Hanko High School:KAI
4 004 - Energy of Flames golden!
Notas iniciais
004 — Energy of Flames golden!
Tudo começou um dia após a briga entre a Midori e a Ritsu. Eu tentei argumentar com Ritsu para que ela pedisse desculpas a Midori, mas toda vez que ela me via, ela fugia. Já com a Midori, bom eu a via em todos os lugares, seduzindo os garotos em volta. Yuki sempre estava junto dela segurando um livro.
– Aki-kun, a Midori já era estudante da Hanko? – pergunto a Aki.
– Sim. – respondeu Aki. – Ela e a Yuki. Pelo que eu sei as duas tiveram de ser transferidas por causa de uma missão que o Jelly as deu fora da escola. Agora que esta missão acabou, as duas voltaram a estudar aqui.
Perguntei-me que tipo de missão teria forcado as duas a saírem da escola. O diretor Jelly era um homem bom, porém muito misterioso. Minha mãe diz que não devemos confiar em pessoas assim.
Nesse momento, Midori apareceu atrás de mim.
– Ora essa, por que você, Tetsuya, é o único que não vem apreciar minha beleza? – perguntou Midori com um sorriso malicioso.
– Sinto muito, mas eu não estou afim.
Midori então começou a esfregar os peitos dela nas minhas costas.
Sangue saiu do meu nariz.
– Midori-chan! Faz isso comigo também, só que em vez de ser nas costas, pode ser na cara! – falou Aki.
– Então vá buscar um copo de água para mim, que eu to morrendo de sede!
– Sim, Midori-chan! – após dizer isso, Aki saiu correndo.
– Puxa, você gosta mesmo de usar os homens a seu favor. – falei.
– HÁ!HÁ! Saiba que eu, uma garota bonita, deve ter servos ao meu dispor! – riu Midori.
Sentamos-nos em um banco e ficamos esperando o Aki voltar.
– Então... A Yuki não está com você hoje? – perguntei.
– Ela está no clube de literatura. – respondeu Midori. – E a sua namorada?
– Já disse. A Ritsu é só uma amiga.
– Então você está solteiro?
– Sim. Na realidade, não passo de um boca-virgem.
– Boca-Virgem? Você nunca beijou?
– Bom no rosto sim... Mas na boca nunca.
– Entendo. – Midori estava com um sorriso malicioso. – Que tal ter seu primeiro beijo na boca agora?
Midori começou a se aproximar. Eu fiquei parado esperando. Não sabia se ia embora ou não. E também, que diferença ia fazer se o meu primeiro beijo fosse com ela? Deixa ela me beijar. Porém, quando faltavam alguns centímetros para nossos lábios se encostarem, alguma coisa atingiu minha cabeça e eu caí do banco. Quando olhei, vi que foi a Ritsu, que me lançou um estojo.
– Engraçadinho! Quer dizer que agora você quer ficar beijando as meninas? – falou Ritsu bem brava. Tentei me explicar:
– Ritsu! Quer dizer... Não sou eu que ia beijá-la! Ela que vinha me beijar!
– E você ia deixar! – falou Ritsu.
– É... Bom... Quer dizer... De certa forma, acho que eu ia deixar...
– Bom, na realidade, ele ia ter o seu primeiro beijo agora. – falou Midori.
– Primeiro beijo? Não acredito que você ia deixar que o seu primeiro beijo fosse com ela!
– Bom... Sim... – respondi sem graça.
–Awmmm... – Midori fungou e secou os olhos. – Aposto que ela fez isso por ser apaixonada por você, Tetsuya.
Ritsu ficou vermelha.
– Não sou nada! Só não podia deixar que ele caísse na lábia de uma vaca como você!
– Vaca? Eu? Ora, maldita, pois saiba que sou a beleza perfeita, e sei que posso ser mais ousada que você, vadia!
– Vadia? Ora sua...
– Parem de brigar! – falei. – Não vamos brigar aqui.
As duas ficaram se encarando. Depois, Midori se virou e foi embora, deixando-me apenas com a Ritsu.
– Ritsu, isso não foi legal! Qual é o problema da Midori me beijar?
– Ora, se você reparou, ela fica seduzindo os homens, e os usa a seu favor! Ela os torna escravos sexuais. Eu tinha de impedir!
