Happy Birthday!

1 Happy Birthday!


Notas iniciais
Nee, eu fiquei a semana td pensando em como escrever essa fic de presente de aniversário pra Joanie, mas como minha criatividade resolveu tirar férias eu acabei escrevendo td ontem e hj... sei q ñ ficou mt bom, mas fiz de coração...
espero q vc goste Joana-chan... e feliz aniversário! (^-^)/

Errei uma nota... De novo. Takanori me fuzilara com o olhar e, bom, eu não podia culpá-lo. Já era meu terceiro erro só nessa música e todos queriam acabar logo com o ensaio e ir pra casa:


– O que aconteceu Yuu? – por mais que sua voz fosse doce e calma, eu sabia que Akira também estava louco pra acabar logo com aquilo, assim como todos, e eu não estava ajudando muito nisso. – Você está muito distraído hoje.


– Gomen nasai... – pedi num tom cansado esfregando os olhos. – Não dormi muito bem.


– Isso tem alguma coisa a ver com aquela sua amiga de Portugal? – Kouyou perguntou com um puta sorriso malicioso nos lábios. Aquele maldito linguarudo!


– O que?! – o histérico do Takanori começou a berrar. – Que amiga?! Por que eu não sei nada sobre isso?!


– Valeu mesmo Kouyou... – ditei num tom emburrado revirando os olhos.


– Pode contar comigo Shiro! – aquele puto ainda ficava rindo da minha cara. Eu mereço um melhor amigo desses?


– Para de segredinho vocês dois! Que história é essa?


– Não é nada Taka.


– Que foi, decidiu finalmente pedir ela em namoro? – Yutaka perguntou com aquele jeito indecifrável dele que não me permitia saber se ele estava falando sério ou se estava curtindo com a minha cara.


– Quê?! Namoro?! – Takanori passou a berrar mais do que antes. – Quem é ela?! E por que só eu não sei sobre ela?!


– Eu também não sei! – Akira falou cruzando os braços enquanto me encarava com aquela cara brava que pedia uma explicação.


– Ela é uma amiga e você não sabe porque eu sabia que você daria esse piti. – disse pra Takanori, me virando depois para Akira. – E você não sabe porque você contaria pra ele. – apontei o baixinho recebendo um olhar mortal de ambos.


– Isso é preconceito! Só porque vocês são solteiros ficam excluindo os comprometidos. – Akira reclamou.


– Não liga pra ele amor. É pura inveja. – Takanori ditou com aquele bico emburrado de sempre enquanto voltava pra perto do microfone. – Então, vamos ensaiar ou ta difícil?


– Ah, não fica assim chibi... – falei com minha voz mais manhosa o abraçando e fazendo carinho em seus cabelos.


– Chibi é a vó!


– Nee... – Yutaka chamou a atenção de todos. – Por que não vamos à lanchonete ali na frente? Faz tempo que não saímos todos juntos.


– Ótima ideia! Eu estou morrendo de fome.


– Você sempre está morrendo de fome Shima. – todos riram do comentário de Akira, exceto um certo baixinho mal humorado.


– E o ensaio? Não conseguimos terminar ainda porque certa pessoa fica viajando em outro planeta enquanto finge tocar.


– Não acho que vamos conseguir terminar assim. – Yutaka ditou, e eu não sabia onde enfiava a cara. Não queria atrapalhar o ensaio, mas eu realmente não estava com cabeça praquilo e não conseguia me concentrar. – Amanhã a gente continua.


– Gomen... – pedi meio sem graça, recebendo um daqueles sorrisos de covinhas que são capazes de animar qualquer um.


– Tudo bem. Está perdoado se nos contar o que aconteceu, mas é melhor conversarmos de barriga cheia, ne?


Não é como se tivesse acontecido alguma coisa, mas eu não reclamei. Talvez sair com meus amigos fosse uma boa... Já fazia um bom tempo desde a última vez e, sabia que a companhia deles me faria bem, além de poder me render alguma ideia.


~~_***_~~_***_~~


Depois de todos comermos waffers e Kouyou devorar três taças de sorvete enquanto Akira e Takanori dividiam uma, Yutaka apoiou os cotovelos na mesa, colocando o queixo sobre as mãos e me encarando:


– E então, o que aconteceu?


