Notas iniciais
Ola, Novo capitulo, peço perdão pela a demora...É que eu fiquei sem ideais! Mas por fim a ideia veio e pude escrever! Espero que gostem!!!

Arthur abriu olhos notando a claridade que advinha da entrada da caverna, de início se sentiu meio confuso com o lugar aonde estava, um certo pânico o dominou, tentou se levantar, mas se viu preso por braços fortes. Aquilo o fez ficar mais assustado, se virou rapidamente e deu de encontro com o rosto ainda adormecido de Alfred, com aquela visão tudo veio à tona...A chegada no novo mundo, ter conhecido o seu noivo, que aliás estava deitado ali ao seu lado, a festa, a dança em torno da fogueira... A ida para a caverna... Sim, agora lembrava de tudo. Suspirou longamente, muita coisa tinha acontecido em menos de 24 horas, tinha muita em que pensar. Com dificuldade de desvencilhou dos braços do outro e sai da cama. Notou que as malas contendo suas roupas estavam colocadas no centro da caverna, contudo Arthur não queria se trocar ainda... Queria tomar um longo banho, algo que não o fez quando estava a bordo do navio, mas como iria fazer isso? Não podia sair da caverna com aquele sol tão forte... Não iria acordar o lobisomem que parecia tão relaxado na cama, resolveu explorar a caverna, adentrando mais nela. O som de água corrente logo o chamou a atenção, o pequeno vampiro seguiu o ruído se viu em uma pequena sala, que mais parecia um pequeno lago interno, a agua caia de uma cachoeira cuja água advinha das pedras da parede. Era alho lindo... Uma banheira natural.

–Será que posso me banhar aqui? –Perguntou, mas sabia que ninguém iria o responder, realmente queria se livrar de suas roupas sujas e relaxar em um bom banho e aquela era uma oportunidade tentadora. Se decidiu, começou a retirar a roupa e logo estava nu, correu para a lagoa e saltou dentro dela. A água era fria, refrescante... O vampirinho estava satisfeito, se encontrou em das pedras e começou a se banhar, enquanto pensava nos eventos passados... O que seria dele agora? Iria viver ali junto com os lobisomens? Nunca mais iria rever seus irmãos do outro lado do atlântico? Isso seria ruim...Amava a sua família, apesar deles nunca o permitiram sair do castelo...Agora tivera a oportunidade de ver várias terras, cruzar o oceano... Aquilo era excitante. Além disso, tinha agora o seu noivo, ele não era o que tinha imaginado...Definitivamente pensara que iria odiá-lo logo que o conhecesse, mas de fato aconteceu o inverso, não que estivesse apaixonado pelo o lobisomem... Acabara de conhecê-lo ! Não podia se apaixonar assim tão rápido, não é? Apesar de Alfred parecer já estar apaixonado por ele...

– Isso é confuso... – Disse em um resmungo, não odiava o outro, isso tinha certeza, e de certa forma não desgostava da atenção que o lobo estava lhe oferecendo, mas ama-lo e casar...Isso são coisas muito extremas!

–O que a minha mãe iria fazer se tivesse na minha mesma situação? –Perguntou a si mesmo fitando o teto da sala, um pequeno buraco permitia a entrada de luz, mas não o suficiente para causar danos no vampiro. Sua falecida mãe saberia guia-lo naqueles momentos, sempre fora uma mulher sábia, pelo menos pelo o que se lembrava... Ela tinha morrido quando Arthur ainda era uma criança, contudo as lembranças que tinha sempre era dela resolvendo os problemas da família, conseguindo apartar as brigas e ter conselhos sábios para todos... Quando ela morreu, parecia que a família ficou sem rumo, por algum tempo...Como se um vácuo tivesse se formado. Gregorio não era bom em ouvir os outros ou de tomar a responsabilidade de sua mulher, Arthur sabia...Afinal sempre tivera muitos conflitos com o pai... Até mesmo aquele casamento! Sim, o vampirinho não podia esquecer que fora obrigado a aquela situação!

“Seu pai sabe o que faz...Ele ama você... Tudo que ele faz é para te proteger!”

As palavras de sua mãe vieram a sua mente, sim...Ela sempre falava isso quando Arthur brigava com os eu pai...

–Mas me proteger de que...? –Suspirou massageando a testa, todo aquele pensar estava lhe dando uma dor de cabeça – Eu não preciso ser protegido...Sei me cuidar!

–Sei, mas te proteger ainda é minha função...

–Eh?! – Arthur se sobressaltou ao ouvir outra voz, se virou e notou um conhecido lobisomem encostado na entrada da pequena sala –A-Alfred?! Q-quanto tempo está aí?

