Notas iniciais
Demorou mais postei!

Espero que curtam!

a partir daqui tudo vai mudar!

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Ele estava desesperado, não sabia exatamente o que fazer, só sabia que Neville seria morto se ele não fizesse nada, mas nesse momento era impossível aparatar, muitas pessoas estavam tocando nele, comemorando, sem nem saber o que estava acontecendo, o coração do garoto estava acelerado a mil por hora.

“Pintadinho” ele falou em um tom baixo “Apenas rugi!”

Pintadinho que estava devorando sua presa escutou a ordem de seu ‘papai’ e rugiu com força e autoridade, todos que estavam próximos do Harry correram para longe, era o momento perfeito, e ficou ainda mais perfeito quando ele percebeu que Dumbledore estava a poucos metros dele, Harry correu na direção do diretor, que sem entender nada abriu os braços, esperava um abraço do Harry, a surpresa de sentir a sensação da aparatação foi tão grande para o diretor que o fez morde levemente a língua, então quando ele sentiu o chão sobre seus pés já estava preste a dar uma sonora bronca no aluno.

Foi ai que ele viu a onde estava e tudo pareceu parar, Dumbledore se viu parado em cemitério escuro e cheio de mato; para além de um grande teixo à direita podiam ver os contornos escuros de uma igrejinha. Um morro se erguia à esquerda. Muito mal, o diretor conseguia discernir a silhueta escura de uma bela casa antiga na encosta do morro.

O ar se encheu repentinamente com o rumor de capas esvoaçantes que se mexiam conforme seus usuários se viravam para verem os recém chegados. Entre os túmulos, atrás do teixo, em cada espaço escuro, havia bruxos, Todos usavam capuzes e máscaras, comensais da morte. Os olhos de Harry se encheram de lagrimas ao ver o corpo de Neville deitado já sem vida nos pés do tumulo do pai de Voldemort, Voldemort por sua vez olhava para Harry e para Dumbledore, com ódio e ao mesmo tempo com bastante interesse.

Voldemort soltou outra gargalhada. Para cima e para baixo ele andava, olhando para os lados, Nagini circular no meio do capim. “Hum...vejo que Severus Snape realmente é um traído” Voldemort dizia em um tom frio “Mas confesso que esperava mais, Dumbledore creio que estais a caducar, pensou que sozinho poderia me derrotar, veio somente você e esse pirralho? Afinal quem é ele?”

“Harry Potter” Harry dizia em um tom frio, ainda mais frio que o do próprio Voldemort, aquele tom trouxe arrepios a todos ali presente, até ao próprio lord das trevas “Aquele destinado a te destruir!”

“O famoso Harry Potter?” Voldemort perguntava “Um insolente que implora pela a morte!” agora ele parecia irritado, já apontando a varinha para Harry.

Então do nada tudo começou, uma batalha incrível entre Voldemort e Dumbledore, os comensais que tentavam se meter entre os dois eram derrubados por Harry, que praticamente cego por ódio e dor, lançava azarações sem pronunciar, derrubando vários comensais da morte, mas para a tristeza do garoto, eles eram muitos, e estavam impedindo sua chegada até o corpo de Neville, e ele tinha que chegar lá.

Ele então expandiu sua magia por todos os lados, usou toda sua força para fazer isso, e fez o Visio Vacuum sem pronunciar, podendo assim ver as linhas de tempo e espaço de todos que estavam ali. “Imperium Tempus” falou Harry já segurando a linha de tempo de todos menos do Dumbledore, ele sentiu suas pernas perderem a força, sua magia urrava para ele, ele não teria muito tempo, o garoto correu até Neville e seu coração se encheu de tristeza ao ver que não existia mais uma linha de tempo ou uma linha de espaço, não existia linha nenhuma para Neville. Meio segundo se passou e ele novamente sentiu sua magia se esvaziar e seu desespero aumentar, então de dentro de ti ele escutou o som do conto da fênix, aquele lindo canto em seguida sentiu como se seu corpo se incendiasse em chamas e das chamas sua magia retornou com toda a força ou ainda mais forte, mas isso não o iludia, ele tinha apenas poucos minutos, e Voldemort parecia lutar contra aquele feitiço, pois a linha do bruxo das trevas era a mais difícil de ser segurada.

“Malditas linhas apareçam!” Harry gritou com lagrimas nos olhos, Dumbledore se aproximava do garoto colocando sua mão no ombro dele, Harry o ignorou “Malditas....por favor!” o garoto urrava em meio ao choro.

Moleque arrogante” ele escutou a voz de Merlin, mas não o viu, era como se Merlin estivesse em sua mente, Dumbledore não podia escutar aquela voz, só Harry “Quem pensas que é? O Senhor da Vida e da Morte? Ponha-se em seu lugar, ainda não eis nada!”

“Merlin, por favor...me ajude!” Harry implorava “Por favor Merlin!”

Não tenho esse poder!” Merlin respondia “E se tivesse não ajudaria, não me envolverei de maneira direta nessa guerra, você é minha ferramenta por isso o escolhi como aprendiz, aprenda que um dia será decisivo, mas se sonha com minha ajuda, acorde, nunca a terá, fará coisas fantasticas, você com seu poder, eu irei apenas assistir!

Então Harry sentiu sua magia desaparecer, e logo sua visão falhou, sentiu como se seu corpo inteiro doesse e seu coração por alguns segundos bateu de maneira descompensada, nesse segundo, antes de desmaiar, Harry sentiu a aparatação, e por fim se entregou ao oceano negro e frio a sua frente.

*** ***

Harry acordou, tão quentinho, tão sonolento, que nem abriu os olhos, sentindo vontade de adormecer outra vez. A enfermaria continuava fracamente iluminada, acreditava que ainda era noite e tinha a impressão de que não poderia ter dormido muito tempo. Então ouviu uma respiração perto dele, ele abriu os olhos e viu Hermione sentada em uma cadeira ao lado da cama, ele deitava a cabeça na cama e dormiu encostada no seu amado.

