Hands to Myself

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá!!

1 - Voltando a ativa com uma one, logo espero atualizar minhas longs, estive meio afastada por inúmeras razões, nas últimas semanas estive sem wi-fi e essa foi a principal razão.
2 - Quero pedir desculpas por não postar minha one "Especial de Natal", estive com sérias dores de cabeças e no dia do natal tive que ir para o hospital, evitei ficar perto do computador por um tempo para evita-las por que juro que as dores nãos era de Deus. Sério gente minha vozinha quase cancela a ceia da família.
3 - Espero que curtam essa one, se eu não me engano é a primeira que posto como +18.
4 - Inspirada em "Hands to Myself" da divosa Selena Gomes, aconselho a escutar, no começo há um pequeno trecho da música.

Aproveitem!!

Entre todas as dúvidas e explosões

Continuamos fazendo amor

E estou tentando, tentando, tentando mas eu

Não consigo me segurar.

Caminhei entre as pessoas mantendo minha cabeça baixa.

Evitava encarar diretamente qualquer um que pudesse ter a ideia de que eu queria entrar em alguma conversa longa, estava em uma festa dada por Helena, eu costumava nunca hesitar em aceitar um convite seu, mas hoje em especial eu me via extremamente arrependida por ter vindo a uma delas. A razão estava justo a poucos metros da piscina onde sua esposa tomava tranquilamente um banho junto a sua melhor amiga Isabel Rochev.

Oliver Queen era a razão pela qual eu queria desesperadamente sair daquela festa, ele também era quem eu queria com desespero. Eu sabia que seus olhos acompanhavam cada movimento meu com atenção, sabia que por trás dos óculos escuros seus olhos refletiam puro desejo, por que infelizmente o que eu sentia não era algo unilateral, Oliver me desejava com a mesma avidez com que eu o desejava, o que sentíamos era errado, era feio, mas incapaz de ser alterado. Estávamos presos em um relacionamento que não deveria existir, que não deveria ser chamado de relacionamento, era fugaz, intenso, não era seguro, mas era o que tínhamos, era muito pouco com relação ao que eu queria, mas era muito com relação a sua situação.

- Você está fugindo? – Escutei a voz feminina me perguntar com aborrecimento, forcei um sorriso para Helena, ela não ficaria nada feliz em saber que era justamente isso que eu estava fazendo. – Não me venha com esse sorriso de desculpas, você vem evitando minhas festas e quando vem está saindo sorrateiramente antes que complete o quê... Uma hora que você está aqui?

- Helena... – Comecei tentando contornar seu protesto.

- Sem “Helena” comigo. – Protestou. – Você não vai sair daqui sem ter uma verdadeira diversão. – Segurei um suspiro enquanto me encostava à parede ficando ao seu lado, ela me lançou um olhar rápido e encarou Oliver que eu sabia tinha desviado no momento em que ela se aproximou. – É por causa dele não é mesmo?

- Eu preciso acabar com isso. – Murmurei assentindo. – E a única maneira parece ser o evitando.

- Temos o mesmo circulo de amizade. – Falou tendo sua total atenção em mim. – Não dá para apenas evita-lo, você precisa conversar com ele, vocês dois precisam resolver essa situação. Você sabe que eu torço por você dois.

- Simplesmente por que você não suporta Laurel. – A provoquei. Ela ergueu uma sobrancelha como se fosse contestar, mas desistiu ao deixar escapar um sorriso.

- Ninguém a suporta. – Argumentou. – E se ele tivesse te conhecido antes de se casar com ela... Esse casamento jamais teria ocorrido. – Deu de ombros.

- O que fazemos não é certo. – Murmurei. – Não tente transforma-lo em algo que não é, independente do quão... – Busquei uma palavra menos depreciativa. -... Chata ela seja, ela ainda está sendo traída. Ela é a vítima. – Helena me lançou um olhar exasperado.

