Hana Kimi
8 Capítulo 7 - Férias - Parte 1
Notas iniciais
Capitulo 7 – Férias.
UMA SEMANA DEPOIS.
- FÉRIASSSSS. Ebbbbbaaaaaa.- Jasper gritou. Já faz um tempo que eu, Alice, Jasper e Edward andávamos juntos. Alice vinha todo dia no colégio, é claro que ela vinha escondida, pois aqui é uma escola de garotos. Miryan vinha todo fim de semana, as vezes ela vinha de semana e armava o mó barraco com a Rosalie. Sem contar que todos os meninos estavam morrendo de ciúmes de mim. Alguns tentaram paquerar a Miryan, mas ela sempre dava um fora neles. Me lembro do dia em que Emmett tentou dar em cima dela.
Flash Back
- E aí gatinha, você gosta de teatro? — Emmett perguntou sorrindo.
- Sim eu gosto.- Miryan respondeu sorrindo.
- Se quiser eu posso te mostrar algumas coisas de teatro. — Emmett disse ainda sorrindo.
- Seria legal.- Miryan disse sorrindo mais. Ela sempre gostou de teatro, desde que ela era pequena.
- Então que tal nós irmos para o meu quarto?- Emmett perguntou.
- Claro. Só que agora eu não posso. Me ligue no dia 45/13/3586.- Miryan disse sorrindo.
- Claro, qual o seu numero?” Emmett perguntou pegando o celular. Todos que estavam olhando começaram a rir da idiotice do Emm. Até eu comecei a rir. Só depois Emmett entendeu o que havia acontecido. A cara dele ficou velha de vergonha, depois ele saiu de lá correndo. Parecia até uma mulher.
Fim Flash Back.
- KKKKKKKKK — Comecei a rir por causa da lembrança. Edward, Alice e Jasper olharam pra mim sem entender. Quando eu expliquei o porque de eu estar rindo, todos começaram a rir também. Tudo estava perfeito, pelo menos até aquele momento.
- Olá para todos.- James disse se sentando ao meu lado.
- O que você quer agora? — Alice perguntou. Depois que Alice e Jasper souberam do que James tentou fazer comigo, eles param de falar com ele.
- Nossa. Não precisa falar assim. Não se preocupe, já to saindo, depois falo com você Anthony. — James disse piscando pra mim. Depois ela saiu. Sabe eu não culpo muito James por gostar de mim, afinal eu sou uma mulher. Eu só fico com pena dele, por ele achar que é Gay.
- Então. Preparada para conhecer a família Cullen? — Edward perguntou sorrindo.
- Na realidade. Não muito.- Eu disse envergonhada.
- Não se preocupe. A maioria você já conhece.- Edward disse rindo. Acho que foi por causa da cara que fiz.
- Como assim? — Perguntei.
- Bom. Vou falar pra vocês da minha família.- Edward disse sério agora. Eu apenas acenei e então ele começou.
Rosalie Lillian Hale – Minha prima. Ela é irmã de Jasper, só que os pais deles são separados e eles não se dão muito bem. Ela é elegante e com classe, sendo um pouco egoísta e egocêntrica as vezes.
Jasper Hale – Meu primo, ams você ja sabe isso. Sobre ele, tu ja sabe.
Emmett Masen – Meu outro primo. Acho que ja deu para perceber que ele é louco, mas mesmo assim eu gosto bastante dele, só que fora da escola.
Esme Cullen – Minha mãe. Ela é super gentil, evita brigas e sempre está calma e segura do que faz. Ela é uma pessoa maravilhosa.
- Pronto. Agora você sabe da minha familia.- Edward disse sorrindo.
- Certo. Gostei da sua mãe. Ela parece ser uma pessoa maravilhosa.- Eu disse sorrindo.
- E ela é. Ela irá amar você.- Edward disse sorrindo
- Posso ir também? — Alice perguntou.
- Claro minha linda. — Jasper disse beijando ela.
- Sabe Jasper, eu nunca pensei que um dia você amar alguém. Você sempre ficava com as garotas e agora você só tem olhos pra Lice. — Edward disse rindo.
- Olha quem fala. Você dizia que o Amor é idiotice e que nunca amaria de novo, pois o seu amor não estava com você e que nunca iria encontrar ela de novo. E agora olhe pra você, ela está bem aqui do seu lado. — Jasper disse rindo também.
- Você tem razão.- Edward disse me abraçando.
- As férias vão ser D+. — Alice disse começando a rir do nada.
- Lice, você esta bem? Por que você está rindo? — Perguntei.
- Nada. Esquece. — Alice disse rindo ainda. Não sei porque, mas ela está escondendo alguma coisa.
- Edward eu estava pensando. Como iremos fazer para que Rose e Emm, não descubram sobre a Bella? — Jasper perguntou. Verdade, a loira oxigenada vai estar lá.
- Não se preocupe, eu cuido disso. — Edward disse confiante. Bom, espero que ele cuide. Do nada um música começou a cantar, na hora descobri que música era. Era a música que cantei com o Ed.
- Oi mãe.- Edward disse quando atendeu.
- Edward meu filho, eu liguei pra te comunicar que eu irei buscar você, Jasper, Rose, o Emm e a sua namorada pra virem pra casa.
- Ok. Mãe, a namorada do Japer também vai. — Edward disse.
- Namorada? Eu não sabia que ele estava namorando.
- Estão namorando a pouco tempo.- Edward disse. Ninguém estava entendendo nada.
- Certo. Ela pode vir, mas mande avisar os pais dela.
- Ok mãe, até logo. — Edward disse e depois desligou.
- O que ela disse? — Jasper perguntou.
- Ela esta vindo nos buscar e falou que a Alice pode vir, mas tem que avisar os pais dela. — Edward respondeu.