“Meu amor...” ele sussurrou.

O garoto jamais pensou que aquilo fosse o bastante para acordá-la; ela ergueu a cabeça assustada e por fim se jogou nos braços do seu amado, Hermione tentava segurar o choro mais era algo impossível.

“Fiquei tão preocupada!” ela dizia “Quando Dumbledore apareceu com Neville morto e você desacordado, pareceu um pesadelo!”

“Não se preocupe, tudo vai ficar bem, eu estou bem” Harry dizia se sentando na cama “Só que preciso ir imediatamente ver o professor Dumbledore, se importa de me esperar um pouquinho?”

A garota estava pensativa, não queria se separar dele “Não vai demorar?” ela perguntava.

“Não!” ele respondeu.

Então o garoto se levantou, era noite, e os corredores do castelo pareciam desertos, Harry andou até a sala do diretor e parou em frente a gárgula que guardava a entrada do escritório de Dumbledore.

“Hum..” ele dizia em um tom pensativo, ele sentia que Dumbledore queria falar com ele, então logo deduziu qual seria a senha “Harry Potter!” falou.

A gárgula ganhou vida e saltou para o lado. Ele passou depressa pela abertura nas paredes e pisou no patamar de uma escada em espiral, que se deslocou lentamente para o alto, ao mesmo tempo em que as portas se fechavam às suas costas, levando-o até uma porta de carvalho polido com uma maçaneta de latão.

“ENTRANDO” ele falou empurrando a porta.

Harry entrou. Era uma bela sala circular, coberta de retratos de diretores e diretoras que o antecederam em Hogwarts, os quais dormiam a sono solto, o peito arfando suavemente. Então ele viu Dumbledore sentado em sua poltrona e em frente à escrivaninha do diretor se encontrava Severus Snape.

“Creio que é só Severus!” Dumbledore falou.

“Não precisa professor” Harry dizia em um tom serio “O que quero mostrar, não é só para você e também para o professor Snape.”

Harry tirou a varinha do bolso e encostou-se a sua cabeça, ele se concentrou por um segundo, selecionando as lembranças que iria mostrar para os dois, por fim tirou o fio prateado de sua cabeça.

“A penseira!” pediu Harry.

Logo Dumbledore fez o que Harry pediu fazendo a penseira voar até a escrivaninha, Harry por sua vez colocou o liquido prateado nela, sabia que estava fazendo o certo, iria mudar o futuro, mas percebeu que não conseguiria fazer aquilo sozinho.

“Peço que os dois assistam!” Harry falou.

Então Dumbledore se adiantou enfiando a cabeça dentro da bacia, e assim ficou por longos minutos, quando ergueu a cabeça ele nada disse, apenas suspirou. Logo após Dumbledore, Snape fez o mesmo, ele afundou sua cabeça na bacia e ficou outros longos minutos, quando ergueu, seus olhos estavam arregalados.

“Como isso é possível?” ele perguntava.

“Não tente entender os poderes de Merlin!” Dumbledore dizia

“Por isso eu sabia a onde ele levou Neville” Harry falou “O maldito comensal já havia lançado a maldição em Neville, e programado para ele pegar aquela pagina que era uma chave de portal quando eu pegasse o troféu tribruxo e não desaparecesse.”

“Isso é certo!” Dumbledore dizia “È o plano B que você não sabia, pois ele não aconteceu em seu passado!” o diretor deu uma pausa “Harry você sabia que sua vitoria estava certa não sabia?” ele continuou “Se você tivesse escolhido não voltar ao tempo, você teria vencido!”

“A que preço?” Harry perguntou “Professor eu não podia fechar meus olhos e ignorar a única chance que eu tinha para salvar todos que morreram por mim! ou por minha causa!”

“O tempo é traiçoeiro, ele sempre tentará destruir todos que tentam o mudar, o controlar” Dumbledore dizia “Você salvou um colega e ele lhe tirou um amigo e da mesma forma Voldemort retornou!” o diretor começou a andar de um lado para o outro “Mas você sabe que agora temos todas as armas contra o lord das trevas” ele continuou “Sabemos a onde estão todas as Horcruxes, ele que também sabemos quais são os planos dele” o diretor voltou a se sentar, ele parecia cansado “Mas Harry, entenda, eu pude ver através de suas lembranças, que Voldemort se tornou ainda mais perigoso perto do fim, assim que destruímos todas as Horcruxes, nós finalmente iremos ver até a onde ele é capaz de ir para continuar com sua insanidade”

“Temos que mudar nossa estratégia!” Snape falou, ele não olhava para Harry, no fundo Snape estava com vergonha do garoto saber que ele amou sua mãe.

“Não podemos deixar o ministério interferir em Hogwarts” Harry com a autoridade que ele merecia.

“O ministério deve cair!” Dumbledore exclamou em um tom pesado “Infelizmente devo fazer os pesadelos do Fudge se tornarem realidade”

“Deixe-me como o líder da Armada de Dumbledore” Harry dizia pegando os dois professores de surpresa “Em meu passado Fudge alegou que a AD era um exercito criado para ajudar a derrubar o ministério, então creio que devo fazer isso se tornar realidade, eu irei selecionar os membros, seremos um pelotão da Ordem da Fênix e eu serei seu general!” Harry estava sendo tão firmes em suas palavras que nenhum dos dois homens se atrevia a dizer o contrario “Se o tempo me perseguira, eu irei o mudar de forma tão drástica que será impossível ele fazer o que fez” o garoto continuou.

“Harry você estar mais que preparado para a função que deseja” Dumbledore exclamava “Mas saiba que seus amigos não estão! Tenha isso em mente!”

