Hanami
3 Capitulo 2
Na manhã seguinte, Hanami estava de volta ao local de treinamento isolado em meio a tantas árvores. Dessa vez não tinha o arco a tiracolo, pois aproveitaria o bom tempo para praticar ninshu. De olhos fechados, mãos juntas e concentrada, tentava canalizar a força que havia em seu interior.
Desde o momento em que se acostumara com a vila fora ensinada por Hagoromo que o Ninshu era o único meio de trazer paz e fazer com que todos se entendessem mesmo sem palavras, pois o chakra servia como interlocutor entre todas as pessoas.
Eram nesses momentos que sentia bem – espiritualmente menos solitária, mas fisicamente sim.
Tudo que havia passado na infância, as guerras, a locomoção para um lugar desconhecido e as perdas tivera um efeito devastador nela. Reconhecia que deixará de ser a garota sorridente, generosa e obstinada daquela época longinquá para ser tornar uma pessoa fria, retraída e quieta.
Hanami abriu os olhos, olhou por sobre os ombros e pôde visualizar o filho mais velho de Hagoromo a poucos metros dela, e pôs-se de pé.
Seguiria a orientação de seu avô para se manter longe dele. Fez uma breve mesura a ele, afinal ele era filho de Hagoromo e qualquer que fosse a opinião de seu avô sobre ele, tinha de mostrar respeito.
— Se você se concentrasse um pouco mais poderá alterar seu chakra. — disse Indra assim que Hanami passou por ele.
A garota apenas o ignorou. Indra ainda estava convencido em saber o nome da garota, custe o que custasse.
Ele fez um rápido movimento com as mãos e logo uma chama de fogo surgiu em sua mão.
— Poderá fazer isso. — mas ela não o observou, e continuou a caminhar.
Indra estava frustrado e uma raiva insistia em crescer em seu peito. Fez o possível para controlá-la. Correu em direção a garota e agarrou seu braço com força. Não tinha como negar de como ele ficará encantado ao ver os olhos dela sobressaltado mirando os seus numa mistura de surpresa e indignação.
— Por favor, seu nome.
— Me solta! — esbravejou indignada, desvencilhando da mão dele.
—Não, até eu ouvir seu nome.
O cenho franzido demonstrava a clara consternação de Hanami. Era uma ousadia imprescindível vinda dele, de alguém no qual ela receberá a orientação não dirigir a palavra, de não fazer amizade.
— Por favor. —pediu ele.
Seus olhos negros estavam fixos nos verdes da garota. Hanami suspirou e resignada disse:
— Sou Hanami. Hanami Murai.
Indra soltou seu braço e deu um largo sorriso, satisfeito. Finalmente soubera o nome daquela estranha e bela mulher. Contudo, agora almejava mais do que somente o nome dela.
***
Embora o Zetsu negro lhe murmurasse elogios aos ouvidos, Indra o ignorava quando encontrava Hanami em seu caminho. A garota ainda era retraída, saia quando ele se aproximava e o ignorava. Todavia, havia momentos em que ela prestava atenção nele.
Era sabido o quanto o primogênito Otsutsuki era habilidoso em ninshu, era até comparado a força de seu pai, Hagoromo. E Indra se oferecerá para ajudar a garota a transformar o chakra, habilidade na qual ela tinha certa dificuldade.
Hanami hesitara, pois havia o pedido de seu avô para não se aproximar do primogênito de Hagoromo e ela não desejava desobedece o patriarca. Contudo, a tentação de aprimorar suas habilidades, de aumentar seu poder, era maior.
— Não estou lhe obrigando a nada — começou Indra. — Se não quiser que eu lhe ensine, tudo bem, há outras pessoas que podem fazer isso.
Hanami virou o rosto para lado, indecisa.
— Então eu já vou… — disse ele, virando nos calcanhares, mas com um sorriso debochado no rosto.
— Espere! — pediu Hanami. E ele voltou. — Eu aceito, mas…Com uma condição.
— E qual seria? — ele soergueu a sobrancelha.
— Eu não posso ser vista com você. Minha família sequer pode imaginar isso, entende? Se incomodaria em treinamos em um lugar afastado?
Indra deu um sorriso debochado. Era Óbvio que ele não se incomodaria com isso.
— Sem problema — ele disse. — Conheço um lugar próximo as montanhas onde podemos treinar. Mas, se permite perguntar, por que não podemos nos ver junto?
Hanami deu de ombros.
— Isso não importa. A tarde vou está aqui lhe esperando, é melhor que não se atrase. — disse e então foi embora.
Indra permaneceu um tempo lá, estagnado, até que a sombra de Zetsu Negro surgiu.
— Está gostando dela — observou ele. — Péssima ideia, Otsutsuki. Vai perder todo o foco….
— Calado! — ralhou Indra. — Não lhe perguntei nada.
A sombra negra bufou e, com a forte ventania que soprou, desapareceu. Indra não se importava com qualquer advertência ou comentário do Zetsu Negro. Agora em sua cabeça vinha somente imagens da garota estrangeira.
Fale com o autor