- Ebbbbaaaaaa. Vou ir avisá-los. Até Logo. — Alice disse beijando Jasper e depois saiu correndo e desapareceu.
- Vamos Bella. Temos que arrumar as nossas coisas. — Edward disse se levantando. Me levantei e nos despedimos de Jasper e fomos arrumar a nossas coisas.
HORAS DEPOIS.
*Dormitório Edward e Bella.*
- Posso entrar? — Alice perguntou do outro lado da porta.
- Pode. — Edward disse abrindo a porta.
- Oi Ed.Eu vim ajudar a Bella se arrumar. — Alice disse entrando.
- OI Lice. Que bom que veio me ajudar. Não tenho nada pra vestir. — Eu disse triste.
- Não se preocupe. Eu trouxe as roupas que compramos.- Ela disse colocando sacolas em cima da cama.
- Obrigado.- Eu disse sorrindo.
- Ed agora cai fora. — Alice disse empurrando ele pra porta.
- Não vou sair não. Vou ficar aqui vendo as loucuras de vocês.- Ele disse se sentando na cama.
- Ok. Só deixo você fica, pois o quarto também é seu. — Alice disse cruzando os braços. Edward começou a rir e a Alice bufou de raiva. Depois ela veio me ajudar. Ficamos vendo muitas roupas, eu não estava mais agüentando, graças a Deus ela achou uma roupa pra mim.
Roupas Bella:
- Como estou? — Perguntei pro Ed.
- Tú eres magnífica, eres la mujer más bellaque yo conocí. — Edward disse em espanhol.
- Ai que lindo.- Alice disse chorando.
- Gracias. — Eu disse sorrindo.
Uma hora depois a mãe de Edward chegou, para nos buscar. Quando Rosalie viu que eu ia junto, quase teve um treco. Ela só não fez um escândalo, por causa da mãe de Edward. Notei de longe Carlisle observar Esme. Senti uma dor horrível no coração, eu queria que os dois ficassem juntos. Quem sabe a Alice não me ajuda a fazer os dois ficarem juntos?
- Mãe deixe-me apresentar Isabella, minha namorada.- Edward disse sorrindo. Esme olhou pra mim e abriu um grandioso sorriso.
- Olá Isabella, sou Esme, mãe de Edward.- Ela disse me dando um beijo em meu rosto.
- Vamos logo. — Rosalie disse de mau-humor. Alguma coisa me diz que essas férias irão ser muito doidas.
Não demorou muito para chegarmos na mansão dos Cullens. Era muito linda. Todos estavam muito empolgados com as férias, menos Rosalie que não estava nem um pouco feliz por eu estar aqui. Descubri na viagem que Rosalie não é prima de Edward na verdade, nem Jasper. Pelo que me disseram, Rosalie sempre gostou do Edward, mas ele nunca deu bola pra ela. HSuahsuhasuha. Eu sei que é feio rir das desgraças dos outros, mas eu não posso evitar. Quando chegamos na mansão já estava escuro o céu, era umas 8:00 horas da noite. Emmett teve a idéia de contarmos histórias. Eu gostei da idéia, Emmett parecia ser outra pessoa, quando estava com a família. A única coisa que não muda é as brincadeiras e a piada. Todos estávamos na sala agora nos preparando para ouvir a história do Emmett.
- Bom pessoal, como está de noite e não tem muita coisa para fazermos, então iremos contar histórias. Eu irei começar, contando a história de um livro muito legal, que eu li. — Emmett disse pegando um livro meio antigo.
- Que livro é esse Emmett? Eu nunca vi ele.- Edward disse olhando pro livro.
- É um livro que eu encontrei na biblioteca da minha casa. Além disso a história é muito legal. O mais engraçado é que tem o nome de todos nós na história.- Emmett disse abrindo o livro.
- O livro se chama CREPÚSCULO.
- Sinopse: Bella Swan decide mudar-se da ensolarada Phoenix, Arizona para a chuvosa cidade de Forks, Washington, para viver com seu pai, Charlie, o chefe da polícia local. Segundo ela, a sua mãe (Renée) sentia-se triste por não poder acompanhar o seu novo marido (Phil Dwyer) aos jogos de basebol, pois este é um jogador da segunda divisão e, então, Bella decide mudar-se para dar mais espaço ao casal.
A jovem não tinha muitos amigos em Phoenix, mas apesar disso, ela gostava do lugar, pois o Sol brilhava sempre por lá. Pelo contrário, Forks é uma das cidades dos Estados Unidos onde mais chove durante o ano, apresentando dias muitíssimo nublados.
A chegada de Bella a Forks desperta imensa curiosidade em toda a gente. Esta é uma cidade pacata, onde todos se conhecem e, por isso, a sua vinda era bastante aguardada. Na escola, Bella conhece vários colegas logo no primeiro dia de aulas e torna-se amiga de Mike, Jessica, Angela, Eric e Tyler.
Bella depressa descobre como seria monótona e entediante a sua vida em Forks, caso Edward Cullen, o lindo e misterioso rapaz que se senta a seu lado na aula de Biologia, não lhe despertasse tanta curiosidade e servisse de escape à sua rotina diária. No primeiro dia que ela o vê, Edward aparenta sentir repulsa por ela, chegando mesmo a tentar mudar os seus horários para evitá-la.
No entanto, quando uma van fora de controle está prestes a atropelar Bella no estacionamento, Edward salva-a do perigo sobrenaturalmente, como é percebido pela jovem, que assinala que ele estava do outro lado do estacionamento, muito distante de si para poder puxá-la da trajectória do veículo e que, o amassado deixada no automóvel após a colisão, era em tudo semelhante à estrutura dos ombros do rapaz. Edward recusa-se, todavia, a falar sobre o assunto. Bella evita falar com ele durante algum tempo, mas no dia em que ela vai com as suas amigas até Port Angeles, mete-se, de novo, em apuros, de modo que Edward salva-a novamente. A partir deste instante, a cada passagem do livro, ambos acabam por se tornar cada vez mais próximos.