“A Armada de Dumbledore não existe sem Rony e Hermione!” Harry exclamava “Mas eu não iria os colocar em perigo, jamais, eu lhes darei funções fora do campo de batalha, os dois selecionaram e treinaram colegas de Hogwarts, a mesma coisa que a antiga armada faria!

“Enquanto você lutará como um bruxo adulto?” Snape perguntou.

“Eu sou um bruxo adulto!” Harry voltou a exclamou “Sou um Mago Verdadeiro!” essas palavras pegaram o professor de surpresa “E irei selecionar vários bruxos para fazer parte da AD, farei o pelotão de elite da Ordem da Fênix”

“Então devo lhe dar umas dicas” Dumbledore dizia sorrindo “Ninfadora Black Tonks, uma bruxa adequada para seu pelotão” ele sorriu dando uma pausa “Além de Marisa Hoods” ele por um momento ficou pensativo “E claro, pode encontrar um poderoso aliado, se tiver o poder de mudar corações, como creio que tem esse poder, você poderá já ter seu capitão segundo em comando” o velho professor fechou os olhos, como se estivesse próximo de decidir se devia ou não seguir em frente “O encontrará em sua própria ruína em uma prisão construída por suas próprias mãos para abrigar seus inimigos, que por ironia se tornou sua fortaleza da lamentação”

Então Harry sentiu seu coração gelar, sabia exatamente de quem Dumbledore estava falando...

*** ***

Foi com uma opressão no peito que Harry arrumou seu malão no dormitório, na véspera de sua partida de Hogwarts, talvez por que ele sabia que dessa vez iria demorar um pouco mais para voltar. Estava com medo da Festa de Despedida, que normalmente era motivo de comemoração, pois nela anunciavam o vencedor do campeonato entre as Casas. Ele andava evitando o Salão Principal quando estava cheio, desde que deixara a ala hospitalar, dando preferência a comer quando ficava quase vazio, para poder tramar e pensar melhor em seu futuro.

Quando ele, Rony e Hermione entraram no salão, notaram imediatamente que não havia as decorações de costume. O Salão Principal em geral era enfeitado com as cores da Casa vencedora na Festa de Despedida. Esta noite, no entanto, havia panos pretos na parede ao fundo onde ficava a mesa dos professores. Harry percebeu instantaneamente que era um sinal de respeito por Neville. Então ele lamentou no fundo de seu coração, essa lembrança não havia mudado, seu passado e esse continuaram o mesmo, alguém havia sido assassinado por Voldemort.

Harry olhou na mesa dos professores e observou um Merlin um tanto quanto obsoleto, Harry sabia que seu mestre não se importava com Neville, sabia que ele estava ali apenas para assistir. O lugar do Professor Karkaroff estava vazio. Harry se perguntou, ao sentar-se com os colegas da Grifinória, onde andaria o bruxo, se nesse passado Voldemort também o mataria, por um momento o garoto sentiu pena de Karkaroff.

Madame Maxime continuava em Hogwarts. Estava sentada ao lado de Hagrid. Falavam entre si baixinho. Mais adiante na mesa, ao lado da Professora McGonagall, estava Snape. Seus olhos se demoraram em Harry por um momento quando o garoto olhou em sua direção. Sua expressão era difícil de traduzir. Parecia tão amargurado e desagradável como sempre. Harry continuou a observá-lo muito depois de o professor ter desviado o olhar. Ele queria saber o que estava passando na mente do professor, agora que ele sabia que Harry sabia seus segredos. – Será que Snape me odeia? Será que sente vergonha de mim? – era as únicas coisas que Harry pensava.

As indagações de Harry foram interrompidas pelo Professor Dumbledore, que se levantou à mesa dos professores. O Salão Principal, que por sinal tinha estado menos barulhento do que costumava ser em uma Festa de Despedida, ficou muito silencioso.

“O fim” disse Dumbledore olhando para todos “De mais um ano.” Ele fez uma pausa e seu olhar pousou na mesa da Grifinória. A mais silenciosa de todas antes do diretor se levantar, e continuava a ser a mais triste e de rostos mais pálidos do salão. “Há muita coisa que eu gostaria de dizer a todos vocês esta noite, mas primeiro, quero lembrar a perda de uma excelente pessoa, que deveria estar sentado aqui” ele fez um gesto em direção à mesa da Grifinória “festejando conosco. Eu gostaria que todos os presentes, por favor, se levantassem e fizesse um brinde a Neville Longbottom.”

Todos obedeceram; os bancos se arrastaram e os alunos no salão se levantaram e ergueram seus cálices e ouviu-se um eco uníssono, alto, grave e ressonante: “Neville Longbottom”.

De relance, Harry viu Gina entre os colegas. Havia lágrimas silenciosas correndo pelo seu rosto. Ele baixou os olhos se perguntando se Neville e Gina teriam algum futuro, nesse momento o garoto sentiu uma ferida em seu coração, era doloroso demais perder um amigo tão próximo.

