Notas iniciais
É uma fanfic (meia) slash, my chemical romance. E é a minha primeira fic aqui no nyah... me perdoem caso eu cometa algum erro. =]
# 1

Já era noite, uma noite fria. Os pneus daquele carro, que já estava sujo devido à estrada de terra, marcavam o atalho que há tempos não era usado. O matagal cobriu tudo. E eles estavam lá, destinando-se ao passado que eles nunca conseguiram ver.

Chegaram até o bar. A poeira cobriu a visão do pequeno traço de luz que havia naquele lugar. Era mais um antro, mas a placa antiga e devastada pelo tempo insistia em dizer que aquilo era um bar.

Os dois rapazes sairam do carro. Esperaram a poeira baixar.

— Eu entro primeiro. — O mais baixo disse.

E ele foi. Assobiando uma melodia não tão conhecida como as populares... talvez nunca mais podia escutar aquela música novamente.

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Gerard Way. Moço jovem, bonito. Era considerado pelas garotas como o mais "poderoso". Mas aquele rapaz... tantos problemas para se resolver. Ele poderia considerar alguma daquelas garotas... se não fosse gay. E se, ainda por cima, não estivesse apaixonado. Por seu "colega de trabalho".

Bem, não era um trabalho normal, nem mesmo reconhecido em carteiras de trabalho. Mas é um modo de ganhar a vida, certo? Ganhar a vida em cima da morte alheia. Mas Gerard sabe que não foi ele que começou com a história...

Frank Iero. Um rapaz com uma beleza estonteante. Tatuagens, furos no rosto. Bem diferente de Gerard, se você analisar somente a aparência. Mas, o interior... eram tão iguais.

"Tudo isso não passa de uma brincadeira, Gerard..." — ele dizia. — "É só ir até lá... matar o cara e já era. Fácil..."

Frank era assim: assassino por natureza. Gostava de acabar com o sentimento das garotas no colegial. Talvez ele não fizesse essas coisas se realmente sentisse alguma atração por garotas. Que irônico, os dois são gays. E estavam apaixonados.

Trabalhar com a morte não é fácil como Frank diz. Bem, pra ele é fácil, que nunca teve sentimentos na sua vida. Nunca teve, até agora.

"Assassinos de aluguel". Eles podiam até fazer um cartão. Se aquilo fosse realmente um trabalho limpo. Bem, eles não conseguiram entrar no FBI, nem na polícia. Então decidiram fazer justiça com as próprias mãos. Arriscavam a própria vida para ver a vingança. Vingança...

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Gerard estava com medo, muito medo. Era uma missão perigosa, coisas inesperadas poderiam acontecer.

— "Acho melhor eu entrar... ele está demorando lá dentro" — ele pensou. Um dos seus maiores medos era perder o amor da sua vida, Frankie.

Enquanto isso, o outro estava lá, esperando por algum sinal de vida. Aquele balcão imundo, copos quebrados e mesas reviradas, aquele cheiro de bebida impregnado no lugar.

— "Como alguém pode gostar de um lugar assim... mesmo sendo pra trocar só dinheiro."

Ele pegou a lamparina que estava encostada no balcão. "Nada".

— Acho melhor você a gente ir embora, Frankie. — Gerard entrou.

— Eles falaram pra gente não se atrasar... acho que nós chegamos cedo demais.

Um estalo. O barulho de armas. Dois homens encapuzados sacam duas pistolas e não perdem tempo.

— Gerard, abaixa! — Frankie gritou. Esperou o barulho do tiros acabarem, quase todos acertando o balcão e algumas garrafas que ali ainda estavam. E os homens correram.

— Não!!!

— Frankie, não!!!!!! — Os dois homens levaram o dinheiro. E a reputação dos dois matadores. Eles correram até a saída lateral do bar, entraram no carro, e foram embora.

— Não... — Ele estava exausto. Não sabia o quê fazer. Se ajoelhou no meio da poeira que o carro dos dois homens levantou. Olhou para Gerard, que estava em pé ao lado dele.

— E agora...? — Sussurou.

— Frankie, olha... nós podemos dizer que foi uma emboscada, ou coisa do tipo... você não teve culpa.

— Como não??? Eles foram embora e eu não me dei conta disso. Ele se foram, com o nosso dinheiro. — Seus olhos verdes ficaram mais brilhantes, mas brilhavam de tristeza. Gerard o abraçou, forte. Sabia que aquilo era a única opção de vida para eles.

— Vamos para o hotel... eu dirijo.