Ela acaba descobrindo por seu amigo Jacob Black, da tribo Quileute, que Edward e a sua família (os Cullen) são vampiros vegetarianos, ou seja, que não se alimentam de sangue humano.
Apesar da natureza da família Cullen, Bella e Edward apaixonam-se e conseguem manter-se juntos durante algum tempo. A sua relação aparentemente perfeita só é, no entanto, lançada ao desespero quando James (um vampiro rastreador) pousa os seus olhos em Bella.
Após ter fugido do seu acossador, a jovem vê-se obrigada a reencontrá-lo, sob a suspeita deste ter sequestrado a sua mãe. Bella dirige-se a um antigo estúdio de balé, no qual dançava quando era pequena, e onde James pretende sugá-la até à morte. Edward, junto com os outros membros da família Cullen, consegue porém resgatá-la, antes que James consiga pôr termo à sua vida.”
- Emmett você está de gozação com a nossa cara néh? O livro tem exatamente os nossos nomes e sobrenomes.- Edward disse sério.
- Verdade. Até o Jake aparece, só que como humano e não cachorro. — Jasper disse rindo.
- Eu sei, isso foi o mais estranho. Eu achei o livro e li, adorei. Posso ler pra vocês? — Emmett perguntou.
- Ok, Emmett.- Todos disseram. Emmett sorriu e começou a ler.
- Pessoal esta no ponto de vista de Bella.- Ele disse apontando pra mim. Que cara doido.
OBS: Terá agora algumas partes do livro de crepúsculo.
PREFÁCIO
Eu nunca pensei muito sobre como eu iria morrer — achei que eu tinha motivos suficientes nos últimos meses — mas mesmo que eu não tivesse, eu não iria imaginar assim.
Eu encarei sem respirar através do longo aposento, dentro dos olhos escuros do caçador, e ele olhou agradavelmente de volta pra mim.
Com certeza essa foi uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, outra pessoa que eu amava.
Nobre, até. Que deve ser levado em conta pra alguma coisa.
Eu sabia que se eu nunca fosse para Forks, eu não estaria encarando a morte agora. Mas, aterrorizada como eu estava, eu não podia me fazer lamentar a decisão.
1. À PRIMEIRA VISTA
Minha mãe me levou ao aeroporto com as janelas abaixadas. Estava fazendo 24°C em Phoenix, o céu estava um azul perfeito e sem nuvens. Estava vestindo minha camiseta preferida: sem mangas, de renda furadinha. Usava-a como um gesto de despedida. Minha bagagem de mão era um parka.
Na Península Olímpica, no noroeste do estado de Washington, nos Estados Unidos, existe uma cidadezinha chamada Forks que está quase que constantemente coberta por nuvens. Nessa cidade desimportante chove mais do que em qualquer outro lugar do país. Foi dessa cidade e da sua sombra depressiva e onipresente que minha mãe fugiu comigo quando eu tinha só alguns meses de vida. Era nessa cidade que eu era obrigada a passar todos os verões até completar 14 anos. Aquele foi o ano em que bati o pé. Então, nos últimos três verões, meu pai, Charlie, passou duas semanas de férias comigo na Califórnia.
Agora era em Forks que ia me exilar, algo que fiz com muito custo. Eu detestava Forks.
Eu amava Phoenix. Amava o sol e o calor escaldante. Amava a cidade vigorosa e grande..........
- Que história legal, o prefácio já foi irado.- Alice disse animada.
- Certo, agora deize-me continuar a história fofolete.- Emmett disse sério. Alice pediu desculpas por interromper e Emmett continuou a contar.
Quando terminei de colocar minhas roupas no velho guarda-roupa de pinho, peguei minha bolsa de produtos de beleza e fui ao banheiro comunal para me lavar depois do dia de viagem. Olhei para meu rosto no espelho enquanto penteava meu cabelo embaraçado e úmido. Talvez fosse a luz, mas eu já parecia mais pálida, pouco saudável. Minha pele poderia ser bela — era bem clara, parecia transparente — mas tudo dependia da cor, e eu não tinha isso.
Encarando meu reflexo pálido no espelho fui obrigada a admitir que estava mentindo para mim mesma. Não era só fisicamente que eu nunca me encaixaria. E seu eu não conseguia achar um lugar para mim numa escola com três mil pessoas, quais eram minhas chances aqui?
Eu não me relacionava bem com pessoas da minha idade. Talvez a verdade fosse que eu não me relacionava bem com as pessoas, ponto. Até minha mãe, que era a pessoa mais próxima de mim no planeta, nunca estava em harmonia comigo, nunca estávamos exatamente de acordo. As vezes imaginava se eu via as mesmas coisas através de meus olhos que o resto do mundo via com os deles. Talvez houvesse um problema no meu cérebro. Mas o motivo não importava. O que importava era o resultado. E amanhã seria só começo.
Não dormi bem naquela noite, mesmo depois de ter chorado tudo que precisava. O barulho constante da chuva e do vento no telhado não saiam da minha mente. Puxei a coberta desbotada sobre minha cabeça e depois adicionei o travesseiro também. Mas não consegui dormir até depois da meia-noite, quando a chuva finalmente diminuiu para um chuvisco.
Cerração fechada era tudo que conseguia ver pela minha janela de manhã, e pude sentir a claustrofobia começada. Não se podia ver o céu aqui, era quase uma jaula.