“Neville era o aluno que exemplificava muitas das qualidades que distinguem a Casa da Grifinória” continuou Dumbledore. “Era um amigo bom e leal, uma pessoa aplicada, e para mim um dos alunos mais corajosos que se passou em Hogwarts, ele teria um futuro brilhante pela a frente” Dumbledore fez outra pausa, pausa que fez a ferida de Harry se abrir ainda mais. “Sua morte afetou a todos, quer vocês o conhecessem bem ou não. Portanto, creio que vocês têm o direito de saber exatamente como aconteceu.” Harry ergueu a cabeça e encarou Dumbledore.“Neville Longbottom foi morto por Lord Voldemort.” Um murmúrio de pânico varreu o Salão Principal. As pessoas olharam para Dumbledore incrédulas, horrorizadas. Ele parecia perfeitamente calmo ao observar os presentes até pararem de murmurar. “O Ministro da Magia” continuou Dumbledore “Não quer que eu lhes diga isto. É possível que alguns pais se horrorizem com o que acabo de fazer, ou porque não acreditam que Lord Voldemort tenha ressurgido ou porque acham que eu não deva lhes informar isto por serem demasiado jovens. Creio, no entanto, que a verdade é, em geral, preferível às mentiras, e qualquer tentativa de fingir que Neville Longbottom morreu em conseqüência de um acidente ou de algum erro que cometeu é um insulto à sua memória.” Atordoados e temerosos, cada rosto no salão voltava-se para Dumbledore , Hermione deitou sua cabeça nos ombros do namorado e chorou baixinho, fazendo o coração do Harry chorar junto. “Há mais alguém que deve ser mencionado com relação à morte de Neville” continuou Dumbledore. “Estou me referindo, naturalmente, a Harry Potter.” Um murmúrio atravessou o salão e algumas cabeças se viraram em direção ao garoto antes de tornarem a fitar Dumbledore.

“Harry Potter usou todo seu raciocínio quando viu Neville desaparecer, ele descobriu que seu amigo estava sobre o controle da maldição Imperius, ele em seu maior momento de gloria, descobriu a onde lord Voldemort levou Neville, e veio até mim, me levando junto com ele para o resgate de seu amigo, infelizmente era tarde demais para salvar Neville, mas arriscou a própria vida, lutando com dezenas de comensais para trazer o corpo de seu amigo de volta a Hogwarts. Ele demonstrou, sob todos os aspectos, uma bravura que poucos bruxos jamais demonstraram diante de Lord Voldemort e, por isso, eu o homenageio.”

Dumbledore virou-se solenemente para Harry e ergueu sua taça mais uma vez. Quase todos os presentes no Salão Principal seguiram seu exemplo. E murmuraram seu nome, conforme tinham murmurado o de Neville, e beberam em sua homenagem. Mas, por uma brecha entre os que estavam de pé, Harry viu que Malfoy, Grabbe, Goyle e alguns alunos da Sonserina, num gesto de desafio, tinham permanecido sentados, os cálices intocados. Dumbledore, que afinal de contas não possuía olhos mágicos, não os viu. Quando todos se sentaram mais uma vez, o diretor continuou:

“O objetivo do Torneio Tribruxo era aprofundar e promover o entendimento no mundo mágico. À luz do que aconteceu, o ressurgimento de Lord Voldemort, esses laços se tornam mais importantes do que nunca.” O olhar do diretor foi de Madame Maxime e Hagrid a Fleur Delacour e seus colegas de Beauxbatons, daí para Krum e os alunos de Durmstrang à mesa da Sonserina. Krum, Harry observou, parecia preocupado, quase temeroso, como se esperasse Dumbledore dizer alguma coisa desagradável. “Cada convidado neste salão” disse o diretor e seu olhar se demorou nos alunos de Durmstrang “Será bem-vindo se algum dia quiser voltar para cá. Repito a todos, à luz do ressurgimento de Lord Voldemort, seremos tão fortes quanto formos unidos e tão fracos quanto formos desunidos. O talento de Lord Voldemort para disseminar a desarmonia e a inimizade é muito grande. Só podemos combatê-lo mostrando uma ligação igualmente forte de amizade e confiança. As diferenças de costumes e língua não significam nada se os nossos objetivos forem os mesmos e os nossos corações forem receptivos. Creio e nunca tive tanta esperança de estar enganado que estamos diante de tempos negros e difíceis. Alguns de vocês, neste salão, já sofreram diretamente nas mãos de Lord Voldemort. As famílias de muitos já foram despedaçadas. Há apenas uma semana, um aluno foi levado do nosso meio. Lembrem-se de Neville Longbottom. Lembrem-se, se chegar a hora de terem de escolher entre o que é certo e o que é fácil, lembrem-se do que aconteceu com um rapaz que era bom, generoso e corajoso, porque ele cruzou o caminho de Lord Voldemort. Lembrem-se de Neville Longbottom.”

O malão de Harry estava pronto, Edwiges, presa na gaiola em cima do malão. Harry, Rony e Hermione aguardavam no saguão de entrada lotado, com os demais alunos do quarto ano, as carruagens que deviam levá-los à estação de Hogsmeade. Fazia mais um belo dia de verão. Harry Abraçava Hermione que mantinha sua cabeça enterrada no peitoral do rapaz, ambos apenas apreciando a presença um do outro.

“Harry” Ele olhou. Fleur Delacour vinha entrando no castelo correndo. Hermione percebeu e saiu dos braços do namorado, não iria atrapalhar, ela respeitava demais Harry para atrapalhar aquele momento. Para além da garota, lá longe no jardim, Harry viu Hagrid ajudando Madame Maxime a atrelar os cavalos à carruagem. A carruagem de Beauxbatons estava prestes a partir. “Nós veremos outra vez, tenho certeza” disse Fleur, que abriu os braços e abraçou o ex-namorado com força. “Você para mim é inesquecível, tenha certeza que sempre guardarei um pedacinho de ti junto a mim.” sussurrou a garota.

Rony saiu andando em direção a namorada que o esperava, ela estava com os olhos vermelhos, e Harry sabia que aquele seria um momento péssimo para o amigo. Depois que Fleur partiu, Hermione voltou a abraçar o Harry, ela estava se sentindo insegura, pois sempre teria a garota mais perfeita do mundo apaixonada pelo o seu namorado.

“Ela engordou!” Hermione dizia, não havia maldade em seu tom, ela apenas havia percebido que Fleur estava usando roupas grossas e realmente aparentava um pouco mais rechonchuda. “E ainda assim continua perfeita!” a garota suspirava derrotada, se fosse por beleza, Harry jamais iria escolher ela ao inveis da Fleur.