- Vocês dois estão indo contra as regras de uma sociedade hipócrita? Sim estão, se fosse outra pessoa eu estaria mais simpática com sua situação? Inferno, claro que sim. – Murmurou. – Mas não volte a ter pena e chamar Laurel de vítima na minha frente Felicity Smoak, ou nossa amizade sofrerá uma ruptura. – Ameaçou.

- Sociedade hipócrita? – Perguntei erguendo uma sobrancelha.

- Se o casamento fosse tão importante assim, se fosse sagrado e ele a amasse ele jamais sentiria algo por você. Ele jamais iria atrás de você – Deu de ombros. – Ela não fica atrás, ela não é tola Felicity, por mais que ela haja como, ela sabe do envolvimento dos dois, é amor que a faz aturar? Só se for à gorda conta bancária e proteção que o nome Queen oferece. Então tire esse vestido, e entre naquela piscina, exiba esse seu corpo sem culpa, seja feliz, não deixe de ser feliz por que alguns a julgam por sua escolha.

A encarei absorvendo suas palavras, eu queria que fosse uma escolha, mas estar com ele era algo mais que escolha, bastava estarmos sozinhos e não conseguíamos nos conter, eu sabia que não era a única a sentir culpa. Quando estávamos juntos não se resumia a sexo, conversávamos, falávamos sobre nossos problemas, comentávamos sobre nossos medos e desejos, eu sabia como ele se sentia, era disso que eu sentiria falta também, não apenas do sexo, dos nossos momentos a sós.

- Droga. – Murmurei quando concentrei minha atenção na figura masculina que se aproximava à direita, Helena acompanhou meu olhar e sorriu sabendo o porquê da minha expressão.

- Cooper não desiste? – Perguntou em tom baixo tendo em conta que ele se aproximava cada vez mais. Balancei a cabeça em negativa.

- Estou pensando em nos dar uma chance. – Sussurrei a surpreendendo.

- Por causa de Oliver? – Perguntou brevemente.

- Por mim. – Murmurei segundos antes que Cooper finalmente parasse a nossa frente. Eu não estava mentindo, sua abordagem constante me fez parar e pensar se eu não o negava apenas me prendendo a um relacionamento que nunca sairia de um caso, eu estava me mantendo para alguém que já tinha um compromisso, que eu amava, mas que fora as breves horas, às vezes apenas alguns momentos que passávamos juntos jamais seria chamado de meu. Ele nunca exigiu que eu não saísse com alguém, ele jamais seria hipócrita ao ponto de fazê-lo, mas eu não era assim, eu esperava constantemente o momento em que alguém finalmente chamaria minha atenção que fosse capaz de me manter afastada de Oliver, mas nunca aconteceu, mesmo Cooper não conseguia, agora eu não iria mais esperar, eu precisava arranca-lo de mim.

- Garotas. – Cooper murmurou nos cumprimentando, eu não gostava disso nele, parecia que não se lembrava dos nossos nomes, ele nunca cumprimentava as pessoas diretamente por seu nome. Sorri acenando a cabeça, eu teria mantido apenas nisso se ele não tivesse se aproximado e me envolvido em um abraço que implicava que éramos mais íntimos do que a realidade.

- Está gostando da festa Cooper? – Helena perguntou quando ele me soltou para lhe beijar o rosto rapidamente.

- As suas festas sempre são as melhores. – Murmurou de volta.