O café-da-manhã com Charlie foi um evento silencioso. Ele me desejou boa-sorte na escola. Eu agradeci, sabendo que as esperanças dele eram inúteis. Boa-sorte tinha a tendência de me evitar. Charlie saiu primeiro, indo para o posto policial que era sua esposa e família. Depois que ele saiu, sentei à velha mesa quadrada em uma das três cadeiras que não combinavam entre si e examinei sua pequena cozinha, suas paredes com painéis escuros, armários amarelo brilhante, e piso de linóleo branco. Nada mudara. Minha mãe pintara os armários dezoito anos antes na tentativa de trazer alguma luz para a casa. Sobre a pequena lareira, na sala do tamanho de um lenço que ficava logo ao lado da cozinha, havia uma fileira de fotos. A primeira era uma do casamento de Charlie e minha mãe em Las Vegas, uma de nós três no hospital quando eu nasci, tirada por uma enfermeira prestativa, seguida de uma procissão de fotos escolares minhas até o último ano. Essas eram embaraçosas de se ver — teria que ver se convencia Charlie a colocá-las em outro lugar, pelo menos enquanto eu estivesse morando aqui.
Era impossível, estando nessa casa, não perceber que Charlie nunca tinha superado minha mãe. Isso me fazia ficar desconfortável.
Eu não queria chegar cedo demais na escola, mas não podia ficar mais na casa . Vesti meu casaco — que me fazia sentir como numa roupa anti-nuclear — e sai para a chuva.
Ainda chuviscava, mas não o suficiente para me molhar muito enquanto procurava pelas chaves da casa que sempre ficavam escondidas nas plantas perto da porta e a trancava. O barulho das minhas novas botas à prova d\'água era irritante. Sentia falta do barulho normal de cimento quando caminhava. Não pude parar para admirar minha nova caminhonete como queria. Estava com pressa para sair da névoa molhada que rondava minha cabeça e se grudava no meu cabelo por baixo do capuz.
Dentro da caminhonete estava seco e bom. Obviamente, Billy ou Charlie tinham limpado o carro, mas os assentos ainda cheiravam vagamente à tabaco, gasolina e menta. O motor ligou rápido, para meu alívio, mas bem alto, ganhando vida ruidosamente e então chegando ao volume máximo. Bom, uma caminhonete velha assim tinha que ter um defeito. O rádio velho funcionava, uma vantagem que eu não esperava.
Achar a escola não foi difícil, apesar de nunca ter estado lá antes. Ela ficava, assim como a maioria das coisas, bem perto da estrada. Não era obviamente uma escola, foi o painel, onde dizia \"Escola de Forks\", que me fez parar. Parecia uma coleção de casas geminadas, construídas com tijolos marrons. Havia tantas árvores e moitas que não pude perceber seu tamanho logo no início. Onde estava a aparência de lugar público? Me perguntava nostalgicamente. Onde estavam as cercas e os detetores de metais?
Estacionei em frente ao primeiro prédio, onde havia uma pequena placa que dizia \"secretaria\". Não havia mais carros estacionados ali, então tive certeza de que era proibido, mas decidi que pegaria instruções lá dentro ao invés de ficar andando em círculos na chuva como uma idiota. Saí a contragosto da caminhonete quentinha e fui por um caminho de pedra circundado por uma sebe escura. Respirei fundo antes de abrir a porta.......
- Quando ela e o Edward vão se conhecer? — Jasper perguntou.
- Logo. Se me deixarem contar.- Emmett disse sério.
- Anda logo, quero saber o que vaia contecer? Amei a história.- Alice disse mais animada ainda, se é que da par ficar.
- Vou continuar.- Emmett disse e todos ficaram quietos para ouvir a história. Tenho que confessar que essa história é interessante.
- Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com vários estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.
Eles estavam sentados num canto do refeitório, o mais longe possível de onde eu estava. Eram cinco. Não conversavam e não comiam, apesar de cada um deles ter uma bandeja intocada de comida na sua frente. Eles não estavam me encarando, como a maior parte dos outros alunos, então era seguro ficar olhando para eles sem ter medo de encontrar um par de olhos excessivamente interessado. Mas não foi nenhuma dessas coisas que chamou, e prendeu, minha atenção.
Eles não se pareciam em nada. Dos três garotos, um era grande — musculoso como um levantador de peso profissional, com cabelo escuro e encaracolado. Outro era alto, mais magro, mas ainda musculoso, e com cabelo loiro escuro. O outro era mais magro, menos musculoso, com cabelo cor de bronze, meio bagunçado. Ele parecia mais jovem do que os outros, que pareciam que poderiam estar na faculdade, ou até mesmo serem professores ao invés de alunos.
As garotas eram opostos. A mais alta era maravilhosa. Ela tinha uma silhueta linda, do tipo que se vê na capa da revista Sports Illustrated, na edição de roupas de banho, e daquelas que fazem as outras garotas se sentirem mal consigo mesma só por estarem na mesma sala. O cabelo dela era dourado, gentilmente balançando até o meio das costas. A outra garota era mais baixa e parecia uma fadinha. Bem magra, com feições pequenas. O cabelo dela era totalmente preto, cortado curtinho e apontando para todas as direções.
E ainda assim, eles se pareciam muito. Todos eram muito pálidos, os mais pálidos de todos os alunos dessa cidade sem sol. Mais pálidos do que eu, a albina. Todos tinham olhos bem escuros, apesar da diferença na cor dos cabelos. Além disso, eles tinham olheiras — sombras arroxeadas, como machucados. Como se todos eles tivessem passado a noite em claro, ou quase se recuperando de ter o nariz quebrado. Apesar de seus narizes, de todas as partes de seus corpos, serem perfeitamente retos e angulares.
Mas não era por causa de tudo isso que não conseguia tirar os olhos deles.
Eu os olhava por que seus rostos, tão diferentes, tão iguais, eram todos devastadoramente, inumanamente lindos. Eram rostos que você nunca espera encontrar além de, talvez, nas páginas editadas de uma revista de moda. Ou pintadas por um dos velhos mestres como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais belo — talvez a perfeita loira, ou o garoto com cabelos cor de bronze.