“Você é ainda mais perfeita!” Harry dizia percebendo o desanimo momentâneo da namorada “Só existe você para mim!”

*** ***

O tempo não poderia estar mais diferente na viagem de volta a King’s Cross do que estivera na vinda para Hogwarts, em setembro. Não havia uma única nuvem no céu.

Harry, Rony e Hermione tinham conseguido uma cabine só para eles. Edwiges cochilava, a cabeça debaixo de uma asa, e Bichento se enroscara em um lugar vazio como uma grande almofada peluda cor de gengibre. Harry, Rony e Hermione conversaram mais longa e livremente do que haviam feito durante toda a semana, enquanto o trem os levava para o sul. Hermione deitada com a cabeça no colo de Harry, enquanto Rony tentava parar de chorar.

“O que iremos fazer?” Hermione perguntava.

“Pedirei para o Carlinhos e para o Gui pagarem minha viagem para o Egito, eles vão entender que eu estou sofrendo demais, isso me ajudará a esquecer” Rony dizia em um tom chorão “Sabe, meu coração estar em pedaços!”

“Não era sobre isso que eu estava falando” Hermione dizia, mas parou, não iria magoar o amigo “Mas acho que é uma boa idéia, vai ser bom você respirar um novo ar”

“Eu não voltarei para a casa dos meus tios” Harry dizia com firmeza pegando os dois amigos desprevenidos.

“Harry....”Hermione hesitou “Você pode ficar lá em casa!”

“Meu amor!” Harry dizia todo dengoso, ele estava feliz com o convite “Com certeza irei para lá passar alguns dias, conhecer sua família, mas antes preciso resolver umas coisas!”

“A respeito da AD?” Rony perguntava animado, ele estava muito animado com essa idéia, Harry tinha contado sobre a AD para os amigos logo depois que saiu da sala de Dumbledore.

“Sim” Harry respondeu.

“Mas não precisa ir sozinho” Hermione dizia em um tom preocupado.

“Preciso encontrar uma pessoa, e preciso fazer isso sozinho!” Harry dizia “Você confia em mim meu anjo?”

Hermione hesitou, não que não confiasse, apenas estava preocupada demais, mas por fim sussurrou de forma derrotada “Confio minha vida a ti” ela respondia “Apenas prometa que vai se cuidar!”

“Eu prometo” Harry dizia dando um selinho na amada logo em seguida.

“Vela eterna” Rony bufava em um tom irritado.

*** ***

Harry parava o tempo dos guardas do ultimo andar da horrível prisão de Nurmengard, ele não demorou muito para ir atrás de seu segundo em comando, da estação ele foi direto para o Caldeirão Furado, e passou algumas semanas lá, apenas apreendendo outra variação do feitiço de Tempo e Espaço, variação que Merlin o ensinou com paciência, Harry suspeito que fosse o jeito do maior mago da historia demonstrar que estar fazendo sua parte na guerra.

Harry entrou de maneira silenciosa na cela daquele que para ele era o maior bruxo das trevas da historia, pois ele governou o mundo bruxo inteiro por cinco anos. O velho Gellert Grindelwald estava deitado no chão, seu cabelo cinza sem vidas denunciava a idade daquele homem ali, magro e pálido, que parecia completamente fraco.

“Eis aqui a mente por trás de Hitler” Harry dizia em um tom firme “O que pretendia depois que Hitler dominasse o mundo trouxa?”

“O mataria e me tornaria o senhor dos dois mundos!” Grindelwald dizia em um tom frio “Quem eis que se atreve a vim aqui?”

“Harry Potter!” Harry exclamou “Venho lhe propor uma aliança!”

“Que tipo de aliança?” o poderoso mago dizia já se levantando, ele olhava nos olhos de Harry, e o garoto percebeu que aquele era um ser poderoso.

“Posso lhe devolver sua juventude!” Harry dizia “Mas sua mente, suas experiências permaneceriam intactas, você teria sua segunda chance, e eu lhe prometo que após nossa guerra eu irei tirar a bruxaria da clandestinidade, e ajudarei a criar um governo justo para ambos os lados! Mas preciso de sua lealdade!”

“Supondo que você um moleque, tenha esse poder!” Grindelwald dizia “Posso confiar em sua palavra?”

“Sei que você se arrepende de todos que matou, se arrepende de ter colocado um lunático como o Terceiro Reich para governar os trouxas, sei que pensa em todas as vidas que você e ele tiraram, eu sei que se arrepende disso, estou lhe dando uma chance para se redimir a todos que você matou, com suas mãos e através das mãos de outros” Harry dizia com firmeza “Eu posso lhe dar sua juventude mais posso tirar sua vida com facilidade, eu serei seu general e você me honrará como eu irei lhe honrar, honrando minha palavra!” o garoto deu uma pausa “Gellert Grindelwald essa é sua chance, eu vi sua morte, e vi o tão arrependido você estava, volte a seus pensamentos adolescente, volte a pensa ao verdadeiro bem maior, pois podemos o construir sendo justo a todos”

“Então garoto, se você for capaz de realizar esse feitiço, ganhará meu respeito e minha lealdade, juro por minha magia” o velho mago dizia.

“Faria um Voto Perpétuo?” Harry perguntava com um sorrisinho vitorioso na face.

“Se insiste tanto!” Grindelwald dizia seriamente.

