— Não precisa ficar nervosa... — James apertou a mão de Lily quando eles passaram pela passagem secreta. — É o último ano... Ninguém vai nos dar mais uma detenção, até porque, tecnicamente, eu já estou cumprindo uma. Digo, tudo que eles querem é que eu termine Hogwarts o mais rápido possível, não me atrasariam com problemas desse tipo.

Lílian riu, ainda nervosa. Era uma verdade, McGonagall não ia conseguir viver com James Potter mais um ano. Entretanto, a garota não estava com medo de ser pega e ganhar uma detenção e sim na noitada que passaria com os Marotos. Ela teve horas e horas e ansiedade e reflexões tensas desde a existência da vida até mesmo em terminar com James apenas para não ter que sair com os amigos dele. Ela conhecia os Marotos, claro que conhecia, mas da mesma forma que todas as outras pessoas de Hogwarts conheciam, não era nada íntimo. Remus era o único que era tinha mais contato e ainda assim não era nada “super amigos para sempre”. Os maiores momentos que tivera com os Marotos por perto foram discussões terríveis onde ela surtava e ficava a ponto de arrancar a cabeça de James do corpo.

— Olha, eu convidei Marlene, para você ter um apoio feminino. — a garota deu um gemido quase silencioso, sentindo o leve gosto do desastre. Marlene McKinnon não gostava dela! Lílian sentia um arrepio na espinha toda vez que a garota estava por perto, ela era a maior bully do Castelo e Lílian teve um pesadelo protagonizado pela loura no sábado em que ela bateu seu bastão nas costas de um garoto da Corvinal, durante o jogo, quase o deixando aleijado. — Não tem como nada dar errado.

Eles finalmente saíram de dentro do Castelo e começaram a caminhada para a Vila, enquanto Lílian sentia seu coração querer quebrar toda a sua estrutura corpórea. Olhou para James, mordendo os lábios, morrendo de vontade de pedir para voltarem para o Castelo, mas ele estava tão animado... Respirou fundo, reunindo coragem. Ela era inteligente, divertida e simpática, nada irá dar errado. O garoto abraçou Lílian e em um segundo eles tinham aparatado para um lugar desconhecido para a garota.

— Lá estão eles, e aí pessoal... — estava gelado, então todos estavam de casaco. Sirius estava sentado em cima de um carro, de costas para eles. Marlene e Peter foram os primeiros a olharem. Lily sorriu, acenando, mas abaixou a mão com o olhar avaliativo da McKinnon e o impassível de Peter. Sirius virou o rosto lentamente, medindo Lílian, que se aproximava. O único a sorrir fora Remus, encostado em outro carro ao lado de Peter. O Potter soltou a mão de Lily, dando um pulo que juntava os pés no ar, extremamente animado, dando berros e saltos até os amigos. A garota colocou as mãos nos bolsos do casaco, sorrindo, nervosa e desesperada. A rua tinha diversos bares abertos, mas apenas algumas pessoas estavam na rua, fumando e conversando. — E aí caralho, prontos para entrar em coma alcoólico? Nossa primeira noite com a Lady Evans, sejam educados, minha rainha merece todo o melhor tratamento possível... — James aproximou Lily ao colocar seu braço em seu ombro, a puxando para perto, a enchendo de beijos.

— A mamãe deixou a senhorita Evans brincar com os monstros? — debochou Marlene, sorrindo lentamente. James apontou para ela, arregalando os olhos.

— Ei, salve seu para sarcasmo em Peter, ele serve pra isso, deixe Lily fora dessa.

— Ah, obrigada. — agradeceu Peter, sério. — Vamos ou não? Eu não quero congelar.

— Onde está Emmeline? — indagou James.

— Nós perguntamos o que ela ia fazer hoje à noite e ela disse “a pergunte deveria ser, QUEM eu vou fazer essa noite”, mas como ninguém riu ela só disse “desculpe, nada, eu estou livre”. — relatou Marlene.