Estavam todos olhando para longe — longe um dos outros, longe dos outros alunos, longe de qualquer coisa em particular que eu pudesse ver. Enquanto eu olhava a garota mais baixa levantou com a bandeja — o refrigerante fechado, a maçã inteira — e foi embora com um passo rápido e gracioso que deveria estar em uma passarela. Eu fiquei olhando, maravilhada com os passos de dançarina dela, até ela largar a bandeja e sair pela porta de trás, mais rápido do que eu imaginava ser possível. Meus olhos voltaram logo para os outros, que estavam lá, sem mudanças.
— Quem são eles? — perguntei à garota da aula de espanhol, de quem eu não lembrava o nome.
Enquanto ela olhava para ver de quem eu estava falando — apesar de já saber, provavelmente, por causa do meu tom de voz — de repente ele olhou para ela, o mais magro, o mais garoto de todos, talvez o mais jovem. Ele olhou para a garota do meu lado por só uma fração de segundo e então seus olhos escuros se dirigiram aos meus.
Ele olhou para longe bem rápido, mais rápido do que eu conseguiria, apesar de numa onde de vergonha eu tenha baixado meus olhos na mesma hora. Naquele pequeno instante, seu rosto não aparentou interesse — era como se ela tivesse chamado o nome dele, e ele olhara numa resposta involuntária, já tendo decidido que não ia responder.
A garota do meu lado riu envergonhada, olhando para a mesa, assim como eu.
— Aqueles são Edward e Emmett Cullen e Rosalie e Jasper Hale. A que foi embora é Alice Cullen. Todos vivem juntos com o Dr. Cullen e a esposa dele. — Ela falou isso meio entre os dentes.
Olhei meio de lado para o garoto lindo, que agora olhava para a bandeja dele, picando um pãozinho com dedos pálidos e longos. Seus lábios se moviam rapidamente, seus lábios perfeitos mal se abrindo. Os outros três ainda olhavam para longe, ainda assim eu sentia que ele estava falando com eles.
Nomes estranhos e pouco populares, eu pensei. Os tipos de nomes que avós tinham. Mas talvez fosse moda aqui — nomes de cidade pequena? Finalmente lembrei que a garota ao meu lado se chamava Jessica, um nome perfeitamente comum. Havia duas garotas chamadas Jessica na minha aula de História, em Phoenix.
— Eles são... muito bonitos. — lutei contra a óbvia falta de intensidade do que disse.
— Sim! — Jessica concordou dando outro risinho. — Mas eles já estão juntos — Emmett e Rosalie, e Jasper e Alice. E moram juntos. — A voz dela continha todo o choque e reprovação de uma cidade pequena, pensei criticamente. Mas se eu fosse honesta, teria que admitir que até em Phoenix algo assim seria motivo de fofocas.
— Quais são os Cullens? — perguntei — Eles não se parecem...
— Ah, mas não são. O Dr. Cullen é bem jovem, tem uns 20 ou 30 e poucos. São todos adotados. Já os Halle são irmão e irmã, gêmeos — são os loiros — e vivem com eles.
— Eles não são um pouco velhos pra isso?
— Agora sim, Jasper e Rosalie já têm dezoito anos, mas vivem com a Sra. Cullen desde que tinham oito. Ela é tia deles ou algo assim.
— Isso é bem legal — deles cuidarem de todas essas crianças assim, sendo tão jovens.
— Acho que sim. — Jessica admitiu relutantemente, e fiquei com a impressão de que ela não gostava do doutor e da esposa dela por algum motivo. Com os olhares que ela dava na direção deles, imaginei que o motivo fosse inveja. — Mas acho que a Sra. Cullen não pode ter filhos. — ela disse, como se isso diminuísse a bondade deles.
Durante toda essa conversa, meus olhos iam e voltavam para a mesa onde a estranha família estava sentada. Eles continuavam olhando para as paredes e não comendo.
— Eles sempre moraram em Forks? — perguntei. Com certeza eu os teria notado em algum dos meus verões aqui.
— Não. — ela disse num tom de voz que implicava que isso era óbvio, até alguém recém chegado como eu deveria saber. — Eles vieram para cá dois anos atrás, vindos de algum lugar no Alasca.
Senti uma onda de compaixão, e alívio. Compaixão porque, apesar de serem lindos, eram de fora, claramente não eram aceitos. Alívio porque eu não era a única novata aqui, e certamente não a mais interessante.
Enquanto eu os analisava, o mais novo, um dos Cullens, olhou para mim e nossos olhos se encontraram, dessa vez com uma expressão evidente de curiosidade. Enquanto eu esquivava meu olhar, me pareceu que no dele havia alguma expectativa não alcançada.
— Qual deles é o garoto de cabelos castanhos avermelhados? — perguntei. Espiei com o canto do olho e ele ainda me encarava, mas não como os outros alunos tinham feito durante todo o dia — a expressão dele era meio frustrada. Olhei para baixo novamente.
— Aquele é Edward. Ele é maravilhoso, lógico, mas não perca tempo. Ele não namora. Nenhuma das garotas daqui são bonitas o suficiente para ele, aparentemente. — ela desdenhou, um caso claro de rejeição. Fiquei me perguntando quando ele tinha rejeitado ela.
Mordi o lábio para esconder um sorriso, e então olhei para ele novamente. Seu rosto estava virado para o outro lado, mas me pareceu, pelos músculos do rosto, que ele sorria também.......
- Isso é brincadeira não éh? Ele é por algum acaso o meu clone? Como assim,ele tem cabelo cor de bronze? — Edward perguntou.
- E eu que vou saber? Não foi eu que escrevi.- Emmett disse irritado.
- Desculpa por interromper continua vai.” Edward disse sério. Kkkkkkkkkkkkkk, a cara dele ta tão engraçada.
