Hangover Is On

5 That was such an epic hangover


Notas iniciais
Como esse é o último capítulo, devo agradecer de coração a todos leram essa humilde fic, amei tê-la escrito, espero que os tenha agradado e não decepcionado... Em especial mencionarei meu consulting beta Jojo por tudo, e Sparkles que sei que acompanhou desde o começo, e vocês todos que acompanharam: sintam-se virtualmente abraçados... Da escritora que vos fala, Laura Helena. Boa leitura!

— Sherlock?! – Lestrade chamou ao perceber a mudança no comportamento do detetive

— Acho que sei onde John pode estar.

— Você se lembrou de algo mais? – Tom perguntou, finalmente toda aquela busca teria um fim.

— Sim. Venham, vamos pegar um táxi e eu explico tudo durante o trajeto.

Os três se levantaram e pegaram o primeiro táxi disponível, assim que entraram no veículo Sherlock começou:

— Ao que parece a substância que Irene usou para nos drogar seria para nos fazer esquecer o que fizéssemos na noite. Felizmente meu querido cérebro conseguiu se lembrar de algo mais...

Saímos do bar Burlesque. Após eu reclamar com o manobrista sobre o arranhão no carro de Mycroft, John tirou as chaves de minha mão e disse “Pare de reclamar, você dará um jeito como sempre, agora entrem no carro”. Entramos, eu a contra gosto, aproveitei para mandar uma mensagem a um de meus contatos para que nos encontrasse e desse um jeito no arranhão.

John dirigiu até a London Bridge, estacionou o carro em um lugar inapropriado para tal, um guarda pediu que ele estacionasse em outro lugar, ele disse que deixaria ali e que se o oficial quisesse que o estacionasse em outro lugar, então o guarda respondeu que deixaria ali uma multa.

Subimos na torre e sentamos nas vigas que ligavam as torres da ponte de um lado ao outro, ficamos observando o pouco movimento abaixo de nós, ouvimos ao longe o Big Ben soar anunciando que eram cinco horas da madrugada, pedi que Lestrade me emprestasse o batom que eu sabia que uma dançarina havia deixado em seu bolso, junto com um número de telefone, com certeza Mycroft se irritaria com a multa e claro quem lidaria com ele depois seria eu, decidi que faria John pagar.

Fiz com que ele tirasse sua camisa, a enrolei e coloquei em sua cabeça na forma de um turbante, escrevi a frase ‘I don’t shave for SH’ em sua barriga, tirei uma foto com meu celular, a imagem poderia me ser útil no futuro.

Depois de um algum tempo lá observando a ainda adormecida Londres, Tom anunciou que pediria para Molly escolher a data do casamento deles:

— Vocês serão os primeiros a saber, planejo pedir que Molly escolha uma data para nos casarmos na festa de casamento de John e Mary – anunciou

— Não sei se ela escolheria... – eu disse de maneira arrogante.

— Sherlock! – John e Lestrade me repreenderam em uníssono.

— Porque diz isso? – Tom quis saber.

— Tenho certeza que ela ainda é apaixonada em mim – respondi — Sugiro que apostemos: se você ganhar te ajudo com o pedido, se perder terá que me deixar raspar seu cabelo e cortar suas roupas.

— Eu aceito, desde que seja algum jogo de sorte.

— Oh Lord... – John resmungou

— O que acham de pedra, papel, tesoura? – Lestrade sugeriu.

— Melhor de três? – Tom disse me estendendo a mão.

— Sim – apertei sua mão concordando.

Tom ganhou a primeira e eu a segunda, venci a terceira também. Avisamos Lestrade e John que iriamos até o seu apartamento, descemos, pois eu o faria pagar a aposta, deixei as chaves do carro com Lestrade, Tom e eu fomos caminhando até seu apartamento.

Chegando lá cortei e raspei todo seu cabelo, depois fui até o quarto e cortei a maior parte das roupas que encontrei, incluindo as que você vestia. Deixei Tom na sala que não demorou muito até apagar ali mesmo, fui até o quarto procurar meu celular que devia estar em meio aos retalhos de roupa espalhados, acabei adormecendo na cama, me lembro de ouvir a porta de entrada se abrir e imaginei que fossem Lestrade e John então nem me dei ao trabalho de levantar para verificar. Quando acordei mais tarde, acordei sem me lembrar de onde eu estava, e o resto vocês já sabem.