— Ela não vem. — resumiu Remus. Lily continuou fitando os outros, impassível, fingindo não sentir os olhos de laser que Sirius tinha grudado nela. Engoliu seco, com um sorriso congelado. — Disse que estava muito frio.

— Como assim, porra? — James abriu os braços. — Não se nega um rolê só porque está frio.

— Ninguém queria vir hoje. — disse Marlene, rolando os olhos e cruzando os braços. — Só você pra achar que vai ser super divertido sair de madrugada quando se está fazendo dez graus!

— Quê? — esganiçou James. — Você já enfiou a gente em uma nevasca só porque queria comprar a porra de uma cera de vassouras!!!

Remus riu.

— Esse dia foi engraçado. — riu, maneando a cabeça negativamente.

— Eu quase pedir o meu pé por hipotermia! — retrucou James, de olhos arregalados. Marlene gargalhou, apoiando-se no ombro de Sirius, que começou a brincar com os cadarços de seu coturno.

— Essa foi a melhor parte. — sorriu dela, maldosa.

— Aquele foi um ótimo dia. Faz quanto tempo que não temos um momento como aquele? — indagou Peter, apertando-se em seu casaco.

— Essa foi a última vez — Sirius finalmente abriu a boca. — James tem andando muito... Ocupado para passeios.

O Black olhou para Lílian, dando-lhe um sorriso lento, mas seus olhos não sorriam. A garota ruiva sentiu os olhos debochados de Marlene sob ela e os desconfortáveis de Peter e Remus. James suspirou, colocando as mãos na cintura.

— Você está menstruado? — questionou ele, semicerrando os olhos. — Dá um tempo. Vamos, eu quero algo que esquente minha garganta para aguentar o tranco.

Sirius rolou os olhos e pulou do carro, juntando-se a caminhada. James continuou falando sem parar enquanto Lílian sentia que ia ter um ataque cardíaco bem ali, na frente de todos. Seu namorado não tinha a menor sensibilidade, ele parecia não notar o clima horrível que estava, ou será que estava tudo na cabeça dela? Lílian colocou a touca de seu casaco, trêmula.

— Eu vou avisá-la agora para não assustá-la, seu namorado bebe como um carro velho. — comentou Remus, chegando perto de Lily. A garota riu, assentindo.

— Vou tentar acompanhar o ritmo.

— Oh, não. — Remus quase riu. — Você não entendeu, é quase desumano, eu não sei como ele ainda está vivo.

— Teve uma vez, na festa de Emmeline, que nós encontramos James com metade do corpo no chão e a outra metade em cima da cama, sem as calças, com os braços numa posição que ele provavelmente estava tentando tirar a camisa e ele apenas desistiu. — relatou Peter, James cobriu o rosto, irritado.

— Isso porque antes nós tínhamos achado ele com a cara dentro do sanitário, desmaiado. — gargalhou Remus.

— Aquela privada estava podre de mijo! — riu Marlene, empurrando Peter enquanto todos riam. Lílian riu do namorado, sentindo uma pontada de inveja por não saber tanto dele como os outros.

— Ah, teve a vez também que James perdeu o casamento da prima, não foi no...

— Sexto ano? — chutou Marlene.

— Isso! Ano passado, cara, ele ‘tava com as alianças, ele era o “daminho” da mulher, ele simplesmente esqueceu! — gargalhou Peter.

— Não, ele pensou que ela no sábado, mas o casamento era na sexta. Então na sexta ele foi para o bar conosco e cara, na hora que a coruja entrou naquele estabelecimento e James pegou a carta e abriu... — Remus parou, fitando Lílian, vermelha de tanto rir, assim como os outros. — Sério, não passaria nem um alfinete no orifício anal dele.

— Muito obrigada por deixarem uma excelente impressão sobre mim. — ironizou James, irritado. — Por que você não conta da vez que...