- Vou continuar.- Emmett disse e continuou a ler.
- O resto da semana foi sem novidades. Eu me acostumei á rotina das aulas. Na sexta eu já era capaz de reconhecer,se não nomear,quase todos os alunos da escola. Na ginástica,os garotos do meu timeaprenderam a não me passar a bola e a entrar rapidamente na minha frente se o outro time tentasse se aproveitar da minha fraqueza. Eu ficava alegremente fora do caminho deles.
Edward Cullen não voltou á escola.
Todos os dias eu observava ansiosamente quando os outros Cullen entravam na cafeteria sem ele. Então eu podia relaxar e aproveitar a conversa da hora do almoço. Na maioria das vezes a coversa era sobre uma viagem ao Prque Oceanográfico de La Push dentro de duas semanas que Mike estava planejando. Eu fiu convidada e tive que aceitar,mais por educação que por vontade. Praias têm que ser quentes e secas.
Na sexta eu já me sentia confortável entrando na sala de Biologia, sem me preocupar que Edward pudesse estar lá.
Até onde eu sabia,ele havia desistido da escola. Eu tentei não pensar nele,mas eu não podia suprimir totalmente a preocupação de que eu pudesse ser a responsável por sua ausência,por mais ridiculo que parecesse.......
“Mais o que foi que aconteceu com o Edward? Por que ele não esta mais indo pra escola?” Alice perguntou triste.
“Logo você descobre, deixa eu ler.” Emmett disse irritado. Coitado, toda hora algué interrompe ele.
“Eu decidí me permitir dar uma olhada para a mesa da família Cullen.
Se ele estivesse me encarando,eu iria faltar Biologia como a covarde que eu era.
Eu mantive minha cabeça abaixada e olhei pra cima por baixo dos meus cílios. Nenhum deles estava olhando na minha direção. Eu levantei a cabeça um pouco.
Eles estavam rindo. Edward,Jasper e Emmett todos eles estavam inteiramente cobertos com neve derretendo. Alice e Rosalie se afastaram enquando Emmett balançava o cabelo pingando dele na direção delas. Eles estavam aproveitando o dia de neve,igual a todo mundo- só que eles pareciam mais com a cena de um filme do que o resto de nós.
Mas,sem contar os risos e brincadeira,havia algo diferente, e eu não
conseguia apontar qual era essa diferença. Eu examinei Edward mais cuidadosamente. A pele dele estava menos pálida,eu decidí- talvez corada pela guerra de neve- os círculos embaixo dos olhos dele estavam muito menos visíveis. Mas havia algo mais. Eu refletí,
encarando,tentando notar a diferença.
\"Bella,pra onde você tá olhando?\",Jéssica se intrometeu,acompanhando
os meus olhos. Nesse preciso momento os olhos dele brilharam e se encontraram com os meus.
Eu deixei minha cabeça cair,deixando meus cabelos cairem pra cobrir meu rosto. Eu tinha certeza,no entanto,no momento que nossos olhos se encontraram, que ele não parecia severo ou hostil como ele estava da última vez que eu o ví. Ele parecia curioso de novo, insatisfeito de alguma forma.
\"Edward Cullen está te encarando\",Jéssica deu uma risadinha no meu ouvido.
\"Ele não parece estar com raiva parece?\",eu não pude deixar de perguntar.
\"Não\",ela respondeu parecendo confusa com a minha pergunta.\"Ele deveria estar?\"
\"Eu acho que ela não gosta de mim\",eu confidenciei. Eu me sentí enjoada. Eu coloquei minha cabeça abaixada no meu braço.
\"Os Cullen não gostam de ninguém...bem,eles não prestam atenção suficiente em ninguém pra gostar deles. Mas ele ainda está te encarando.\"
\"Pare de olhar pra ele\", eu sussurei.
Ela sorriu mas parou de olhar pra ele. Eu levantei minha cabeça o suficiente pra ter certeza que ela faria isso,disposta a usar de violência se ela se opusesse......
- Huahushuahsuahusa. Ta parecendo a Bella, quando esta envergonhada. — Edward começou a rir, fazendo com que todos rissem da minha cara.
- Não tem graça.- Eu disse triste.
- Não fica assim não. Eu te amarei mesmo você sendo burra.- O Edward disse sorrindo. O que será que ele quis dizer com isso? Que por um acaso eu sou burra?
- Posso continuar? — Emmett perguntou.
- OBVIO. — Todos gritaram, até Esme que estava sentada no sofá. Eu nem tinha visto ela entrar. Emmett sorriu e continuou.
“Pelo resto do horário do almoço eu mantive meus olhos muito cuidadosamente na minha própria mesa. Eu estava decidida a honrar o negócio que fiz comigo mesma. Já que ele não parecia estar com raiva
eu podir ir para a aula de Biologia. Meu estômago deu cambalhotas quando eu pensei em sentar perto dele de novo.
Eu não queria muito ir para a sala de aula com Mike como sempre- ele parecia ser um alvo popular para os atiradores de bolas de neve-
mas quando nós foi para a porta,todos menos eu gemeram em coro.
Estava chovendo,lavando todos os traços de neve, levando-a embora em uma tira de gelo que se estendia pela calçada. Eu levantei meu capuz,secretamente satisfeita. Eu estaria livre para ir direto pra casa depois da Ginástica.
Mike continuou uma sequência de reclamações no caminho para o prédio quatro.
Uma vez dentro da sala de aula, eu ví aliviada que a minha mesa continuava vazia. A aula não começou por alguns minutos e a sala zumbia com a conversa.Eu mantive os meus olhos longe da porta, batucando á toa na capa do meu caderno.
Eu ouví muito claramente quando a cadeira próxima a mim se moveu, mas os meus olhos se mantiveram cautelosamente no que eu estava fazendo.
