Notas iniciais
Ola pessoal, queria agradecer aos comentários no capitulo anterior, sei que vocês ficaram irritados com nos duas por interromperem assim o capitulo da Victoria e do Logan mais tínhamos que fazer a Adrielle e o Daniel entrar um pouco mais na historia, espero de verdade que gostem desse capitulo!!
Victória invadindo aqui kk:Próximo capítulo eles voltam a aparecer de onde a ultima cena deles parou.Bjs*--*

P.O.V Daniel


8 minutos antes...



Quando terminei de recepcionar os meus amigos fui ao encontro da Adrielle, eu realmente estava gostando de conversar com ela, era diferente, mais divertida, mais ela ainda não havia chegado ao lugar onde estávamos antes. Então caminhei em direção a cozinha, percebi que ela não estava lá também, pensei em perguntar para alguém se tinha a visto, com sorte achei um rapaz que parecia estar parado ali há muito tempo, estava fantasiado de enfermeiro:



– Você por acaso teria visto por aqui há alguns minutos atrás uma garota morena muito bonita fantasiada de me mulher gato? — ele assentiu e então apontou para uns cacos de vidro no chão e começou a contar.



– Ela esteve aqui agora a pouco. Um doido passou correndo por aqui e a fez derrubar o copo no chão, depois disso eu saí da cozinha.



Eu olhei com uma cara decepcionada para o rapais por não saber mais nada sobre ela, estava com uma sensação ruim que ela estava em perigo, quando eu ia me virando, ele disse:



– Quando estava perto da escada, tive a impressão ela estava nos braços de um rapaz, mais não tenho certeza, não deu pra ver muito bem a fantasia, nem ela, uma dica, se for ela deixa quieto, uma hora dessas devem estar em um dos quartos lá em cima se divertindo.



– Obrigada.



Eu sabia que tinha alguma coisa que não se encaixava nessa estória, a Adrielle não iria subir essas escadas nos braços de um homem, e sem sombra de duvida iria para um quarto com ele então eu resolvi descobrir o que estava acontecendo. Com certeza se ela tivesse com um cara, ia ser muita sacanagem comigo, se isso acontecesse, ela poderia ganhar o Oscar de melhor atriz do ano, por mentir tão bem que não estava querendo mais homem algum. A raiva já estava nas minhas veias, então fui rápido para acabar logo com essa agonia.



Subi as escadas e entrei na primeira porta, que era a do meu quarto e ela estava desocupada, então mais adiante fui para um dos quatro quartos de hospedes da casa, entrei então no mais próximo, a porta desse estava trancado, mais quando bati na porta, uma mulher semi nua me atendeu, eu me desculpei e sai em direção a outra porta, quem me atendeu foi um cara sem camisa e com um chapéu de caubói, que disse calmamente que estava ele mais a sua namorada, então quando estava batendo na porta do outro quarto que percebi que aquilo era muito estranho, eu tinha escutado um gemido de alguém, bem baixinho mais escutei e o gemido não parecia de prazer e sim de dor, então disse para mim mesmo, porque alguém faria isso sem nenhum motivo, pois estavam só os dois ali, e também tinha alguma coisa entranha no tom calmo de sua voz, e pelo que pude ver do quarto a mulher não estava na cama, então com uma intuição muito forte eu voltei e bati novamente na porta do quarto, só que desta vez demoraram um pouco mais de tempo para me atender, então quando finalmente abriu a porta.



–Você de novo cara, o que você quer?



–Eu quero entrar no quarto, agora.



–Ah vai se ferrar. – Disse tentando fechar a porta na minha cara então eu Fui um pouco mais rápido e coloquei um pé, entre a porta e a parede impedindo que ele fecha-se a porta, então empurrei a porta bruscamente contra o homem e então finalmente consegui ver vantagem em tantos anos de academia, e sei que viria vantagem logo em todas aquelas aulas de boxe que tive.



– Pode entrar então. – Disse quando eu já estava invadindo o quarto.



– Aonde esta a sua namorada? – Disse impaciente, sabia que tinha alguma coisa de estranho nisso tudo.



– Cara, você esta paranóico. – Ele disse tentando se levantar então eu fui e bati contra seu peito, fazendo ele cair novamente.



–Aonde está sua namorada? – Disse ficando mais irritado.



–Calma cara, ela esta no banheiro.



Então eu cruzei o quarto em uma rapidez incrível, parei na porta do banheiro tentando escutar qualquer sinal de vida, mais nada veio só o barulho da musica tocando no andar de baixo. Eu estava pronto para perguntar se estava tudo bem, quando alguma coisa me chamou a atenção, era um sapato de salto alto que estava quase totalmente enfiada em baixo da cama, mais eu ainda vi um pedaçinho dele no lado de fora, me aproximei e o peguei, percebi que era igual ao que a Adrielle usava, na verdade era difícil não perceber o sapato que ela usava, era diferente, eu hesitei por um instante imaginando que qualquer garota poderia ter um sapato desse, então eu percebi que era conhecidencia demais. Abaixei e olhei em baixo da cama, onde vi os pedaços da roupa dela despedaçados. Senti alguém se aproximando então eu virei bruscamente, pronto para uma briga se preciso. O cara veio para cima de mim, eu dei um chute na sua perna, o fazendo cair e então fiquei de pé rapidamente, eu queria acabar com a cara dele, mais tinha que fazer ele pedir para a Adrielle andar mais rápido e sair do banheiro, ela até poderia estar La por conta própria mais porque que as suas roupas estavam rasgadas e escondidas? Então levantei o homem e com uma mão segurei seus braços e com a outra tampei a sua boca para que não fizesse qualquer barulho.



