Hanami

8 Capítulo 7


Notas iniciais
OI.... Quando tempo, né? Na ultima vez que postei o mundo estava tão "normal" e agora estamos numa pandemia. Eu não abandonei Hanami, na verdade amo escreve ela, mas estava ocupada com outras coisas hihihi. Espero que gostem!

A vida não é fácil, mas é costume crê que em algum momento será. Que os dias de luta se tornarão dias de bonança e gloria.

E Indra acreditou nisso.

A conversa com seu pai havia o convencido ir atrás de Hanami, de dar a tão sonhada liberdade a ela. Era difícil até pra ele mesmo admitir, mas estava apaixonado. Terrivelmente apaixonado. Assim como amava seu irmão mais novo é ser tornara mais forte por ele, ele também queria ser mais forte por ela.

O sentimento era avassalador. Conseguia imaginar seus dias com ela. O futuro do ninshu. Seus discípulos. Seus filhos. Seu coração ansiava tanto por ela.

Corria com os braços para atrás o mais rápido que podia par alcançar sua amada. Mas nem os ninjas mais velozes poderiam chegar a tempo ao que já tinha sido selado.

Ele entrou no quintal da casa e a circundou a procura de uma janela aberta, principalmente se fosse a do quarto de Hanami. Mas encontrou algo que preferia jamais ter ouvido, tampouco visto.

Hanami estava sentada com as mãos no colo ao lado de seu pai, a frente deles estava um homem de magro e de cabelos grisalhos. Ele olhava a Murai minuciosamente, enquanto ela mantinha o olhar baixo.

— Esse será seu marido, Hanami — disse o pai dela. — Um homem respeitável e um grande amigo. Confio nele para poder dar a sua mão. Ele não tem herdeiro, e eu e ele acreditamos que você possa dar um a ele.

As mãos de Hanami fecharam com força, e mais um pouco seria capaz de se cortar. Ela não levantou a cabeça, abriu a boca mas não emitiu nenhum som. Ela apenas deu um suspiro e aquiesceu.

Indra jamais sentiu aquilo no seu coração. Por um momento sentiu que tudo em volta avançava e ele era o único parado ali, estagnado, olhando para seu futuro despedaçado. Seu peito doeu como nunca antes. seu coração havia quebrado.

Cerrou os punhos e fechou os olhos, ao abri-los logo em seguida sua kekkei genkai estava ativada. Contudo, foi consciente e nada fez. O que Hanami pensaria dele ao matar seu futuro marido e seu pai na frente dela? Não. Não podia fazer isso, pelo menos não agora.

Hanami estava sendo obrigada a fazer aquilo, então ainda havia uma esperança. Uma pequena esperança para não ser entregar ao ódio.

**

Era horrível. Era cruel como o coração podia tomar o lugar da razão. Dias haviam se passado e o coração de Indra estava carregado de ódio, de angústia e de raiva.

Os colegas que treinavam com eles agora ficavam longe com medo de serem mortos ou gravemente feridos. Era visível para todos que o Otsutsuki não estava bem.

— Irmão... — chamou Ashura. hesitante. Indra estava na mata que ficava atrás da casa, sentado em posição de lótus. — Indra… tudo bem?

O mais velho suspirou.

— O que quer, Ashura? — perguntou rispidamente. — Estou ocupado.

O mais novo engoliu em seco e ficou alguns passos afastado do irmão.

— Queria conversar com você. — respondeu — Eu soube do noivado da Murai. Não imaginei que você gostasse tanto dela.

Indra ficou quieto, nem ele mesmo imaginava que gostava tanto dela.

— Veio só pra isso?

— Não… Eu soube da data do casamento também, e achei que iria querer saber. — Dizia de modo cauteloso, com medo de enfurecer o irmão. — E outra é que, talvez, vamos sair em uma missão.

— Missão? — arqueou as sobrancelhas e olhou o irmão de soslaio. — Onde ouviu isso?

— Com o nosso pai. Eu o ouvir conversando. Tem a ver com quem será o herdeiro.

Indra deu de ombros. Claramente o herdeiro seria ele; era o mais velho, o prodígio de Hagoromo e o primeiro que moldou o ninshu. Ashura era bom, mas fraco e insignificante para herda qualquer coisa.

— Pode ir. — Disse voltando a fechar os olhos.

Ashura o olhou surpreso.

