Harder, Stronger, Better - Interativa
9 Capítulo 9 – That One Where They’ve Seal The Deal
Notas iniciais
Acampamento Grounder
_ Eu sou o Comandante das Doze Tribos, por que vocês estão no meu território? – falou, enquanto brincava com uma faca entre seus dedos.
A figura ameaçadora do Comandante, fez com que a maioria engolisse a seco. Mark deu um passo incerto a frente, e iniciou a tentativa de explicação. – A gente não tinha a intenção de cair no seu território. Nós morávamos numa “nave” no espaço, mas fomos enviados para a Terra. Deveríamos ter pousado em Mount Weather, mas caímos na montanha errada.
_ Vocês realmente querem que eu acredite que moravam no espaço? – ele perguntou, recebendo um aceno positivo de todos. – Certo, supondo que vocês realmente morassem lá, por que? Por que alguém moraria no espaço quando pode morar na Terra?
_ Por causa da Guerra... Nossos antepassados foram enviados na Arca para que pudessem sobreviver à radiação nuclear. As previsões diziam que a radiação não seria tão perigosa apenas cem anos após, mas nós fomos enviados após os noventa e sete que se passaram. – Rebekah falou.
_ Me deem um motivo para não mata-los agora e depois ir atrás do resto. – o Comandante exigiu.
_ Nós podemos te ajudar. Nós somos mais avançados em tecnologia e medicina, podemos ensiná-los. – Mary falou, andando para frente. – Nós podemos ajuda-los em diversas áreas.
O moreno avaliou os líderes por alguns minutos, avaliando a proposta. – Eu quero ver antes. Quero ver o que podem fazer. Nós temos uma criança que está muito doente e nossos curandeiros não sabem o que fazer.
Mary e Rebekah foram levadas para a tenda em que estava a criança, enquanto Liv e Damon, que sabia uma coisa ou outra, explicavam para o Comandante o que poderiam ensinar e em seguida Thomas falou sobre mecânica e tecnologia.
O interesse de Tyler no que falavam era mascarado por um face séria, que Tiffany e Micaelah eram capazes de decifrar. Era visível que ele estava considerando um acordo com o Povo do Céu, apesar de terem queimado um patrulha quando aterrissaram.
O Comandante os dispensou e deixou sua passagem livre pelo acampamento até o fim das negociações, que aconteceriam após Mary e Rebekah cuidarem da criança doente. Os oito se reuniram na tenda que havia sido atribuída à Mary para discutir sobre os Grounders.
_ Isso de dez líderes não vai funcionar. – a voz de Brian falo sobre as outras
_ E você sugere quem para ser o líder? Você? – Damon zombou.
_ Menos! – Mark elevou a voz – Eu acho que devemos ter um líder ou no máximo três líderes e formarmos um Conselho, para termos vários pontos de vista sobre uma situação.
_ Um Conselho? O que faz você pensar que nós devemos decidir as coisas no nome de todos sem opinião alheia? O que te faz pensar que nós somos melhor do que aqueles que ficaram na nave? – Alexandra atacou.
_ Ela tem um ponto, Reimond. Todos os Cem deveriam votar. – Joffrey falou. – Mas até que isso seja possível, nós tomamos as decisões. Já falamos para o “Khal Drogo” que somos os líderes, caso não votem em nós falamos que éramos um Conselho provisório.
_ Nós votamos entre nós agora, alguém para conduzir as negociações e quando nos reunirmos aos Cem resolvemos isso. – Thomas complementou. – Ok?
_ Eu acho que Rebekah devia ser a líder. – Liv falou. – Ela se preocupou desde o momento que acordamos na nave, até com quem ela não gostava.
_ Mark deveria ser o líder. – Hayley falou. – Ele fez o melhor que pôde para nos manter a salvo.
_ Ele é tão bom que vocês foram capturados. – Joffrey riu. – Ackles e Villefort deveriam ser as líderes.
_ O cara pálida aqui ‘tá certo. – Brian indicou o amigo.
