Harry Potter - A História de Ellie
37 Quinto Ano em Hogwarts
Notas iniciais
–O que o seu pai queria? — Jorge perguntou á Ellie sem a olha-la nos olhos.
–Apenas se despedir — Ellie também não o encarou.
–Não vai se sentar com Hermione? — perguntou Jorge mais uma vez.
–Ela é monitora, fica no final do trem — Ellie respondeu dessa vez o olhando — Está querendo me expulsar Jorge? Porque se quiser que eu saia, eu saio.
–Não é isso Ellie — Ele ainda não á olhava nos olhos.
–É que temos algumas coisas a tratar loirinha — Fred á olhava nos olhos.
–E eu não posso saber do que se trata?
–Não é isso... — Fred deu uma leve risada maliciosa.
–É melhor você não ficar sabendo, não queremos coloca-la em perigo...
–Quando ele disse não queremos, ele quis dizer que ele não quer, porque ele decidiu tudo isso sozinho — Fred ergueu as mão em forma de rendimento.
–Fred — Jorge o repreendeu e depois continuou — Por incrível que pareça você ainda tem a ficha limpa em Hogwarts Ell, acredite eu e Fred sabemos disso, você só possui uma infração daquela vez que fugiu depois do horário para comer — Fred deu uma risada e levou um tapa de Ellie — então o que estamos fazendo provavelmente vai nos colocar em perigo e eu...
–E você não quer que eu manche a minha imagem de boa moça? — interrompeu Ellie.
–Ellie fala sério você não tem fama de boa moça, você pegou um cara do sétimo ano quando tava do terceiro, é um tipo de recorde!
–Cala boca Fred! — Jorge e Ellie falaram o mesmo tempo.
–E isso tem a ver com as gemialidades Weasley? — perguntou Ellie.
–Tem — Fred e Jorge responderam no mesmo tempo.
–Está bem, vou atrás do Neville e ouvir um pouco sobre herbologia, tudo bem, eu não ligo mesmo.
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–Ellie estávamos te procurando! — Hermione puxou o braço de Ellie e continuou a andar — A reunião foi tão boa, você não tem noção!
–Imagino! — Ellie forçou o sorriso.
–Ali, o Harry e o Rony!
–Ah achei vocês! — Rony parecia aliviado — Alguém viu o Hagrid? Mione o que a Luna está fazendo?
–Luna? — perguntou Ellie confusa.
–A menina estranha da Corvinal, de cabelos grandes...
–Ah sim, ela é amiga da Gina.
–Ellie você está vendo o animal que está puxando a carruagem? — Harry parecia aflito.
–Harry, não tem nada a puxando, como sempre — Ellie respondeu olhando Harry preocupado.
–Você não é o único, eu também os vejo — Luna se aproximou, e Ellie reparou como ela era baixinha.
–Ah ótimo — Rony comentou e Hermione chutou o ser tornozelo
Todos subiram nas carruagens, e seguiram até o castelo, enquanto todos iam entrando, Ellie viu Jorge e Fred escondendo alguma coisa do Filch. Harry ficou mais uma vez encarando as carruagens, enquanto Rony e Hermione o olhavam preocupados.
–Vamos entrar logo, está congelando aqui — Pediu Gina, enquanto puxava Luna pela mão.
–Essa menina é doida, eu estou avisando — Rony andava desengonçado ao lado de Hermione.
–Você quis dizer brilhante Rony — Corrigiu Ellie enquanto puxava o cabelo do ruivo.
–Onde está Fred e Jorge? — perguntou Hermione enquanto eles se sentavam.
–Se escondendo de mim — Ellie rodou a cabeça pelo salão tentando acha-los.
–Gemialidades? — perguntou Rony.
–Gemiliadades — confirmou Ellie.
–Quem é aquela? — perguntou Dino ao lado de Hermione.
–Uma tal de Umbridge — responder Simas — Trabalha no ministério.
–O que? — perguntaram Ellie e Hermione no mesmo tempo.
–Ela estava no meu julgamento! — Harry explodiu.
–Não, não pode...
Mas, Hermione fora cortada pelo chapéu seletor que começou a cantar.
Antigamente quando eu era novo
E Hogwarts apenas alvorecia
Os criadores de nossa nobre escola
Pensavam que jamais iriam se separar:
Unidos por um objetivo comum,
Acalentavam o mesmo desejo,
Ter a melhor escola de magia do mundo
E transmitir seus conhecimentos.
"Juntos construiremos e ensinaremos!"