- Quanto a isso preciso protestar. – A voz de Tommy se fez presente, Helena revirou os olhos com sua chegada, mas aceitou seu abraço com bem mais ânimo do que eu aceitei o de Cooper, quando Tommy me abraçou também correspondi com carinho. Tommy era um grande amigo, Helena estava certa com relação ao circulo apertado de amizades, além de ser meu amigo, ele era melhor amigo de Oliver, ele sempre me tratou bem e eu não duvidava sabia sobre meu envolvimento com Oliver, ele nos apresentou, em uma festa sua, foi algo inocente, apenas apresentando seu velho amigo, ele não tinha ideia das coisas que aconteceriam a partir dai. Quando se afastou me soltou apenas parcialmente, seu braço ainda envolvia meus ombros, agora de lado. Isso fez com que Copper tivesse que se afastar um pouco e pude ver em sua expressão que essa havia sido sua atenção, eu não acreditava que Tommy estava agindo assim. – As minhas festas são as melhores. – Continuou sua provocação para Helena.

- Eu não tive a chance de ir a uma festa sua. – Cooper murmurou com um sorriso divertido.

- Mesmo? – Tommy murmurou fingindo-se de surpreso. – Estranho. – Completou, mas não fez nenhuma menção a mudar isso, suspirei alto sem poder me controlar, Tommy estava sendo um cretino, eu queria repreende-lo, mas isso apenas chamaria mais ainda sua atenção e conhecendo-o eu estaria apenas lhe dando mais munição, então resolvi aproveitar a oportunidade e sair sem que Helena pudesse me recriminar na frente de todos.

- Eu estava dizendo a Helena que eu preciso ir. – Avisei. – Surgiu algo na Palmer Tech. e Ray insiste que precisa de mim.

- Lis... – O protesto veio de Helena com um olhar de advertência. – É véspera de feriado!

- Eu sei. – Sorri. – Mas o chefe chama, a funcionária atende.

- Essa parece ser uma brincadeira que eu gostaria de brincar. – Veio o comentário de Cooper.

- Boa sorte garotão. – Tommy bateu em seu ombro em uma falsa atitude brincalhona. — Para isso você precisa ser CEO de uma empresa antes. – Meneei a cabeça e ia me afastar quando escutei a resposta de Cooper.

- Infelizmente não sou um Queen. – Todos o encaramos analisando a natureza de sua frase, era uma provocação que eu havia escutado? – Ou como você e Palmer... –Acrescentou rapidamente. – Ainda estou em meu caminho.

- Que continue assim. – Tommy murmurou acidamente.

- Eu vou indo. – Murmurei uma vez mais me despedindo dos presentes e descartando mentalmente qualquer possibilidade com Cooper, estava claro que ele pelo menos desconfiava do meu envolvimento com Oliver e me julgava por isso.

Antes de sair resolvi passar em um dos banheiros da enorme casa e dar aquela última checada no espelho, quando entrei mais uma vez me vi presa em meus pensamentos, questionando-me até quando eu seguiria assim, era hora de dar um basta nisso, Helena estava certa, eu não deveria estar me esquivando de Oliver, deveríamos ser capaz de nos cumprimentarmos normalmente, tínhamos que conversar e chegar à conclusão de que não poderíamos mais nos encontrar furtivamente em locais escondidos, não deveríamos mais sucumbir à luxúria que sempre nos guiava quando estávamos juntos, ele estava casado, e eu merecia mais do que ter encontros sorrateiros e ser rotulada como a outra, a destruidora de casamentos. Helena estava certa, eu merecia ser feliz e ao que parecia não seria com Oliver.

Encarei o espelho uma última vez e ajeitei meus cabelos em um gesto automático, por fim voltei-me para a porta e ergui minha mão alcançando o trinco, o girei apenas para quando abri me surpreender ao encarar Oliver a minha frente, por alguns segundos tudo o que ele fez foi me encarar, até que se aproximou com passos lentos que me fez recuar deliberadamente voltando a entrar no banheiro, pisquei enquanto assimilava que ele estava nos trancando.

- Cooper falou algo que a chateou? – Perguntou deixando-me confusa e surpresa. – Tommy falou que ele fez algumas insinuações. – Explicou. Meneei a cabeça em negativa.

- Eu precisava conversar com você. – Confessei. Ele assentiu com o semblante sério.

- Eu também. – Revelou.