Eu até pensei em inventar uma desculpa qualquer, mas a verdade é que Yutaka era um detector de mentiras ambulante e eu sabia bem como ele odiava enrolações. E acreditem, por mais doce que aquele sorriso de covinhas possa parecer, deixar o Yutaka irritado é suicídio:


– É aniversário dela hoje e eu não sei o que fazer.


– Só isso? – Akira perguntou erguendo uma sobrancelha.


– É... – respondi meio sem graça. – Eu queria fazer algo especial, mas não consegui pensar em nada. E bom, agora já está muito em cima da hora pra organizar alguma coisa, então não sei o que fazer.


– Você é mesmo muito tapado.


– Muito obrigado Takanori... Ajudou muito.


– Por que não fazemos uma festa surpresa? – Kouyou parecia empolgado e a ideia não era ruim, mas não tínhamos tempo.


– Onde arrumaríamos um bolo tão em cima da hora?


– Eu posso fazer um. – ditou Yutaka. – Não seria problema. Takanori e Akira podem cuidar da decoração e você e Kouyou procuram um presente.


– Não posso, vou me encontrar com ela hoje à tarde.


– Mande o Kouyou pra distraí-la enquanto você compra o presente... A não ser que queira deixá-lo fazer isso.


– Não! – minha resposta rápida fez com que Akira, Takanori e Yutaka caíssem na gargalhada enquanto Kouyou me olhava emburrado. Mas o que ele queria? A última vez que deixamos um presente por conta dele o Miyavi acabou ganhando uma cinta-liga vermelha e uma meia arrastão.


– Ok, então acho que está decidido. Eu vou pra casa fazer um bolo, me liguem depois falando onde vai ser. Ah, e nada de dar os parabéns à ela Yuu.


– Mas por quê?


– Se é pra fazer uma surpresa, tem que ser bem feita. Agora andem logo que não temos muito tempo.


Yutaka saiu e eu liguei para Sofia, a colega de quarto dela, pra que abrisse o apartamento pra Takanori e Akira. Depois fomos os quatro até o prédio. Kouyou e eu sairíamos com ela e eu inventaria qualquer desculpa pra sair antes e iria comprar o presente. Depois que saíssemos os outros dois entrariam no apartamento pra organizar tudo.


~~_***_~~_***_~~


– Desculpa, eu demorei?


Perguntei me aproximando da garota que conheci pelo twitter. É estranho pensar que amizades verdadeiras podem surgir daquele lugar. Sinto falta de estar lá, mas infelizmente certas situações desagradáveis me impedem de continuar com minha conta. O que não me impede de invadir a conta de outras pessoas, é claro, mas isso não é assunto pra agora.


Um sorriso passeava em meus lábios ao observar a garota de cabelos negros e cacheados sentada no murete do prédio balançando as pernas como uma criança. Aquilo era fofo, mas mais fofo ainda foi aquele sorriso nervoso que ela me lançou ao perceber Kouyou ao meu lado. Digamos que ela era uma grande fã dele...


– Não, eu é que desci um pouco cedo. Estava entediada lá em cima.


– Esse é meu amigo, Takashima Kouyou.


– É, eu sei... – ela disse meio baixo começando a rir. Ela sempre dispara a rir quando fica nervosa e eu acho isso uma graça. Acabei rindo com ela.


– Shima, essa é a Joana-chan.


– É um prazer. – Kouyou sorriu pra ela. – Finalmente nos conhecemos... O Yuu não parava de falar de você.


Pausa pra eu pensar em mil maneiras diferentes de matar o Kouyou:


– Ele é uma gracinha ne... – falei com um sorriso falso enquanto puxava “discretamente” meu amigo pela orelha.


– Itai...


– Mais uma dessa e o the GazettE vai ter um guitarrista a menos. E não serei eu.


– Credo Shiro... Que estresse.


– Então, a gente vai pro shopping mesmo? – Joana perguntou fazendo meus olhos brilharem. Tinha lugar mais perfeito pra se ir comprar um presente? Não, não tinha...