–A pouco tempo... Percebi que saiu da cama, quando não senti o seu cheiro... Então farejei você até aqui! –Respondeu já tirando a roupa.

–E-e-e-e-espere! O que você está fazendo? –O jovem Kirland tentou olhar para outro lugar na caverna que não fosse o corpo semi-nu do lobisomem a sua frente.

–Me preparando para o banho...Não quer que eu tome banho vestido, não é mesmo? – Nisso Arthur pode ouvir os passos do maior, se aproximando da “banheira natural”.

–M-m-mas... V-v-você poderia esperar ...Eu terminar!

–Por que? Assim não seria divertido!

O som de alguém adentrando na água fez o menos ficar ainda mais nervoso, fechou os olhos e buscou nadar para um ponto mais distante.

–Ei! Não precisa ficar com tanta vergonha assim! –Riu alto o lobo –Afinal, somos ambos homens...

–S-sim...Mas também...Somos noivos! –Resmungou Arthur.

–Não se preocupe...Eu te prometi ontem que não iria tocar em você, de forma inapropriada, e te prometo aqui também...A mesma coisa! Não confias em mim? –Havia uma certo vestígio de dor naquela fala, isso fez com que o vampiro se sentisse culpado, pois de fato o outro não tinha feito nada enquanto estava dormindo.

–C-certo...-Nisso finalmente encarou o outro rapaz – Ao contrário de você...Não estou acostumado a compartilhar o banho com outro alguém... Na casa, cada um tem o seu banheiro!

–Ah, entendo... Mas se vai morar aqui, acho que terá que se acostumar com menos pudor! – Disse sorridente o lobisomem.

–Já notei... Vocês parecem que tiram a roupa por qualquer coisa...-Resmungou, bochechas coradas, se lembrou que para se transformar em lobos, eles devem tirar a roupa antes para que não as rasgue...

–Não por “qualquer coisa”! – Riu o outro – Mas devia agradecer por estarmos vestidos...Nossos antepassados andavam nus! Usar roupa foi algo mais recente...Devido ao aumento no número de humanos! –Informou.

–Hum... Entendo... – O vampirinho estava pensativo, viver ali seria uma mudança drástica em seu estilo de vida.

–Depois, quando o sol ficar mais fraco...Poderíamos caçar!

–Caçar?

–Sim! Caçar búfalos...Eles são comuns desta região! Uma excelente carne! –Arthur podia ver a boca do lobisomem se encher de água devido o pensamento em comida, nisso não pode conter um riso.

–Eu nunca participei de uma caça... Talvez eu atrapalhe vocês...

–Ora, por que iria atrapalhar? Eu vou adorar ter você ao meu lado! Posso te ensinar a caçar! Será divertido!

Arthur sorriu, talvez não fosse tão ruim assim viver ali...

–Sim...Acho que será um evento interessante...-Falou por fim, Alfred correspondeu o sorriso. Um silêncio confortável se fez entre eles enquanto se banhavam.

–Ugh... –Gemeu baixinho Arthur ao sentir uma pontada forte em seu coração, todo aquele papo de comida o estava deixando com fome, e não era a “fome” por comida normal...E sim por sangue. Vampiros necessitam de pouco sangue para sobreviverem e tais “refeições” podem ocorrer de maneira esporádica, duas vezes em uma semana... Ao contrário do muitas lendas humanas gostavam de enfatizar a apetite insaciável dos vampiros.

– Artie...? Está tudo bem? –Perguntou preocupado Alfred se aproximando um pouco do menor.

–N-não...Me chame de Artie...Já disse! E...E... Não é nada...Só estou com um pouco de fome...

–Se quiser eu posso pegar algumas maças e...

–Não esse tipo de fome... Alfred...- Disse meio ofegante, a falta de sangue causava um efeito dolorosos nos vampiros, tal como um doente sem o seu remédio... Necessitavam disso para sobreviver.

–Oh...- O lobisomem agora parecia compreender.

–Eu tenho que buscar o meu pai...Ele pode chamar algum dos servos humanos para eu beber um pouco do sangue deles.. –Disse se direcionando a beira da grande “banheira”.

–Estas louco, Artie?! Como irá sair com esse sol? E se for para pegar seus servos humanos lá no porto... Isso levaria horas!

–Mas...Eu tenho que comer...

–Pois muito bem... – O lobo puxou o fraco vampiro para o seu colo, Arthur soltou um gritinho de surpresa.

–O que...Você pensa que está fazendo?! –Rosnou.

