Happy Ever After - CIP
1 Capítulo Único - Happy Ever After
Anos já haviam se passado desde que Mona foi desmascarada como –A e mandada para um manicómio. Seu covil foi destrinchado e meticulosamente analisado, só havia provas de que –A havia roubado uma quantia de Ashley Marin, mas não de onde vinha aquele dinheiro, então isso acabou não sendo um grande problema para ela, o mesmo já não podia ser dito de Ezra que não podia mais dar aulas por suas condutas antiéticas e só não foi preso porque a família de Aria já havia aceitado o relacionamento e preferiu não abrir um B.O. contra ele. Alguns cúmplices de Mona foram pegos, no entanto foram liberados, pois havia provas de que foram ameaçados e coagidos a ajudá-la.
Hanna precisou fazer serviços comunitários por um ano por conta de seus roubos, além de ficar fichada para sempre. Porém, depois de todas as coisas horríveis pelas quais passou nas mãos de sua ex-melhor amiga, isso não foi nada demais. Era maravilhoso se sentir livre de novo, poder viver sem medo e dormir tranquila.
Depois de ficar sabendo que Lucas havia ajudado Mona, Caleb não conseguia se sentir bem na casa dos Gottesman e decidiu se mudar para Montecito para viver com sua mãe, irmãos e padrasto. O que não o impediu de continuar seu namoro com Hanna, a viagem até Rosewood demorava apenas seis horas, então quase todos os finais de semana eram dedicados a ir visitá-la. Levou um tempo para se acostumarem e a saudade doía quando estavam longe, mas estavam fazendo dar certo e se orgulhavam disso.
E é claro que Hanna também já havia visitado Montecito várias vezes durante todo esse período, conhecido sua sogra e seus cunhados e se dado muito bem com eles, tanto que a família de Caleb a convidou para passar um tempo com eles entre a formatura e o começo das aulas da faculdade. O que obviamente ela aceitou, inclusive faltavam apenas alguns dias para viajar e ela já estava arrumando as malas. Muitas malas.
— Você vai só passar algumas semanas ou quer morar com a gente? — Caleb brincou enquanto a via analisar mais um par de sapatos, decidindo se o levaria. — Não precisa levar seu armário inteiro.
— A sua família é toda elegante e vive em uma casa super chic, então desculpa, gatinho, mas não arredo o pé de Rosewood até ter um sapato perfeito pra cada ocasião que eu conseguir imaginar. — ela respondeu, olhando-o com as sobrancelhas arqueadas.
— Hanna, só relaxa. Eu te conheço e sei que você poderia criar uma roupa incrível com uma cortina, clipes de papel e um tubo de cola. Você vai se sair bem lá e não tem que se esforçar tanto, eles já te adoram. — garantiu com um sorriso tranquilo.
Hanna sorriu e deixou o par de sapatos de lado para ir até o namorado e envolver seus braços ao redor do pescoço dele.
— Você é muito fofo.
— Ei, o que já conversamos sobre essa palavra? — brincou se lembrando da vez em que disse para ela que “os caras não querem ser chamados assim”.
— Mas eu não tenho culpa de você ser tão fofo.
Os dois riram e então trocaram um beijo tão calmo quanto apaixonado, ambos estavam se sentindo leves e muito felizes só por estar ali juntos, depois de todo o caos pelo qual passaram no início de seu namoro, agora estavam totalmente em paz com um relacionamento saudável e tranquilo mesmo sendo a distância.
(...)
Fazia três semanas que Hanna estava em Montecito e, apesar de estar curtindo passar um tempo com a família do namorado e jantando em lugares elegantes, ela estava feliz de tirar uma noite só para passar um tempinho com Caleb do jeitinho simples deles, estavam sentados em almofadas no chão da varanda do quarto de hospedes, observando o céu repleto de estrelas enquanto comiam guloseimas e conversavam sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo, rindo alto das bobagens que diziam um para o outro.
— E pensar que quando minha mãe te conheceu ela achou que você era o meu bad-boy e uma hora eu ia te esquecer quando logo que minha fase rebelde passasse. — Hanna relembrou em tom divertido.
