Hanami

1 Oneshot


Notas iniciais
Yo minna o/
Resolvi postar uma das 1827472 ideias de oneshots que tenho, e desta vez é uma NaLu :3 [A próxima é uma Lories, quem gosta?o/]
Eu tentei fazer com que ficasse fofa, mas não tenho certeza XD Além do mais, nunca tinha escrito sobre crianças então não garanto muita coisa.
Capítulo betado pela diva da Aleyna-chan e eu dedico pra ela também x3 Fooxy te lova imensamente, tonga ♥ [Agradeçam que está sem erros, pfvr]
Enfim, espero que gostem!
Boa leitura~
[Nota da Beta/Aleyna: Não tenho certeza se ficou algum erro. Por favor, se encontrarem, digam u_u Sou muito perfeccionista xD~
E te lovo também, Bruchibi ♥]

Definitivamente Magnólia estava com um ar de pura festa.

Mesmo Layla e Jude, que já haviam estado ali antes, não deixaram de se impressionar.

Toda a cidade parecia ter parado sua rotina normal e a transformado drasticamente em um universo paralelo onde não existia qualquer tipo de sentimento negativo.

A loira matriarca da família sorriu quando a carruagem em que estavam passou na frente do parque da cidade, as cerejeiras completamente floridas e exuberantes chamando a atenção de todos que passavam por ali.

Jude tinha um sorriso pequeno, porém sincero nos lábios, os olhos fixos na esposa. Não importava por quais paisagens eles passassem, nada seria tão lindo quanto Layla, nunca.

E a pequena filha do casal, com sete anos de idade, ficava se esticando para conseguir ver mais da cidade pela janela da carruagem. Os grandes olhos castanhos brilhavam e ela tinha um sorriso enorme no rosto.

– Mamãe, nós vamos comer os cookies que fizemos ontem em casa hoje à noite, né?

Layla sorriu para a filha.

– Claro meu amor, foi para isso que os fizemos, não é mesmo? Para seguir a tradição e dividir a comida que trouxemos com a família. — ela fez uma pausa, tossindo um pouco, tentando disfarçar o desconforto que sentia.

O marido a olhou, preocupado.

– Layla, tem certeza que foi uma boa ideia fazer essa viagem? — odiava admitir como a esposa outrora alegre e viva se tornava mais fraca e pálida a cada dia que se passava.

A loira apenas sorriu, acariciando ternamente o cabelo da filha que ainda tagarelava sem parar sobre o Hanami.

– Lucy merece ver as Sakuras.

–x-

O grande parque de Magnólia estava cheio. A multidão se tornara ainda maior agora que estava anoitecendo; o céu se colorindo em tons escuros com o belo pôr do sol.

Layla, Jude e Lucy eram apenas mais uma das inúmeras famílias que se dirigiam mais perto das árvores belamente floridas.

Layla tinha uma das mãos seguradas pelo marido e a outra envolvia firmemente a mão de Lucy.

A criança usava um vestido lilás rodado e sapatos pretos delicados nos pés pequeno, e mantinha um bento envolto por um lenço azul com estrelas amarelas bem apertado contra o peito, com medo de perdê-lo no meio de tanta gente.

Ela sorria animada por todo o barulho das pessoas conversando alegres, tudo tão diferente do usual silêncio de sua casa. Algumas estavam sentadas no chão, em piqueniques que provavelmente duraram o dia todo e ainda continuariam por horas.

Jude constantemente movia os olhos para a esposa. Amava-a tanto que parecia possível existir um sentimento tão grande, mas de algum jeito, existia. Se algo acontecesse com Layla ele provavelmente morreria por dentro.

Amava Lucy, obviamente, mas sentia desespero puro ameaçar lhe invadir com o mero pensamento de perder a esposa.

Mas no meio de todas aquelas pessoas se movimentando, não demorou muito para que a pequena Lucy fosse empurrada e não conseguisse mais segurar a mão da mãe. Acabou sendo levada pela 'onda' de pessoas, se perdendo da família.

–LUCY!

–x-

Incrivelmente, a herdeira dos Heartfilia não ficou com medo.

Estava perdida, longe dos pais e não conhecia ninguém em um parque grande e movimento. Mas tudo que os olhos castanhos viam eram as grandes árvores de cerejeira.

A multidão foi aos poucos se acalmando e se dispersando, migrando para outros lados do parque, a pequena conseguiu abrir caminho entre as pessoas que estavam sentadas na grama, esperando o show começar.

