Hanko High School:KAI
2 002 - Searched by yellow flames!
Notas iniciais
Capítulo equivalente aos capítulos 3 e 4.
– Aki, por acaso esta sua cauda não atrapalha? – perguntei.
– Não! – responde Aki, alegremente. – Esta cauda é bem últil para mim! Apesar de ter uma cauda, não me transformo quando vejo a lua cheia.
‘’Por que tenho a impressão de que ele acabou de fazer referencia a um mangá da Shōnen Jump?’’ pensei.
– Qual é a próxima aula? – pergunta Aki.
– Inglês. – respondi.
– A do professor Negi? Não é aquele garoto de 10 anos que quer ser um tipo de mago ajudante?
– Bom, é ele mesmo.
Neste momento, tropecei nas escadas. Saí rolando, rolando, rolando... Até parar em um determinado lugar. Quando abri os olhos, vi uma imensidão branca, com moranguinhos espalhados por todos os lados. Foi aí que me dei conta. Me levantei, e vi que era a dona da calcinha: mesma garota de cabelos loiros lisos, que iam até as costas, e que possuía olhos azuis que nem o mar, e de seios gigantes, bem grandes mesmo. Porém, desta vez notei que ela tinha cauda de raposa e orelhas de raposa. Ela estava vermelha, com uma cara de brava e espantada ao mesmo
tempo.
– O que... Você... Está fazendo?! – gritou a garota. Nesse momento, ela me deu um soco bem forte, que me fez voar por toda a escola.
002 — Searched by yellow flames!
Quando acordei, Aki e muitos outros alunos estavam ao meu lado.
– Que bom que acordou my friend! – falou Aki.
– O que aconteceu? – perguntei.
– Você levou uma baita surra da Ri–chan.– responde Ginei.
– Ri–chan?
– Sim! – fala Aki. – Ritsu Nagashima. 15 anos. Cor dos cabelos: Loiros; Cor dos Olhos: Azuis. Espécie: Yōkai-raposa. Altura: 1,48; Peso: 38 kg. Tamanho do busto: 120 cm. Personalidade: Tsundere. É uma garota mal-humorada e agressiva. Gosta de caminhadas e de chá. Odeia garotos, principalmente os pervertidos. Estuda na classe G-1. Por não gostar de garotos não namora ninguém.
– Como você sabe de tudo isso, Aki?
–Hu-hu-hu... Eu tenho meus dados... – responde Aki com um sorriso malicioso.
– Quando se trata de garotas de seios grandes, o Aki sabe de tudo. – fala Setsuna Sakurazaki.
‘’Tinha de ser isso’’, pensei. NOTA: Você ainda não pode falar nada.
– A questão é: Tetsuya, você viu a calcinha da Ritsu, e agora ela te acha um tarado pervertido que gosta de ficar olhando a calcinha das garotas e de pular nos peitos delas. – falou Aki.
– Ei, mas esse é você! – protestei. – E aquilo foi um acidente! Não tive culpa de ver a calcinha de morangos dela!
– Calcinha de morangos? Igual a daquela garota do 100% Morango? – pergunta Aki.
– Exato. Mas isso não vem ao caso! – falei. – E agora? O que eu faço? Nem conheço a garota, e ela já me acha um pervertido tarado!NOTA: JÁ DISSE, VOCÊ É UM PERVERTIDO TARADO!
– Não esquenta! – disse Aki. – As pessoas acham que eu sou um tarado, mas eu não ligo.
– MAS VOCÊ É UM TARADO! – gritei.
– Não se preocupe! – disse Yada. – Se você é um tarado ou não, não importa, pois você já está tendo interesse nas meninas!
– Como?
– Vamos lá, Tetsuya!Vamos treinar só de malha para você ser um verdadeiro homem! Vamos lá, mans!
– NÃO!
– Só um pouquinho, mans!
– NÃO QUERO!
– Caramba, hoje o dia está uma tremenda montanha-russa emocional. – disse Aki, rindo.
...
Dois dias se passaram desde o incidente/acidente da calcinha. Tento não me encontrar mais com essa tal de Ritsu. Sempre que eu a vejo no corredor, eu fujo. Não tenho cara para encarar ela.