~~_***_~~_***_~~


Nós andamos bastante, conversando besteiras e olhando vitrines. Eu prestava atenção em tudo que ela parecia gostar e tentava decorar onde ficavam as lojas enquanto andávamos. Enrolamos um bocado, afinal precisávamos dar tempo para que os outros organizassem tudo.


Quando nos cansamos de andar fomos pra praça de alimentação, onde Kouyou incrivelmente comeu dois sanduíches e ainda pediu um peti gateau de sobremesa. Aproveitei a oportunidade pra ir comprar o presente:


– Eu vou ao toalete. Já volto.


Apesar do meu péssimo censo de direção, consegui chegar à loja de jóias depois de algumas voltas. Devo ter ficado cerca de vinte minutos lá olhando várias correntes e pingentes bonitos, até me dar conta de que uma jóia era meio “exagerado” pra um presente de um amigo.


Não vou mentir, eu gostava dela, porém ainda éramos só amigos e, bom... Eu não queria forçar a barra. Podíamos ir com calma, certo? Por fim acabei saindo de lá e fui em uma loja de roupas, mas... Roupa era algo tão... Comum. Quer dizer, todo mundo da roupa... Eu queria algo especial. Acabei saindo de lá também sem ter nem ideia de onde ir depois.


Pensei em comprar flores, mas isso era tão clichê, e de que adiantariam flores depois? Elas iriam morrer em alguns dias. Passei pela livraria, mas não tinha ideia de que tipo de livro ela iria gostar, então fui para loja de CDs, mas ao pensar no que ela gostaria de ouvir me lembrei de the GazettE e, acho que seria muita merchandagem dar um CD da minha banda.


Passei em uma daquelas lojas de lembrancinhas, mas nada parecia ser bom o suficiente. Passou pela minha cabeça comprar um bichinho de pelúcia, mas eu não sabia se ela gostava. Talvez algum jogo... Mas eu também não saberia qual comprar. Caixa de chocolate? Também era tão obvio. Talvez uma sandália... E voltamos ao censo comum. E nisso eu retornava a estaca zero, sem ter a menor ideia do que comprar.


Eu já tinha rodado o shopping todo... Até na loja de animais eu passei, mas não encontrei o que eu queria. Talvez porque nem eu soubesse ao certo o que eu queria. Lembrei-me então que ela queria aprender a tocar baixo. Peguei meu carro e fui à uma loja de instrumentos ali perto. Comprei um baixo preto com detalhes em roxo, imaginando que essas cores a agradariam, e com certeza obrigaria Akira a ensiná-la a tocar depois.


Escondi o instrumento no porta-malas e voltei ao shopping para buscar os dois. Não demorei a encontrá-los tomando sorvete:


– Onde você estava? – Joana perguntou e antes que eu pudesse responder o discreto do meu amigo deu um berro.


– Pensei que tivesse morrido no banheiro!


– Gomen... Acho que não estou me sentindo muito bem. Podemos ir embora?


– Claro.


Depois de fuzilar Kouyou com o olhar voltei pro carro, seguido pelos dois. Joana parecia desanimada, provavelmente imaginando que eu tinha esquecido... Só queria ver a cara dela quando descobrisse a festa e... A festa! Eu não sabia se estaria pronto:


– Esqueci que o Yutaka tinha me pedido pra comprar uma coisa... Eu já volto.


E sai correndo de volta pra dentro do shopping. Peguei meu celular e liguei pra Takanori:


– Moshi moshi.


– Taka, já está pronto?


– Está quase, mas não ouse aparecer aqui agora! Eu ainda preciso me arrumar, entendeu?


– Da um tempo chibi...


– Da próxima vez que me chamar assim eu coloco uma bomba no seu carro seu projeto de dançarina de cabaré! E o Yutaka ainda não chegou com o bolo, então pode tratar de enrolar ai.


Ele desligou na minha cara. Ótimo... Tudo que eu precisava. Voltei pro carro sem saber o que fazer e fui dirigindo devagar enquanto pensava, até que o destino pareceu querer me ajudar. Começou uma bela nevasca e eu tive que parar o carro:


– Vamos ter que ficar aqui esperando


– Não acredito nisso! – Kouyou bufava no banco detrás.


– Tipo, quanto tempo acha que vamos ficar aqui?