- Oliver. – Seus lábios apertaram como se soubesse quais seriam minhas próximas palavras. – Isso precisa acabar. – Ele respirou fundo assimilando o que eu havia dito.

- Sim. – Concordou.

-Não podemos seguir assim. – Falei tentando convencer mais a mim do que a ele. Outro aceno veio como resposta. – É errado.

- Você está certa. – Voltou a concordar.

- Nos afastarmos é a melhor coisa que podemos fazer. – Murmurei preenchendo o silêncio que havia se formado. – Para nós dois. — Suspirei quando tudo o que fez foi voltar a assentir, o encarei mais uma vez atenta às linhas duras de seu rosto, a tensão do seu corpo e decidi que já estava na hora de sair dali, enquanto eu ainda tinha forças para isso, passei por ele evitando qualquer contato entre nossos corpos, mas antes que eu pudesse ir embora senti sua mão puxar meu braço e meu corpo ir de contra o seu com brusquidão, meus olhos foram de imediato até os seus lábios que agora estavam muito próximos dos meus, logo a tensão mudou drasticamente, e o ambiente se fez mais quente, movi meus olhos até alcançarem os seus que mostravam mais emoções do que desde o momento em que ele entrou no banheiro até agora.

- Se é tão errado por que parece tão certo? – Perguntou antes de me dar qualquer oportunidade de responder e cobrir seus lábios com os meus.

Era instantâneo, seus lábios apenas roçavam os meus e eu já era consumida pelo desejo, suas mãos deslizavam pelas laterais do meu corpo e eu sentia meu sangue correr cada vez mais quente em minhas veias, suas respiração se mesclava com a minha quando nos separávamos brevemente e eu queria poder viver no seu abraço para sempre, e então seus lábios voltavam a se apossar dos meus, e eu me perdia completamente na sensação de tê-lo contra mim. Minha mente já não era capaz de processar nada mais, nenhum protesto, nenhum argumento, nenhuma tentativa de encontrar a lucidez. Tudo o que eu queria era me perder e me encontrar em seu corpo.

Suas mãos me seguraram firmemente pela cintura e empurrou meu corpo até encontrar o amplo balcão da pia, com a ajuda de um impulso meu logo eu estava em cima do balcão, seus lábios em minha pele, sua mão envolvendo meu cabelo e puxando-o fazendo com que com seu movimento minha cabeça inclinasse e tivesse livre acesso ao meu pescoço, seus lábios escorregaram por ele em uma carícia intima que criou arrepios instantâneos, segurei o tecido de sua camisa regata com força quando o senti exercer certa pressão com os dentes marcando a pele e aliviando a leve dor com a carícia de sua língua, segurei meu fôlego quando suas mãos abriram minhas pernas e me puxou ainda mais para si, o contato entre nossos corpos era familiar e ainda assim era sempre algo novo, envolvi seu pescoço com minhas mãos e o afastei para assumir um beijo, nossas línguas moviam-se com sensualidade, encontravam-se fazendo com que gemêssemos a cada novo contato.

Minha respiração estava agitada quando se separou para se livrar de sua camisa, meus olhos acompanharam cada movimento apreciando o contorno de seus músculos em um simples ato, minhas mãos ávidas por contato alcançaram seu peito e arranhou a pele levemente. Oliver era possessivo quando voltou a segurar minha nuca para um novo beijo, um beijo que teve o poder de me distrair apenas momentaneamente antes que minhas mãos voltassem a explorar agora suas costas, eu amava seus ombros largos, adorava acariciar sua pele lisa, eu amava seu corpo firme, quente e sempre tão pronto.