Porém, em um dia desses, um fato pior que o da calcinha aconteceu.
Eu e Aki andávamos pelos corredores, conversando.
– Tetsuya–kun, você acha mesmo que eu deveria parar de tentar pular nos peitos das garotas? – Aki pergunta
afobado.
– Mas é lógico. – respondi. – Você só vai entrar em cana se continuar com essa mania.
Nesse momento, uma voz gritou ao fundo:
– Cuidado!
Alguma coisa (acho que foi uma bola) bateu em minhas costas. Tropecei da escada. Desta vez não saí rolando, pois segurei em um aluno que estava na minha frente. Infelizmente, o aluno era a Ritsu. E infelizmente, segurei nos peitos dela.
– O que está fazendo?!! – grita Ritsu. Ela me chuta na barriga, e depois me dá um soco bem forte. Mais uma vez saí voando.
– Maldito! Seu pervertido! Tarado! Vá se danar! – gritava Ritsu enquanto ia embora.
– Tetsuya! – grita Aki.
– Não se preocupe. – falei. – desta vez estou legal.
– Não é isso. – fala Aki. Nesse momento, ele me segura, e começa a me chacoalhar. – Como você conseguiu pegar nos peitos da Ri–chan?! Eu sempre tento fazer isso, mas eu falho! Ensina-me como pegar nos peitos das garotas!
Depois do ocorrido, veio minha preocupação: O que fazer?
Definitivamente, a Ritsu me odeia...
...
Meus dias estavam um pouco tristes...
Eu ainda pensava na Ritsu, que definitivamente me odeia.
– Relaxa. – disse Aki– Que problema tem se a garota mais forte e mais brava da escola te odeia?
– Você não está ajudando em nada. – falei. –E, além disso, eu prometi para mim mesmo que teria só amigos. Não inimigos.
– Bom você não precisa se importar pelo fato de que tem alguém que te odeia. Além disso, ela é A Ritsu, a garota que odeia garotos.
– A propósito. – me virei para Aki. – Você sabe por que a Ritsu odeia tanto os garotos?
– Sei lá! – disse Aki. – Desde que eu me entendo por gente ela odeia os garotos por causa de alguma coisa que aconteceu no passado dela.
Alguma coisa que aconteceu no passado da Ritsu que a fez odiar meninos... Mas o que teria sido?
– A propósito, Aki. Onde você mora?
– Moro em uma pensão aqui perto para alunos da Hanko.
– O que?
– Alguns alunos da Hanko, tipo eu, vieram para cá sem qualquer parente, e por isso vão morar em pensões especiais criadas para esta função.
Hanko realmente é um colégio diferente. Criou pensões para seus alunos morarem.
– Bom. Amanhã a gente se vê. – falei. – Até amanhã.
– Até.
...
Caminhava pela rua tranquilamente. O sol já estava se pondo. A rua estava calma, e não tinha ninguém andando por ela, exceto eu. Porém, eu estava com a sensação de que estava sendo vigiado. Apertava o passo, mas quanto mais
eu andava rápido, maior era o barulho de passos atrás de mim. Quando eu olhava, não tinha ninguém. Às vezes via um vulto escuro que se escondia.
– Merda! Que diabos está acontecendo?
Nesse instante, alguma coisa passou alguns centímetros do meu rosto. Era uma pena, que se fincou em um poste.
– Ah. Errei.
Virei-me devagar para trás, na direção de onde veio a pena e a voz.
– Mas desta vez não erro.
Uma criatura se encontrava atrás de mim. Usava terno de risca de giz azul-escuro. Porém, seu rosto... Na realidade, era um emaranhado de faixas brancas, parecendo uma múmia. Por algumas aberturas saiam tufos de cabelo cor de prata. Havia duas aberturas maiores: Uma se podia ver enormes olhos amarelados, com a pupila vermelha. Na outra
tinha uma boca enorme, parecendo à boca de um Hollow do Bleach.
– Desta vez, o humano irá dançar.
