Harley Quinn
1 Capítulo 0 - Mágica

Paris, a cidade luz, se iluminava com as luzes fluorescentes vinda dos prédios e os faróis acesos dos carros circulando na rua. A bordo de sua motocicleta preta e vermelha, os cabelos loiros de Harley sacudiam com o vento que vinha de encontro com sua face. Ela acelerou e entrou em uma garagem que ficava ao lado de um barzinho de esquina.
Assim que entrou na garagem e a trancou, Harley desceu da motocicleta e examinou o local, abrindo um sorriso de batom vermelho logo em seguida.
- Então é aqui que eu vou ficar esse tempo todo, né? O sr. Tottenham caprichou na escolha do meu presentinho. – Ela berrou, embora ninguém pudesse ouvir já que ela estava sozinha na garagem escura e silenciosa. O sr. Tottenham era um dos guardas do Asilo Arkham, onde Harley estava sob prisão, e era um de seus admiradores. Após o período dela na prisão se acabou, ele propôs fugir com ela para Paris onde eles poderiam morar em uma de suas garagens. Harley aceitou, mas assim que chegaram ao aeroporto, a loira assassinou o sr. Tottenham e embarcou sozinha para Paris.
- Bem, esse lugar vai precisar de uma boa faxina. – Ela declarou, dando outra olhada no local. – Mas não precisa ser necessariamente hoje, não é mesmo? Ainda vai ter muito tempo para limpar isso aqui, eu vou é curtir! – Ela berra, se jogando sob as caixas de papelões vazias posicionadas no canto da garagem. A típica risada de Harley ecoou pela garagem, mas foi interrompida por súbitos passos vindos do portão.
- Quem resolveu me visitar à uma hora dessas? – Harley pensou, ironicamente. As botas pretas e os cabelos negros denunciavam a presença de outra mulher na garagem.
- Zatanna. – Harley sussurrou. Zatanna Zatara saiu das sombras que a iluminação da garagem projetava e abriu um sorriso para Harley. Elas não eram amigas, nunca tinham sido. Por que diabos Zatanna resolveu aparecer logo agora? – Como você me achou? Não sabia que tinha sido cadastrada na lista telefônica sem a minha autorização.
- Bem Harley, você nunca foi muito boa em esconder pistas, digamos. – Zatanna retrucou. – O homem que você enganou e assassinou, e sim eu sei que foi você, havia apenas uma propriedade em Paris e era justamente essa garagem, então eu não tive muitas dúvidas sobre onde você estaria.
- Hm, bem espertinha. – Harley gargalhou. — Aposto como já foi convidada para a FBI. Mas diga, docinho, o que veio fazer aqui em minha humilde garagem? Ficar se gabando de seus feitos de detetive que não foi.
- Eu preciso de sua ajuda. Na verdade, nós precisamos. – Zatanna retrucou, chegando perto de Harley aos poucos.
- Defina nós.
- A Liga da Justiça Sombria.
- Hm, já ouvi falar de vocês, uma liga de super-heróis com poderes mágicos e místicos. Onde eu me encaixo nisso? – Harley perguntou, ela parecia estar cada vez mais interessada na proposta de Zatanna.
- Você não se encaixa na Liga, o motivo para chamar você é outro. – Zatanna se aproximou de vez agora, encarando Harley frente-a-frente.
- Me diga o motivo, então.
- Bem... Suponhamos que temos um inimigo em comum.
- O morcegão*!?
- Não...
- Então quem seria? – Harley questionou mais uma vez.
- O seu ex-Pudinzinho.
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