Alfred não o respondeu, ao invés disso pegou o seu próprio pulso e o mordeu, seus dentes afiados romperam a pele e sangue começou a escorrer.

–...Alfred... –Arthur engoliu em seco, seu corpo ansiava em provar aquele líquido rubro e quente.

–Beba...- Ofereceu o lobisomem.

–Mas... – o vampirinho estava inseguro, compartilhar o sangue era algo meio íntimo, os servos tinham obrigação, mas fora isso, entre vampiros se torna algo pessoal... Além disso, Alfred era um lobisomem, ele deveria achar estranho ou mesmo repugnante compartilhar o sangue com seu antigo inimigo, não é mesmo?

– Eu não me importo... Sério! Eu te disse antes... Quero te proteger! Para isso, tenho que te alimentar... – Nisso aproximou o pulso machucado da boca de Arthur –Quero te ver saudável...Feliz... Por isso, coma...

Arthur corou... Saber que ele se importava tanto assim com ele...Suas inseguranças foram esquecidas, logo abriu a sua boca, seus caninos cresceram, e por fim mordeu a pulso já ferido. Alfred soltou um pequeno gemido de dor. O vampiro começou a lamber e sugar o sangue, se deliciando com o gosto exótico que lhe adentrava a boca.

–A-Arthur...-Alfred agora gemia, mas não mais de dor... Ver o menor o lambendo era algo bem erótico.

–Hum...? – Arthur se afastou do pulso, já satisfeito, lambia a ferida vendo-a se fechando aos poucos e curando... Lobisomens tinham essa habilidade, afinal. O jovem Kirkland tinha o rosto ainda todo corado, sua mente parecia adormecida... Isso as vezes acontecia quando se alimentava... Seu corpo fica mais quente...Às vezes quente até demais...

–Artie...Está satisfeito? Queres mais? –Perguntou o lobo meio preocupado com a falta de respostas do menor.

–Oh...E-está tudo bem...-Disse Arthur, cruzando as pernas rapidamente sentindo algo ficando ereto.

“Pelo conde Drácula! Eu estou tendo uma ereção...Eu sei esse é um dos efeitos da alimentação por sangue...Mas eu nunca tive isso! No máximo eu fico meio desnorteado ou me sentido quente...” Pensou desesperado, estava no colo do lobisomem...Será que ele iria notar tal situação constrangedora?

–Tem certeza? Você está muito vermelho... Será que o meu sangue te fez mal? –Ele estava realmente preocupado.

–Não...Não...O seu sangue...Foi um dos mais deliciosos que já provei...-Confessou corando ainda mais.

–Bom... –Sorriu o lobo –Acho que isso deve ser um elogio...Se advém de um vampiro, não?

–Mas ou menos...-Tentou sorrir, mas a excitação só parecia aumentar.

–Mas...Você não parece bem... – Nisso Alfred puxa o menor mais ainda em seu colo, um gemido alto de prazer foi emitido por Arthur, este tapa a boca rapidamente envergonhado.

–A-Artie...? –Agora o lobisomem estava confuso com aquela reação.

–N-não...Ligue...Às vezes...Depois que bebemos sangue temos algumas reações adversas...Como ficar meio desorientado, aumento de temperatura corporal...Em alguns casos, nós ficamos excitados... Mas isso logo passa... Então, se você pudesse se afastar de mim...-Pediu, encabulado.

– Espere...Você está querendo dizer...Que está excitado? –Nisso um sorriso se fez nos lábios do lobo, algo que o vampirinho não gostou nem um pouco.

–E-eu...N-não tenho culpa! É um dos efeitos! –Tentou se defender.

– Hum...O problema é que... – Alfred pegou a mão do vampiro e a trouxe para dentro da água o guiando para as entre as pernas do lobo, Arthur não sabia como agir... Não entendia aquela ação, mas logo sentiu algo duro e quente... –Eu também estou excitado...

–Pelos deuses morcegos... –Sussurrou, estava tocando na ereção do lobo?! Mas...Por que estava também excitado?

–Acho que...Já que temos o mesmo “problema” podemos nos ajudar...Não é mesmo?-Disse Alfred causando uma nova onda de calor no vampirinho. Será que era devido ao sangue recém tomado? Será que sangue de lobisomens eram mais fortes do que dos humanos? Ou...Ou era outra coisa que ocasionava tantos efeitos no menor...

–M-Mas...E-eu...- Não sabia o que responder, porém Alfred não o deixou continuar a falar, tomou a ereção de Arthur em suas mãos, por debaixo d´agua, causando um grande estimulo no vampiro.

– Shhh... Não se preocupe... Prometo que você vai gostar...-Nisso Al começa a massagear o membro do seu noivo.