Então o Mago da verdadeira Ordem de Merlin expandiu sua magia já realizando o Visio Vacuum sem pronunciar, ele sorrio ao notar que aqueles feitiços estavam começando a ficar bem fácies, então o garoto se concentrou novamente e realizou o novo feitiço que Merlin o ensinou, o Memoriae Acies, também sem pronuncia, então da linha dourada do tempo uma linha azul florescente apareceu, aquela era a memória de Grindelwald, com esse feitiço Harry podia voltar à memória dele, e também podia a destruir, Merlin usou uma variação mais poderosa desse feitiço para mandar a memória e os conhecimentos do Harry para o seu eu do passado, Harry já estava começando a entender como tudo aquilo funcionava. O garoto enroscou sua magia na linha do tempo e na linha da memória do mago Grindelwald, em seguida falou com firmeza “Imperium Tempus Summum” a nova variação que ele apreendeu, e puxou a linha do tempo de Grindelwald para trás, mantendo a linha de memória dele paralisada, o jovem mago observou o velho corpo de Grindelwald voltar no tempo, os cabelos voltavam a ser dourados ouro claro, as rugas desapareciam, seu corpo voltava a ser forte e sua expressão se tornava jovial e um tanto quanto divertida, como se sua existência já fosse uma zombaria para alguém. Então Harry parou de puxar a linha do tempo de Grindelwald o deixando com seus quinze anos de idade, no momento que Harry cessou o feitiço ele sentiu suas pernas darem uma bambeada, mas logo voltou à compostura, pois tinha que mostrar que era o mago mais poderoso daquela cela, só assim Grindelwald o respeitaria.

O velho mago que agora voltava a ter seu corpo de quinze anos de idade estava maravilhado, e ao mesmo tempo temeroso, ele nunca imaginou que existia um mago com esses poderes, e ficou ainda mais admirado com a idade do mago em questão, ele sabia que o garoto era famoso, afinal seus guardas lhe davam jornal, ele sabia da existência de lord Voldemort e da existência de Harry Potter, só não sabia que o garoto era alguém tão poderoso.

“Fiz o que prometi!” Harry falou “Agora vamos ao voto”

“Falta o avalista” o garoto Grindelwald dizia com um sorrisinho de canto.

“Dobby” Harry falou em um tom baixo, então o pequeno elfo domestico entrou na cela.

“Meu Senhor me chama?” Dobby perguntava.

“Chegou à hora de fazer aquele serviço que eu lhe ensinei” Harry dizia.

“Um elfo domestico como avalista?” Grindelwald dizia em um tom de zombaria.

“Os elfos domésticos são descendentes dos elfos, os seres de maior magia que nosso planeta já viu, ele não precisa de varinha para realizar feitiços, eles tem total controle de sua magia” Harry dizia com orgulho, ele aprendeu a respeitar aquelas criaturinhas.

“Ok...ok” Grindelwald dizia se ajoelhando.

Harry fez o mesmo se ajoelhando na frente de Grindelwald, os dois uniram as mãos direitas e olhavam seriamente um para o outro, Dobby que havia passado a semana treinando para esse momento colocou sua mãozinha próxima as mãos unidas dos dois.

“Você, Gellert Grindelwald, jura lealdade a mim, Harry Potter?” Harry começou a falar.

“Juro” Grindelwald

Uma fina língua de fogo-vivo saiu da mãozinha de Dobby e envolveu as mãos como um arame em brasa.

“Jura proteger e lutar com toda sua força e esforço pela a nossa causa?” Harry voltou a perguntar.

“Juro” Grindelwald voltou a responder.

Uma segunda língua de fogo saiu da mão do elfo e se entrelaçou com a primeira, formando uma fina corrente luminosa.

“Você, Harry Potter, jura honrar o que me prometeu?” Grindelwald perguntou.

Harry hesitou, sabia que o que prometeu não era algo fácil, era algo quase impossível, ele sentiu sua mão tremer, mas segurou com firmeza, iria finalizar aquele voto, era necessária para trazer ao mundo uma paz duradora.

“Juro” Harry falou.

O rosto inocente do Dobby se avermelhou, refletindo o clarão da terceira língua de fogo que saiu da mão do elfo, enrolou-se nas outras e se fechou em torno das mãos, grossa como uma corda, como uma serpente de fogo. Por fim o pequeno elfo cessou o juramento, os dois magos soltaram suas mãos e viram a marca do voto que ficaram em suas peles.

“Então...falou algo de eu ser seu capitão, segundo em comando” Grindelwald dizia em um tom sorridente “Você ta montando um exercito certo?”

“Sim” Harry respondia sendo pego desprevenido “Creio que um batalhão.”

“Hum, queres montar uma Schutzstaffel (SS)?” Grindelwald perguntou causando arrepios em Harry.

“Sabe fui criado no mundo trouxa e aprendemos a odiar e temer tudo ligado ao Nazismo” Harry dizia com sinceridade “O Terceiro Reich foi à pior espécie de ser humano já existente no mundo!”

“Ok...ok cada um com sua ideologia” Grindelwald dizia ignorando tudo que Harry havia dito. “Então iremos criar uma armada de bruxos de elite, certo?” ele perguntava.

“Sim, isso mesmo” Harry respondia.

“Então posso indicar meu primo, ele é um grande bruxo!” Grindelwald exclamava em um tom empolgado “Tenho alguns companheiros que são bem poderosos! Poderemos usar eles”

“Apresente-me eles” Harry dizia já indo em direção a porta “Agora vamos!”

“Ok, mas passaremos em alguma loja, preciso de roupas novas” Grindelwald dizia todo sorridente.

*** ***

Harry passou a tarde inteira em uma espécie de Beco Diagonal Alemão, que ficava na bela Munique, ele notou que os bruxos alemães eram bem diferentes dos ingleses, tinha uma leve tendência para magia mais obscura, tanto que na livraria principal do beco o livro em destaque era um sobre magia negra.

Harry e seu capitão Grindelwald entraram em uma chique loja de roupas chamada Silbernen Anzug, Grindelwald traduziu o nome da loja para Harry, era algo parecido com terno de prata.

