Happy Ending
4 Meses
Notas iniciais
Esse capítulo vai ser meio corrido, tem uma parte que não soube criar muito bem e voces vao percerber,mas...boa leitura.
Eu e Nilima saímos do medico eufóricas, pensando em uma maneira legal de contar a Ren que ele seria pai.Deuses, quem diria, eu seria mãe, estava casada com o homem que eu amava e me amava,e agora teríamos um filho, ou uma filha, um lindo bebê, nosso amorzinho.Não parava de pensar em como seria a criança, mas os nomes já eram certos Anik Kishan Rajaram para menino e Saanchi Rajaram se menina.
Enfim concluímos uma ideia.
Quando cheguei a casa espalhei pelo chão, pequenas pegadas de papel,até o nosso quarto, eu tinha comprado sapatinhos brancos de bebê, e no caminho havia bilhetes.
Ouvi o barulho do carro sendo estacionado,e me preparei.Ren me chamou e ouvi o barulho das chaves se chocando com o balcão, e em seguida os seus passos subindo a escada.Eu tinha me escondido no banheiro, e o observei entrar no quarto e ir até o centro da cama, e pegar a caixa que estava nas patas do meu tigre de pelúcia.Ren o abriu e franziu a testa, abri a porta do banheiro e me escorei na entrada da mesma, ele me olhou e sorriu.
— Isso é o que eu estou pensando? – perguntou
— O que você está pensando? – caminhei até ele.
— Que as pegadas de criança á nossa cama, significa os passos de nosso filho ou filha, e está no centro da cama, por que vai ser onde ele vai querer estar, e segundo o bilhete. “O acolheremos em nosso ninho, oferecendo-o todo nosso amor e carinho, em todo seu percurso de crescer, o que para nós, ele(ela) será sempre nosso(a) pequeno(a).” – ele pegou em minhas mãos .- Kells, eu vou ser pai? – seus olhos se iluminaram
Eu assenti e um sorriso maravilhoso brotou em sua boca, me fazendo rir, ele me abraçou e me beijou até nossos pulmões suplicarem ar.
— Oh Kells, isso é maravilhoso, vou ser pai, vou ter um filho com você, vamos ter uma família...A visão de Kishan..
Encolhi meus ombros.Oh Kishan, como eu queria que ele estivesse ali,sentia saudade de ser chamada de Bilauta, saudade de olhar em seus olhos dourados de pirata, suas provocações em Ren, e Sr. Kadam, ele seria um ótimo avô...lágrimas rolaram de meus olhos, e afundei meu rosto em minhas mãos soluçando.
Ren me puxou para seu abraço, e acariciava minhas costas.
— Prema, não chore, também sinto saudades dele, e do Sr.Kadam, ele adoraria conhecer nosso filho. – ele beijou minha testa .- Eles estão nos vendo, Kadam já havia visto nosso futuro, e ele está feliz, sei disso.
— Ma-mas eu sinto tanta saudade Ren, dói quando penso neles. – o aperto forte
— Shh iadala, vai ficar tudo bem, se estamos felizes, eles também estão, não chore.
Ren tirou minha roupa e me vestiu minha camisola, me acomodou em minha colcha de minha avó, e se deitou comigo em conchinha, me aconchegando em seu calor,fazendo com que a dor da saudade, aos poucos fosse embora.
7 meses depois
Minha barriga já estava enorme e pesando, meus pés, rosto, e peitos inchados, me sentia muito sensível e com muita fome.Ren ficava menos tempo no trabalho para logo poder voltar e ficar comigo, desde o dia em que chorei dizendo á ele que me sentia sozinha, e no mesmo dia taquei um chinelo em sua cabeça.
FlashBack on.
— Eu me sinto dolorida sozinha e inchada, você chega do trabalho me dá um beijo moderado e vai pro escritório trabalhar, me deixando aqui sozinha – chorava tanto ao ponto de soluçar
— Kelsey, eu estou aqui agora com você, te beijo toda hora..
— Ren...
— Vou voltar mais cedo do trabalho pra te dar mais atenção ok?
— Ta
Ele se levantou e foi em direção a porta.
— Ren, me abrace. – o chamei miando.
— Já volto priya.
— Onde você vai?
— Terminar umas coisas no escritório.
Peguei meu chinelo e taquei nele, acertando sua cabeça por trás e depois me afundei nos meus mil travesseiros novos.
Off.
Eu tinha acabado de tomar banho, vesti uma camisola e me deitei me enfiando de baixo da colcha da minha avó, liguei a TV do quarto e pus no canal de filmes antigos, passava Charle Chaplin.