Agora ela conseguia pensar naquela época e rir, depois de vários meses de terapia. Mas mesmo quando aquele ano era uma memória que causava tanta dor, Caleb era uma lembrança boa, uma das únicas em meio a toda àquela bagunça.
— Eu fui mesmo o seu bad-boy. — ele respondeu com aquele sorrisinho lindo. — Só que pra minha sorte nós passamos pela pior fase juntos. Talvez não devessem julgar as garotas como tendo mal juízo por dar atenção pros gatos em cima dos muros.
Hanna sorriu e se inclinou para beijar o namorado. Seu corpo ainda ficava arrepiado e as borboletas faziam festa em seu estômago quando sentia a maciez da boca dele sobre a sua, sempre como se fosse a primeira vez e era maravilhoso.
— Eu te amo, Caleb Rivers. — sussurrou separando seus lábios só alguns centímetros.
— Eu também te amo, Hanna Marin. — Caleb respondeu sentindo como se cada uma de suas células vibrasse de alegria. — Tenho uma coisa pra te mostrar.
— O que?
— Espera um minuto.
Caleb levantou do chão e foi rapidamente até seu quarto, logo voltando com um sorriso enorme enfeitando os lábios e um envelope branco grande em mãos. Hanna ficou de pé e franziu as sobrancelhas, olhando para o objeto.
— O que é isso?
— Abre. — Caleb respondeu sorrindo ainda mais.
Hanna pegou o envelope e abriu, mas ficou confusa ao ler as primeiras linhas e perceber que era um contrato de trabalho.
— Não entendi. — murmurou encarando o namorado.
— Esse é o contrato do meu mais novo emprego. — Caleb começou a explicar com mais empolgação que se espera pra alguém que conta que conseguiu um trabalho. — Um amigo do meu padrasto tem uma rede de hotéis e vai abrir mais um. Minha mãe conseguiu convencer ele me dar um cargo na parte de segurança já que tive as melhores notas dos estágios nos cursos de TI que ela pagou pra mim. Claro que ela não mencionou toda a “experiência” que eu adquiri por fora quando precisava me virar pra arrumar grana.
— Parabéns. — respondeu ainda confusa, sem saber o que aquilo tinha a ver com ela.
— Eu deixei a melhor parte pro final. — o garoto sorriu e indicou um detalhe no contrato com o dedo. — Olha só onde fica o novo hotel: Nova York. E mais, fica a apenas uma hora e meia da Concept University, onde uma certa loira linda de tirar o fôlego vai começar a estudar Design de Moda em algumas semanas.
— Isso quer dizer...
— Sim. Eu vou estar vivendo e trabalhando a menos de duas horas de você. De forma honesta como você sempre quis.
— Ai meu Deus, Caleb!
Hanna sentia um riso incontrolável com a mais pura alegria subindo por sua garganta ao mesmo tempo em que se jogava em cima do namorado, quase esmagando-o em um abraço. Ele nem se importou, acompanhou a risada e rodeou os braços na cintura esbelta, apertando-a em si ainda mais.
O próximo movimento foi o mais óbvio de todos, eles se afastaram só o bastante para poder se olhar nos olhos um segundos antes de unir seus lábios em um beijo lento e apaixonado.
Se alguém dissesse para Hanna que ela estaria tão feliz e em paz depois de viver todo o inferno de –A ela jamais acreditaria, no entanto ali estava ela sentindo-se mais leve que o ar nos braços do amor de sua vida depois de vê-lo se transformar de um lobo solitário com todo o jeito de bad-boy para um homem com planos, objetivos e uma família da qual ela já era parte.
Claro que em algumas noites ela ainda tinha pesadelos e o trauma ainda estava sendo trabalho na terapia tanto pelas experiências ruins vividas quanto pela perda ambígua de Mona, mas cada instante que Hanna passava com Caleb a fazia acreditar mais e mais que poderia ter o seu Felizes Para Sempre.
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