Crabbe, Goyle, Nott e Zabini também tinham a marca negra e Draco sabi que apesar de serem amigos não podia confiar neles a sua escolha de mudar de lado mesmo que Blásio Zabini fosse o seu melhor amigo. Quem sabe num futuro próximo o consiga convencer a mudar das Trevas para a Luz.
Harry, quando chegou à enfermaria encontrou a sra.Weasley sentada ao pé da cama de Gina. A madame Pomfrey estava mais adiante com Severo Snape. Provavelmente estavam a discutir as poções que dariam a Gina para a ajudar a combater o feitiço.
—Como ela está Molly? — perguntou Harry à mãe de Gina.
—Cada vez pior. — lamentou a sra.Weasley. — Rony e Mione sairam daqui um pouco antes de você chegar. Eles por você e disseram que iam para a biblioteca procurar mais sobre o feitiço que atingiu Gina.
—Molly, não se preocupe com Gina. — pediu Harry deixando a sra.Weasley com cara de quem não percebera o pedido do garoto. — Logo, logo ela vai estar curada.
—Sr. Potter, o senhor sabe muito bem que não sabemos o feitiço que deixou a srt.Weasley neste estado e é pouco provável encontrar a cura sem saber o feitiço. — disse a madame Pomfrey caminhando até Gina para administrar mais poções com a ajuda de Snape.
Gina estava ligada a um monitor trouxa, trazido pelos medi-bruxos que tinham começado a usar equipamentos médicos trouxas à algum tempo, que mostrava o batimento do coração e foi enquanto madame Pomfrey lhe dava uma poção que o aparelho trouxa começou a emitir alguns bips mostrando que o coração de Gina começava a bater lentamente.
Todos entraram em pânico pois sabiam que o coração da ruiva estava a parar. Severo correu em busca de poções que pudessem ajudar a pequena Weasley e entregou-as a madame Pomfrey que deu a Gina mas que pareceu não fazer efeito pois os batimentos cardíacos continuavam a diminuir.
Harry aproximou-se da namorada, segurou a mão e passando-lhe com a outra mão nos cabelos disse:
—Estou quase a encontrar a cura para o que está acontecendo consigo. Pedi a uma pessoa para me ajudar e em breve vamos achá-la, mas para isso eu preciso que seja forte e aguente até encontrá-la. Prometo que não vou desiludi-la e em breve você voltará para mim. Agora, por favor, aguente. Preciso de você aqui comigo, não vou aguentar tudo sem você. Gina, eu te amo, preciso que lute por mim, por nós dois, por favor.
A sra.Weasley chorava rios de lágrimas e a madame Pomfrey também deixava cair uma outra. A única pessoa que parecia não se abalar era Snape, mas na verdade ele sentia pena da garota. Apesar de não gostar de Potter e achar tolo da parte dele dizer aquelas frases lamechas ele não desejava que o garoto perdesse a mulher que ama e aquela situação fez lembrá-lo de Lílian quando Voldemort a matou.
Foi durante esse pensamento que ele olhou para o monitor e notou que os batimentos cardíacos da pequena Weasley começavam a voltar ao normal como se as palavras que Harry lhe disse a tivessem feito lutar contra a morte.
—Está começando a voltar ao normal. — disse ao fim de algum tempo fazendo todos olhar para o pequeno monitor.
—Obrigado Gina, por lutar. — sussurrou Harry.
Depois de ficar lá mais algum tempo tentando acalmar a sra.Weasley, Harry saiu da Ala Hospitalar de Hogwarts em direção ao Salão Principal pois já estava na hora do jantar e ele não tinha lanchado.
—Harry, finalmente apareceu. — disse Hermione. — Onde estava?
—A ler algumas coisas e depois passei pela Ala Hospitalar. — respondeu. — Gina piorou. Quando estava com ela agora à pouco o coração dela quase parou. — vendo aa reação dos amigos, principalmente a de Rony continou. — Não se preocupem, ela agora está bem, mas precisamos de achar a cura rapidamente. Não sei se ela vai aguentar durante muito mais tempo.
Enquanto comiam e conversavam sobre vários assuntos, uma coruja entrou no salão e deixou cair uma uma carta quase em cima do seu suco de abóbora.
—De quem é? — perguntou Rony.
—Não faço a mínima. — respondeu Harry.
O garoto abriu a carta e quando chegou ao fim da leitura levantou-se rapidamente e disse aos amigos:
—Preciso de ir. Depois eu conto-vos tudo.
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