Ren tinha contratado uma empregada para limpar da casa e ficar de olho em mim enquanto ele ou Nilima não estivessem presente.Janel era uma senhora de meia idade muito inteira e ativa, ela ás vezes se sentava comigo na sala e me contava sobre o nascimento de seus filhos e como era bom ser mãe, ela também me contou das mau criações que seus filhos faziam, mas me disse também que era preciso paciência amor e carinho para educar seu filho bem.
Eu não duvidava que meu filho(a( não sei o sexo, Ren quer que seja surpresa)), vá ter uma boa educação, Ren é um ótimo marido e homem, e será um ótimo pai, ás vezes ele fica horas alisando minha barriga e conversando com o bebê.Perguntei á ele se ele queria menino ou menina, ele me respondera que só queria que fosse saudável.
Nesses 7 meses Sarah e Mike vinham me visitar quase todo fim de semana com as crianças, o que me animava e ficava me fazendo pensar em como seria meu bebê, se seria agitado, ou calmo, cabelos, olhos, traços, ah...queria vê-lo logo.
Sarah me levava ao médico quase sempre, e quando não Nilima me acompanhava, ela me dissera que estava se dando muito bem com Sunil e ele já a tinha peço em namoro.
Os sete meses se passaram rápido, mas eu queria logo ver meu filho, tê-lo em meu colo, amamentá-lo e acariciá-lo, mas principalmente, sumir com aqueles inchaços do meu corpo.
9 meses
Era de madrugada quando comecei a sentir as pontadas, pensei que era normal, já que o bebê chutava muito forte ao ponto de me fazer contorcer de dor.Tentei voltar a dormir, mas não parava.As pontadas na verdade eram contrações.
Ren dormia ao meu lado, me virei para ele com dor, ele estava sereno e lindo, o sacudi brutamente até que ele arregalou os olhos.
— Ren – grunhi
— Kells, ta na hora?
Sacudi a cabeça então ele se levantou correndo, vestiu uma camisa e colocou seus chinelos, pegou um hobbie pra mim, e me vestiu, pegou as bolsas que já estavam prontas,e me carregou até o carro.
Durante todo o percurso ele me dizia palavras em seu idioma que sempre me acalmavam, e cantou baixinho para mim, ligou para Nilima, e me olhava de canto querendo ocultar o desespero em seu olhar, minha bolsa já tinha estourado.
Chegamos no hospital, Sunil e Nilima já estavam lá.Fui posta em uma maca e levada para a sala de cirurgia.
Anestesiaram-me e tudo ficou turvo.Lembro-me de fazer muita força e chorar, em minha mente vieram cenas de todos os nossos 2 anos, quando ouvi um choro, e um alívio tombou meu corpo.
O médico dera o bebê para Ren, que o balançava chorando, ele o colocou no meu lado e disse:
— É um menino Kells – ele chorava – Anik Kishan Rajaram, conheça sua mãe.
Sorri para meu bebê que chupava o próprio dedo, seus olhos estavam fechados, acariciei-lhe a bochecha e apaguei.
Acordei mais tarde e já estava no quarto, tinha sido banhada, penteada, e estava com outras roupas, procurei alguém em meu quarto, mas não tinha, tentei levantar mas não conseguia, então voltei á dormir.
Um choro manhoso e desesperado me acordou de novo e pela porta vinha Ren com pijama e Anik em seu colo, ele o sacudia e cantava para ele.Seu olhar encontrou o meu e sorriu, lágrimas desceram por minha bochecha.Ele se aproximou e pôs Anik em meu colo que logo se calou, ele era ainda estava um pouco pálido e magro, afinal era recém nascido, estava coberto com a manta e uma toquinha do hospital que cobria seus poucos cabelos negros, e em seu pulso direito estava seu nome e o meu.Beijei sua delicada mãozinha então ele abriu os olhos.
Dourados, isso era nítido de se ver.Os olhos de Kishan, a visão de Kishan tinha se concretizado.
Amamentei meu bebê e o acariciei á todo instante, ele era meu, eu o amava tanto, só de olhar pra seu pequeno rostinho me dava vontade de chorar de emoção.Eu era mãe de um lindo saudável bebê com um belo homem, meu marido que me amava.
Ren nos olhava extasiado, me estiquei e peguei em sua mão, ele sorriu, e levou minha mão até sua boca, beijado meus dedos.
— Ele é lindo .- sussurrei
— Sim iadala, é nosso filho.- seu olhos se encheram de lágrima.
— Senta aqui do meu lado. – me mexi um pouco dando-lhe espaço e apalpei o mesmo vazio
Ele se sentou,passou um braço por minhas costas e beijou minha testa, ele também acariciava Anik, e cantava baixinho para ele.
Fale com o autor