Lílian acompanhou a entrada de todos no bar, desconfortável. Eles têm um milhão de memórias, eles devem se conhecer de uma forma que, LÍLIAN EVANS, gritou mentalmente, assentindo para todos, fingindo estar prestando atenção no relato do furúnculo que eles acharam na lombar de Peter. Acalme-se, você consegue. Não vai ser tudo do dia para noite, eles eventualmente irão gostar de você e talvez hoje seja mais uma memória que eles vão relembrar, saudosos.

— Então James disse: Olha, você é um cara legal, mas eu já tenho três amigos. — terminou Peter, gargalhando. A mesa era em um ponto estratégico, do tipo que só frequentadores antigos conseguem. Lily tomou um gole de sua cerveja, não gostando nem um pouco do sabor, mas forçou-se a engolir, precisava soltar-se um pouco. Seu namorado, entretanto, já estava no meio do copo.

— Que horas esse lugar fecha? Não quero morrer congelada no interior da Inglaterra. — questionou Marlene, após um arroto. Lily tomou mais um gole de sua cerveja, semicerrando os olhos. Ela é tão segura de si mesma, ela tem preguiça de fazer as sobrancelhas ou é um protesto contra a indústria da beleza?

— É o interior da Inglaterra, McKinnon, ninguém vai morrer porque nada acontece nesse lugar. — Você vai tomar toda essa cerveja e a próxima, Evans, vai ser normal, um membro funcional da raça humana... A garota sorriu para James, o deixando selar seus lábios rapidamente.

— Eu queria que tivéssemos um pouco de maconha. — Marlene olhou para Lily com seus olhos azuis, e Lily soube que estava sendo provocada. Será que terei que fumar maconha para me provar? Serei iniciada? Me tornarei uma usuária de drogas e estarei dizendo “Fodam-se os Aurores” em algumas semanas?

— Nah, nós tomaríamos uma detenção. — debochou Sirius, rindo para a mesa.

— De mim? Com certeza. — cortou James, colocou o braço na cadeira de Lily. — Eu tenho esse poder agora, não esqueçam.

— Estamos no sétimo ano e isso ainda é estranho. Como é aquele ditado que Merlin disse... — Peter semicerrou os olhos para Sirius, em parecendo esforçar-se. O Black o olhou, sério.

— Ele disse muitas coisas, Wormtail.

— Nah, foi algo como há mais coisas do que seus olhos podem ver. Essa não é a frase exatamente, mas...

— Ele nunca disse nada disso. — cortou Remus. — Por que você e James tem a mania de inventar coisas que Merlin disse?

— James ainda acha que Merlin é o autor da frase “é preciso quebrar alguns ovos para se fazer um omelete”. — gargalhou Marlene.

A mesa riu e Lily também, apertando as mãos, desesperada para ser incluída na conversa.

— Bem, de onde vocês tiraram esses apelidos? Tipo, Wormtail. O que significa? — Lily engoliu seco, infartando silenciosamente quando a mesa inteira a olhou. James terminou sua cerveja lentamente, olhou para baixo.

— A última namorada de James perguntou isso e veja onde ela está agora... — disse Sirius, levantando a mão para um elfo que trabalhava na bancada. Marlene riu, cobrindo a boca, assim como Peter. Remus tentou se segurar, mas ele virou o rosto para que Lily não o visse rir. Sirius está sendo maldoso comigo de propósito, ele não é tão mal humorado, James beijou sua bochecha.

— Não ligue para Sirius, eu explico os apelidos depois. — sussurrou ele.

— Ok, eu tenho duas péssimas noticias, qual você quer primeiro? A que me afeta ou a que te afeta? — disse Marlene.

— A que me afeta. — escolheu James. — E depois a que te afeta, para eu me sentir melhor.

— Ok, você vai perder sua batedora. — James colocou as mãos na cabeça, quase arrancando suas madeixas. — E eu vou ter que operar aquele meu probleminha no joelho. A recuperação é terrível, segundo relatos.

