Harder, Stronger, Better - Interativa

6 Capítulo 6 - That One Where They Didn't Knew What The Hell Was Happening?


Notas iniciais
Oi chuchus! Demorei um pouquinho porque eu, finalmente, consegui consertar meu teclado (posso ouvir um amém, Brenda?) E já arrumei os capítulos anteriores! Tô dedicando esse capítulo a Mary Janne, meu amorzinho que recomendou e favoritou, e as lindas Maar e Cathy Stark, que favoritaram!

POV Micaelah

Os dois garotos, que mais tarde descobri se chamarem Thomas e Mark, discutiam sobre um meio de sair dali e sobre o que estava acontecendo. Eles falavam sobre algo conhecido como Arca, sobre o quão irônica era vida, sobre a diferença entre prisões, e eu entendia cada vez menos sobre o que eles estavam falando. Estavam tão imersos no seu mundo que mal me notaram saindo e muito menos que a porta estava aberta por todo aquele tempo.
Reportei-me a Arya, líder da Vila, sobre os garotos e encaminhei-me para casa; aquela noite, junto a Djenifer e Tiffany, iriamos celebrar a Volta de Tyler para casa, mesmo que temporariamente.
Eu sentia sua falta, talvez tanto quanto Tiffany, mesmo que essa não expressasse. Ao anoitecer elas chegaram e jogamos conversa fora enquanto bebíamos; conversamos sobre Tyler, que virara Comandante não há muito tempo, porém já unira vários clãs e sobre o Povo do Céu, mas principalmente sobre nada importante, era o tempo de relaxar enquanto a guerra não chegava. Dançamos e cantamos as antigas músicas que gostávamos.

Tentávamos aproveitar cada minuto dos (pequenos) tempos de paz. Sabia que provavelmente entrariam em guerra contra o Povo do Céu, que eles seriam seus novos prisioneiros de guerra; tudo que precisávamos era um valor numérico de quantos eles eram, atacaríamos e tudo iria acabar.

JUS DREIN JUS DRAUN (Sangue deve ter sangue).

POV Brian

Depois da “fácil” travessia do lago, a vida ficara relativamente tranquila. Do outro lado tínhamos comida a cada passo e vários pequenos rios para pegarmos quanto água quiséssemos. E eu podia jurar que as árvores e arbustos eram mais verdes.

_ Nós devíamos ficar aqui até Mary ou outra pessoa aparecerem. – Liv comentou.

Estávamos mantendo acampamento na margem do lago e explorando a área aos poucos. E isso já estava acontecendo há três dias, tempo suficiente para a ruivinha voltar.

_ A ruivinha sabe o caminho. – retruquei. – E já achamos uma trilha que parece levar para Mount Weather.

_ Esperar mais um pouco não vai te matar, Blood. – Rebekah rebateu.

_ Não a gente, mas o pessoal da Nave deve ter se matado a esse ponto. – o loiro comentou.

Depois de boas duas horas discutindo, uma mensagem escrita com gravetos no chão e me jogarem na água, estávamos na trilha para o “X do mapa”. Já tínhamos percorrido um bom trecho quando uma corneta soou.

_ O que sete infernos foi isso? – perguntei.

_ Quando descobrir te juro que mando um memorando dizendo. – Rebekah rebateu.

_ Ha ha ha, a nova Arlequina da Terra. – resmunguei.

_ Se vocês já acabaram de flertar, aquilo ‘tá vindo na nossa direção. – Liv indicou uma névoa densa, ocre, que cheirava consideradamente mal.

Joffrey aproximou-se e esticou a mão, deixando a névoa envolver metade do seu braço. “Essa porra é ácido e dói que nem o inferno. Puta merda” ele gritou, já correndo em nossa direção. Começamos a correr em direção ao lago, mas Rebekah pisou num buraco de árvore e virou o pé. O loiro, que estava mais perto, simplesmente a jogou sobre os ombros e voltou a correr.

Corremos todo o caminho de volta, chegando ao lago. Um beco sem saída. E uma cena extremamente engraçada. Rebekah estava igual à um saco de batatas e o resto de nós arfando como se estivéssemos corrido uma maratona.

_ E agora? – o loiro perguntou.

_ Nós pulamos no lago. – Liv respondeu, como se fosse óbvio.

_ Concordo com a loirinha aqui. – respondi.

_ Agora vocês sabem nadar? – a loira-saco-de-batatas perguntou

_ Não sei vocês, mas eu prefiro tentar sobreviver na água à definitivamente morrer nessa merda de ácido. – retruquei.

_ Bom ponto. Ackles, vai pular ou não? – o loiro perguntou.

_ Vocês sabem que isso é estúpido, não é? – ele resmungou, mas balançou a cabeça positivamente.

Pulamos e começamos a afundar como pedras. Eu já podia ver o fundo do lago, mas ainda estava longe. Aquela era a minha droga de melhor chance. Deixei-me afundar e dei impulso assim que senti a areia em meu sapato.

A superfície se aproximava lentamente e eu já não tinha ar em meus pulmões. Comecei a ver pontos escuros e o resto embaçado. “Qual é BB, você não vai morrer afundado que ne um babaca.”, pensei, mas não conseguia fazer mais força para chegar lá. E tudo ficou preto.

POV Mary

Três dias e ninguém teve a decência de aparecer. Ninguém. Nada. Zero por cento. Cri cri. Se eles não estivessem mortos eu mesma iria mata-los, a esse ponto. Empacotei as coisas do “acampamento” e deixei uma mensagem. Estava mais que na hora de ir atrás deles.

Notas finais
Espero que tenham gostado! XO