–A-Alfred...Ahhh...- Arthur queria contar a sua voz, mas o gemidos pareciam ter vontade própria a saiam de sua boca com frequência cada vez maior.

–Artie...Por favor...Faça em mim também...-Pediu, sussurrando no ouvido do outro. Aquela voz grossa e ofegante gerou mais calafrios no corpo já quente e excitado de Arthur.

–S-sim...-Debilmente Arthur começou a movimentar a sua mão sobre o membro do maior, não tinha experiência nisso, de fato nunca tinha se masturbado antes... Sentia meio embaraçado com sua evidente inexperiência.

–Ah...Bom...- Gemeu o lobo, isso trouxe um certo alivio no vampirinho, pelo menos parecia estar fazendo algo correto...

Os dois continuaram a movimentar as mãos...Tentando conferir mais prazer a um ao outro. Gemidos de ambos eram ouvidos e pareciam ressoar pelas paredes da caverna, aumentando o som... Arthur se sentia mais excitado e embaraçado com aquela situação.

–Ah...Ah! Alfred! –Gemeu, ao sentir uma pressão no seu baixo ventre- Acho que vou...

–E-eu também... –Rosnou o lobo, aumentando o grau da masturbação –V-vamos...Juntos...

–Aham...Ah! Ah!

Mãos movimentavam mais rápidos...Pareciam competir por quem dá mais prazer... Por fim, ambos sentem chegar ao limite e gozam... Expelindo seu gozo na agua...

Os dois se calam, ofegantes. Testa suadas se tocam...

–N-nós ...S-sujamos a água...- Notou o vampiro, corando novamente.

–Está tudo bem... Logo irá dissipar... Esse pequeno lago é exclusivo de minha caverna...Não precisa se preocupar...

–O-ok...- Disse, agora não sabia mais o que dizer, acabaram de fazer algo extremamente íntimo....Algo que Arthur não entendia como tinha permitido o outro fazer...

–A partir de agora...Só poderás beber o meu sangue! –Falou Alfred, surpreendendo o jovem Kirkland devido a seriedade do seu tom, era como fosse uma ordem?

– Hum... C-certo... –Concordou Arthur, afinal, já basta um ter visto aquele lado seu... Não precisava de toda a alcateia o vendo daquela forma...frágil e excitado.

–Bom... – Alfred abraçou o menor, parecia estar bastante satisfeito.

O vampirinho ainda ficou um pouco pensativo...

“Se eu não gostasse dele...Eu não o teria deixado me tocar de forma tão intima... Eu teria ficado bravo e teria me defendido...Mas ...Eu nada fiz...Só deixei que ele fizesse o que quisesse comigo...Não sinto nojo pelo que fizemos...” Concluiu em pensamento...Contudo, logo corou mais...

“ Isso significa que eu também estou me apaixonando por Alfred?”

–Ei...Artie... Você está corado de novo...Ainda está sentido os efeitos do sangue? –Perguntou o lobo com um sorriso travesso nos lábios.

–NÃO! Eu estou muito bem, obrigado! – Resmungou fazendo biquinho.

–Pena...Gostaria de te “ajudar” novamente... –Suspirou.

–Não abuse de sua sorte...Cachorro...

–Artie...Eu já disse que sou um lobo, acho que lhe devo punir por isso...- Nisso o vampirinho sentiu as mãos do seu noivo em sua cintura.

–A-Alfred ...O que está...Está fazendo?

–Quero ver se... Vampiros sentem...Cócegas... –Antes que o menor pudesse responder o “ataque” de cócegas já tinha começando, Arthur começou a rir de forma descontrolada...

–A...Alfred! P-pare! –Suplicou em meio a risos.

–Só que se admitir que sou um lobo...O mais lindo e atraente...E que se sente atraído por mim! –Disse em um tom orgulhoso.

–N-não! Nunca! –Respondeu o menor, irritado e com as bochechas rubras.

–Então...Vou continuar! –Sorriu divertido, voltando a intensificar o ataque.

“Idiota... Não...Não vou admitir isso em voz alta...” pensou o vampirinho, embaraçado, preferia as cócegas!

O som de risadas ecoavam na caverna...

A alegria e o romance também pareciam ressoar pelas paredes daquela caverna...

O amor...Estava, aos poucos, nascendo....

Notas finais
Arthur...Acho que a excitação não fruto do sangue que você tomou.... Heheheh O próximo capitulo será direcionado aos Pais, Greg e Max? Confesso que de inicio eu nem iria colocar um romance com relação a esses personagens, mas ele acabou acontecendo!!! Bem, até a próxima!