Notas iniciais
Não me matem, não me matem! rs. Estou de volta com o penúltimo capítulo da fic! "Aaaah, mas estava tão legal!", eu sei, rs. Tudo tem de acabar um dia, seus lindos! Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Grande abraço! Annie F.

Gumball’s P.O.V

Acordei um pouco mais aliviado naquele dia. Além de ter dormido em minha cama – que é absurdamente melhor que o sofá de Marshall — as confusões dos últimos dias parecem finalmente acabadas.

Ou quase. É um pouco estranho, eu sei, mas já não me importo tanto com quem Fionna escolherá. Pensar nisso depois de tantos altos e baixos, tantas situações críticas por que passamos parece... errado?

Fito o teto e suspiro. Tenho de controlar meu humor hoje: apesar de Fi e Marshall serem amigos há anos, o humor entre eles não está lá aquelas coisas. A noite de hoje é uma tentativa de reconciliação, mas qualquer mínimo deslize pode botar tudo a perder.

Nossa amizade acima de tudo. Por nós, pela banda.

Levanto-me finalmente. Em seguida, faço minhas necessidades diárias (preciso mesmo descrevê-las?) e corro para a cozinha depois de um longo banho.

Estou nervoso; portanto, hora de confeitar algumas guloseimas!

Faço alguns cupcakes vermelhos (os favoritos de Marshall), balas de abacaxi e limão e alguns pedaços de marshmallow (os favoritos de Fionna) e um enorme bolo de morango (meu favorito). Esta noite será cheia!

Há pausas para descanso, mas a hora passa rápido e logo estou estourando algumas pipocas, assando alguns biscoitos salgados e retirando as bebidas do congelador. Sim, sou extremamente meticuloso, obrigado.

A primeira pessoa a chegar é Marshall (ao estilo dele, é claro).

– Hei, Bubba! – Grita a plenos pulmões em meu ouvido. Estava tão compenetrado terminando de decorar o bolo que espalho chantilly por toda a mesa.

– Você está louco?! – Grito também, tentando desesperadamente limpar a bagunça. – Existe algo chamado campainha e outro chamado educação, Marshall! Pensei que você havia parado com essas brincadeiras bobas há um bom tempo atrás!

Ele coloca uma mão no pescoço e sorri timidamente.

– Pelos velhos tempos, Bubba!

Acabo cedendo, como sempre. É um ponto delicado: pelos velhos tempos, farei tudo (até mesmo aguentar ver meu lindo bolo completamente arruinado).

Dou de ombros e termino de espalhar o chantilly por cima. Marshall vai até a sala e retira alguns DVDs de sua mochila.

– A que assistiremos, Bubba? – Grita.

– Pare de gritar desse jeito! Meus pais estão de férias, mas os vizinhos não! – Ouço alguém resmungando. Limpo as mãos no avental (sim, eu uso avental, problema?) e vou até a sala. – O que você trouxe?

Ele sorri.

– Algumas histórias bem clássicas, tipo O Iluminado, O Exorcista, O Homem Que Sabia Demais, Carrie, etc...

Meu coração bate forte de pânico.

– Mas são somente filmes de suspense e terror!

Ele sorri de forma malévola.

– Não me diga que está com medo, Bubba. Fionna não tem medo... Falando nisso, onde ela se meteu? – Bufa, claramente impaciente.

Reviro meus olhos e preparo-me para responder, mas a campainha toca e logo nós dois corremos para a porta.

– Fi! – Gritamos em uníssono, mas travamos ao ver o jeito que Fionna está vestida. Não é a maneira de sempre, ela está... reluzindo!

– Olá, meninos! Posso entrar? – Ambos assentimos, dando passagem. Deixo Marshall fechar a porta (as coisas ainda estão um tanto estranhas entre ele e Fi) e sento-me ao lado dos dois.

Ela suspira profundamente, conta até três e solta a bomba:

– Já me decidi.

Eu suspiro resignado, sabendo de antemão a resposta. Somos três concorrentes e apenas dois estão presentes... Logo, o “vencedor” é bastante óbvio.

Marshall aparenta ter chegado à mesma conclusão que eu, pois seus punhos estão fechados com força.

– Você escolheria o Gumball.

Ambos o encaramos em choque.

– Não seja estúpido, Marshall... – Começo a dizer, mas ele me interrompe rapidamente:

– Eu fui o babaca que tirou você do encontro, Bubba. Fionna é apaixonada por você há mais tempo, é claro que ela o escolheria... Na verdade, vocês chegaram bem próximos disso naquele outro dia, não é?

O dia em que eu e Marshall brigamos na frente de Fionna. Bom, ele estava parcialmente certo, quase começamos algo mais cedo naquele dia, mas... Será que teria durado?

– Marshall... – Fi colocou uma mão amiga em cada uma de nossas mãos, apertando levemente. – Vocês são as pessoas mais importantes do mundo para mim, eu jamais faria algo para magoá-los. Não é culpa de ninguém, é apenas... Uma escolha. Cada um de vocês tocou meu coração de formas distintas, mas a de Flama me conquistou mais. – Rindo, tentou amenizar: — Uma pena pra vocês, eu sou realmente uma ótima garota.

Nós três já estamos gargalhando (como nos velhos tempos). Enxugando uma lágrima, pergunto:

– Você não vai ficar, né?

Ela balança a cabeça.

– Desculpem, meninos, mas tenho de dar uma notícia a alguém. – Fionna pisca. – Ah! Ia quase me esquecendo: Cake pediu para entregar-lhes isso. – Ela estende cada um dos pacotes que estava segurando a nós dois.

São duas camisetas com as palavras “Boy’s Night” e um desenho (terrível) de cada um de nós. Solto um suspiro, mas logo caio na risada.

– Isso é tão ridículo! – Olho para minha face na camiseta. – Pareço uma bola de chiclete mascado!

– Oh, desculpe, mas eu inverti os presentes! – Ela me entrega a camiseta com o rosto de Marshall e vice-versa. Nós dois fazemos uma cara estranha, mas Fionna apenas ri e se levanta. – Já vou indo, garotos. Não se matem, hein?

Com um beijo de despedida, ela sai.

– Não vou colocar... – Começo a dizer, mas Marshall dá um pulo no sofá, a camiseta já vestida:

– Você realmente parece uma bola de chiclete mascado!

Coloco a camiseta e, com um olhar de triunfo, aponto para o desenho:

– E você parece um chihuahua!

Olhamo-nos por um segundo e caímos na risada.