A loira se esgueirou para uma parte mais escura e vazia do parque, procurando igualmente um lugar para se sentar.

Acabou no meio do bosque de árvores 'comuns' — vazio exatamente por esse motivo — ela notou um leve brilho em meio às árvores e prendeu a respiração quando notou o que era.

Era uma sakura, muito menor do que todas as outras no parque e provavelmente havia nascido ali longe de todas as outras por acidente.

O tronco era fino, os galhos bem mais frágeis e em menor quantidade. O vegetal era jovem o suficiente para não ter nem uma copa fechada. Provavelmente aquele era o primeiro ano de flores daquela sakura.

Lucy suspirou, se agachando, os olhos brilhando diante da árvore que reluzia a luz da Lua.

– Onde? — uma voz à suas costas chamou sua atenção, e ela se virou curiosa para encontrar um garoto que parecia ter a sua idade em meio às outras árvores.

Ele tinha uma blusa amarela e calças marrons, além de um cachecol branco com detalhes pretos no pescoço. Mas o que realmente chamou a atenção da garota foi o cabelo rosa, contrastando com os olhos escuros.

– Ah, você é só uma garota. — ele amuou, os ombros caídos. — Seu bento cheira tão bem que achei que fosse de uma barraquinha do Hanami ou algo assim.

Lucy abriu um lindo sorriso.

– Mamãe e eu cozinhamos isso para hoje! Fico feliz que esteja cheirando bem.

O garoto se aproximou um pouco.

– E onde está sua mãe?

A loira hesitou um pouco, se sentando na grama e virando o rosto para a sakura que a havia atraído até ali.

– Eu me perdi dela. Mas achei uma sakura bem bonita, então está tudo bem. — ela o olhou por cima do ombro, checando se ainda estava lá. — Sou Lucy Heartfilia. Como é seu nome?

O rosado se aproximou mais, se sentando ao lado dela.

– Natsu.

A loira sorriu novamente e as bochechas do garoto ficaram levemente vermelhas.

– É um nome bem bonito, Natsu — a criança riu após falar o nome do novo amigo pausadamente, como se quisesse provar sua teoria.

Natsu corou mais e tentou esconder o rosto no cachecol branco que pareciam escamas.

Achara que o cheiro doce que sentia era dos biscoitos que ela carregava. Mas não era apenas da comida.

O cheiro misto de baunilha e morangos não saía do bento coberto pelo lenço e sim da própria Lucy. As roupas, o cabelo preso estranhamente em um rabo de lado, a pele branca, ela inteira cheirava doce.

– Natsu? Você não vai ir ver as sakuras com alguém? — Lucy perguntou, curiosa com o porquê do olhar estranho dele. Começou a tirar o lenço que cobria o bento, dobrando-o cuidadosamente e o deixando de lado. O aroma dos cookies de chocolate encheu o ar, a fazendo abrir um sorriso.

Ele deu de ombros.

–Acho que posso ver uma sakura daqui também. — murmurou, tentando não demonstrar o motivo real de que queria ficar ali.

Saiu de seus pensamentos quando viu um cookie grande com gotas de chocolate estendido em sua direção. Parecia ser tão gostoso que sua boca se encheu de saliva com a vontade.

Lucy sorria, esperando ele aceitar o biscoito.

– Tem comida demais pra uma só pessoa aqui. E eu que ajudei a mamãe a fazer eles. — estufou o peito, orgulhosa. Quando o rosado deu uma mordida no doce, ela se remexeu, os olhos brilhando.

– Ficou bom, ficou bom, ficou bom? — perguntou, as íris castanhas nos olhos dele, esperando sua reação.

Natsu olhou para o lado.

– F-ficou.

Ouviu-a tagarelar sobre como tivera trabalho para fazer os cookies e deu um pequeno sorriso. Ela era estranha.

Lucy arregalou os olhos e sua boca se abriu em um pequeno 'o', os olhos agora fixos nas primeiras flores da pequena sakura que estava diante deles.

– Natsu, vai começar! — a loira gritou, alegre.

Ele também olhou com admiração para as árvore, os raios do luar dando o brilho do arco-íris nas flores.

Um pequeno momento de silêncio e paz se instalou enquanto as crianças comiam distraidamente os cookies e apenas observavam. A árvore estava quase toda colorida com as sete cores do arco-íris quando a garotinha guinchou, assustando o rosado.

– O que foi? — ele perguntou, confuso.

– Rápido, rápido, vamos dar as mãos! — ela se sentou mais perto dele, acenando a mão esquerda para o garoto.

