Hanahaki.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem desta historia. Também foi postada no spirit.
Boa leitura.
Sempre fomos próximos não é? Sempre nos ajudando, nos apoiando como amigos inseparáveis devem fazer. Eramos vizinhos e melhores amigos. Sua mãe e a minha viraram amigas logo que nos mudamos para a casa ao lado. E com isto era impossível não nos tornarmos unha e carne.
Aos meus 18 anos eu me vi apaixonado por você, mas não queria lhe contar, não queria que se afastasse nem me deixa-se, jamais suportaria isso. Então preferi engolir meus sentimentos a pensar em te perder por eles.
Aos 20 anos você me disse que estava apaixonado e eu tentei evitar a esperança que estava crescendo em meu coração. É claro que não funcionou. Mas quando perguntei quem era, não foi meu nome que saiu de sua boca e quando me dei conta dessa realidade, meu coração partiu em milhares de pedaços.
Foi neste dia que a primeira pétala veio, rapidamente fui ao médico para saber o que estava acontecendo, mesmo já sabendo o que poderia ser, e eu não poderia estar mais certo. Era a doença Hanahaki, em que quando uma pessoa não tem seu amor correspondido, ela começa a tossir as flores favoritas de seu amado. E essas flores se espalham por dentro do corpo, acertando seus órgãos vitais, no primeiro estágio começa a tossir somente pétalas, no segundo uma flor inteira, e no terceiro e último estágio um buque inteiro levando a morte. Só existem três formas diferentes, que acontece com o infectado para ser curado: primeira, ter seu amor correspondido, segunda, fazer uma cirurgia que remove todas as flores de seus órgãos, mas em conseqüência a pessoa perderá os sentimentos e todas as memórias de seu amado, e a terceira é morrer porém amando.
Quando fiz 26 anos, você me disse que queria pedir sua namorada, Gina, em casamento e que gostaria de minha ajuda, e eu , que nunca conseguia lhe negar nada aceitei. Mais quando cheguei em casa, senti o sangue explodir pela minha boca. Foi a primeira flor inteira que vomitei. A ironia é que era sua flor predileta: o Lírio. Como diz a doença:”você irá expelir a flor que seu amado ama”.
Ninguém sabia da minha doença, apenas meus pais. Por que eles precisariam estar cientes de minha atual condição. Meus pais insistiram para que eu optar-se pela cirurgia, mais eu estava indeciso. O medo de morrer não era maior do que o medo de te esquecer.
Com um rompante de coragem resolvi me declarar. Qual foi a minha surpresa ao constatar você me dizendo, que eu estava enganado sobre os meus sentimentos. Que eu estava confundindo nossa amizade de “irmão” com amor. E para não te perder eu novamente me calei.
Minha mãe vendo meu fim chegar, pois estava já vomitando uma flor por dia, às vezes mais de uma. Tal fato fez com que meus pais tomassem uma atitude drástica, para não me perder. Eles resolveram colocar uma droga em minha bebida e com isso fazer a cirurgia sem o meu consentimento. Afinal, você já havia se casado e eu estava morrendo pelo meu amor unilateral.
Quando você e sua esposa chegaram da lua de mel, qual foi seu espanto, em descobrir que eu tinha a doença Hanahaki e que eu tinha me esquecido de você. Este foi o preço pago pelo meu amor não correspondido. Você ficou arrasado. Tentamos construir uma nova amizade partindo do zero. Mais não era a mesma coisa. O que tínhamos perdido não poderia ser recuperado.
Quando completei 32 anos conheci Cedrico Diggory e me apaixonei. Inicialmente, você ficou feliz pela minha escolha, mais com o passar do tempo você viu que fomos cada vez mais nos distanciando. Pois agora meu mundo girava em torno de meu noivo.
Aos 36 anos, me casei com Cedrico e me tornei o sr. Draco Diggory-Malfoy. O casamento foi lindo na igreja st. Paul em Londres. A decoração por ironia do destino quem me deu de presente foi você. A igreja foi toda decorada com Lírios. As flores que um dia eu vomitei por você. Você foi meu padrinho como eu fui o seu. Ao olhar para seu rosto vejo uma lagrima escorrendo de seu olho. Não sei se naquele momento você se deu conta que poderia ter sido eu e você ali naquele altar dizendo sim.
Oito anos depois do meu casamento vim saber que você tinha se separado de Gina. Pois você desejava ter filhos, porém ela não. E o ápice da separação veio com o fato de você ter descoberto que ela tinha feito um aborto recentemente.
Hoje você mora sozinho em seu apartamento e eu continuo casado com Cedrico. Agora já estamos no segundo bebê que iremos adotar. Pois eu sempre fui louco por crianças e meu marido compartilha deste amor. E você virou o tio Harry querido dos meus filhos.
Vejo a sua tristeza quando olha para nós. Nós somos tudo aquilo que você desejou para si e não conseguiu. Talvez se você tivesse correspondido ao meu amor nossa historia pode-se ter sido completamente diferente. Hoje talvez você se arrependa da escolha que fez, não sei... Pois um amor de amigos, poderia ter se transformado em um amor de namorados, se você tivesse dado esta oportunidade ao meu amor por você.
Aos 53 anos, escrevo estas paginas em meu diário. Para que quando meus filhos venham a lê-las entendam sobre a doença que tive. Não me arrependo de nada do que vivenciei e nem da escolha que meus pais fizeram por amor a mim. Hoje olhando para trás entendo seu ato. Pois se fosse necessário faria o mesmo por vocês. Não pensem ao ler estas folhas que não amo seu pai. Pois graças a ele eu consegui construir a minha família e ter um final feliz. Como vocês sabem devido a cirurgia realizada, hoje não sinto mais nada do que amizade pelo seu tio Harry. Só fico triste por Harry não ter tido nesta vida a mesma sorte que eu. Rezo para que em outra vida quem sabe, ele possa encontrar a mesma felicidade que eu encontrei com vocês. Espero que possamos novamente nos encontrar como amigos ou quem sabe algo ....
Com amor, Draco Diggory- Malfoy.
Fale com o autor