No momento que o jovem mago entrou na loja, ele se sentiu em um filme, aqueles filmes que espiões que mostram o principal entrando em uma loja de ternos caríssima, cheia de espelhos com estofados perfeitos no centro e um longo tapete persa, além de uma musica orquestrada de excelente qualidade, a diferença era que nessa loja ternos voavam de um lado para o outro voltando para seus cabides ou saindo dos próprios para os clientes poderem experimentar. Grindelwald se sentia a vontade naquele ambiente, muito mais a vontade que Harry, ele andava de um lado para o outro apontando alguns ternos que estavam em amostra, logo eles saiam voando parando em cima de uma mesa em frente a dois provadores.

“Roupa com estilo!” Grindelwald dizia todo sorridente.

Então ele escolheu um terno todo preto, camisa de baixo preta e gravata também preta, ele sorrio analisando o corte do terno que era italiano, em seguida começou a procurar sobretudos, que voavam por cima de sua cabeça, de todas as cores e modelos, então escolheu um vermelho-sangue escuro, Harry admitiu que a cor e o modelo era bem bonito.

“Toma vai se trocar ali” Grindelwald dizia.

“Pra mim?” Harry perguntava.

“Com certeza, se estamos montando uma armada, que sejamos reconhecidos por nossas roupas!” Grindelwald exclamava com um sorriso animado nós lábios, em seguida saia para um dos provadores com um terno cinza escuro e um sobretudo idêntico a do Harry.

Harry entrou no chique provador, tirou suas surradas roupas e começou a se vestir, ele notou que o terno era muito grande para ele, mas quando o colocou no corpo, o terno se modificou adaptando ao tamanho do Harry, ficando perfeito no corpo, ele sorriu, sempre quis uma roupa mágica que se lavasse sozinha. – Será que essa tem essa função? – Ele se perguntou. Logo depois vestiu um sobretudo e se olhou no espelho e se surpreendeu com o que viu, realmente dava um outro ar, era algo diferente. – Sinto-me respeitável – Harry pensou admirado, era a primeira vez que ele pensava isso dele mesmo, com aquelas roupas ele deixava de ter a aparência de bruxo aluno e passava a ter a aparência de um mago de verdade. Harry saiu do provador e encontrou Grindelwald o esperando, ele estava vestido com um terno cinza escuro e usava também o mesmo sobretudo vermelho sangue escuro.

“Legal né!” Grindelwald exclamava “Pode ser nossa marca registrada!” ele deu uma pausa tirando a varinha recém comprada do bolso em seguida conjurava uma faixa branca, estilo aqueles que capitães de time de futebol usam. “Vamos escolher um símbolo”

“Nada nazista e pode esquecer seu antigo símbolo” Harry já cortava o barato do mago.

“Ok...ok” Grindelwald dizia irritado “Se é espertinho escolha um!”

Harry pensou por algum segundo, ele realmente gostava dos símbolos celtas, havia muitos em sua lista de preferidos, mas nunca pensou em colocar algum para simbolizar a AD, então não estava sendo fácil a tarefa de escolher um símbolo, então ele se lembrou do símbolo arvore da vida, que significava que todos éramos ramos e raízes de uma mesma e única arvore, a igualdade entre todos; diferente dos pensamentos antigo de Grindelwald e Dumbledore que tentavam criar uma hegemonia bruxa sobre os trouxas pelo o bem maior, os planos do garoto era criar um mundo em que trouxas e bruxos pudessem conviver de maneira pacifica em igualdade.

“Que tal esse?” Harry falou fazendo um gesto com a varinha, logo o desenho da arvore da vida se formava na faixa, um circulo criado por raízes entrelaçadas, no centro a arvore com ramos e raízes entrelaçados criando o infinito e constante, sem fim, todos juntos entrelaçados.

“Legal!” Grindelwald exclamou “Mas o que significa?”

“Somos ramos e raízes de uma mesma arvore, então somos iguais!” Harry falou.

“Amante de trouxas!” Grindelwald resmungou.

“O que disse?” Harry fez que não ouviu.

“Nada, esse símbolo é legal, é só não falar o que ele realmente significa” Grindelwald dizia.

“Falta algo.” Harry falou em seguida fez outro gesto e as letras AD se formaram no centro do símbolo.

“O que isso quer dizer?” Grindelwald perguntou.

“Armada de Dumbledore!” Harry respondeu.

“Não!” Grindelwald exclamou “Se eu soubesse que nossa armada tinha esse nome eu teria recusado!”

“Não minta pra ti mesmo, você gosta dele!” Harry dizia.

“Ele me traiu e me derrotou, deixou-meeu ser preso e nunca disse um sinto muito por isso, então todo sentimento de amizade que existia desapareceu!” Grindelwald dizia em um tom irritado “Jurei lealdade a você e a nossa causa, e não a Dumbledore, que isso fique claro.”

“Estar bastante claro para mim!” Harry dizia.

Grindelwald fez um feitiço de multiplicação na faixa, criando outras cinco, em seguida ele colocou a faixa no braço direito, Harry fez o mesmo, em seguida olhou para a faixa em seu braço, sentiu um arrepio na espinha, como se a partir daquele momento estivesse criando uma nova historia, mudando completamente o rumo de sua própria historia.

Simbolo AD

*** ***

Os dois magos de encontrava em um pequeno cemitério que ficava em um barranco de onde podia ver o mar, eles estavam na Itália, estavam à procura do primo de Grindelwald, mas para a tristeza do mesmo só o encontraram em um tumulo, havia morrido há alguns anos.

“O que fazem aqui?” eles escutaram uma voz feminina.

“Vá embora trouxa!” Grindelwald dizia em um tom irritado “Não estou tendo um bom dia.

“Como ousa me chamar assim?” a garota parecia extremamente irritada.