Ritsu se virou e também ia embora. Antes de ir, ela disse:
– Além disso, o seu primeiro beijo tem de ser com alguém com quem você ame de verdade, e que esse alguém também o ame! Não pode ser com umazinha qualquer!
Ritsu então se foi.
– Trouxe a água! – chegou Aki alegremente. Porém, o que ele encontrou fui eu de pé, sozinho, vendo a Ritsu partir.
...
– Pessoal vocês ficarão sabendo? – falou Mana Tatsumiya. – A Midori foi para o Subsolo do colégio!
A notícia se espalhou rapidamente por toda a escola. Eu, como novato, não sabia o que tinha de mais o subsolo. Porém, todos, até os professores, pareciam preocupados.
– Não sei como a Midori abriu o portão – falava o diretor. –, mas isso é péssimo!
– O senhor não pode entrar lá e tirar ela de lá? – perguntou um dos professores.
– Não. É preciso do equipamento especial para domar a Aranha gigante que está no subsolo.
Agora entendi porque todos estavam preocupados.
Ninguém ousava entrar. O diretor já havia mandado buscar os equipamentos, mas estava demorando muito para encontrarem. Cerrei os punhos, e falei:
– Já chega! Não dá mais para esperar! Vou entrar lá e salvar a Midori!
Sem ouvir os protestos das pessoas ao meu redor, comecei a entrar na porta do subsolo.
O local era escuro e empoeirado. Havia teias de aranha por todos os lados. Teias enormes. Nelas, havia preso carteiras escolares, bastões de beisebol, espadas, baús e até laptops. Em uma delas havia um esqueleto com um uniforme da Hanko. Aquilo me deu arrepios. E se pensar que aquele pobre aluno fora vítima da aranha. Penetrando mais no lugar, encontrei Midori enrolada em teias.
– Midori! – gritei.
– Te... Tetsuya? – Midori estava muito fraca.
– Aguenta firme! Vou te tirar daí!
– Eu... Eu tentei provar que eu sou mais ousada do que aquela vadia...
– Calma... Você está muito fraca! Já estou arrancando estas teias.
Nesse momento, ouvi um barulho estranho. Quando olhei para trás havia uma tarântula gigante! Ela tinha pelagem negra, olhos vermelhos do tamanho de bolas de sinuca, e oito patas tão compridas quanto meu braço. Suas presas soltavam um líquido branco fedorento.
Ela deu o bote. Saltei para o lado. Tentei atacá-la com um dos bastões de beisebol, mas ele se quebrou a atingir a couraça da aranha. E a aranha me derrubou no chão com uma de suas patas. Ela estava se preparando para atacar quando chamas amarelas rodearam meu corpo.
– São as mesmas chamas do outro dia! – exclamei. – Bom, pelo jeito terei de usa-las para lutar de novo.
Materializei uma espada de fogo. Cortei fora uma das pernas da aranha. Depois, eu cortei mais duas pernas. Finalmente, cortei a cabeça dela fora.
A aranha se desfez em poeira. Desfiz a espada de luz. As chamas foram diminuindo. Aproximei-me de Midori, e a carreguei até a saída. Quando saí, já tinha professores preparando o equipamento para entrar. Todos estavam surpresos com minha volta, pois eu estava são e salvo e com a Midori no colo. Fui aplaudido como um herói.
...
Após o fim de tudo isso, Midori veio falar comigo.
– Obrigada por e salvar, Tetsuya-kun.
– Não há de que. Eu apenas tinha de fazer o que era o certo.
– E eu descobri uma coisa...
– O quê?
– Que eu te amo, Tetsuya-kun.
– QUÊÊÊ?
– Sim! Eu descobri que eu te amo. Passei a te amar bastante desde que você me salvou!
– Mas aquilo só foi um ato de heroísmo simples.
– Lutar contra uma aranha gigante não é um simples ato de heroísmo! Bom, agora eu vou para a aula, mas depois a gente se vê meu amor.
E lá se foi Midori alegremente.
– Realmente, as garotas são bem difíceis de entender. – falou Aki, que apareceu ao meu lado.
– Concordo. – respondi.
– Eu só quero ver a cara da Ritsu quando ela ficar sabendo disso.
Nem deu dois minutos, e a Ritsu surgiu com uma cara de brava.
– Tetsuya... – falou ela.
– Ah... Ritsu... Eu...
– Será que você nunca aprende?! Eu disse para não cair na lábia dessa muquirana! – após dizer isso, Ritsu me dá um belo soco.