Ele deu de ombros, assentindo lentamente, quase sorrindo enquanto pegava seu novo copo cheio. Peter comentou sobre eles terem perdido um tal mapa para Filch e Lílian arrumou-se na cadeira, querendo puxar assunto com Sirius.

— Deve ter sido chato perder esse mapa. — comentou ela em sua direção, dando mais um gole em sua cerveja, sendo que ele estava na terceira, James na sexta e a mesa na quarta. Ele deu de ombros, gesticulando sem vontade. Ele tinha o que Lily chama de “depressão charmosa”, não é nada bonito romantizar a depressão, mas ele era o tipo de pessoa que se você perguntar se está tudo bem, ele não vai ter nenhum pudor em dizer “está tudo uma merda” mesmo ele sendo definitivamente um cara bonito, rico e inteligente.

— Minha onda é... O que acontecer, aconteceu. — disse ele, dando um olhar tedioso para Lily. A garota semicerrou os olhos, não entendendo.

— Mas esse mapa... Ele...

— Você fala bastante, huh? — Sussurrou Sirius, inclinando-se para ela. Lílian congelou.

— Eu só direcionei umas oito sentenças para você em sete anos. — constatou ela, não acreditando que ele dissera aquilo. Sirius rolou os olhos e arrumou-se na cadeira, inclinando-se agora para o lado de Marlene, brincando com suas madeixas louras enquanto a garota brigava com James. Lílian suspirou, frustrada. Ela amava James, olhou o garoto imitando Marlene aos berros dentro do bar, não sabe como, mas o ama. Entretanto aquela situação ia matá-la. Os marotos não gostam dela, Remus só a acha agradável. E a pior parte é que o quase irmão de James não iria se importar se ela simplesmente caísse morta ali mesmo.

Bem, pelo menos Marlene McKinnon podia gostar dela.

— Eu vou ao banheiro. — anunciou Lily, tirando a toca de seu casaco e se levantando. — Você quer me acompanhar, Marlene?

— Não, o banheiro é ali. — a garota apontou para a porta do toalete feminino enquanto finalizava seu copo, enchendo em seguida.

— McKinnon, acompanhe Lily... — disse James apertando os olhos.

— Ela não sabe ir no banheir... Argh, tanto faz. — a garota levantou-se e Lily passou a mão no rosto, não acreditando que aquilo podia ficar pior do que já estava. A loura encostou-se na pia e cruzou os braços em sua melhor expressão de tédio. Lily entrou em uma das cabines, surtando silenciosamente, dando socos no ar. Fez suas necessidades e deu descarga, saindo da cabine em seguida, dando um sorriso para a McKinnon.

— Você anda com os meninos a bastante tempo? — perguntou Lily, lavando as mãos. A loura deu de ombros.

— Eu só saio com eles porque nunca pago a conta. — disse a garota, acendendo um cigarro. — Não significa que eu gosto deles.

— Certo... — Lily secou suas mãos, constrangida. — Mas você e Sirius ficaram, não?

Marlene fez uma careta com o cigarro pendendo no canto da boca.

— É, nós tentamos. Mas ele não gosta de fumantes e eu não pretendo parar de fumar. — ela soltou a fumaça para o espelho, passando a mão em seu cabelo liso. — Ele é bonito pra caramba, mas não vale o esforço.

— Eu nunca vi ele com ninguém, — comentou Lily.

— É ele, não é galinha que nem o seu namorado. Mas nós fodemos quando estamos entediados. — sorriu ela, irônica. Lily passou um pouco de batom, traumatizada. Ofereceu para Marlene, que a olhou com mais deboche ainda.

— Sabe, já saímos com muitas namoradas de James, mas nenhum foi tão detestada. Teve a Abbi, que era uma psicopata, ela praticamente matou uma pomba na nossa frente e Peter começou a gritar e chorar, teve a Lindsay, que o Rems flagrou comendo caca do nariz, também tinha a melhor de todas, a Daphne, que saiu com a gente e ela irritou tanto Sirius que ele a colocou no metrô e nós ficamos quase um dia sem saber onde ela estava, tivemos ir acionar os Aurores, foi uma loucura. — Lílian continuou paralisada, digerindo o relato de Marlene. — Mas você é diferente, certo? Digo, James era maluco por você e tal...