_ Eu tentei o que pude, ok? – o moreno retrucou. – E eu voto na Mary.
_ Pode ser o Mark mesmo. – Alexandra falou
_ Eu ainda não estou de acordo com isso. – Damon resmungou.
_ O que estão fazendo? – a loira e a ruiva disseram em uníssono ao entrar na tenda.
_ Decidindo um líder. – Hayley explicou. – Quem vocês acham que devia ser?
_ Mary. – a loira sorriu para a ruiva.
_ Oh, não! Eu não! Eu não posso... – a ruiva negou. – Mark e Rebekah deveriam fazer isso. Mark sempre foi bom nessas coisas e Bekah tem cuidado de todos nós. Eles deveriam liderar.
_ Mas você... – Liv começou.
_ Eu não quero, não posso fazer isso. – a ruiva cortou antes de ir embora. – Mark e Bekah são os “nossos caras”, todos você sabem disso.
Rebekah e Liv iniciaram e ir atrás da ruiva, mas Mark foi mais rápido. – Não se preocupem, eu vou falar com ela.
Ele a achou as margens de um lago, perto do acampamento, onde ela encarava seu próprio reflexo no lago. – Eu não posso perder mais ninguém, Mark. Não posso. Não posso fazer isso.
_ Eu não vou te deixar perder mais ninguém. Nós não vamos perder mais ninguém. – Mark a abraçou.
_ Eu sinto falta dela. – a ruiva confidenciou, ainda em seus braços.
_ Eu sinto falta da Valentine também. – ele a apertou ainda mais. – Muito.
Atrás de alguns arbustos na beira de uma cachoeira
_ Nunca te disseram que espionar as pessoas é feio? – Damon sussurrou.
_ Bom, meu irmão não falava comigo, mas não vejo nada de errado eu aproveitar a vista. – Alexandra sorriu maliciosamente.
Os loiros voltaram sua atenção de trás do arbusto para a cachoeira, onde Djennifer e Tiffany tomavam banho, e não percebiam o que estava acontecendo atrás dos arbustos.
_ É uma puta vista, pode falar. – Alexandra riu.
Eles discorreram por vários minutos, até perceberem que elas haviam acabado, fazendo com que a dupla corresse o mais rápido possível de volta para o Acampamento, se escondendo imediatamente ao chegarem.
Clareira Próxima Ao Acampamento
Rebekah arrastou Brian até a clareira e o fez sentar em uma rocha. – Me escuta, Brian. Eu não quero... Não posso ter nada sério agora. Seria apenas uma distração, você sabe disso né?
_ Eu não quero nada sério, Barbie. – o ruivo respondeu. – Nunca. Eu quero só sexo, e se você quiser mais alguma coisa eu vou procurar outra pessoa. Eu não quero seu amor, não depois de ter te visto como um saco de batatas.
_ Seu filho da mãe! Eu não estava igual a um saco de batatas! – a loira riu. – Você acha que vai rolar entre eles? Joffrey e Liv.
_ Pela cara que eles estavam quando voltaram eu diria que já rolou. – Brian riu. – Eu tenho que ir. Falei para o loiro aguado que ia ajudar ele com uma coisa. Te vejo logo!
A oira se deitou, olhando para o céu, e deixou algumas lágrimas escorrerem lentamente, sendo atingida apenas agora por tudo. Ela não chorara sequer um dia desde que sua mãe morrera. Nem uma vez. E olhando para o céu, vendo o quão bonito ele era, ela não pode evitar as lágrimas.
_ Garotas bonitas não deveriam chorar. – a ruiva adentrou a clareira. – Posso me deitar também?
_ Sempre. – a loira respondeu, enquanto secava algumas lágrimas. – Cansou de correr por aí e tentar resolver tudo?
_ Ha! – Mary riu. – Está tudo bem. Chorar. Eu não vou contar para ninguém.
_ Obrigada. – Rebekah sorriu de volta, repousando sua cabeça no ombro da amiga.
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