A criatura lançou mais penas. Desviei delas. Porém, uma delas me atingiu no rosto, criando um corte. O lugar começou a arder.
– Merda!... Estas penas têm... Veneno?
– Hie, Hie, Hie!– ria a criatura, mostrando uma espessa língua que devia de ter mais de dois centímetros. Parecia o Gene Simmons. – Isso mesmo! Estas penas estão envenenadas. Tome cuidado para não ser atingido por elas ou você será envenenado!
A estranha criatura começou a atirar mais penas. Eu corria e desviava delas. Infelizmente, algumas se fincavam nas minhas costas, provocando uma dor insuportável.
‘’Merda!’’ pensava. ‘’Que dor forte! Esta dor está dificultando minha fuga! Quem é esse cara? O que ele quer?’’
Mais uma pena me atingiu. Desabei no chão, morrendo de dor.
A criatura se aproximava. Tinha garras de águia no lugar das mãos. Porém, as unhas eram de algun material que acho que é ferro.
– Hie, Hie, Hie! Você morrerá aqui, e assim a outra parte de Satanás poderá surgir!
‘’Merda! Eu vou morrer aqui? Não! Não quero morrer ainda! Não quero!’’
No momento em que a criatura ia dá o bote com suas garras, aconteceu aquilo.
SHUNK!
Quando abri os olhos vi uma garota segurando uma espada. A espada era pequena, de aço. Ela havia parado as garras da criatura. Logo que eu vi a garota, reconheci quem era.
– Ritsu! – exclamei.
Ritsu ainda estava com o uniforme colegial. Ela estava com o cabelo preso por tranças. Estava muito bonita.
– Ah. É o pervertido tarado que gosta de pegar nos peitos das garotas. – disse Ritsu, com frieza.
A criatura se afastou.
– Ora. Pelo jeito hoje terei duas vítimas. Hie, Hie!
– Afaste-se Mephistophéles. – disse Ritsu sacando sua espada. – Eu serei sua oponente!
– Assim seja. – disse a criatura, que devia se chamar Mephistophéles.
Mephisto lançou mais penas. Ritsu as rebatia como se fossem bolas de beisebol. Porém, Mefisto, com sua boca enorme, deu o bote. Ritsu desviou e deu um salto no ar. Ritsu começou a recitar.
– Aquele que abaixa a cabeça. Aquele que destrói montanhas. Ouça meu chamado e invoque! Terceira técnica:Bakuhatsuha noji ~yutsu!
Nesse, Ritsu atira uma onda explosiva contra Mephisto. Uma explosão ocorre.
BUM!
A rua estava cheia de fumaça branca. Pergunto-me se as pessoas que deviam estar em suas casas notaram a fumaça.
– Mais um derrotado. – falou Ritsu.
Porém, Mephisto se ergue da cortina de fumaça.
– O que?! Mas eu usei minha força total!
– Hie! Acha mesmo que aquele choquezinho ia me matar! – riu Mephisto. Nesse momento, ele atacou. Ritsu não conseguiu desviar. Foi pega por ele.
Mephisto a segurava pelo pescoço. A espada dela caiu longe.
– Pirralha, você atrapalhou, e, portanto irá morrer primeiro!
– NÃO! – gritei.
Nesse momento, uma luz amarela começou a me rodear. Uma luz que ficou forte, mais forte...
– O que?... – disse Mephisto. Porém, a criatuta se espantou quando eu me levantei, e inconscientemente, o ataquei. A luz cortou seu braço fora, tirando Ritsu das mãos dela. Quando vi, eu tinha uma espada enorme em minhas mãos. E uma chama amarela rodeava meu corpo.
– O que... É isso? – perguntei para mim mesmo.
– Parece que está despertando seus verdadeiros poderes, não é? – disse Mephisto. – Pois vê se desvia disto!
Ele deu o bote. Sem perder tempo, o golpeei com a espada. Eu o parti ao meio. As duas metades deles se desfizeram em areia negra.
– Mas... Que poder é... – nem tive tempo de terminar a frase. Desmaiei.
CONTINUA
NO CAPÍTULO 03
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