\"Olá\",disse uma voz calma,musical.
Eu olhei pra cima,abismada porque ele estava falando comigo. Ele estava sentando tão longe de mim quanto a mesa permitia,mas sua cadeira estava virada pra mim. O cabelo dele estava pingando de tão molhado,desgrenhado- mesmo assim, parecia que ele havia acabado de gravar um comercial de gel pra cabelo. Seu rosto estonteante era amigável,aberto,um leve sorriso nos seus lábios indefectíveis. Mas seus olhos eram cautelosos.
\"Meu nome é Edward Cullen\",ele continuou. \"Eu não tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan.\"
Minha mente estava girando de tão confusa. Eu inventei a coisa toda?
Ele era perfeitamnete educado agora. Eu tinha que falar;ele estava esperando. Mas eu não consegui pensar em nada convencional pra dizer.
\"C-como você sabe o meu nome?\",eu gaguejei.
Ele sorriu um sorriso leve,encantador.
\"Oh, eu acho que todo mundo sabe o seu nome. A cidade inteira esteve esperando você chegar\"
Eu fiz uma careta. Eu sabia que havia sido algo assim.
\"Não\",eu insistí estupidamente.\"Eu quis dizer,porque você me chamou de Bella?\"
Ele pareceu confuso. \"Você prefere Isabella?\"
\"Não,eu gosto de Bella\", eu disse. \"Mas Charlie- quer dizer meu pai- deve me chamar de Isabella pelas costas- é assim que todos parecem me conhecer\",eu tentei explicar,me sentindo como a mais burra entre as burras.
\"Oh\",ele deixou sair. Eu olhei pro outro lado me sentindo estranha.
Por sorte,o Sr. Banner começou a aula nessa hora. Eu tentei me concentrar na experiência que faríamos na hoje. Os slides na caixa estavam fora de ordem. Trabalhando como parceiros de laboratório, nós tinhamos que separar os slides em tipos de raizes das espécies de células das fases da mitose que eles representavam e etiquetálas adequadamente. Nós não podíamos usar os nosso livros. Em vinte minutos ele voltaria pra ver quem havia acertado.
\"Comecem\", ele ordenou.
\"Primeiro as damas,parceira?\" Edward perguntou. Eu olhei pra cima pra vê-lo sorrindo um sorriso tão lindo que eu não podia fazer nada além de olhar pra ele como uma idiota.
\"Ou eu posso começar,se você quiser\". O sorriso sumiu;ele estava obviamente imaginando se eu era mentalmente competente.
\"Não\", eu disse ficando corada. \"Eu vou na frente.\"
Eu estava me mostrando,só um pouquinho. Eu já havia feito essa experiência,e eu sabia o que eu estava procurando. Só podia ser fácil. Eu coloquei o primeiro slide no lugar embaixo do microscópio e ajustei a lente para o objetivo de 40 X. Eu estudei o slide brevemente.
Minha avaliação foi confiante.\"Prófase.\"
\"Você se importa se eu der uma olhada?\",ele perguntou quando eu comecei a remover o slide. Amão dele segurou a minha, para me parar,
quando ele perguntou. Os dedos dele eram frios como gelo,como se ele tivesse colocado-a no gelo antes de entrar na sala de aula. Mas não foi por isso que eu puxei minha mão tão rápido. Quando ele tocou minha mão,eu sentí uma punção como se uma corrente elétrica tivesse passado por nós.
\"Me desculpe\",ele murmurou tirando sua mão imediatamente. No entanto,ele continuou tentando alcansar o microscópio. Eu observei ele,ainda vacilante,enquanto ele examinava o microscópio por um tempo ainda menor do que eu.
\"Prófase\",ele concordou,escrevendo cuidadosamente no primeiro espaço em branco da nossa folha de trabalho. Ele rapidamente trocou o primeiro slide pelo segundo,e então olhou curiosamente para ele.
\"Anáfase\",ele murmurou,escrevendo no papel enquanto falava.
Eu mantive minha voz indiferente.\"Posso?\"
Ele sorriu maliciosamente e me passou o microscópio.....
- Ai que fofo. — Alice disse interrompendo Emmett.
- Eu ainda não compreendo o porque de nossos nomes estarem nesse livro.- Eu disse séria.
- Eu também não. — Edward disse.
- Eu sei, mas depois eu conto. — Esme disse sorrindo.
- Bella. Se eu fosse um vampiro, você me amaria? — Edward perguntou.
- Obvio que sim. Eu te amaria mesmo que você fosse um alienígena.- Eu dissesorrindo, fazendo todos rirem.
- KKKKKK. Bella você é muita engraçada.- Emmett disse ainda rindo.
- Continua Emmett. — Alice disse pulando.
- Ok.- Emmett disse rindo.
- Uma voz baixa me disse que alguem estava comigo,e a voz era impossível não reconhecer. Duas mãos longas, brancas ficaram protetoramente na minha frente e a van parou a um palmo de distância de mim, as mãos grandes cabendo perfeitamente num vão profundo na lateral da van. As mãos dele se moveram tão rápido que ficaram fora de foco.
Uma delas estava de repente agarrando o fundo da van, e alguma coisa estava me puxando,empurrando minhas pernas como se elas fossem de uma boneca de trapo até que elas encostaram no pneu do carro com a pintura queimada. O baque de um som metáloco fez meus ouvidos doerem, e a van estava estabilizada no chão, vidro caindo no asfalto — exatamente onde minhas pernas haviam estado.
Tudo ficou absolutamente silencioso por um longo segundo antes da gritaria começar.Mas mais claramente que a gritaria, eu podia ouvir a voz baixa, desesperada de Edward no meu ouvido.
\"Bella? Você está bem?\"
\"Eu estou bem\". Minha voz soou estranha. Eu sentei sentar, e me dei conta que ele estava me apertando do lado do corpo dele com muita força.