- Nós podemos acabar com isso. – Murmurou contra minha pele, suas mãos desceram até a barra do meu vestido e ergui-me inconsciente ajudando-o a tira-lo, seus olhos encontraram-se os meus enquanto sem hesitar desatava a parte de cima do meu biquíni. – Mais tarde. – Seus olhos completamente nublados pelo desejo desceram até meus seios despidos. – Eu não posso deixa-la até estar completamente satisfeita. – Um polegar roçou o bico de um seio, seguei um gemido. – Você está? – Voltou a brincar com meu seio quando não obteve sua resposta, minhas mãos plantaram-se ao lado do meu copo e segurei a bancada fria com força. – Você está satisfeita, Felicity? – Tornou a perguntar seus olhos agora fixados aos meus, não deixava passar nada, cada reação minha era capturada com atenção. – Doçura?

- Pergunte-me isso mais tarde. – Finalmente respondi. – Se você fizer o seu trabalho direito terá sua resposta.

- Estou ansioso para ouvi-la. – Sorriu, um sorriso tão cretino que agora erámos algo imoral, algo que não deveria estar acontecendo, mas que eu estava me importando o inferno com isso. – Mas você vai precisar dizê-la assim. – Soltei um novo gemido quando sua boca desceu até o seio que estava sendo atormentado, segurei seu cabelo com força enquanto ele seguia brincando comigo. Sua cabeça se ergueu e senti seu fôlego contra minha orelha. – Terá que ter esse som, o de um gemido. – Explicou. Antes de voltar sua atenção agora para o outro seio, e eu o fiz, voltei a gemer quando sua boca voltou a me atormentar, seus dedos moviam-se com precisão, quando deslizaram pelo meu corpo e alcançou a parte inferior do meu corpo. — Bonito. – Murmurou livrando-se do meu biquíni o analisando. – Queria ter visto em seu corpo mais cedo.

- Seus olhos deveriam estar em sua esposa. – O alfinetei.

- Há certo tempo não sei o que é olhar para minha esposa. – Murmurou livrando-se de seu short e cueca, voltei a prender minha respiração enquanto o olhava. – De quem será a culpa?

- Oliver. – Segurei sua mandíbula fixando-me em sua boca. – Eu amo sua boca, mas ela faz maravilhas quando está fazendo outras coisas, esta será nossa última vez, eu quero que você me foda, eu quero ela em meu corpo, quero você dentro de mim, e inferno eu quero vir forte, eu não quero discutir sua relação. – Seus olhos escureceram quando escutou minhas palavras, eu não precisei dizer mais nada, suas mãos envolveram minhas coxas com força puxando-me até a borda do balcão, ele me penetrou com um movimento rápido e intenso, meu corpo se ajustando ao seu, sua boca explorou a minha com paixão, cada movimento era fora de roteiro e ainda assim sincronizado, movíamos como um só, seu corpo era dono do meu e o meu era dono do seu, a cada nova estocada eu sentia meu corpo se estalar, cada novo impulso eu sentia estar cada vez mais perto do orgasmo e quando finalmente explodi seu gemido rouco veio junto ao meu, moveu-se ainda mais intensamente até ele mesmo atingir o seu, demorou alguns momentos mais até que qualquer um de nós nos movêssemos, e quando fizemos foi para nos vestirmos em silêncio, nenhum dos dois desejava quebrar o silêncio, nenhum de nós dois queria dizer que acabou, quando ajeitei meu vestido e o encarei ele me devolveu o olhar com apreensão, essa sua apreensão refletia a minha, eu sabia disso.

Antes que ele pudesse dizer algo que acabasse me fazendo mudar de ideia, antes que me arrependesse, caminhei até a porta e voltei a girar o trinco, ainda sem me voltar para encara-lo reuni toda a coragem que eu possuía, ao menos no momento para pronunciar a seguinte palavra.

