Hanami
1 prólogo
Notas iniciais
O céu estava numa mistura de chamas lilases e amarelas e, e o sol se escondia por detrás dos montes quando eles chegaram. Indra se lembrava muito bem, embora fosse apenas um menino na época.
Seu pai já os esperava há dias. Soubera que era uma grande família que vinha de lugar distante fugindo da guerra e em busca de uma esperança.
E seu pai criara a esperança ao erguer aquela vila.
Contudo, ficará surpreso ao ver que a tal grande família era apenas cinco membros, a maioria composta de homens e uma única menina. Todos sujos, machucados e desnutridos; Mas demonstravam uma inabalável força e orgulho.
Sentado ao lado de seu pai, Indra percebia o quanto todos eram centrados e atentos em Hagoromo. Porém seus olhos infantis se dirigiam ao único membro feminino da família. A garota, menor que seu irmão caçula, se agarrava ao braço ferido do pai com força. Seus olhos vagavam pelo grande salão no qual eram recebidos com curiosidade e cautela, como se algo os espreitassem.
— Obrigados por nos recebe, senhor Hagoromo. — o homem o reverenciou, inclinando a cabeça. — Eu e meu pai não nos contemos de felicidade.
Indra observou seu irmão soerguer a sobrancelha cético e lhe segredar em seu ouvido:
— Felicidade? Eles estão tão sérios. Acho que nunca sorriram na vida.
— Quieto! — interveio Indra. Estava concentrado demais na conversa dos mais velhos para prestar atenção em seu irmão.
— Esperei muita a chegada de vocês desde o momento que recebi a carta. A demora me fez pensa no pior, até desejei ir atrás de vocês, mas não podia deixar a vila sem proteção. Lamento muito as perdas.
Indra dirigiu o olhar ao idoso barbudo, quieto e, aparentemente, cego. Provavelmente o avô da garota. Se apiedou do velho, ele não parecia bem e dois garotos, maiores que ele próprio, o falqueavam segurando seus braços frágil e nodosos.
— Eu agradeço, senhor Hagoromo. Agora eu e minha família estávamos mais tranquilos por termos um lugar seguro para chamar de lar.
Hagoromo aquiesceu e sorriu.
— Espero que as lembranças ruins das guerras desvaneçam agora que estão aqui. Tem liberdade de ir agora, Iida, e cuidar da sua família.
O homem, chamado Iida, encostou a testa no chão numa profunda reverência e emoção. Seus filhos o imitaram e, tal como o pai, choraram em frente aos Otsutsuki.
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