Decidiram os quatro bons amigos
Jamais sonhando que chegasse um dia
Em que poderiam se separar,
Pois onde se encontrariam amigos iguais
A Salazar Slytherin e Godrico Gryffindor?
A não ser em outro par semelhante
Como Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw?
Então como pôde malograr a idéia
E toda essa amizade fraquejar?
Ora estive presente e posso narrar
Uma história triste e deplorável.
Disse Slytherin: "Ensinaremos só
Os da mais pura ancestralidade."
Disse Ravenclaw: "Ensinaremos os
De inegável inteligência."
Disse Gryffindor: "Ensinaremos os
De nomes ilustres por grandes feitos."
Disse Hufflepuff: "Ensinarei todos,
E os tratarei com igualdade."
Diferenças que pouco pesaram
Quando no início vieram à luz,
Pois cada fundador ergueu para si
Uma casa em que podia admitir
Apenas os que quisesse, por isso
Slytherin, aceitou apenas os bruxos
De puro-sangue e grande astúcia,
Que a ele pudessem vir a igualar,
E somente os de mente mais aguda
Tornaram-se alunos de Ravenclaw,
Enquanto os mais corajosos e ousados
Foram para o destemido Gryffindor.
A boa Hufflepuff recebeu os restantes
E lhes ensinou tudo que conhecia,
Assim casas e idealizadores
Mantiveram amizade firme e fiel.
Hogwarts trabalhou em paz e harmonia
Durante vários anos felizes,
Mas então a discórdia se insinuou
Nutrida por nossas falhas e medos.
As casas que, como quatro pilares,
Tinham sustentado o nosso ideal,
Voltaram-se umas contra as outras e
Divididas buscaram dominar.
Por um momento pareceu que a escola
Em breve encontraria um triste fim,
Os duelos e lutas constantes
Os embates de amigo contra amigo
E finalmente chegou uma manhã
Em que o velho Slytherin se retirou
E embora a briga tivesse cessado
Deixou-nos todos muito abatidos.
E nunca desde que reduzidos
A três seus quatro fundadores
As Casas retomaram a união
Que de início pretenderam manter.
E agora o Chapéu Seletor aqui está
E todos vocês sabem para quê:
Eu divido vocês entre as casas
Pois esta é a minha razão de ser
Mas este ano farei mais do que escolher
Ouçam atentamente a minha canção:
Embora condenado a separá-los
Preocupa-me o erro de sempre assim agir
Preciso cumprir a obrigação, sei
Preciso quarteá-los a cada ano
Mas questiono se selecionar
Não poderá trazer o fim que receio.
Ah, conheço os perigos, os sinais
Mostra-nos a história que tudo lembra,
Pois nossa Hogwarts corre perigo
Que vem de inimigos externos, mortais
E precisamos nos unir em seu seio
Ou miremos de dentro para fora
Avisei a todos, preveni a todos...
Daremos agora início a seleção.
–Ele exagerou um pouco esse ano em? — Rony coçava as mãos nervoso.
–Novos tempos — Harry falou baixinho mas Ellie pode ouvir.
–É só uma música Harry — Ela falou enquanto pegava a mão do garoto que a olhou torto.
O resto da cerimonia prosseguiu tranquilamente, Dumbledore estava dando ás boas vindas aos novos professores, quando foi interrompido por um barulho irritante vindo da senhora com cara de sapa.
O diretor continuou:
— Os testes para entrar para os times de quadribol das casas serão realizados... Ele interrompeu o que ia dizendo, com um olhar indagador à Profª Umbridge.
Como ela não era muito mais alta em pé do que sentada, por um momento ninguém entendeu por que Dumbledore parará de falar, mas então a professora pigarreou:
— Hem, hem — e ficou claro que se levantara e pretendia falar. Dumbledore pareceu surpreso apenas por um instante, então, sentou-se com elegância e olhou atento para a Profª Umbridge, como se ouvi-la fosse a coisa que mais desejasse na vida. Os outros membros do corpo docente não foram tão competentes em esconder sua surpresa. As sobrancelhas da Profª Sprout chegaram a desaparecer por baixo dos cabelos rebeldes, e Harry nunca vira a boca da Profª McGonagall mais fina. Nenhum professor novo jamais interrompera Dumbledore antes. Muitos estudantes sorriam abobados; era óbvio que essa mulher não conhecia os hábitos de Hogwarts.
— Obrigada, diretor — disse a professora, sorrindo afetadamente —, pelas bondosas palavras de boas-vindas.