– O-o que? — Natsu corou fortemente, mas não conseguiu impedir a loira de pegar sua mão direita e apertá-la.

– Mamãe falou que momentos assim ficam mais bonitas quando estamos de mãos dadas com alguém.

O rosado olhou para a árvore, tentando evitar de olhar para uma Lucy sorridente e sentada ao seu lado.

– Kyaa, mamãe estava certa, olha Natsu! — ela falou, a sakura brilhando em sete cores diferentes.

As crianças ficarem em silêncio, observando a cena linda que se desenrolava em frente à seus olhos.

Cores dançavam pelas flores, tudo brilhando e reluzindo magicamente os raios da Lua.

A árvore era pequena, deveria ter o dobro da altura deles, mas isso não impedia a admiração e emoção tocar o coração dos dois.

Eles não falaram nada, apenas olharam a alternância de cores na sakura, as mãos ainda juntas, comendo distraidamente o resto dos biscoitos.

Depois que os cookies acabaram, Lucy apertou levemente a mão quente de Natsu.

–Queria poder ver isso mais vezes.

– Tem Hanami todo ano. — ele sorriu, animado.

A loira, por sua vez, tinha um sorrisinho triste no rosto.

– Eu moro bem longe daqui na verdade. Viajamos só para ver as sakuras.

O estômago do rosado despencou um pouco.

Lucy olhou para ele, esperando uma reação do novo amigo.

E para a sua surpresa, ele abriu um sorriso gigante, mostrando todos os dentes.

– Então vamos fazer uma promessa!

– Que promessa? — ela pediu, curiosa. O sorriso dele fazia algo quente brotar em seu peito.

– Que você vai voltar e vamos passar outro Hanami juntos!

O sorriso se espalhou para o rosto dela também.

– Combinado!

Eles sorriram um para o outro por alguns instantes, até que duas vozes gritando um nome conhecido interrompeu o silêncio.

As crianças olharam em direção dos gritos e a loira suspirou soltando a mão quente de Natsu e pegando o bento nas mãos.

– Meus pais. Tenho que ir.

O rosado fez o melhor para não mostrar o que sentia e cruzou os braços, como se estivesse bravo.

– Então t-tchau.

Lucy sorriu, se afastando e acenando.

– Até mais Natsu!

E a loira de vestido lilás sumiu na escuridão do bosque.

O garoto suspirou e coçou a nuca, olhando a árvore ainda brilhante e notou um pedaço de pano no chão.

O lenço de Lucy.

Natsu segurou o tecido com estampas de estrelas, pensando na promessa que fizeram.

Ela iria voltar.

Apenas quando esse pensamento lhe passou pela cabeça, a criança sorridente que ele acabara de se despedir surgiu novamente entre as árvores.

– Lucy? — o garoto perguntou, meio confuso.

Ela sorriu e parou na sua frente, arfando da corrida.

– Meu lenço. — apontou o tecido nas mãos dele. Segurando uma das pontas que estavam soltas, a loira deu mais um passinho para frente.

Ficou na ponta dos pés e beijou Natsu. Nos lábios.

Ele congelou, sentindo o coração bater forte e o cheiro dela parecer ficar mais forte.

Quando se afastou do selinho, Lucy estava ligeiramente corada, assim como ele. Dessa vez tinha o lenço nas mãos quando ia embora.

– Até um próximo Hanami, Natsu.

Quando a loira sumiu novamente de sua vista, o rosado sorriu levemente.

Ela definitivamente voltaria.

–x-

– Natsu, aonde está me levando? Eu quero ver as Sakuras. — a loira resmungava, inquieta.

– Nós vamos ver as Sakuras, Luce.

– Mas o Hanami-

– Pode só esperar um pouco, senhorita apressadinha?

Lucy ficou quieta, mas o nervosismo ainda estava ali.

A data do Hanami do ano havia chegado e hoje ela poderia desfrutar da visão das Sakuras com toda a guilda.

Estivera animada por vários dias antes, ela desta vez se cuidou para não ficar doente e correr o risco de Natsu arrancar outra árvore e levar na frente de sua casa.

Se encontrava vestida com uma yukata rosa clara, com desenhos de pétalas de sakura em um tom mais escuro e o cabelo preso em um coque.

E ainda por cima tinha as mãos grandes e quentes do Dragon Slayer do Fogo sobre seus olhos, a impedindo de ver onde estavam indo. Sentia as bochechas quentes, tanto por vergonha quanto pelo calor que o corpo dele sempre próximo de suas costas lhe transmitia.

