Notas iniciais
Oi gente, quem já leu essa história até o dia 17/11/2017 sabe que ela tinha já 5 cap porém todos eles foram apagados hoje 18/11/2017. O motivo é que eu estou reescrevendo a fanfic pois não estava gostando do rumo daquela. Espero que gostem. P.S: Dia 13/01/2018 hoje é a terceira vez que refaço esse capitulo, por enquanto não esta saindo como desejado. Porém acredito que seja a ultima vez que reescrevo.

Mano tinha um nome estranho, isso ele não podia negar. Aos sete anos descobriu seu talento para a dança, talento esse pouco reconhecido na cidade em que morava.

Mano se olhou no espelho do banheiro da escola, passou as mãos pelo cabelo branco, ele sempre gostou desta cor e quando teve a oportunidade de pintar seu cabelo não pensou muito em qual cor escolher. Ajeitou sua gravata, desde que ganhou ela em um show de sua banda favorita nunca mais tirou, dizia que dava sorte, e mesmo com os anos, aquela gravata preta parecia nova.

O som do sino soou por toda a escola, não demorou para que os adolescentes saíssem de suas respectivas salas para ir embora, todos comemorando o termino das aulas.

Féria de verão para muitos significava descanso, para Mano, significava ultima chance de convencer seu pai de mandá-lo para a Faculdade Imperador no final das férias.

O adolescente saiu do banheiro e foi logo para seu armário, se agachou por ter ficado com o armário do chão, retirou todos seus pertences e por fim, se sentiu livre de toda aquela escola de gente mesquinha. A verdade era que Mano nunca se dera bem com as pessoas daquele lugar, e estas também não se esforçavam muito para se dar bem com ele.

— Aqui filho! — Escutou sua mãe gritar ao longe, buzinando e botando a mão para fora.

Ele fez uma pequena corrida, apenas para comprovar que precisava fazer mais exercícios, pois havia se cansado muito rápido.

— Como foi o último dia de aula?

— Como sempre — Mano suspirou logo após colocar seu sinto, sua mãe deu partida.

Não demoraram a chegar em casa. Naquela noite Mano tentou convencer seu pai de que não precisaria cursar canto. Tudo em vão, depois desta noite ele tinha certeza de que iria fazer de um jeito ou de outro o que o pai lhe obrigava.

Mano guardou sua gravata no guarda-roupa, dando uma ultima olhada em seu reflexo no espelho, observou bem sua cara de cansado. Apagou as luzes, e se deitou. Não tinha o que fazer, iria para a Faculdade Imperador de qualquer forma, só esperava que não matasse ninguém com sua horrível voz.

[...]

Mano fazia sua corrida diária, desde que notou seu sedentarismo ele havia aproveitado suas férias de verão para fazer alguns exercícios, que eram corrida logo ao amanhecer e um pouco de boxe na garagem de sua casa. Tudo sozinho.

Ele parou para descansar ao lado de fora de uma lanchonete, que por incrível que parecesse estava sempre aberta quando Mano passava correndo por ali. Dois homens desceram de um carro prata, conversavam sobre um novo curso de sapateado, logo onde Mano menos esperava Faculdade Imperador.

— Então quer dizer que abriu um novo curso? — Falou consigo, cruzando os braços e pensando a respeito. Aquilo estranhamente chamava sua atenção e ele tinha uma idéia de como conseguiria cursar aquilo.

Mais tarde, ao cair da noite, Memphis chegou a sua casa completamente cansado. O homem se assustou quando, durante o jantar, Mano lhe pediu para ele ir sozinho se matricular na Faculdade Imperador.

— Pai, eu preciso crescer — Insistiu o rapaz — Se o senhor não me deixar fazer as coisas sozinho, nunca vou aprender.

— Ele tem razão amor — Norma Jean concordou com o filho — Ele precisa ter experiências.

— Não sei não... — Memphis ponderou, coçando sua barba por fazer — Tudo bem acho que você já pode fazer isso sozinho.

Mãe e filho comemoraram. O jantar se seguiu normalmente, no quarto Mano fez até uma pequena e perfeita dança ao som de Macarena, animado por seu plano ter dado certo. Em breve ele estaria cursando sapateado, só esperava que seu pai não o matasse.

Notas finais
Espero que tenha gostado do cap, até o próximo!