Sua voz era aguda, soprada e meio infantil, e, mais uma vez, Harry sentiu uma onda de aversão que não conseguia explicar; só sabia que tudo nela o enojava, desde a voz tola ao casaquinho peludo cor-de-rosa.Ele olhou para Ellie ao seu lado que tinha uma feição parecida, Umbridge tossiu mais uma vez para clarear a voz (hem, hem), e continuou.
— Bem, devo dizer que é um prazer voltar a Hogwarts! — Ela sorriu, revelando dentes muito pontiagudos. — E ver rostinhos tão felizes voltados para mim!
Harry olhou para os lados. Nenhum dos rostinhos que viu pareciam felizes. Pelo contrário, todos pareciam meio chocados ao ouvir alguém se dirigir a eles como se tivessem cinco anos de idade.
— Estou muito ansiosa para conhecer todos vocês, e tenho certeza de que seremos bons amigos!
Os estudantes se entreolharam ao ouvir isso; alguns mal conseguiram esconder os sorrisos.
— Serei amiga dela desde que não tenha de pedir emprestado aquele casaquinho — sussurrou Parvati para Lilá, e as duas desataram a rir em silêncio.
A Prof. Umbridge tornou a pigarrear (hem, hem), mas, quando continuou, um pouco do modo soprado de falar desaparecera de sua voz. Pareceu muito mais objetiva, e suas palavras tinham um tom monótono de discurso decorado.
— O ministro da Magia sempre considerou a educação dos jovens bruxos de vital importância. Os dons raros com que vocês nasceram talvez não frutifiquem se não forem nutridos e aprimorados por cuidadosa instrução. As habilidades antigas, um privilégio da comunidade bruxa, devem ser transmitidas às novas gerações ou se perderão para sempre. O tesouro oculto de conhecimentos mágicos acumula dos pelos nossos antepassados deve ser preservado, suplementado e polido por aqueles que foram chamados à nobre missão de ensinar.
A Profª Umbridge fez uma pausa e uma reverência aos seus colegas, mas nenhum deles lhe retribuiu o cumprimento. As sobrancelhas escuras da Profª McGonagall tinham se contraído de tal modo que ela decididamente parecia um falcão, e Harry a viu trocar um olhar significativo com a Profª Sprout quando Umbridge fez mais um hem, hem, e continuou o discurso.
— Todo diretor e diretora de Hogwarts trouxe algo novo à pesada tarefa de dirigir esta escola histórica, e assim deve ser, pois sem progresso haverá estagnação e decadência. Por outro lado, o progresso pelo progresso não deve ser estimulado, pois as nossas tradições com provadas raramente exigem remendos. Então um equilíbrio entre o velho e o novo, entre a permanência e a mudança, entre a tradição e a inovação...
Harry percebeu que sua atenção estava oscilando, como se seu cérebro estivesse entrando e saindo de sintonia. O silêncio que sempre prevalecia no salão quando Dumbledore falava ia se rompendo à medida que os alunos aproximavam as cabeças, cochichando e abafando risinhos. Na mesa da Corvinal, Cho Chang conversava animadamente com as amigas. Alguns lugares adiante de Cho, Luna Lovegood puxara o seu Pasquim. Ellie rodava a cabeça no salão provavelmente em busca do Jorge. Entrementes, na mesa de Lufa-Lufa Ernesto Macmillan era um dos poucos que ainda olhavam para a Profª Umbridge, de olhar vidrado, e Harry tinha certeza de que Rony estava apenas fingindo ouvir, numa tentativa de honrar o novo distintivo de monitor que reluzia em seu peito.
A Profª Umbridge não parecia notar o desassossego da platéia. Harry teve a impressão de que uma revolta de grandes proporções poderia ter estourado bem embaixo do nariz dela e a bruxa teria continuado a discursar. Os professores, porém, ainda ouviam com muita atenção, e Hermione parecia estar bebendo cada palavra que Umbridge dizia, embora, a julgar por sua expressão, a desagradasse totalmente.
—... porque algumas mudanças serão para melhor, enquanto outras virão, na plenitude do tempo, a ser reconhecidas como erros de julgamento. Entrementes, alguns velhos hábitos serão conservados, e muito acertadamente, enquanto outros, antigos e desgastados, precisarão ser abandonados. Vamos caminhar para a frente, então, para uma nova era de abertura, eficiência e responsabilidade, visando a preservar o que deve ser preservado, aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado e cortando, sempre que encontrarmos, práticas que devem ser proibidas.
A bruxa se sentou. Dumbledore aplaudiu. O corpo docente acompanhou a sua deixa, embora Harry reparasse que vários professores bateram as mãos apenas uma ou duas vezes antes de parar. Alguns alunos secundaram os aplausos, mas a maioria foi apanhada de surpresa pelo fim do discurso, porque não ouvira mais do que umas poucas palavras do todo, e antes que eles pudessem começar a aplaudir devidamente, Dumbledore tornou a se erguer.