Nesse momento Harry se virou para ver quem era a tal garota, e se surpreendeu, a beleza dela era algo comparável como a beleza da Fleur, cabelos negros como a noite e olhos azuis como o céu, ela era jovem, devia ter a mesma idade do Harry, mas seu corpo já era completamente desenvolvido, tendo curvas acentuadas tanto na parte da frente, com belos médios seios quanto na parte de trás com um belo bumbum redondinho, ela usava um vestido verde oliva feita de seda, que fazia cada curva se acentuar mais, era simplesmente deslumbrante. Então só depois de alguns minutos babando por ela que Harry percebeu que ela estava com uma varinha na mão direita.

“Uma bruxinha!” Grindelwald dizia sorrindo “Uma deliciosa bruxinha! Posso brincar com ela Harry?” os olhos dele brilhavam.

“Não....lógico que não!” Harry dizia meio desconcertado ainda.

“Quem são vocês?” a garota perguntava.

“Ninguém, já estamos partindo!” Harry dizia.

“O que vocês estavam fazendo no tumulo de meu avô?” ela perguntou, então de repente os olhos de Grindelwald brilharam.

“Seu avô era Hilnner Grindelwald?” Grindelwald perguntou.

“Sim!” ela respondia sem abaixar a varinha “Eu sou Liliana Grindelwald”

Grindelwald dava uma deliciosa gargalhada, em seguida abria os braços, como se estivesse pedindo um abraço, só que a bela Liliana o ignorou completamente, estava achando que aquele belo garoto loiro de cabelos cumpridos e olhos azuis eram um completo idiota.

“Não responderam minha pergunta!” Liliana dizia em um tom frio.

“Viemos buscá-lo” Grindelwald respondia “Ele foi um bom general de meu exercito, achei que o encontraria vivo ainda, já que agora faço parte de um novo exercito”

“Do que você estar falando?” ela perguntava.

“Sou Gellert Grindelwald” ela respondia “Seu parente, estou jovem assim, por que esse garoto aqui” ele apontou Harry “Me transformou em um adolescente novamente, digamos que ele é um Senhor do Tempo, um real Mago, então eu jurei lealdade a ele e agora trabalhos juntos para o bem maior de todas as raças da terra” ele deu uma pausa e depois abriu um largo sorriso ao notar o desconcerto na face da bela Liliana. “Estamos montando um exercito, teremos uma verdadeira guerra pela a frente, se você herdou algo do meu sangue, tenho certeza que só de pensar na possibilidade de uma guerra, você se excita, pernas ficam até bambas” ele lançava um olhar completamente malicioso à garota.

“Sinto nojo de você!” ela exclamava “Mas realmente gosto de batalhas, mas não são elas que me excitam dessa maneira” Liliana parava e lançava um olhar cheio de malícia para Harry, o garoto percebeu que os Grindelwald’s tinham o sangue quente. “Outras coisas me excitam da maneira que você falou!” em seguida ela guardava sua varinha em sua bolsa e dava alguns passos na direção dos dois magos, parando bem na frente do Harry “Não acredito em nenhuma palavra que esse idiota falou” ela dizia unicamente para Harry “Mas estou interessada em fazer parte desse grupo, se isso significar fugir de minha vida, fugir de Stregogento”

“Ohh por que quer fugir da competente Escola de Magia e Bruxaria de Stregogento?” Grindelwald perguntava.

“Tinha um caso desde os meus treze anos com meu professor de feitiço, então no fim desse ano, o idiota tarado quis realizar uma fantasia de transar na sala de aula, acabamos sendo pegos por um grupo de alunos!” Liliana dizia como se aquilo não fosse nada, Harry ficou boquiaberto e Grindelwald parecia irritado “Ele foi demitido da escola e eu passei a ser a maior fofoca da Itália, isso saiu até no profeta diário italiano” Liliana passou seus braços ao redor do pescoço de Harry, o garoto ficou paralisado, não tinha idéia o que ela queria com aquilo “Eu o amava, por isso aceitei, nunca fiquei com ninguém apenas com ele, e ele me traiu dizendo para todos que eu havia o enfeitiçado” ela dizia com os lábios bem próximos dos lábios do Harry.

“Você o enfeitiçou!’ Grindelwald afirmava.

“Não!” Liliana exclamou “Após sua traição eu o matei e enterrei seu corpo nesse cemitério, ele ainda estar como desaparecido!”

“Então famoso Harry Potter” ela dizia “Você me aceita em seu exercito? Garanto que sou poderosa e faço tudo que você ordenar eu fazer, só não posso ser pressa ou continuar vivendo nesse inferno.”

“Claro!” Harry respondia “Seja bem vinda a Armada de Dumbledore”

“O que?!” Grindelwald exclamava assustado. “Você nem sabe se ela é poderosa”

“Faça o teste Gellert” Harry dizia tirando os braços da garoto “Ela é poderosa e precisa fugir de sua realidade, será bem útil”

“Não pegarei leve com ela só por ela ser uma parente!” Grindelwald exclamava.

“Não estou pedindo isso!” Harry falou “Apenas faça o teste rápido, temos que ir para o Japão antes de voltarmos para a Inglaterra!”

“Vamos atrás do Makoto?” Grindelwald perguntava empolgado.

“Sim” Harry respondi em um tom frio “Mas só depois de você testar a Srta Grindelwald”

Então Harry começou a caminhar e logo percebeu que estava sendo seguido pelo os dois Grindelwald, então o garoto percebeu que sua vida agora seria assim, sendo seguido por grandes bruxos, um verdadeiro líder entre eles, e ainda sim tendo a responsabilidade em suas costas, a responsabilidade de ser o maior inimigo do maior bruxo das trevas. Harry parou na praia e olhou para os dois, olhou firme para ambos.

“Podem começar!” Harry falou.

Notas finais
espero que tenham gostado e mandem reviews!