Halloween Night Party

2 Welcome to My Labyrinth


Notas iniciais
Bem, aqui está o segundo capítulo, tive que dividi-lo em duas partes pois achei que ficou meio grandinho e resolvi cortar um pouco antes do que eu pretendia, assim posso acrescentar mais coisas ao próximo. Boa leitura! :)

"Uma risada estrondosa foi ouvida, fazendo-os se assustarem.

– Isso mesmo, meus queridos guerreiros... Parece que vocês são bem espertos. Mas por agora... Vamos brincar. — Uma voz sádica ecoou no quarto em que se encontravam."

~~*~~

– Q-Quem está aí?! O-O que foi isso?!

– Acalme-se Amy. — Jin tentou tranquilizá-la. — Vamos ficar juntos e tentar encontrar um modo de sair daqui.

– Jin está certo, mas devemos tentar não nos separar. Quem sabe o que pode acontecer com alguém sozinho. — Lin completou.

– Tá, digamos que sim... Por onde devemos começar? — Indagou Elesis.

– Rey, Dio.. Vocês têm alguma ideia? — Inqueriu a pequena maga.

– Bem... O quarto é deveras próximo daqui, mas ainda tem essa pessoa que está brincando conosco! — Zangou-se a imperatriz.

– Sabe o quê? Vamos achar essa pessoa e arrancar a cabeça dela fora! Ninguém brinca com a Grand Chase desse jeito e sai impune. — Exclamou Elesis com sangue nos olhos.

– Ei ruivinha, não é pra tanto também! — Sieghart tentou amenizar a raiva de sua descendente.

– Ele tem razão. — Ronan disse. — Podemos começar a pensar em algo... — Ele pausou e procurou com dificuldade os que nada haviam se pronunciado ainda. — Zero, Azin!

– Hum?

– Vocês não vão dizer nada mesmo? — Reclamou Ryan, com uma enorme gota na cabeça.

– Eu simplesmente acho que eu me viro melhor sem vocês. — Azin deu de ombros e virou as costas para o grupo com um sorriso sarcástico nos lábios. — Muitos são um estorvo agora sem habilidades.

– O que quer dizer com isso?! — Exaltaram-se aqueles que usam de magia.

– Exatamente o que vocês ouviram. — Respondeu em deboche. — Eu vou sair daqui sozinho.

Após sua última frase, seu vulto borrado saiu do mínimo campo de visão dos guerreiros.

– Já posso dizer que ele está morto? — Ironizou Lass. — Não sejam estúpidos, certo? Vamos apenas andar até encontrar algo.

Todos assentiram e logo começaram sua busca.

No primeiro momento, sentiram que estavam andando em círculos, já que toda vez que encontravam uma parede, eram forçados a ir para o lado. Até mesmo nos momentos em que tentavam pegar outro caminho senão os lados, se deparavam com algo bloqueando a passagem.

– Isso já é palhaçada! Não estamos chegando à lugar algum! — Bradou Elesis, extremamente irritada.

– Não adianta continuar andando, ela está certa. — Lin soltou um sonoro suspiro. — Alguma ideia?

Todos negaram e se encostaram na parede, pensativos.

O silêncio reinava naquele lugar, somente o som das respirações calmas estavam sendo ouvidos.

– Ora, isto não está sendo divertido! – Aquela mesma voz de antes se pronunciou. — Já vi que eu vou ter que esquentar as coisas por aqui.– Terminou sua fala dando uma risada mais que irônica.

Com isso, ruídos de metais se arrastando e baques surdos se alastraram pela sala.

– O-O que foi isso? — Lire perguntou, já temendo o que estaria por vir.

– Não sei, mas agora é crucial continuarmos juntos! — Exclamou o lutador.

– Tem razão Jin, mas o que va-

Amy fora cortada por um grito.

A autora do som estava agora se segurando para não cair em um fundo buraco.

– Holy! — Desesperaram-se eles, se aproximando da esverdeada.

– Estou bem, só me ajudem a subir! — Exclamou ela.

Assim fizeram, e neste momento portais surgiram abaixo de cada um dos guerreiros, sugando-os e levando-os para lugares diferentes.

Após todos estarem separados, a voz novamente soltou uma gargalhada, dizendo logo em seguida: "Comecemos com o labirinto!"

O desespero aumentou; muitos correram em pânico e outros apenas andaram calmamente, pensativos.

Amy era uma das desesperadas. A garota correu, batendo nas paredes a sua frente, até o momento em que bateu em uma cheia de espinhos. Com ambas as mãos sangrando, a rosada começou a chorar, mas nem por isso parou de correr.

Seu medo era evidente e sua persistência estava acabando, junto de seu fôlego. Recostou-se em uma parede e decidiu dar uma pequena pausa.

– Gente... — Choramingou. — Onde estão vocês...