– Não tenho a menor ideia.


Joana suspirou começando a roer as unhas. Sabia que ela estava ansiosa pra chegar em casa, onde alguém devia lembrar do seu aniversário. Sentia-me um cretino por fazer isso com ela, mas era por uma boa causa.


~~_***_~~_***_~~


Depois de quase uma hora acabamos saindo do carro e indo pra uma lanchonete que encontramos a duas quadras dali. Eu sei que estava feliz por nevar, mas não precisava ter demorado tanto. Já estava impaciente, mas Takanori não havia me ligado. Provavelmente eles também estavam presos pela nevasca:


Kouyou estava brincando com o sorvete. Sim, ele estava comendo de novo. Sinceramente, não tenho a menor ideia de como aquele ser consegue manter aquele corpo... Ele deve ter um pacto com o demônio, só pode.


Joana estava distraída cantarolando alguma coisa enquanto eu não parava de olhar no relógio de minuto em minuto e encarar a janela louco pra poder sair dali. Quando a neve finalmente deu uma trégua nós fomos buscar o carro e... Cadê o meu carro?!


Eu entrei em pânico... Meu carro não estava mais ali. Isso não podia ser verdade! Eu não podia ter sido roubado justo hoje:


– Calma Yuu... Liga pra PSC que o pessoal resolve com a asseguradora. Eu vou ligar pro Akira buscar a gente.


Fiz o que ele mandou sem querer acreditar... Fala sério, eu sumi por horas no meio do passeio, ficamos presos numa lanchonete e agora mais essa... A Joana nunca mais ia querer sair comigo. Mas é claro, tudo que é ruim pode piorar. Um caminhão passou do meu lado, em cima de uma poça d’água... Já sabe né? Fiquei encharcado.


~~_***_~~_***_~~


Akira veio nos buscar e, depois de ele rir muito da minha cara, fomos finalmente ao apartamento dela. Eu inventei uma desculpa qualquer sobre pegar algo emprestado com a Sofia pra subir com ela e os outros dois resolveram vir junto pra não ficarem no carro.


Devo dizer que até eu quase morri do coração quando a Joana abriu a porta. Explodiram um monte de confete em cima da gente, e acreditem, quando eu digo explodir, eu quero dizer explodir mesmo. Enfim, depois daquele monte de papel prata e dourado voando na nossa cara ouvi um “Parabéns pra você” e comecei a cantar junto.


Observei o interior do apartamento, vendo uma faixa escrito “Happy Birthday Joana-chan” em colorido, um monte de pulseiras de neon pregadas na parede formando desenhos de estrelas, pétalas vermelhas espalhadas pelo chão, alguns puffs que eu reconheci pertencerem à sala do Takanori e uma cortina de TNT no meio da sala que eu imaginei ser uma boate improvisada. Com certeza, aquilo era a cara do nosso vocalista.


Além de meus amigos estavam ali Sofia e Mariana, as melhores amigas da Joana, seus irmãos, Alexandre e João e um casal que eu não conhecia, mas presumi serem seus pais. Ah, e claro, tinha o Koron na bolsa rosa mega gay do Takanori e tinha o Ruki, cachorro da Joana que eu faria questão de apresentar ao chibi.


Enquanto cantávamos parabéns Yutaka surgiu com um bolo lindo de duas camadas de chocolate, enfeitado com rosas de chocolate. Mesmo estando sem fome aquilo me deu água na boca... Eu amo chocolate! E não tem nada no mundo melhor do que os doces do Yutaka.


Ao final do parabéns Joana já estava chorando. Yutaka ordenou que ela fizesse um pedido e ela assim o fez, fechando os olhos. Depois apagou as velas e passou a receber abraços de seus amigos e familiares:


– Não acredito nisso... De quem foi a ideia?


– Foi do Yuu-san. – Sofia respondeu me lançando um olhar malicioso. Por que todo mundo olhava assim pra mim?


Joana riu e veio até mim, pulando em meu pescoço:


– Obrigada Yuu! Achei que tivesse esquecido...


– Claro que eu não ia esquecer. – sussurrei em seu ouvido a abraçando com força. Gostava de tê-la assim em meus braços... – Parabéns!