\"Tenha cuidado\",ele avisou quando eu relutei,\" eu acho que você bateu bem forte com a cabeça\".
Eu me dei conta de uma dor pulsante centrada bem acima da minha orelha esquerda.
\"Au\", eu disse, surpresa.
\"Foi o que eu pensei\". \"A voz dele, incrivelmente, fez parecer que ele estav prendendo uma risada.
\"Como diabos...\" eu parei, tentando limpar minha mente,me orientar.
\"Como é que você chegou aqui tão rápido?\"
\"Eu estava parado bem ao seu lado, Bella\" ele disse, seu tom estava sério de novo.
Eu tornei a sentar, e dessa vez ele deixou, soltando o seu braço da minha cintura e escorregando pra o mais longe de mim que foi possível no espaço limitado. Eu olhei para a expressão preocupada, inocente dele e mais uma vez estava disorientada pela força dos seus olhos dourados. O que é que eu estava perguntando a ele?
E então eles nos encontraram, uma multidão de pessoas com lágrimas saindo dos olhos e escorrendo pelo rosto, gritando umas para as outras, gritando para nós.
\"Não se mexam\" alguém instruiu.
\"Tirem Tyler da van!\" outra pessoa gritou.
Havia um fluxo de atividade ao nosso redor. Eu tentei levantar, mas as mãos frias de Edward me puxaram pra baixo pelo ombro.
\"Fique quieta por enquanto\".
\"Mas está frio\", eu reclamei. Eu me surpreendí quando ele gargalhou baixinho.
Havia uma margem no som.
\"Você estava bem alí\", de repente eu lembrei, e a gargalhada dele parou na hora. \"Você estava perto do seu carro\".
A expressão dele ficou dura. \"Não, eu não estava.\"
\"Eu ví você\". Tudo ao nosso redor estava um caos. Eu pude ouvir a voz áspera de adultos se aproximando da cena. Mas eu obstinadamente me mantive na nossa discussão; eu estava certa, e ele ia ter que admitir.
\"Bella, eu estava em pé com você, e eu te tirei do caminho.\" Ele usou todo o poder imenso, devastador do seu olhar em mim, como se estivesse tentando me comunicar algo crucial.
\"Não\", eu apertei minha mandíbula.
O dourado dos seus olhos brilhou. \"Por favor, Bella\".
\"Porque?\" eu perguntei.
\"Confie em mim.\" ele alegou, a voz dele opressiva.
Eu podia ouvir o som de sirenes agora. \"Você promete que vai me explicar tudo depois?\"
\"Tá bom\" ele disse, subtamente exasperado.
\"Tá bom\", eu repeti enfurecida.............
- O Ed é o super man. Como ele fez isso? — Alice disse rindo.
- Alice, ele é um vampiro.- Rosalie disse rindo.
- E? — Lice perguntou.
- Esquece.- Rosalie disse ainda rindo.
-Vou continuar.- Emmett disse.
- 9.Teoria
-Bem...você disse que sabia que eu não tinha entrado na livraria, e que eu tinha ido para o sul. Eu só estava me perguntando como você sabia disso.\"
Ele desviou o olhar, deliberadamente.
\"Eu pensei que não estávamos mais sendo evasivos.\",eu disparei.
Ele quase sorriu.
\"Tudo bem, então. Eu seguí o seu cheiro.\" Ele olhou para a estrada, dando um tempo pra eu recompor minha expressão. Eu não conseguia pensar numa resposta aceitável pra isso, mas eu guardei a informação cuidadosamente pra estudá-la no futuro. Eu tentei me concentrar. Eu não estava pronta pra deixar ele terminar, justo agora que ele estava finalmente explicando as coisas.
\"E você também não respondeu uma das minhas perguntas\", eu lembrei.
Ele me olhou com desaprovação. \"Qual delas?\"
\"Como funciona- essa coisa de ler mentes? Você pode ler a mente de todo mundo, em qualquer lugar? Como você faz isso? O resto da sua família pode...?\" Eu me sentí uma boba, pedindo explicações pra uma coisa assim.
\"Isso é mais que uma\", ele apontou. Eu simplesmente entrelacei meus dedos e olhei pra ele, esperando.
\"Não, sou só eu. E eu não consigo ouvir qualquer um, em qualquer lugar. Eu tenho que estar pelo menos um pouco perto. Quanto mais familiar é a... voz de alguém, de mais longe eu posso ouví-la. Mas ainda assim, não mais longe que alguns quilômetros.\" Ele parou pensando. \"É como estar num corredor enorme e cheio de gente, todos falando ao mesmo tempo. É só um ruido- um zumbido de vozes no fundo. Até que eu me concentro em uma das vozes, e aí o que ela está pensando se torna claro.
\"Na maioria das vezes eu desligo todas- se não eu posso me destrair demais. E então fica mais fácil parecer normal\"-ele fez uma careta quando disse a palavra-
\"Isso quando eu não estou respondendo acidentalmente ao pensamento das pessoas e não á suas vozes\".
\"Porque será que você não pode me ouvir?\", eu perguntei curiosamente.
Ele olhou pra mim, seus olhos estavam enigmáticos.
\"Eu não sei\", ele murmurou. \"A única suposição é que talvez a sua mente não trabalhe da forma como a deles trabalha. Como se os seus pensamentos estivessem na frequência AM quando eu só posso ouvir Fm\".....
- O QUE? O ED LE MENTES? — Eu gritei.
- Sim. — Emmett respondeu.
- Isso é impossivel, vampiros não tem poder. — Alice disse pegando o livro da mão de Emmett. Emmett olhou pra Alice com um olhar de *Eu vou te matar, se não devover meu livro*, Alice sorriu e devolveu o livro. Emmett continuou a ler e ninguém enterrompeu.
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