...
Meu sonho começou assim.
Eu estava em uma rua deserta em alguma cidadezinha à beira-mar, no meio da noite. Havia uma tempestade. O vento e a chuva açoitavam as árvores. As casas estavam com as janelas fechadas por tábuas. Não sabia onde eu estava.
Nesse momento, um carro surgiu no meio da rua. Ele tinha a lataria vermelha com o símbolo da Ferrari. De dentro, saíram quatro homens. Dois deles estavam vestidos como seguranças. Eram altos e robustos. Outro usava roupas esfarrapadas. O último usava terno preto. Este tinha cabelos laranja e olhos vermelhos.
– Que bela noite. – disse o homem de terno, como se o céu estivesse limpo e cheio de estrelas. – Vai ser aqui onde você morrerá Luik.
O homem esfarrapado levantou os olhos. Seu cabelo era um ninho de ratos. Seus olhos eram brancos. O homem sorriu, mostrando os dentes tortos e amarelos.
– Eu não tenho medo da morte... Nunca lhe falarei sobre o descendente de Satanás. – falava o homem esfarrapado com uma voz bem rouca. – Satanás não será libertado!
O homem de terno grunhiu.
– Homens. Matem Luik!
Os seguranças sacaram espadas e golpearam o esfarrapado.
– Tudo bem... Mesmo que me matem, Jelly virá atrás de vocês!
O homem se calou. Estava morto.
Meu sonho virou totalmente. Agora, eu estava em uma sala de aula, acorrentado. Uma garota de cabelos esverdeados e olhos cinzas também estava na sala, acorrentada. Ela usava roupas em estilo punk, e parecia ter a minha idade. Uma voz ecoou pela sala:
– Prepare-se, pois logo a destruição chegará!
– Sim, mestre. – disse a garota. – Já estou preparada!
Nesse instante, surge um macaco de seis olhos e quatro braços. Ele salta sobre mim e tenta me morder.
Acordei num salto, com a sensação de que o macaco ainda estava sobre minha cabeça.
Na manhã seguinte, encontrei Aki parado em frente ao portão, mexendo em um celular todo prateado.
– Mandando mensagens de texto? – perguntei.
– Quem dera. – respondeu Aki. – Na verdade, estou verificando os dados do Guardian Mechanical Data.
–Dados?
– Sim. Repare a área azul, a área verde e a área vermelha. A vermelha são os humanos comuns, sem nenhum poder. A azul é o de humanos com poderes. A área verde é o de seres sobrenaturais.
– Sim, o que quê tem de mais?
– Note. A área verde é menor que a área vermelha, que é menor que a área azul!Isso significa que o número de seres sobrenaturais tem diminuído, e o de humanos com poderes tem crescido!
– Nossa. Isso é algo anormal? – perguntei.
– Sim. Não acontecia algo assim há cem anos! – respondeu Aki.
– Cem anos? Espera um pouco! Como você sabe disso? E como você conseguiu um Guardian Mechanical Data?
– Ah, o diretor me deu para que eu monitorasse os dados de crescimento destas áreas, enquanto eu devo te vigiar. Mas isso é uma missão secreta.
– Se é secreta, porque você me contou? – perguntei.
– Eu contei? AAAHHH! Merda! Eu contei qual era minha missão secreta!
– E essa missão tem haver comigo.
– AAHH! Merda! Contei isso também!
O Aki realmente é um cara bem desligado. Nem percebeu que me contou qual era sua missão. Aliás, vocês devem se perguntar o que é um Guardian Mechanical Data. Bom, como o Aki falou,é um aparelho serve para monitorar o crescimento de coisas sobrenaturais. Somente pessoas poderosas possuem um. Por isso estranhei ele ter um G.M.D.
– Idiota! – gritou uma voz. Ritsu apareceu e deu um soco em Aki. – Não era para você contar qual era a nossa missão!
– Foi mal. Escapou. – falou Aki.
– Ah, pessoal... Mas por que vocês devem me vigiar?
Ritsu se virou para mim e começou a falar:
– Milhares de anos atrás, uma criatura conhecida na época como 330XY vagava pela Terra. Ele era um ser pequeno e não tinha poder para enfrentar os deuses. Ele era muito arrogante, ganancioso e cruel, e isso fez com que ele seja consumido pela Doença de Madness.