–Vou bater aquela porta, fingindo que eu fui embora, e você vai pedir para ela sair, que eu fui embora, e claro só se você quiser ter tempo de sair daqui antes deu quebrar a tua cara, você esta entendendo? – Disse apertando seu braço e depois o soltando. Ele caminhou em direção a porta e a bateu.



– Meu anjo pode sair agora, dei um jeito nele, pode sair agora.



Então ele abriu a porta e saiu correndo, fiquei tentando em ir atrás dele, e quebrar o seu pescoço, mais Adrielle era bem mais importante. Fechei a porta sem fazer o mínimo de barulho e me escondi ao lado da porta do banheiro. Ela começou a abrir lentamente, então um homem saiu lá de dentro, dois e sacanagem, com isso eu fervia de raiva e então outro homem saiu do banheiro também, três já era demais, era covardia. Então eu escutei um breve gemido de dor novamente e pra mim foi à gota d’água, ela estava machucada, não agüentei de tanta raiva e pulei em cima de um dos caras o derrubando sobre um pequeno raque que se espatifou no chão com o peso de nossos corpos, eu dei uns três socos bem dados na cara dele quando eu me descuidei e levei um também, bem no olho, depois fiquei meio desorientado acabei perdendo um pouco o controle da situação de repente eu cai com um chute que ele me deu e depois de novo e de novo, eu estava com tanta raiva, o que eles estavam fazendo com ela, com a minha garota? Eu não podia ceder quando ele parou, para tentar ficar em pé totalmente, mesmo estando muito fraco e machucado me levantei o mais rápido possível, peguei um abajur em uma mesinha ao meu lado e acertei com força a cabeça dele, então ele caiu no chão. Lembrei-me do outro cara quando ele já estava me dando chutes nas costas, eu não podia desistir, ajoelhei no chã, e quando o cara se aproximou para tentar me bater mais eu agarrei em suas pernas fazendo ele perder o equilíbrio do seu corpo e caindo no chão, fui para cima dele e comecei a dar vários socos na cara dele, resolvi parar quando seu rosto já estava sangrando.



Fui para o banheiro e fiquei chocado com o que vi, Adrielle que estava desacordada no chão do banheiro, vestida apenas com os restos da sua fantasia, que cobria um pedaço da coxa perto da virilha e um caminho estreito continuava indo em direção as suas costas, seus seios estavam à vista e avermelhados, ela estava toda machucada, sangrando em algumas partes, estava cheia de mordidas e arranhões por todo seu corpo. Peguei então rapidamente uma toalha em um armário e enrolei nela. Coloquei no meu colo e a levei em direção ao meu quarto. Fechei a porta atrás de nos, e eu coloquei ela em cima da cama, e fui procurar uma camiseta de frio minha dentro do meu guarda roupa. Ela estava tremenda de frio. Eu cuidadosamente coloquei a blusa nela, tentando não acorda – lá, a minha blusa ficava muito grande para ela, parecendo uma camisola, peguei umas cobertas a cobri até o pescoço.



Fiquei a observando durante um instante e depois fui à atrás desses pervertidos que fizeram isso com ela, eu ia acabar com eles mas quando eu entrei no quarto todo destruído, ele já estava vazio. Eu desci a escada, estava um pouco zonzo, tinha que dar um jeito de acabar com a festa então fui lá avisar para o DJ que já estava na hora de acabar com a festa, ele apenas concordou e avisou para todos, durante um instante varias pessoas vaiaram mais logo depois começaram a ir embora. Fui à cozinha e peguei um remédio de dor de cabeça, e uns analgéticos para dor, um copo de água, e alguns algodões.



Subi em direção ao quarto enquanto um monte de gente descia as escadas indo embora. Encontrei Adrielle do mesmo jeito que a deixei só que ela não estava tremendo. Então eu coloquei as coisas que eu peguei em cima da cabeceira da cama, peguei o algodão e comecei a limpar os hematomas que estavam sangrando, no seu pescoço, abaixei as cobertas e limpei os da sua coxa que em sua maioria era aranhados, mas tinha partes roxas e vermelhas na sua pele, quando acabei, peguei os algodões sujos e joguei no lixo do banheiro, voltei para cama deitei ao seu lado, ela estava de costas para o meu corpo, e abracei-a, passei meus braços sobre a sua cintura e deixando meu nariz bem próximo ao seu cabelo que cheirava muito bem. Ficando parado durante um instante percebi que estava todo dolorido, na barriga, nas costas, o que mais doía era o meu olho esquerdo, ele estava latejando. Eu levantei um pouco a cabeça e peguei uma mecha do seu cabelo que tinha desprendido caindo sobre seu rosto e coloquei em volta da sua orelha novamente, olhei para aquele rosto angelical dormindo comecei a pensar em como eu gostaria que tudo tivesse sido diferente, que isso não estivesse acontecendo com ela, desejando não ter ido de encontro com meus amigos e nunca ter deixado ela sozinha que isso não teria acontecido, eu sei que iria me culpar o resto da minha vida, , estava sentindo um nó se formar na minha garganta, me sentindo sufocado, nesse momento uma lagrima escorreu pelos meus olhos, uma lagrima de arrependimento, eu olhei um ultima vez para aquele rosto e logo depois adormeci.



Notas finais
E ai o que acharam? Comente bastante, e falem o que realmente acharam do capitulo, Beijos.