- Acabou. – Abri a porta e fechei atrás de mim com rapidez. Estranhamente não havia ninguém por perto, quando encarei a porta pela qual acabava de ter saído segurei um sorriso triste ao ler um cartaz improvisado com papel que dizia “Em Manutenção” as letras eu reconhecia ser de Tommy, sem dúvida nenhuma que Helena também estava por trás disso, me apressei a sair antes que Oliver resolvesse que já era tempo sair do banheiro, não falei com ninguém, sequer com Helena, saí com rapidez de sua casa e não voltei a vê-lo por algumas semanas.

Segui trabalhando lado a lado com Ray e saindo com algumas amigas, era natural seu nome sair em alguma conversa, mas sempre procurei fugir delas, as noites eram as mais difíceis por que era quando eu estava só e me pegava pensando em nós dois, imaginando como poderia ser se não fosse tão complicado.

Eu nunca antes procurei pensar ou mesmo questionar a Oliver sobre seu casamento, ele não parecia feliz, ambos se tratavam com frieza, e parecia ser mais uma acordo do que um casamento, eu conheci Laurel muito antes de conhecer Oliver, uma de minhas melhores amigas era Sara Lance sua irmã, a atitude de Laurel sempre foi de indiferença quando estive presente, quando comecei a me envolver com Oliver foi com culpa, não foi algo premeditado, nunca era, ele no começo era apenas o amigo bonito de Tommy, estar perto dele sempre mexeu comigo, mas saber que era casado e justamente com Laurel de quem eu não tinha noticia há muito tempo teve o poder de me manter afastada no começo, mas então Oliver começou a dar sinais de interesse, eu não quis lê-lo, não quis acreditar até que em um determinado momento a tensão acumulada explodiu em um beijo, um beijo que juramos jamais repetir, que pedimos desculpas logo em seguida, mas que tornou a se repetir de novo e se transformando em sexo quente e intenso alguns encontros depois. Logo contei a Helena, eu precisava me abrir para alguém, eu tinha Sara a quem não poderia falar sobre isso por razões óbvias, tinha Caitlin que por mais que tentasse não fazê-lo acabaria me julgando e tinha Helena, com quem eu me senti livre a falar sobre, ela estranhou minha atitude, riu de meu desconcerto, mas me aconselhou, ela disse que não terminaria bem, não por ela me julgar por estar transando com um homem casado, mas por que eu sempre analisaria o fato de estar transando com um homem casado, quando eu disse que o homem era Oliver Queen ela tentou a todo custo manter sua expressão séria, mas falhou miseravelmente, ela disse que sempre desejou um par de chifres em Laurel, mas nunca imaginou que seria eu que proporcionaria.

Eu quis me retirar ao perceber que já não levava mais o assunto ao sério, mas após entender que eu não me sentia confortável com sua brincadeira voltou a ficar séria e pediu apenas que eu tomasse cuidado, que eu não sabia ser a outra, que eu me entregava totalmente e rapidamente, ela estava certa, eu não era do tipo de ter caso, eu não sou assim, eu me apaixonei sem sequer saber ao certo o que Oliver sentia por mim, se fosse apenas sexo ele poderia ter qualquer uma, mas ele afirmou que nunca tinha traído antes sua esposa.

Como evitar se sentir assim? Como lidar com a falta que eu estava sentindo agora?

Quando voltei a vê-lo estava sozinho, mas a aliança em sua mão esquerda era uma lembrança de que o que eu havia feito havia sido o certo. Ele me encarou ansioso, mas passei rapidamente e o cumprimentei com cortesia antes de entrar no carro de Roy que havia insistido em me levar para o Verdant, era de esperar que eu o encontraria em algum momento, afinal a boate era sua, mas antes ele costumava a não ir, deixava essa parte com sua irmã Thea Queen, Helena havia me dito uma vez que Laurel não gostava que Oliver visitasse sua boate, que por ela a boate teria sido vendida o quanto antes, Sara que estava presente nesse dia fez uma careta concordando que sua irmã podia ser mesquinha em certos momentos, Sara costuma ir ao Verdant com frequência e se apressou em defender o local.

