No outro dia...

Acordei com uma pessoa dando um beijo no meu rosto, e me olhando sorrindo, quase sorri ao ver quem era, quase.

— Bom dia! -ele disse- Antes que pergunte, Vick e Pedro sairam pra casa de sei lá quem.

— Bom dia! -falei sorrindo- Acho que perdi alguma coisa.

— Perdeu! -ele disse e nós rimos.

— Então me conte! -falei e rimos denovo.

— Eu gosto de você, e fui um idiota de ter dito aquilo ontem. -ele disse e eu fiquei sorrindo que nem boba.- Que foi?

— Eu acho, só acho, que também to gostando de você. -falei abaixando a cabeça e sentindo minha bochechas ficarem vermelhas.

Thomas levantou minha cabeça, olhou nos meus olhos e selou nossos labios. O beijo dessa vez foi com uma mistura de carinho, amor e vontade, muita vontade de ambos. Terminamos o beijo por falta de ar e continuamos com as testas coladas.

— Porque você saiu correndo ontem? -perguntou e eu abaixei a cabeça novamente.

— Eu tava com medo disso acontecer. -falei levantando a cabeça- Eu tava com medo de me apaixonar por você, e depois me ferrar... me desculpa.

— Então você já gostava de mim? -ele disse se achando otal, e eu dei um tapa nele.

— E você que não queria que eu beijasse o Pedro aquele dia? Ciuumento! -falei e rimos.

Passamos a tarde inteira assim, deitados assistindo um filme bobo, comendo besteiras, e o melhor, sem ninguém pra nos interromper (=

— Vou ver se a Vick e o Pê tão vivos! -falei e quando estava saindo do quarto Thomas me puxou pelo braço- Que foi?

— Não me deixa sozinho. -pediu e eu o abraçei.

— Você sabe que isso não passa de um dia né? -perguntei e ele me olhou estranho e depois abaixou o olhar.- Thomas, entende, você não me ama. Só acha isso porque tá carente.

— Eu não to carente, eu quero você, você é quem não entende! -ele disse e eu dei um selinho nele.

— Entao me desculpa. -pedi e sai do quarto.

Ao sair do quarto, soltei um ar pesado que nem eu sabia que estava segurando.