— Não quer saber do casamento?

Indra nada respondeu, permaneceu sentado controlado sua respiração e concentrado em seu trabalho. Não queria transborda toda a raiva que se acumulava no peito.

Longe dali, do alto de uma árvore, Zetsu negro sorriu

**

Já era noite, e faltava apenas um dia para o fatídico evento. O silêncio da casa só mostrava que os demais moradores estavam dormindo e não a incomodaria. Com a arma na mão, Hanami encarava a única solução que via.

Casar.

Nunca desejou isso, mas se imaginava com uma ou duas crianças. Não precisava de marido para ter filhos, poderia adotar, poderia ter do modo convencional e cria-los sozinha. Ela só queria ser livre.

Olhou para o embrulho vermelho sobre a mesa do quarto. Nele tinha uma pequena concha que ao abri-la vinha uma curiosa massa que coloria os lábios. Um presente dado pelo noivo.

Iida não parecia ser uma má pessoa, mas era velho e, como qualquer homem, via nela a imagem de uma égua reprodutora. Além do mais, ele tinha a idade de seu avô. Lhe dava ânsia só se imaginar se deitar com aquele velho.

Deu um suspiro pesado. Ele não ficaria triste por ela, arranjaria outra esposa mais nova, que seria comportada, complacente e submissa, coisa que Hanami jamais seria.

Levou a ponta da kunai ao pescoço, e a pressionou próximo a jugular. Suas pálpebras tremeram ao fechar os olhos e antes de seguir com sua decisão, o primogênito de Hagoromo veio em seu pensamento. Havia meses que não o via e não falava com ele. Queria ao menos se despedir, mas imaginava que ele compreenderia sua decisão ou não.

Ele a havia beijando naquele dia em que fora salva por ele, mas depois daquilo ele não havia mais aparecido. Imaginava que talvez ele não se importasse tanto.

Sentiu o líquido quente descer por seu pescoço, se contornasse a linha em sua garganta o trabalho estaria feito, mas um vento forte a interrompeu ao fazer a porta de corre abrir um pouco.

Hanami olhou curiosa para o evento, pois isso nunca tinha acontecido. Abaixou a kunai e saiu do quarto para varanda para entender o fenômeno antes de dar cabo a própria vida.

A lua cheia enchia tudo de brilho e curiosamente não ventava. Hanami não sentia ninguém nas proximidades, como Indra lhe ensinará. Não iria cometer o mesmo erro que a fazia tomar aquela decisão.

Rumou de volta por quarto. Mas seus pés mal chegaram à pisa na moradia quando seu corpo foi agarrado. Hanami não teve reação nenhuma, somente via o cenário a sua volta passando como um borrão. Sequer era capaz de ver quem a segurava.

Em poucos instantes viu a região da aldeia se tomada por quilômetros e quilômetros de floresta. Quando foi solta, se desequilibrou com a abrupta estática. Seu coração batia descompassado. Olhou ao redor e se viu numa mata densa com árvores altas, a luz da lua era incapaz de atravessar as copas emaranhadas.

Engoliu em seco e apertou a kunai na mão, pois não a havia soltado.

— Quem está aí? — indagou, olhando todos os cantos. Não sentia nada, mas não havia parado ali sozinha. — Apareça!

No silêncio da mata, pôde ouvir uma breve respiração e se lançou contra. Seu ataque foi imediatamente bloqueado. Usava diversos golpes para atacar, mas era facilmente bloqueado por aquele que enfrentava. Com a kunai tentava atingir seu sequestrador, mas num rápido movimento sua mão foi agarrada e a arma foi lhe tirada.

Afastou-se assustada olhando para a silhueta daquele que a havia raptado. Engoliu em seco e perguntou:

— Quem é você?

Ele não respondeu e sequer precisou. O repentino brilho carmim que surgiu de seus olhos o denunciou. Hanami apenas o encarou, hipnotizada pelo carmesim. Indra segurou seu pulso com força e a puxou para si, e num movimento rápido cravou a kunai em sua garganta. Terminando o trabalho que ela havia começando.

Seu sangue esguichou e manchou o rosto daquele que um dia considerou um amigo.

Seus braços penderam e caiu de joelhos na grama antes de ar um último suspiro dolorido

Notas finais
Ai, ai coitada da Hanami. Bom, até o próximo! Prometo não demora meses para postar. Beijos