Happy Valentine's Day, Fionna
13 Capítulo XIII - Gumball
Notas iniciais
Gumball’s P.O.V
Acordei um pouco mais aliviado naquele dia. Além de ter dormido em minha cama – que é absurdamente melhor que o sofá de Marshall — as confusões dos últimos dias parecem finalmente acabadas.
Ou quase. É um pouco estranho, eu sei, mas já não me importo tanto com quem Fionna escolherá. Pensar nisso depois de tantos altos e baixos, tantas situações críticas por que passamos parece... errado?
Fito o teto e suspiro. Tenho de controlar meu humor hoje: apesar de Fi e Marshall serem amigos há anos, o humor entre eles não está lá aquelas coisas. A noite de hoje é uma tentativa de reconciliação, mas qualquer mínimo deslize pode botar tudo a perder.
Nossa amizade acima de tudo. Por nós, pela banda.
Levanto-me finalmente. Em seguida, faço minhas necessidades diárias (preciso mesmo descrevê-las?) e corro para a cozinha depois de um longo banho.
Estou nervoso; portanto, hora de confeitar algumas guloseimas!
Faço alguns cupcakes vermelhos (os favoritos de Marshall), balas de abacaxi e limão e alguns pedaços de marshmallow (os favoritos de Fionna) e um enorme bolo de morango (meu favorito). Esta noite será cheia!
Há pausas para descanso, mas a hora passa rápido e logo estou estourando algumas pipocas, assando alguns biscoitos salgados e retirando as bebidas do congelador. Sim, sou extremamente meticuloso, obrigado.
A primeira pessoa a chegar é Marshall (ao estilo dele, é claro).
– Hei, Bubba! – Grita a plenos pulmões em meu ouvido. Estava tão compenetrado terminando de decorar o bolo que espalho chantilly por toda a mesa.
– Você está louco?! – Grito também, tentando desesperadamente limpar a bagunça. – Existe algo chamado campainha e outro chamado educação, Marshall! Pensei que você havia parado com essas brincadeiras bobas há um bom tempo atrás!
Ele coloca uma mão no pescoço e sorri timidamente.
– Pelos velhos tempos, Bubba!
Acabo cedendo, como sempre. É um ponto delicado: pelos velhos tempos, farei tudo (até mesmo aguentar ver meu lindo bolo completamente arruinado).
Dou de ombros e termino de espalhar o chantilly por cima. Marshall vai até a sala e retira alguns DVDs de sua mochila.
– A que assistiremos, Bubba? – Grita.
– Pare de gritar desse jeito! Meus pais estão de férias, mas os vizinhos não! – Ouço alguém resmungando. Limpo as mãos no avental (sim, eu uso avental, problema?) e vou até a sala. – O que você trouxe?
Ele sorri.
– Algumas histórias bem clássicas, tipo O Iluminado, O Exorcista, O Homem Que Sabia Demais, Carrie, etc...
Meu coração bate forte de pânico.
– Mas são somente filmes de suspense e terror!
Ele sorri de forma malévola.
– Não me diga que está com medo, Bubba. Fionna não tem medo... Falando nisso, onde ela se meteu? – Bufa, claramente impaciente.
Reviro meus olhos e preparo-me para responder, mas a campainha toca e logo nós dois corremos para a porta.
– Fi! – Gritamos em uníssono, mas travamos ao ver o jeito que Fionna está vestida. Não é a maneira de sempre, ela está... reluzindo!
– Olá, meninos! Posso entrar? – Ambos assentimos, dando passagem. Deixo Marshall fechar a porta (as coisas ainda estão um tanto estranhas entre ele e Fi) e sento-me ao lado dos dois.
Ela suspira profundamente, conta até três e solta a bomba:
– Já me decidi.
Eu suspiro resignado, sabendo de antemão a resposta. Somos três concorrentes e apenas dois estão presentes... Logo, o “vencedor” é bastante óbvio.
Marshall aparenta ter chegado à mesma conclusão que eu, pois seus punhos estão fechados com força.
– Você escolheria o Gumball.
Ambos o encaramos em choque.
– Não seja estúpido, Marshall... – Começo a dizer, mas ele me interrompe rapidamente:
– Eu fui o babaca que tirou você do encontro, Bubba. Fionna é apaixonada por você há mais tempo, é claro que ela o escolheria... Na verdade, vocês chegaram bem próximos disso naquele outro dia, não é?
O dia em que eu e Marshall brigamos na frente de Fionna. Bom, ele estava parcialmente certo, quase começamos algo mais cedo naquele dia, mas... Será que teria durado?
– Marshall... – Fi colocou uma mão amiga em cada uma de nossas mãos, apertando levemente. – Vocês são as pessoas mais importantes do mundo para mim, eu jamais faria algo para magoá-los. Não é culpa de ninguém, é apenas... Uma escolha. Cada um de vocês tocou meu coração de formas distintas, mas a de Flama me conquistou mais. – Rindo, tentou amenizar: — Uma pena pra vocês, eu sou realmente uma ótima garota.
Nós três já estamos gargalhando (como nos velhos tempos). Enxugando uma lágrima, pergunto:
– Você não vai ficar, né?
Ela balança a cabeça.
– Desculpem, meninos, mas tenho de dar uma notícia a alguém. – Fionna pisca. – Ah! Ia quase me esquecendo: Cake pediu para entregar-lhes isso. – Ela estende cada um dos pacotes que estava segurando a nós dois.
São duas camisetas com as palavras “Boy’s Night” e um desenho (terrível) de cada um de nós. Solto um suspiro, mas logo caio na risada.
– Isso é tão ridículo! – Olho para minha face na camiseta. – Pareço uma bola de chiclete mascado!
– Oh, desculpe, mas eu inverti os presentes! – Ela me entrega a camiseta com o rosto de Marshall e vice-versa. Nós dois fazemos uma cara estranha, mas Fionna apenas ri e se levanta. – Já vou indo, garotos. Não se matem, hein?
Com um beijo de despedida, ela sai.
– Não vou colocar... – Começo a dizer, mas Marshall dá um pulo no sofá, a camiseta já vestida:
– Você realmente parece uma bola de chiclete mascado!
Coloco a camiseta e, com um olhar de triunfo, aponto para o desenho:
– E você parece um chihuahua!
Olhamo-nos por um segundo e caímos na risada.
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