Harry Potter.
85 Capítulo 28
– Essa foi a pior ideia que alguém já teve. — disse Mione descendo do testrálio
– Ah Mione, foi uma delícia. — ri descendo do meu.
– Voar de Hogwarts para Londres em um testrálio não está nos meus planos futuros.
– Eu acho que vou adotar um. — riu Rony
– Como vocês se livraram da Umbridge? — perguntou Luna
– Ela foi levada pelos centauros. — disse Harry- Como vocês fizeram isso? — perguntei boquiaberta
Harry piscou rindo, mas não respondeu.
– Como entramos no Ministerio? — perguntou Neville rindo
– Por aquela cabine. — disse Harry andando — Vamos depressa.
Entramos os sete na cabine e Harry digitou os números certos. Escutamos uma voz feminina pedindo nossos nomes e o que estaríamos fazendo por lá. De má vontade, Harry disse o nome de todos e que estávamos salvando vidas. O telefone, então, imprimiu adesivos.
– O seu. — disse Harry me entregando
Alice Felton
Missão de Salvamento.
– Vou levar esse de lembrancinha. — eu disse
Harry bufou uma risada mas me empurrou pra fora do elevador.
– Por aqui.
Seguimos ele pelo ministério, que é um lugar lindo. Eu gostaria de poder ter observado todos os detalhes: a arquitetura, as pessoas, a magia. Mas, o Harry estava com pressa. Ele nos guiou e parou em frente a uma porta preta.
– É essa aqui. — suspirou ele — Escutem, algum de vocês poderia ficar aqui pra vigiar, talvez dois.
– E como te avisaríamos? — perguntou Gina — Você poderia estar bem longe daqui.
– A gente vai contigo, Potter. — sorri
Coloquei minha mão no ombro dele e ele colocou a mão na maçaneta.
– Abre. — eu disse
Ele abriu a porta e todos entraram.
Estavam em uma sala circular. Tudo era preto. Diversas portas estavam postas nas paredes negras, intercaladas por velas cujo fogo era azul.
– Alguém feche a porta. — disse Harry
Neville obedeceu, e assim que ele o fez, o lugar ficou quase completamente escuro. Harry deu um passo em direção à porta à sua frente, mas as paredes da sala começaram a girar.
Segurei no seu braço, mas o chão estava parado então não caímos.
– O que foi isso? — perguntou Rony
– Acho que é pra gente não saber por qual porta entramos. — disse Gina
– Como vamos sair então? — perguntou Neville
– Não precisamos pensar nisso, por enquanto. — disse Harry — Vamos.
Harry seguiu em direção a uma das portas e a abriu, revelando uma sala. Bem no meio dela, havia um tanque com inúmeros objetos brancos nadando.
– São peixes? — perguntou Gina
– São cérebros. — disse Mione, com nojo.
– Não é essa sala. — disse Harry — Vamos voltar.
Seguimos ele, que abriu outra porta. Ouvi Mione fazer um feitiço e vi que ela tinha marcado um X na porta em que entramos.
– Pra marcar. — disse ela se explicando
– É brilhante. — disse Harry sem olhar pra trás.
Ele abriu outra porta. Essa sala era maior que a outra e possuía um arco de pedra, com um véu. Esse véu estava tremulando levemente, como se tivesse acabado de ser tocado.
– Quem está ai? — gritou Harry correndo pra perto do arco.
– Harry. — eu disse o seguindo — Não tem ninguém ai.
– Tem sim! — disse ele parecendo chateado — Você não consegue ouvir?
– Não. — eu disse
– Eu consigo ouvir também. — disse Luna — Eles estão conversando.
– Quem? — perguntou Mione
– Harry, escuta. — eu disse — Você e Luna têm uma coisa em comum, é a mesma coisa com os testrálios. Vamos, por favor.
Harry suspirou e lançou mais um olhar para o arco.
– Não tem ninguém ai. — repeti
– Desculpa, vamos embora. — disse ele indo para a porta.
Concordei e seguimos ele pela porta.
Harry abriu mais duas portas erradas, até que acertamos.
Era uma sala toda escura, iluminada por milhares de bolas de vidro arrumadas em prateleiras.