– Nossa! – exclamei. – Madness é insanidade em inglês, não é?
– Sim. – respondeu Aki. – Ele se tornou sádico e louco. Sua loucura, misturada com sua ganância, arrogância e maldade o fez fazer uma coisa horrível...
– E... O que seria essa coisa horrível. – perguntei já com um frio na barriga.
Aki e Ritsu se entreolharam, e depois olharam para mim, falando ao mesmo tempo:
–330XY comeu sua própria alma!
Aquilo me deu um arrepio pelo corpo.
– Mas... Como alguém pode devorar a própria alma?
– 330XY não era humano, Tetsuya. – disse Ritsu. – Acredite, nesse mundo existem criaturas que podem fazer coisas assim.
– Mas, se ele devorou sua alma... Ele deve ter...
– Morrido? Nada disso. – falou Aki. – Ele se tornou um ser demoníaco que espalhou caos pelo mundo. As plantações haviam secado. O gado tinha ficado cego. A terra ficou salgada. O mar secou. E as pessoas... Bom para elas sobrou a Febre!
– As pessoas lhe davam nomes diferentes. – falou Ritsu. – Mas todos haviam o identificado como um único ser: Demônio. 330XY foi o primeiro demônio da história. Ele até recebeu um nome específico. Satanás. Ou simplesmente, Satã.
– E as pessoas... O que fizeram?
– As pessoas, nada fizeram. – disse Aki. – O único que pôde duelar de igual para igual foi Jelly.
– O Diretor?
– Sim. – disse Ritsu. – Ele usou todas as suas forças para combater Satanás. A luta entre eles durou quatro anos.
– Quatro anos?! Tudo isso?! – perguntei espantado.
– Satanás não era um adversário fácil de derrotar. – falou Aki. – Jelly precisava combatê-lo para que o mundo não entrasse em insanidade total. Nessa luta ele perdeu o olho esquerdo e a mão direita.
Falando nisso, no dia em que eu estava na casa do Jelly, ele estava com o braço direito coberto por uma manta, como se quisesse ocultar algo.
– Foi a pior luta que Jelly já teve. – falou Ritsu. – Depois de quatro anos, ele derrotou Satanás. Porém, Satanás não pode ser morto facilmente. Então, Jelly o selou embaixo do colégio Hanko.
– Pérai! Esse cara... Ele está debaixo da escola?
Ritsu e Aki balançaram a cabeça positivamente.
– Um dos objetivos que Jelly tinha quando fundou o Hanko 100 anos atrás foi para fortalecer o selo de Satanás. – disse Aki.
– Mas, eu não entendo. O que tudo isso tem haver comigo? – perguntei já assustado.
Os dois se entreolharam novamente. Ritsu falou:
– Antes de ser selado, Satanás arrancou parte de sua alma que havia restado. Esta se desfez e sumiu. Naquele dia, Satanás disse: ‘’ Este fragmento de minha alma formará um novo ser, que irá me libertar! Ele cruzará com seu caminho, e assim seus poderes liberar! Pode me selar, mas não pode me parar!’’.
– Por incrível coincidência, Satanás possuía poderes semelhantes ao seu, Tetsuya. – falou Aki. – Ele podia controlar chamas douradas e as materializavam em armas, como você.
Um arrepio percorreu pelo meu corpo. Comecei a gaguejar.
– Se... Se a alma dele tomou uma nova forma... E eu posso controlar chamas dourada... Então eu sou...
Aki e Ritsu se entreolharam pela terceira vez. Depois, suspirarão, e disseram:
– Possivelmente, você é essa nova forma. Você é aquele que libertará Satanás de seu selo!
Meu queixo caiu. Meu mundo deu um giro, e agora estava desmoronando.
– Mas, isso não é possível! – falei.
– Pense bem. A alma de Satanás, o pequeno fragmento se soltou. Você tem os mesmos poderes dele. A alma dele contém os poderes dele! – falou Aki.
Nesse instante, um grito ecoou pela escola. Fomos correndo na direção de onde ele veio. Vários alunos, professores e funcionários se reuniam naquele lugar, perplexos. Na parede do prédio estava pregado um cadáver ensanguentado. Era o professor de física, Lexu Wander.
O diretor Jelly se aproximou do morto. Depois, falou:
– Era o que eu temia. A guerra vai começar! Satanás vai se libertar!
CONTINUA NO CAPÍTULO 05! Nyah!
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