Halloween

1 Capítulo 1


Haddonfiel – Illinois – 29 de outubro de 1981.

- Estudo o caso de Michael Myers há quinze anos e posso garantir a todos que é a morte agindo dentro daquele corpo. Michael é um espectro movido pelo ódio e pela sede de vingança, não existe humanidade dentro dele, não mais. – Disse o Dr. Samuel Loomis em uma de suas palestras na universidade de Haddonfiel.

- Dr. Loomis o senhor acredita que Michael Myers tem consciência de seus atos? – perguntou uma repórter, se levantando de uma cadeira e esticando um gravador para qualquer que fosse a resposta do Dr.

- Michael Myers não tem noção do que é certo ou errado, moral, ética, como eu disse é a morte agindo dentro daquele corpo. – afirmou Loomis. A repórter assentiu positivamente com a cabeça e voltou a sentar em sua cadeira.

- Mais alguma pergunta? – perguntou Loomis.

- O senhor se sente responsável pela morte das 13 pessoas mortas por Michael Myers?

- Não, mas tenho enorme compaixão pelas famílias das vitimas.

- O senhor culpa o sanatório Smith’s Groove por não ter segurança suficiente para manter seus pacientes, especialmente alguém como Michael Myers?

- Finalmente uma pergunta que ainda não fizeram. Não, não culpo o sanatório Smith’s Groove, não é o lugar mais agradável do mundo, mas, podem acreditar, é seguro! Mas para alguém como Michael Myers é necessário segurança máxima com monitoramento de vinte e quatro horas por dia.

- Mais uma pergunta! O senhor acha que Michael Myers vira atrás de Laurie Strode novamente?

- rezemos para que não, acabamos por aqui! – disse Loomis afim de não prolongar mais delongas.

- Dr. Loomis! – chamavam ao mesmo tempo causando alvoroço, parecendo uma sinfonia desajeitada.

Samuel Loomis ignorou os repórteres histéricos e deixou a universidade de Haddonfield, pegou seu carro no estacionamento e saiu em direção a delegacia de policia.

Loomis foi surpreendido por um policial assim que chegou a delegacia.

- Dr. Loomis o xerife estava querendo falar com o senhor! – disse o policial ajeitando o coldre.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntou Loomis saindo do carro.

- Acho que o senhor vai querer ver isso!

Assim que entrou na delegacia Samuel Loomis foi recebido pelo xerife Ben Meeker.

- Onde esteve? – perguntou Ben.

- Estava ocupado, o que aconteceu xerife?

- Enquanto você estava ocupado com seja lá o que for, seu paciente ressuscitou dos mortos para aprontar mais uma. – disse Meeker rindo com sarcasmo.

- Michael Myers? O que ele fez? Onde ele está? – perguntou Loomis tentando compensar o corpo com o pouco de ar que lhe restava nos pulmões.

- Calma Doutor, uma pergunta de cada vez. – disse o xerife pegando uma prancheta com anotações.

- De acordo com esse relatório, Michael Myers foi visto hoje pela manhã perto da casa de Laurie Strode.

- O que vocês fizeram?

- Mandamos um carro patrulha.

- Só isso? – Loomis perguntou desapontado.

- Recebemos essa informação por telefone.

- Quem fez a ligação?

- A pessoa que fez a ligação não quis se identificar, disse que era por segurança própria, mas creio que foi algum tipo de brincadeira de mau gosto, afinal Michael Myers está morto.

- Não, não está! – afirmou com convicção.

- Doutor, Michael Myers está morto, morreu carbonizado no Haddonfield Memorial, o senhor arriscou a sua vida para matá-lo e para salvar a de Laurie Strode. – disse como se tentasse ajudar alguém com Alzheimer a se lembrar do que fizera pela manhã.

- Está vendo essas cicatrizes? De nada valeram, pois Michael está vivo e vira atrás de nós para terminar o que começou há tempos. – Respondeu sem paciência. – Que Deus nos tenha. – balbuciou para si próprio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.