— Não acredito nisso... – Tom murmurou

— Acredite no que quiser – Sherlock respondeu — Espero que John ainda esteja na torre da London Bridge...

O taxista parou, pagaram e desceram, olharam para cima, os três pediram silenciosamente para que John estivesse lá em cima, até porque depois do relato de Sherlock, tinham certeza que era a melhor possibilidade, se ele não estivesse não só precisariam contar a Mary sobre a situação, como também precisariam avisar a polícia.

Subiram e ao chegarem ao topo todos soltaram o ar de alívio.

John realmente havia ficado na viga, deitado de costas ainda estava da maneira que Sherlock descreveu: a camisa na cabeça. Foram até lá resgatar o amigo que ainda estava adormecido.

— John – chamaram.

— John Hamish Watson – Sherlock chamou mais alto com sua voz de trovão.

— Sherlock?! O que está acontecendo? – John se levantou em um pulo quando ouviu ser chamado pelo nome completo.

Ele gemeu, devia estar com uma tremenda dor nas costas por ter dormido naquele lugar, o arrastaram para dentro da torre, Tom apareceu com uma garrafa de água. John bebeu um pouco ainda desorientado, como o dia estava ensolarado ele estava vermelho por ter ficado desde a madrugada até àquela hora no sol. Sherlock tirou a camisa da cabeça do amigo enquanto Lestrade tentava apagar com um lenço a frase escrita na barriga do médico.

Como ele ficou no sol por um bom tempo, a frase ficou marcada na barriga de John, Sherlock segurou uma risada, quando o amigo estivesse mais coerente com certeza ficaria muito bravo. Lestrade começou a rir, pelo menos não era o único a ter o nome de Sherlock Holmes no corpo.

— Vamos para Baker Street, ele precisa de um banho – Sherlock passou um braço abaixo dos de John e saíram de lá carregando ele, pegaram outro táxi e foram direto para Baker Street.

Ao chegarem lá Lestrade e um Tom de mau humor colocaram John debaixo do chuveiro, o doutor depois de banhado e hidratado juntou-se a Sherlock e os outros que estavam sentados na sala tomando o chá que Sra Hudson preparou para eles, segundo ela ‘os ajudaria a se recuperarem completamente da ressaca’.

Relataram a John tudo desde a hora em que acordaram até quando o encontraram na ponte, o doutor resmungou quando ouviu a parte sobre o que Sherlock escrevera em sua barriga:

— I don’t shave for SH? Sério Sherlock? Não podia ter sido mais infantil?

— Daqui uns dias a marca de sol da frase terá sumido, deixe de drama, quem tem que fazer drama não é você – e riu olhando para Lestrade.

“Ótimo” pensou o inspetor “Sherlock Holmes nunca me deixará esquecer disso, queria poder fazê-lo pagar”

— Se um dia Mary souber disso, juro que te empurro do telhado do St Barts – o médico ameaçou-o.

Tom quase não falou ao chegarem em 221B, remoía seu mau humor em silêncio, não havia gostado nem um pouco de saber o que o detetive lhe disse na London Bridge, e não ajudou em nada a melhorar seu humor quando ele disse que ia ao quarto e ligar para sua noiva agradecendo pela ajuda, e dizendo que tudo estava bem.

Quando Sherlock voltou à sala, John estava aos risos, deduziu que Lestrade e Tom eram os causadores das gargalhadas do médico, só não deduziu o motivo.

Assim que ouviu o detetive se aproximar, o médico virou-se e perguntou em meio às risadas:

— Mister Fahrenheit, hein, Sherlock?

Notas finais
E então? Gostaram da minha versão da despedida de solteiro? Adoraria saber a opinião de vocês, Comentem if convenient, if inconvenient cometem anyway, farão a humilde escritora feliz. Até uma próxima fanfic, — LH :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!