Pelo terreno onde pisavam, ela sabia que era grama. Mas apenas sabia isso também. O companheiro de time não lhe dera nenhuma dica de onde estava essa 'surpresa' que tanto queria mostrar à loira, mesmo com as insistentes perguntas dela.

Não é que ela não confiava em Natsu. Lucy era apenas... Curiosa.

Sentiu-o parar de andar, e instintivamente parou também, animada que provavelmente haviam chegado ao seu destino.

– Não abra os olhos ainda, Luce. — ele sussurrou no ouvido dela, a respiração quente e a voz rouca fazendo a loira se arrepiar e corar mais ainda. Natsu se afastou de si, o calor dele deixando de envolver a maga.

Ouviu-o dar alguns passos e depois um breve momento de silêncio surgiu.

– Pronto, pode abrir os olhos Luce.

Fazendo o que agora lhe era permitido, a maga abriu os olhos e sentiu o ar fugir de seus pulmões.

Estava no meio de um bosque. As árvores pareciam ter perdido toda a graça quando a luz da Lua pairou sobre a única cerejeira existente ali.

Quase tão grande quanto a que Natsu levara na frente de sua casa, a copa cheia de sakuras brilhavam os sete tons do arco-íris.

– Como achou esse lugar? — perguntou Lucy, sem mover os olhos, completamente admirada pela beleza da sakura.

Ouviu-o ficar ao seu lado, também olhando a árvore.

–Não se lembra daqui?

A loira virou o rosto, olhando para o melhor amigo pela primeira vez na noite. Do jeito que ele simplesmente surgira atrás de si assim que colocara os pés fora de casa, imediatamente cobrindo seus olhos, ela não conseguira nem ao menos vê-lo.

E talvez fosse por isso que uma coloração vermelha surgiu em suas bochechas.

Milagrosamente, o Dragon Slayer não estava usando suas roupas normais. Assim como ela, usava uma yukata simples, inteiramente preta. Um pouco aberta, parte do peitoral definido ficando à mostra. Somente ao invés do obi em sua cintura estava marrado o cachecol branco.

Os olhos escuros tinham um brilho diferente que combinava com o cabelo rebelde como sempre.

– M-me lembrar?

Ele sorriu de canto, olhando para árvore por alguns momentos.

– A primeira vez que viemos aqui essa árvore estava bem menor. Bom, eu e você também estávamos menores, afinal éramos crianças. — ele olhou de canto para a loira, querendo ver sua reação.

Lucy tinha uma expressão confusa no rosto.

– Nós...Crianças?

Natsu sorriu e se virou para a loira, ficando bem próximo dela.

– É Lucy estranha. Nossa promessa não pode ser cumprida ano passado, mas não vou te deixar escapar de volta. — o homem envolveu o rosto dela com as duas mãos, olhando apenas em seus olhos surpresos.

– N-natsu o q-que-

– Só estou retribuindo, Luce. — e sem dar tempo para a loira perceber o que ele queria fazer, cobriu os lábios avermelhados dela com os seus.

Delicado, suave, casto, carinhoso, quente.

O beijo era quase tão doce quanto o primeiro que trocaram e talvez fosse por isso que Lucy se lembrara.

Natsu se afastou um pouco, olhando nos grandes olhos castanhos dela. Ele sorriu amplamente quando viu que ela tinha se lembrado.

A maga estava corada, mas não fizera nenhuma objeção quando um dos braços do Dragon Slayer envolveram sua cintura, puxando-a para um abraço quente.

– Natsu?

– O que foi, Luce? — ele respondeu baixinho, apertado-a levemente em seus braços.

– V-vamos ver o Hanami ano que vem juntos?

O rosado riu levemente com a pergunta dela, beijando o cabelo loiro.

– Vou ver o Hanami todos os anos com você, Luce estranha.

Notas finais
E então, o que acharam?*-*
Eu sempre travo em finais de oneshots, então se ficou ruim, me desculpem :c
Pois é, eu postando uma oneshot e nada de AD né? A inspiração ainda não bateu pra escrever hentai, sorry XD
Mas enfiiiim, eu tinha que escrever algo que não tive er... Aquela atmosfera de sensualidade senão já estaria achando que os personagens eram fixos daquele jeito @-@
De qualquer jeito, espero que tenham gostado :3 (e eu arrumei os travessões que o Nyah comeu, sem or)
Críticas e comentários são sempre bem vindos, Fooxy não morde tá? :3 Se estiver com preguiça de comentar, que tal só marcar como lida?XD
já Ne~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!