– Obrigada.


– Então essa é a famosa Joana-chan. – Akira falou vindo em nossa direção.


– Famosa? – ela riu. – Pensei que os famosos fossem vocês.


Antes que Akira pudesse responder Takanori colocou Koron em seu colo e se aproximou todo feliz a abraçando:


– Parabéns Joana-chan! Muitas felicidades, muita saúde, e vamos ser grandes amigos de agora em diante.


– Bizarro... – Yutaka comentou.


– Desde quando o rabugento do Takanori gosta de alguém tão rápido? – Kouyou perguntava entre as gargalhadas, provavelmente já tendo percebido o motivo.


– O que estão dizendo? Eu não sou rabugento... E é normal que eu goste das pessoas está bem?


– Claro... – Akira ria. – Especialmente pessoas mais baixas que você.


– É claro que sim. Pessoas baixas sempre são super gente boa, não é Joana-chan?


– Claro que sim!


Todos riram e Koron logo começou a latir olhando o ser peludo no chão. Eu o peguei no colo ficando ao lado de Akira e deixando que os dois se cheirassem. Já viu que quando colocam dois cachorros juntos eles se tornam a atração principal da festa? Pois é... Ficaram todos com cara de idiota os observando:


– Olha Taka, acho que o Koron fez um novo amigo. – Akira disse sorrindo.


Era realmente incrível que aquele monstrinho que o Takanori chamava de cachorro não tivesse tentando matar o Ruki ainda. Os dois pareciam ter se dado bem... Quase um milagre:


– É mesmo muito puxa saco. – brinquei. – Só porque o cachorro chama Ruki...


– Como é?!


Depois de curtirmos muito com a cara do baixinho o puxa saco do Koron tinha que vir fazer xixi em mim... Sério, eu ainda mato aquele ratinho. Acabei tendo que ir tomar banho ali mesmo e peguei uma roupa do pai dela emprestada.


Quando voltei todos já comiam bolo. Comi um pouco também, conversamos um pouco e então veio a entrega dos presentes. Puta que pariu, o presente tava no carro! Não dava pra acreditar nisso!


Eu nem quis olhar... Fui pra varanda fumar meu cigarro. Não dava pra ser mais azarado do que eu. Era a festa de aniversário da Joana e eu estava ali, com uma roupa que devia ser dois números maiores que a minha, cabelo bagunçado porque eu não tive a cara de pau de pedir um secador emprestado e ainda por cima sem maquiagem. Eu nem me lembrava direito como viver sem maquiagem... Sério, eu sou um bagaço sem ela:


– Noite bonita ne?


Nem vi quando ela tinha se aproximado. Joana escorou-se no parapeito, assim como eu, e ficou encarando as estrelas:


– Não vai ficar com seus amigos?


– Do jeito que está tudo dando errado hoje, é melhor eu manter distancia antes que eu destrua a festa.


– A festa que você organizou. – ela riu.


– Yutaka organizou... Takanori e Akira arrumaram e a ideia foi do Kouyou. No final eu acabei não fazendo nada.


– Mas eles fizeram isso porque você pediu.


– Mesmo assim...


– Yuu-san... Eu adorei a festa surpresa e adorei passar o dia com você, mesmo que com tantos imprevistos. Foi divertido... Arigatou.


Senti meu peito se aquecendo... Uma sensação boa tomava conta de mim, embora soubesse que estava corando. Não tinha problema, já que ela também estava. Eu ainda podia dar um presente à ela... Algo especial, dado de coração e que significaria algo:


– Nee... Ainda não te dei meu presente.


– Pensei que a festa fosse o presente. – ela sorria lindamente, como um anjo... Senti meu coração se acelerar, mas não recuei. Eu já tinha me decidido:


– Não. Quero te dar outra coisa.


– O que é?


– Isso. – respondi selando nossos lábios. No fim não importava nada que tivesse dado errado... A festa foi um sucesso, e acabei arrumando o melhor dos presentes. Aquele com certeza seria apenas nosso começo feliz.


Notas finais
Parabéns pra você
desta data querida
muitas felicidade
muitos anos de vida
VIVA A JOANA!!!!! (^O^)/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!