As duas se fitaram.

— Você está se saindo bem! — sorriu Marlene, apagando o cigarro e saindo do banheiro. Lílian a seguiu, trêmula. Seguiu McKinnon até a mesa e sentou-se novamente ao lado de James, que terminava um copinho de alguma bebida transparente.

— E chegou a hora de eu ir embora e ele realmente não disse. — riu Remus, apontando para James.

— Eles estão falando de quando Remus foi jantar na casa de Sirius e mandou o irmão dele ir tomar no cu, então a mãe dele disse “você não vai sair dessa mesa até pedir desculpas a Regulus” e deu cinco horas da tarde e ele ainda estava sentado na mesa. — explicou James, olhando para Sirius. Então ele inclinou-se mais um pouco, de olhos fechados, visivelmente bêbado. — Lily não tem ideia de que estou muito louco.

— Você está muito louco? — James semicerrou os olhos e pendeu para o lado de Peter, sussurrando novamente.

— Lily não tem ideia de que estou muito louco. — Lílian notou que todos estavam em um nível de alteração que a mesa já não era o suficiente. James começou a gritar no balcão que ia pagar uma rodada para todo mundo, propondo desafios com bebidas que quase matavam Peter afogado, Marlene ia e voltava da área de fumantes, gargalhando. Sirius, mesmo bebendo um gole ou outro de algo, permanecia entediado, rindo apenas quando James se engasgava ou caia.

The Vaccines — The Winner Takes It All

O único que continuou na mesa com Lily meio que como um apoio moral fora Remus, e ela sentiu-se terrivelmente mal por ser um peso.

— Você pode ir com os outros, Remus. — disse ela, apertada em seu casaco. O garoto sorriu, maneando a cabeça negativamente.

— Nah, eu estou bem aqui. — ele continuou fitando a garota ruiva. — Você não parece estar se divertindo muito. Digo, não tem muito o que fazer quando não bebe a ponto de ficar daquele jeito... — eles olhavam James deitado no colo de um desconhecido que despejava uma garrafa de vodka na sua boca. — Mas é legal participar da conversa.

— Eu não me sinto confortável. Sirius parece me odiar.

Remus quase riu.

— Ah, Lily, Sirius não gosta de ninguém. Hoje ele está irritado demais para fingir que gosta de você, ele está morrendo de ciúmes de James.

— Ele agiu dessa forma com todas as outras? — Remus terminou sua cerveja, rindo de Lílian.

— Não. — Lílian passou a mão na testa, mais nervosa ainda. — Porque James nunca gostou das outras como ele gosta de você.

A garota o olhou, abalada.

— Ele se sente ameaçado. Acredite em mim, eu conheço cada lua dele. — Lílian olhou o Black brincar com James, prendendo seu braço ao redor de seu pescoço enquanto o de óculos gargalhava, tentando soltar-se do amigo. A garota lembrou-se do pesadelo que foi quando Mary começou a namorar e sentiu uma onda de empatia cair sobre ela. Se ele soubesse que o medo de perder James também caía sobre ela, mas de forma diferente: Um dia ele irá confiar nela como confia em Sirius? Um dia eles serão capazes de ter uma conversa de horas apenas com um olhar, assim como ele tem com Sirius?

Na volta para Hogwarts, onde o namorado estava sendo carregado por Peter e Remus, Lily olhou o garoto andando a sua frente, com o braço nos ombros de uma Marlene falante e sussurrou: Eu não vou roubá-lo de você, esperou que ele olhasse, mas felizmente não olhou. Iria provar a ele.

Não precisa se preocupar.

Notas finais
Eu adorei escrever isso hahahahaha

Espero que gostem!

Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!