Hanami

7 Capitulo 6


Havia se passado semanas e desde então a residência dos Murai recebia visitas de homens interessados em Hanami. Indra ficará impressionado que um dos pretendentes fosse mais velho que o próprio avô dela.

Tudo isso ele via de longe na esperança que Hanami saísse de sua casa, mas desde aquele dia ela não sairá. Não havia mais treinos, conversar ou meditação. Estavam afastados, longe um do outro.

Por tê-la a trazido para casa, seus parentes haviam ficado furioso, sequer se importaram com as feridas ou o agradeceram por tê-la salvado. Agora entendia o porquê do pedido dela para que não fossem vistos juntos.

Ele sabia que era uma cisma unicamente para com ele, pois com outros homens os parentes dela permitiam que se aproximassem até mesmo seu irmão.

— Fiquei tão sem jeito — Ashura comentou um dia. — Ele falou que eu seria um ótimo partido para sua filha, e eu tive que responder que a conhecia tão pouco.

Naquele dia Hagoromo riu.

—Ele está desesperado para que a filha se case.

Mas Indra não achou graça, pois sabia que nenhuma pessoa, sequer seu irmão caçula, mereciam Hanami.

Ao volta para casa, treinou com seu irmão e no final do dia se reuniu com seu pai. Hagoromo sentia seu filho estranho e esperava o momento em que ele pudesse se abrir e por fim este dia havia chegado.

— Confesso que é estranho te ver assim, Indra —comentou Hagoromo. — Normalmente você não costuma transparecer tristeza ou insegurança.

—Eu sei… pra mim também é estranho. — Ele ergueu o olhar para o pai. — O que você faria se fosse odiado?

— Primeiro procuraria saber o motivo. Por que acha que é odiado?

— Não acho, tenho a certeza. Sei que muitos me consideram grosseiro ou duro pelo modo como treino ou como exijo que eles melhorem. Mas para essas pessoas em questão nunca exigir nada. Na verdade, eram eles que viam até a mim

—E por isso eles o odeiam?

— Eu não sei direito, na verdade. Compreendi melhor as coisas recentemente. Quando vi que por minha causa alguém não está bem.

Hagoromo suspirou.

— Acho que agora estou entendendo. — O Otsutsuki deu uma risadinha. —Não imaginei que um dia sentaria com meu filho para falar sobre uma garota.

Indra riu nasalmente e corou de leve. Ele também jamais pensou em falar desse assunto com seu pai. Ambos eram tão sérios e centrados.

— É a garota que está para se casar, não é?

— Ela mesma. — respondeu. — Eu a achava tão estranha até que pôde a conhecer melhor. Eu olho para ela e sinto algo estranho, as vezes ela me faz ter sensações de conforto, como se eu se algo encachasse perfeitamente nela.

Hagoromo ficará surpreso, pois seu filho lhe falava de seus sentimentos. Deu um breve suspiro e sorriu, estava sendo rude em pensar que isso não aconteceria algum dia, afinal ele mesmo já se viu apaixonado e lutando pela mulher que amava.

Indra continou:

— Mas quando passamos a treinar, ela me disse que não podíamos ser vistos juntos, mas não explicou porquê. Bom, entendo parcialmente que minha presença não era tão boa para a família dela. E provavelmente toda essa procura por um marido seja por minha culpa.

— Então Iida arranjou um casamento para afastar a filha de você?

— Não de mim que eles querem que ela se afaste, eu presumo — então suspirou. — Mas dela mesma. Ela é ótima em ninshu e uma incrível caçadora, mas a própria família dela não enxergar isso. Obrigar ela casar com um desconhecido só vai fazer…

— Perder a essência de si mesma — interveio Hagoromo, pensativo. — Iida quer prender o espírito da filha… Eu lamento por ambos, pois isso não trará felicidade para ninguém. Uma mulher não deveria ser acorrentada.

Indra aquiesceu. Ele apertou os punhos com força e fitou o pai.

— Eu quero ajudá-la — disse convicto. — Eu preciso ajudá-la.

Hagoromo sorriu. Ver seu primogênito benevolente com alguém lhe alegrava, pois era isso que desejava que ambos fizessem em suas vidas: ajudar o próximo.

— E como quer ajudá-la? — indagou ele. — Iida não é um inimigo de batalha para enfrentá-lo em combate, mas ele será difícil como tal já que ele supostamente te odeia.

Indra deu de um sorriso debochado, isso não era um empecilho. Ele sabia o que tinha de fazer, afinal só havia um meio para que Hanami pudesse ser livre e isso dependia unicamente dele.

— Eu sei o que fazer. — Ele fez uma breve mesura para seu pai antes de sair. — Obrigada pai.