Quando me despedi de Roy, ele me repreendeu por não ter me divertido mais, argumentou que eu deveria ter me soltado mais, e que me livrasse seja o que fosse o que estava me mantendo para baixo. Sorri e o abracei agradecendo sua preocupação, murmurei que o veria qualquer outro dia e que estaria bem mais empolgada, jurei. Entrei em meu apartamento soltando um suspiro de alívio quando tirei meus saltos e senti meus dedos sobre o tapete fofo, tomei um banho relaxante e amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo alto, peguei meus óculos de leitura e sentei em uma poltrona perto da janela grande já com meu livro em mãos, eu não conseguiria dormir de imediato, então nada melhor do que a companhia de um bom livro.

Eu já havia me levantado para ir à cama quando escutei a campainha tocar, franzi o cenho surpresa, o porteiro não deixaria ninguém passar a esse horário sem me avisar antes, a não ser que fosse alguém que eu já tivesse dado passe livre, então a única pessoa que poderia estar me chamando nesse momento era Helena. Fiquei tentada a ignora-la por não ter me encontrado há alguns dias e por estar me importunando nesse horário, mas eu conhecia Helena, ela faria tudo mais difícil para mim mais tarde.

Quando abri a porta estanquei ao encontrar Oliver me encarando no lugar de Helena, minha mente ainda estava uma bagunça enquanto analisava a que ele se encontrava, seu rosto sempre tão inexpressivo era um poço de emoções, tornava mais fácil de lê-lo, mas mais difícil de entendê-lo.

- Oliver. –Murmurei por fim, mas minha voz ainda carregada de surpresa. – O que...

- Eu nunca disse que estava satisfeito. – Interrompeu-me em um só fôlego. – Você nunca me perguntou o que eu queria. – Pisquei surpresa.

- Eu não posso continuar mantendo apenas seus desejos, eu preciso me priorizar. – Falei. Olhei para o corredor. – Não podemos falar disso aqui. – Ele assentiu e lhe dei espaço para que entrasse. – Como você entrou sem ser anunciado? — Não pude evitar perguntar.

- Eu já estive aqui uma vez. – Respondeu. – Não foi difícil convencer seu porteiro, eu estava com medo que você não quisesse me ver. – Confessou.

- Eu quero. – Respondi rapidamente. – E este é o problema. Eu não posso.

- Por que eu sou casado. – Falou simplesmente.

- Claro. – Assenti. – Eu te disse, não podemos continuar assim, você concordou comigo.

- Você estava terminando tudo. – Argumentou. – Eu sempre soube que não conseguiria fazê-lo, que não seria eu a terminar o que tínhamos e que seria você, também sabia que quando o fizesse tudo o que eu deveria fazer era aceitar. Que você tinha direito a isso. – Aproximou-se enquanto falava, a vontade de recuar era quase tão grande quanto à de me aproximar, quase, mas não o bastante, então sua mão fez o caminho até meu rosto com extrema facilidade. – O que eu não sabia era que seria incapaz de aceitar o fim, seja quem fosse que terminasse.

- Oliver... – Suspirei seu nome enquanto sentia o calor de sua mão contra meu rosto, envolvi minha mão com a sua e por alguns poucos momentos fechei meus olhos apreciando o carinho, então encontrei seu olhar entristecido e a afastei do meu rosto. – Não podemos.

- Por que eu sou casado. – Repetiu.

- Sim. – Falei sem paciência. – Não podemos por que você é casado, eu me apaixonei por um homem casado e isso é contra tudo o que sou, eu não pude evitar antes, mas agora eu preciso fazê-lo, por que estar com você só irá me machucar.

- Você nunca me perguntou como eu me sentia. – Murmurou rouco.

- Por que não faz diferença. – Dei de ombros. – No final sempre será para ela que você voltará. – Falei me afastando, sua mão agarrou a curva do meu braço impedindo-me de completar a ação e fazendo com que mais uma vez eu batesse contra seu peito, evitei erguer meu rosto dessa vez, não queria encontrar a intensidade dos seus olhos, eu me perderia se eu o fizesse.