– Está na prateleira noventa e sete. — disse Harry
– Vamos. — disse Gina
Corremos passando pelas prateleiras. Eu esperava que Sirius não estivesse morto naquela prateleira.
– Aqui. — disse ele — Tem que estar aqui.
Acendi a luz da minha varinha. mas não conseguíamos ver nada além das bolas de vidro.
– Tinha que estar aqui. — suspirou ele
– Harry. — disse Rony
– O que?
– Tem seu nome escrito aqui. — disse Rony apontando para uma das bolas de vidro.
Harry se aproximou da bola.
S.P.T para A.P.W.B.D.
Lorde das Trevas
e (?) Harry Potter.
Harry esticou uma mão para segurar a bola.
– Não encoste nisso, Harry. — disse Mione
– Por que não? — perguntou ele
– Pode ser perigoso. — disse ela — Ou uma armadilha.
– Mas tem meu nome nisso.
– Não, Harry. — disse Neville
– Gente, tem o nome dele. — murmurei
Hermione bufou.
– Um dia, ele vai acabar morrendo por sua causa, Alice.
Harry encarou ela, irritado e pegou a bola.
– Muito bem, Potter. — escutei uma voz arrastada dizer — Agora vire-se e dê isso para mim.
Virei para onde ela estava vindo e vi uma dúzia de figuras encapuzadas, nos cercando.
– Para mim. — disse a figura mais a frente, tirando o capuz.
Meu sogro.
– Isso não pode estar acontecendo. — murmurei
– O que você disse pro meu filho? — perguntou ele se dirigindo à mim. — Você chegou a comentar com ele que vinha nessa missão de salvamento estúpida? Com o Potter?
Continuei encarando ele.
– Eu não sei o que ele viu em você, sua sangue-ruim. — disse ele cuspindo as palavras.
Encarei o chão. Eu não me incomodava com quem me chamava de sangue-ruim, mas ele era o pai do meu namorado, no fundo, eu acho que queria que ele gostasse de mim, assim como Sirius fazia.
– Cala a boca. — disse Harry — Onde está Sirius?
Todos os Comensais riram da pergunta e se entreolharam.
– O Lorde das Trevas sempre sabe. — disse Lúcio. — Me entregue a Profecia, Potter.
– Eu quero saber onde está Sirius. — disse Harry entre dentes
– Eu quero saber onde está Sirius. — disse uma voz feminina do meu lado. — Pobre Potter, acordou de um pesadelo, foi?
– Pelo menos, dessa vez ele não acordou chorando, Bellatrix.
– Bellatrix. — disse Neville
– Isso mesmo. — sorriu ela — Como vão seus pais?
Neville pareceu chocado.
– Vocês o pegaram. — disse Harry — Onde está o Sirius?
– Está na hora de você aprender a diferença entre sonhos e a realidade. — disse Lúcio sorrindo.
– Harry — sussurrei — Talvez eles estejam falando a verdade.
– Pelo menos você não é tão estúpida quanto a última. — disse Lúcio — Ou a penúltima? Não sei dizer, foram tantas.
– Do que você está falando? — perguntei
– Você achou que ele ficou sozinho esse tempo todo esperando por você cansar do Potter? Pelo visto, achou. — disse ele — Ele levou a maioria delas lá em casa, mesmo as que foram rápidas. Menos você. Na verdade, ele nunca nem me contou que estava namorando você, eu tive que descobrir de outra maneira.
– Você está mentindo. — eu disse
– Pergunte pra ele. — Lúcio disse dando de ombros. — Se ele alguma vez falar com você de novo.
– Eu já disse para deixá-la em paz. — disse Harry
– Tsc, vocês são uns fofos. — disse Lúcio — Potter, essa é a ultima vez que eu vou pedir: me entregue a Profecia.
– Por que Voldemort quer tanto essa bola de vidro afinal? Essa Profecia? — perguntou Harry
– Como você ousa falar o nome dele? — murmurou Bellatrix — Como você ousa manchá-lo com sua lingua de sangue-ruim?
– Você não sabe? — riu Harry — Ele é sangue-ruim também. Ou quer dizer que ele vem contando pra vocês que é puro sangue?
– ESTUPE…
– NÃO!
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