Seus olhos estavam tão embaçados por causa das lágrimas que mal pode ver o facão sendo atirado em sua direção. Tentou desviar, porém ainda assim foi atingida. O objeto cortara metade de sua perna direita.

Seu grito sofrido ecoou por toda a sala.

– AMY! — Jin gritou ao reconhecer a voz da dançarina. — Não! Cadê você?! — Bradou preocupado.

Ele saiu em busca da garota, temendo o pior. Tentou pensar que ela poderia ter apenas se assustado ou qualquer coisa do tipo.

Mas era inútil.

Jin sabia que aquilo que eles estavam vivendo não era uma simples brincadeira de Halloween e sim uma grande diversão para um sádico com sede de sangue.

E o som dos gritos, ou melhor, a falta deles, preocupou-o mais ainda.

Demorou o que pareciam séculos, mas finalmente pode encontrá-la; entretanto não queria ter encontrado, ao menos não nesse estado. O lutador foi de joelhos ao chão, abismado com a imagem que via.

Sua amada, à quem planejava se declarar na festa de Halloween, ensanguentada. Os olhos abertos transmitindo puro terror, um corte enorme em uma das pernas e dois facões atravessados; Um no estômago e o outro direto no pescoço.

– Não... Não, Amy... NÃO!! — Gritou, com lágrimas escorrendo pela face. — Por que justo você... — Balbuciou com a voz fraca.

– Se incomoda tanto? Então junte-se a ela. — Uma voz cavernosa soou atrás de si.

Se virar foi algo que não deveria ter feito.

Avistou um enorme monstro com o rosto destruído e cheio de sangue, seu corpo com correntes e espinhos. Mesmo antes de conseguir ter alguma reação, sua cabeça fora cortada fora por um machado, caindo logo ao lado do corpo sem vida de Amy.

~~*~~

Holy se segurava para não chorar, corria sem nem ao menos ver por onde ia. O medo era a maior de todas as emoções que sentia no momento.

Escutara os gritos; sabia que algo muito ruim havia acontecido à sua melhor amiga e temia ainda mais o que poderia acontecer a si mesma. Ela, sem nem o martelo para se defender — afinal havia o deixado em seu quarto, não seria útil na festa e somente ocuparia espaço -, estava em um estado deplorável.

A paladina parou de correr e sentou-se no chão para descansar. Sua respiração estava pesada, seu nervosismo estava fazendo sua cabeça quase explodir e seu corpo inteiro tremer.

Então, ouviu-se um ruído.

– Qu-Quem está aí?! — Gritou ela, com a voz falhada. Não obteve nenhuma resposta.

À beira do desespero, a garota avistou um vulto se aproximando. O pânico tomou conta de seu corpo. O vulto estava cada vez mais próximo e a parede atrás de si fechou-se.

– Não! Não... Por favor! — Pediu desesperada.

Ela finalmente pode enxergar quem era o tal vulto e, por um momento, se permitiu relaxar.

– Azin! Ah, como estou feliz por ter encontrado alguém! — Ela foi em direção dele, abrindo os braços para um possível abraço.

Porém foi recebida com um sorriso psicótico e um soco no estômago.

– O-O que...? — Tossiu.

Voltou a se desesperar assim que viu que estava tossindo sangue e que possuía um corte fundo no lugar em que recebeu o golpe.

– Tch, você é muito barulhenta. — Azin gargalhou alto. — Farei com que fique quieta. Permanentemente. — E retornou com o sorriso psicótico, desferindo um soco em direção a cabeça da esverdeada.

Mas Holy se preveniu, colocando as duas mãos na frente. Ela conseguiu ver que ele estava usando uma luva laminada. E as lâminas que estavam acopladas à luva eram bem afiadas e um tanto longas. Todavia, eram longas o suficiente para atravessar uma das mãos da paladina.

– P-Por que você está f-fazendo isso? — Perguntou com dificuldade.

– Porque eu quero.

E a última coisa que ela pode ver fora um Azin respingado de sangue e com um sorriso maníaco nos lábios antes de ser derrubada com um chute e receber uma facada no coração.

– Menos uma. — Logo após seu sussurro, o garoto seguiu seu caminho sorrindo de forma macabra.

~~*~~

Após um longo tempo de caminhada, Mari tentava formar um mapa em sua cabeça daquele labirinto. Estava farta de andar e não encontrar nada; nem ao menos alguém.

Ela estava ciente que ali se encontravam armadilhas e outros perigos iminentes, mas continuava impassível.

– Isso sim é um tédio. — Murmurou a tecnomaga, cansada de buscar o nada.

– Tédio? Interessante você pensar desse jeito. — A mesma voz que assombrou Jin ecoou nos ouvidos de Mari.

– Sim, tedioso. — Virou-se, mirando o monstro de longe. — Eu não tenho medo de você.