- Olhe para mim. – Pediu. Meneei a cabeça em negativa sua mão foi até meu queixo forçando-me a encara-lo. – Você está errada, faz toda a diferença. Saber como se sente faz toda a diferença, você nunca foi clara sobre seus sentimentos para mim, eu nunca estava certo se resumia apenas sexo para você, o que fazemos pode não ser certo para alguns, mas para nós dois, que somos quem realmente importa, é certo.

- Eu não quero continuar assim. – Murmurei com firmeza.

- Não precisa. – Retrucou.

- Você não entende...

- Sim, eu entendo. – Sua voz se ergueu. – Eu também não quero seguir assim Felicity, eu não preciso continuar assim, é você quem eu quero, e sempre foi mais do que sexo. – Pisquei surpresa diante suas palavras. – Eu conversei com Laurel, o casamento está acabado. Isso... – ergueu a mão tirando a aliança e caminhando até a mesinha em frente ao sofá a depositando. – Faz parte de um trato, terei que usa-la por mais duas semanas até que possa contar aos seus pais que voltaram para Starling City nesse prazo. – Sorri observando seu rosto se suavizar quando me encarou.

- Não é uma dessas histórias que homens casados contam para suas amantes? – Perguntei erguendo uma sobrancelha. Ele sorriu e puxou-me pela cintura até si, deixei que me envolvesse em um abraço.

- Não. – Murmurou encontrando a curva do meu pescoço. – Eu tinha que fazer uma escolha simples, eu tinha que pensar de qual das duas não conseguiria me manter afastado. Estava muito claro para mim de quem se tratava.

- Eu? – Perguntei incrédula.

- Você. — Recuou para me encarar. – Eu nunca menti para você Felicity, nunca prometi nada antes, por que me via incapaz de discernir o que sentia, mas agora está claro para mim, eu te amo, e eu não podia continuar preso em um casamento em que eu não sentia um terço do que sinto por você.

- Oliver... – Sua boca se apossou da minha impedindo-me de dizer qualquer coisa, bebi de seu beijo, degustando seu sabor, surpresa com sua urgência. – O quê?!

- Eu amo sua boca, ela faz maravilhas quando está fazendo outras coisas. – Seu sorriso brincalhão me encantava enquanto me provocava com minhas próprias palavras. — Está será nossa primeira vez sem culpa, a primeira de muitas, eu quero te foder, estar dentro de você e fazer você vir forte, eu não quero discutir nossa relação agora.

- Eu ia dizer que te amava seu bruto. – Resmunguei.

- Doçura, me fale algo que já não sei. – Piscou ainda com humor, esmurrei seu peito sentindo mais dor do que ele. Ele segurou meus braços segurando-os contra seu peito, mantendo-me junto a si e voltando a me beijar assim, um beijo mais calmo e tranquilo, mas igualmente apaixonante. – Você pode fazer melhor, fazer em vez de falar, o que acha? Mostre-me algo que ainda não sei.

- Hummm eu tenho uma ou outra carta nas manga. – O provoquei.

- Sério? – Seus olhos brilharam com expectativa.

- Sim. – Assenti. – Ainda não revelei todos os meus truques Sr. Queen.

- Eu estou ansioso para descobri-los.

- Querido, me fale algo que já não sei. – Murmurei antes de voltar a receber um beijo seu que veio seguido de muito outros, incontáveis beijos que agora não eram de momentos roubados, eram nossos, por que finalmente éramos livres e aqueles que quisessem nos julgar por isso não mereciam nosso tempo, eu não poderia estar me importando menos.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!

Aguardo vocês no comentários, primeira one +18 eu apreciaria "escutar" a opinião de vocês... Xoxo LelahBallu,
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!