— Muito obrigado, Profª Umbridge, foi um discurso muito esclarecedor — disse, curvando-se para a bruxa. — Agora, como eu ia dizendo, os testes de quadribol serão realizados...
— Certamente que foi esclarecedor — disse Hermione em voz baixa.
— Você está me dizendo que gostou? — perguntou Rony baixinho, virando o rosto, perplexo, para ela. — Foi o discurso mais chato que já ouvi, e olha que eu fui criado com o Percy.
— Eu disse esclarecedor e não agradável. Explicou muita coisa.
— Foi? — admirou-se Harry. — Me pareceu uma grande enrolação.
— Mas havia coisas importantes no meio da enrolação — disse Hermione, séria.
— Havia? — perguntou Rony, sem entender.
— Que tal "o progresso pelo progresso não deve ser estimulado"? Ou então
"cortando sempre que encontrarmos práticas que devem ser proibidas"?
— Bom, e o que é que isso significa? — perguntou Rony impaciente.
–Significa que essa mulher é um porre — Hermione olhou feio para Ellie.
— Vou-lhe dizer o que significa — disse Hermione agourentamente. — Significa que o Ministério está interferindo em Hogwarts.
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–Ainda estão fugindo de mim? — Ellie bateu na cabeça do Jorge enquanto se sentava ao lado de Fred.
–Você não nos dá escolha, você fede a cachorro! — Fred riu, e Ellie lhe mostrou a língua.
–Não jantaram? — perguntou Ellie olhando para Jorge que rabiscava no pergaminho.
–Já comemos — Fred respondeu.
–Bom, vocês não perderam nada, a não ser o discurso de dar sono da nova professora de DTA.
–Ela fez um discurso? — perguntou Jorge finalmente dando atenção — O que ela disse?
–Sério? — Ellie revirou os olhos — Não prestei atenção, se quiser pergunte á Hermione.
–Ela parece legal? — perguntou Fred.
–Não, tem cara de sapa, e só usa rosa, sem falar da sua voz irritante, ah ela também trabalha no ministério!
–Ninguém merece... — Fred jogou o corpo para atrás.
–Melhor a gente tomar cuidado — Jorge começou a guardar todos os pergaminhos rapidamente.
–Não esquenta Jorge — Fred revirou os olhos, mas começou a guardar também.
–Boa noite Ellie — Jorge deu um leve tapinha na cabeça de Ellie e começou a subir as escadas rapidamente.
Ellie o observou, e reparou que gostaria de um beijo de boa noite, balançou a cabeça tentando esquecer o pensamento, e viu que Fred a encarava.
–Olá — Ele tinha um sorriso sapeca no rosto — Bem, eu vou dormir também. Ah não ser que você queira que eu chame o meu irmão aqui de novo para...
–Vai dormir água de salsicha — Ellie o cortou rapidamente.
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GALEÕES DE GALEÕES!
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Gostaria de ganhar um extra?
Procure Fred e Jorge Weasley, sala comunal da Grifinória, para trabalhos simples, meio expediente e virtualmente indolores.
(Lamentamos informar que todo o trabalho será realizado por conta e risco do candidato.)
–O que? — perguntou Ellie confusa á Hermione — Eles não me deixam participar, mas querem que outros ajudem, é o fim...
–Eles são o fim Ellie! — Hermione estava vermelha.
–Mione quer falar com eles — Rony olhava feio para a morena.
–Por que? — perguntou Ellie despreocupada.
–Porque nós somos os monitores! É a nossa obrigação!
–Eles não fizeram nada demais Mione...
–São Fred e Jorge de que estamos falando, eles estarem respirando é um perigo!
–Não exagera — Ellie revirou os olhos.
Harry se juntou á eles, com a cabeça baixa, Ellie nem teve que perguntar, Rony já respondia:
–Simas acha que Harry está mentindo sobre você-sabe-quem.
–Ah Lilá também — Hermione comentou tristonha.
–Hermione por que ainda conversa com ela? Ela e Parvati só falam bobagens!
–Eu estava defendo o Harry Ell.
–Não precisa, não precisa me defender, ou ficar do meu lado, pode falar mal de mim junto á elas, eu não ligo, afinal não passo de um mentiroso.
–Quando é que você vai parar com esses dramas Harry? O mundo não gira entorno de você, Hermione estava te defendendo por que é sua amiga e se importa com você! Quer saber, eu vou para aula, não quero brigar de novo...
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