Happy tree lovers
2 Kiss me mrs. Soldier.
Notas iniciais
Era o dia dos namorados e eu estava com um pouco de pressa, me atrapalhei em fazer o chocolate, deixei queimar várias vezes, cortei errado o embrulho várias vezes também, meus dedos estão com curativos por causa disso. Geralmente não me atrapalho tanto na cozinha, é o único lugar onde me sinto segura fazendo alguma coisa já que geralmente eu atrapalho tudo mas hoje eu estou nervosa p...porque eu vou dar o chocolate a...ao s...senhor s...sol...soldado... gaguejei de novo...? que embaraçoso... mas eu preciso agradescer por todas as vezes que ele me protegia.
Me ponho a andar com o pacote verde de laço marrom apressada, o sol está pra se pôr, estou muito atrasada, meu coração está batendo muito rápido, com certeza estou muito nervosa, posso ver o senhor soldado no alto de uma colina abaixo de uma árvore, de costas com o cap militar em seus cabelos verdes, faz um tempo que não o vejo com ele e realmente ele fica muito bem de cap, embora eu ache estranho já que geralmente ele o usa em ocasiões especiais.
Eu estava tão distraída que não notei uma criatura vindo em toda velocidade na minha direção, coberto de doces e com as pupilas dilatadas do tanto de glicose que lhe passava por suas veias, eu sai em disparada, sabia que ele queria o chocolate que estava comigo, tentei fugir de todo o jeito mas não deu, além de me sujar de chocolate daquelas mãos lambuzadas na minha cara e ombros nús ainda rouba o chocolate e come tudo com praticamente o pacote junto, me ponho a chorar olhando pro chão, eu sabia que não adiantaria nada, Nutty não compreendia os sentimentos de uma garota, só compreendia as necessidades de seu próprio estômago. Tristemente andei até a colina onde não sabia direito o que falar pro senhor soldado, estava envergonhada e muito triste, sempre fui a mais fraquinha da cidade e por isso não consegui defender o pacote.
– s...senhor Flippy...
– ah... é você Flaky? Eu estava te esperando...
A voz dele soou estranha na hora e ele se virou sem que eu pudesse ver os olhos, escondidos pela sombra da franja reforçada pelo cap, parecia esconder algo atrás de si.
– estava... antes que possa dizer algo senhor Flippy, eu queria lhe dizer uma coisa... m...me desculpe — me curvo muito constrangida e ouço algo como uma exclamação de surpresa e confusão da parte dele. — eu tentei senhor Flippy, tentei muito salvar seu chocolate pra entregar ao senhor hoje.
– ia dar chocolates... pra mim... uma pessoa como eu...? — fala bem sério.
– sim, eu iria mas... dai o Nutty... eu...
Minha vista começa a embaçar pelas lágrimas e sinto um indicador cobrir minha boca enquanto ele me encurrala na árvore grande atrás de mim e... e... lambe o chocolate que estava na minha bochecha? Meu sangue subiu todo pra minha cabeça com certeza.
Flaky POV off
– toda essa adrenalina... sangue... vontade de matar... — o maior diz acariciando a bochecha da ruiva. — e ainda sim... este sentimento...
A ruiva estava muito mole, constrangida, de olhos fechados e encurralada era a oportunidade perfeita, o insano retira a sniper escondida de suas costas pronto pra lhe cortar a jugular, seria rápido e piedoso o que ela poderia considerar um prêmio por aquele dia, ele tenta uma, duas, três vezes mas vacila um pouco, se afasta dela de costas visivelmente perturbado, segurava a cabeça com a mão livre embora não fosse a sua cabeça a mais agitada no momento, as batidas do seu coração estavam tão altas no momento que raciocinar se tornava praticamente impossível, se não fosse necessário pra sua própria vida ele teria arrancado seu próprio coração fora só pra poder se manter frio, pensar melhor e cumprir com seu objetivo psicótico como de costume, ultimamente estava tão difícil o seu normal ficar instável mas ultimamente, especialmente aquela tarde ele se pegou querendo coisas a mais além de matar, queria tocar naquela pele delicada, queria beijar aqueles lábios frágeis e intocados, queria tomar aquele corpo pequeno pra si, lamber as suas feridas, sim, ele queria lhe lamber as feridas, desejava matar o desgraçado do Nutty que a fez chorar, correção: queria matar todo o desgraçado que a fizesse chorar.
– droga... porque comigo...?
Ele volta seus olhos a ruiva parada e um tanto confusa, se aproxima dela novamente, ela estava um pouco trêmula, ele agradecia por ela não ver o rosto dele no momento, o vermelho que ele deixava transmitir nunca havia mostrado pra ninguém, arfava levemente, sentia-se necessitado tanto ou mais como quando precisava de água no campo de batalha, ele sabia do que precisava no momento.
Estava com a testa encostada a dela sentindo sua respiração descompassada e doce, enfia com tudo a sniper no tronco da árvore apertando o cabo com força sem se soltar dele, sua mão livre apertava o próprio coração que batia como louco, apertava a camisa onde ficava o próprio peito, acertou dessa vez onde estava lhe incomodando, olhando os lábios rosados experimentou lamber-lhe de leve sentindo uma corrente elétrica rápida lhe passar o corpo todo, não satisfeito deu-lhe um... dois beijos leves, entortou os lábios, queria bem mais daquilo, estava com muita sede, muita fome, precisava desse desejo saciado como quando precisava ter o desejo por sangue saciado.
– hey Flaky... abra um pouco a sua boca...
A ruiva cora muito mais que antes, ele era tão direto, embora tenha soado um pouco grosseiro ele estava se controlando muito pra não força-la a nada, não queria que sua "presa" escapa-se. Um pouco que inesperado a ruiva baixinha um tanto constrangida o faz.
– a...assim está bom senhor Flippy?
– sim... perfeito... e por favor... não me chame de senhor... pra você serei Flippy...
O maior molda seus lábios aos dela em um beijo profundo apoiando o maxilar da ruiva em seu polegar e indicador e logo depois na nuca pra que pudesse deixar mais livre pros movimentos que fazia experimentando a boca alheia ao mesmo tempo dando liberdade pra que ela fizesse o mesmo.
Seu normal teria todo o tempo do resto da sua miserável vida pra beija-la mas naquele momento, só naquele, Evil Flippy queria ter aquele gostinho só pra si, afinal de contas ela conquistou o coração de um psicopata como ele e fez por merecer todos os seus ciúmes cheios de sangue e seus beijos regados a chocolate.
Ao longe um certo Nutty agonizava numa forca de aço, presentinho-armadilha do soldado que estava com o pé propositalmente em cima do botão vermelho no chão que a ativava.
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