A criatura soltou algo parecido com uma risada e avançou contra a azulada, ele segurava o mesmo machado que havia decepado a cabeça do lutador. Porém, o que não esperava era que Mari ainda possuísse algo para se defender.

Sim, ela estava com seu machado de Polaris.

A garota impediu o golpe colocando seu machado na frente e logo se virou, acertando em cheio a cabeça do monstro. O tempo em que ele cambaleou e quase caiu, foi o suficiente para que ela escapasse correndo.

"Tsch, maldita garota!"– A criatura que controlava o jogo pensava. — "Ao menos vai ficar mais divertido."

E então ela correu, correu tão rapidamente que não via por onde passava; levando-a trombar com algo, ou melhor, alguém. Preparou de imediato um ataque mas antes de o realizar, ouviu um grito.

– MARI, EI, CALMA! — Era Lin, seus olhos estavam brilhando por conta de algumas lágrimas que ameaçavam cair.

– Lin? Perdão. — Pediu a tecnomaga. — Por que você está chorando? — Perguntou com uma calma assustadora.

– Eu.. Eu vi.. — E então ela finalmente desabou, abraçando a menina à sua frente. — O Zero, Mari! Ele também está morto!

– O quê? Como?

– Eu estava an-andando... — Soluçou, tentando limpar as lágrimas que caiam descontroladamente. — Então encontrei ele caído em um buraco fundo e cheio de lâminas! Foi horrível! Estavam todos atravessados! — Mari devolveu o abraço, tentando acalmar a amiga.

– Nós vamos sair Lin, se acalme. — Disse a azulada. — Mas o que você quer dizer com "também"?

– E-Eu ouvi os gritos da Amy e da Holy, achei que estava perto delas, mas não consegui seguir o som. Depois de alguns segundos os gritos cessaram e eu acho que.. que elas... — Não conseguiu completar a frase, mordendo o lábio inferior contendo mais uma crise de choro.

– Certo, certo. — Suspirou Mari. — Vamos ficar bem, trabalharemos em conjunto e sairemos daqui.

A sacerdotisa sorriu tristemente.

– Qual nossa chance de sair daqui vivas? Existe alguma? — Perguntou cabisbaixa.

– Existe, por mais mínima que seja, ainda existe. — Respondeu séria, colocando a mão no ombro da grisalha. — Vamos andando, é perigoso ficarmos paradas.

~~*~~

– Dio, você tem certeza que é por aqui? — Rey perguntou pela enésima vez.

– Tenho. — Respondeu, levemente irritado. — Você também fez a canalização, como não consegue sentir a energia mágica dos outros?!

– Ora! A magia deles está totalmente bloqueada! Apenas consegui sentir a sua energia! — Bufou a asmodiana.

– Certo, não vou discutir com você já que não é momento para isso. — Revirou os olhos. — Venha, temos que... — Dio parou de repente.

– O que houve? — Perguntou ela, mirando-o.

– Ryan? Lire? — Ignorou sua amiga de infância e fitou os dois corpos parados à frente.

Foi um erro ter despertado os dois de seu estado vegetativo, já que, não eram mais os dois protetores da floresta que conheciam.

Seus olhos estavam opacos, suas peles brancas como a neve e os ossos estavam aparecendo, sua aparência poderia ser definida como "morta".

Era simplesmente horrendo.

– Temos que sair daqui Dio! — Rey exclamou em sussurro. — Eles já estão mortos!

– Eu sei, mas não temos para onde ir. — Respondeu firme, mostrando a parede que havia acabado de se formar atrás dos dois.

– E o que faremos?!

– Fique atrás de mim.

O asmodiano sacou sua Deathstar e partiu para cima dos mortos, golpeando-os no peito e, consequentemente cortando-os ao meio.

– Isso foi fácil. — Rey desconfiou, seguindo o amigo que havia ido em frente. — Fácil demais... GAAAH! — Gritou, ao sentir uma mão fria agarrar seu tornozelo e a derrubar no chão.

Chacoalhou sua perna freneticamente, tentando se livrar do aperto de Lire.

– Mas como?! — Exclamou Dio, cortando o braço da elfa. — São zumbis?

– Não, eles tiveram suas almas retiradas, não sentem e não agem por conta própria. Ganharam o sopro da vida junto de seus fios de marionete. Há alguém controlando os dois, como bonecos. — Respondeu ela, retirando a mão que ainda se encontrava em sua perna.

– Então não há um modo de os parar?

– Há. — Suspirou, se afastando do avanço de Ryan. — Cortando os fios que os controlam.

– E onde estão?

– Com a pessoa que lhes deu o sopro da vida. — Tirou o pó das vestes após se levantar. — Vamos, quanto antes acharmos o culpado disso tudo, melhor.

Notas finais
Eu não gostei muito do capítulo, não sei... Mas me digam o que acharam! Comentários são sempre motivadores e as críticas construtivas me ajudam a melhorar minha escrita! Reviews? :3