Halfway There

5 Capítulo 5 - Training and confessions PART.2


Notas iniciais
Hey! Pia aqui!
Esse capítulo ficou meio tenso... E SraHenderson espero que goste! E vocês leitores também!
BTKisses na bunda ♥

A conselheira apareceu e uma notícia nada boa veio com ela.

- Aitsu, posso falar com você? — A conselheira, Aubrey chamou a minha atenção.

- Claro. — Sorri. Fui até um canto com Aubrey, e deixei as meninas rindo da cara de tontos dos meninos. Era bem engraçado.

- Hã... Aitsu, ou Jade, não sei como te dizer isso... — Aubrey falou em uma voz de tristeza. Fiquei preocupada.

- Aubrey, o que foi? Está me deixando preocupada. — Falei.

- São notícias sobre sua mãe.

- Da minha mãe? Como ela está? Ela mandou alguma coisa para mim? — Fiquei animada.

- Aitsu... Me desculpe... Mas, sua mãe conseguiu uns dias de folga para vir no seu aniversário. E bem... Aconteceu um imprevisto no trabalho, o chefe se irritou, e ele tinha uma arma...

- Não me diz o que estou pensando. — Comecei a ficar fraca...

- Aitsu, sua mãe morreu. — Aubrey abaixou a cabeça.

- Mas o que? — comecei a chorar. — Não. Não... Não. — Disse me afastando. — Aubrey, me tira daqui...

- Se acalme, okay? — Ela me abraçou. — Você vai morar agora com seu pai.

- O que? — Agora sim estou desesperada. Se eu já insinuei, eu não gosto do meu pai. Ele traiu minha mãe, nos deixou na rua sozinhas e ainda com Jasmine bebê. Ele se tornou um estranho para mim...

- Desculpe... — Aubrey se afastou.

- AUBREY! — Gritei. — Posso sair daqui? Não estou com muito ânimo depois dessa notícia...

- Não dá. Você terá que terminar o treinamento agora, depois vocês voltarão.

Aubrey saiu, sequei minhas lágrimas e fui até as meninas.

- Voltei. — Sorri. Tentava fazer que estava tudo bem...

- Aitsu, o que faremos agora? — 'Nina' perguntou para mim.

- Não sei.

- JÁ SEI! — 'Lottie' estalou os dedos. — Alguém tem alguma dúvida sobre tudo?

Todos levantaram as mãos.

- Não isso não é uma pegadinha. — Nina riu. Ela leu as mentes deles.

- Olha, qual de vocês é bem rápido? — Lottie perguntou.

- Bem, o James é bem rápido. — Carlos disse.

- Ah, então venha, James. — Lottie o chamou e ela levou na campo, a parte onde ficava a pista de corrida.

- Quem aí, sabe, como posso dizer, prever algumas coisas que acontecem das pessoas, ou, já acertar o sentimento das pessoas? — Nina perguntou.

- O Carlos. — Logan e Kendall falaram ao mesmo tempo.

- Venha. — Nina o levou a uma mesa.

- Bem. Então vocês ficam comigo... — Falei. — Quem tem mais força e quem acaba fazendo coisas fora do comum?

- O Logan, é meio forte. — Kendall disse.

- Meio? — Comecei a rir. — Tá. Então, você já falou alguma cisa, e acabou acontecendo? — Perguntei para Kendall.

- Acho que sim...

- Tá. Os dois venham comigo. — Falei levando até uma parte, onde ficava uns pesos e uns livros de feitiços. — Kendall vai até a parte dos livros. E Logan vai na parte ali do peso.

Os dois foram até onde eu pedi.

- Logan, consegue segurar isso daqui? — Peguei um peso, mas muito pesado para ele. Para mim é muito leve. — Tente.

Logan tentou pegar o peso, mas conseguia um pouco.

- Tá. Se concentre. Pense positivo, aí você consegue. — O ajudei.

Logo, Logan conseguiu. Estou impressionada.

- Legal. — Sorri. — Ei, Kendall. Sabe, esse livro que está na sua frente? — Ele assentiu. — Então, o abra na página 58, e leia o feitiço que está escrito.

Kendall leu o feitiço. Não dando muito certo. Apareceu um bode... Igual o que eu fiz.

- Tente novamente. Só pense no feitiço. — Falei.

Logo ele fez o feitiço. E deu muito sucesso.

- Vocês foram bem! — Sorri animadamente. — Se quiserem vão treinando aí. Escolham alguma coisa e tentem.

Eu achei até que divertido. Os meninos me contaram várias coisas legais, e piadas. Mas, nada vai tirar no que aconteceu.

*2 Horas Depois*

Sim, o treinamento são 2 horas. Logo, Aubrey veio, e tirou os meninos do nosso mundo, e nós também. Ela nos tele-transportou para nossas casas.

Ao chegar, me joguei no sofá, e comecei a chorar.

- O que aconteceu? — Jas chegou mais perto de mim.

- Jas... Não tenho notícias boas. — Fiquei sentada no sofá, e ela se sentou ao meu lado. — A mamãe... A mamãe...

- A mamãe, o que? — Ela se irrita fácilmente, igual eu.

- A mamãe morreu, Jas.

- O que? — Lágrimas saiam dos olhos dela. Me dava muita pena... Nunca vi Jas desse jeito. — E-e-e quem vai fi-car com a gente? — Jas soluçava.

- O papai. — Fiquei emburrada.

- O papai? — Jas sorriu. Ela nunca conheceu o papai, a última vez que ela o viu, ela só tinha 11 meses. Ela nem se lembra do rosto dele. — Finalmente, conhecerei o papai?

- É. — Me levantei. — Infelizmente.

- Para você é infelizmente, mas conhecer o papai, sempre foi um sonho para mim.

- E o que você sabe, Jasmine? Ele é uma má pessoa!

- Para mim não é! — Ela se levantou.

- Não é? — Comecei a rir. — Jasmine, se ele fosse uma boa pessoa, não trairia a mamãe, e não nos deixaria sozinhas na rua! A mamãe nos criou totalmente sozinhas!

- Por que não gosta dele? Ou melhor, o odeia?

- PORQUE, NÃO SERIA LEGAL, SE ELE TE DESPREZASSE A VIDA INTEIRA! — Berrei chorando. — Você gostaria, que seu próprio pai, nunca acompanhasse sua vida... Ele perdeu meus aniversários. E, o pior, a mamãe, também quase não acompanhou a minha! Era só trabalho para ela! Tentava nos sustentar!

Jasmine chorava e permanecia calada.

- Se não fosse a Aubrey, eu estaria te criando agora! Sendo responsável! Entenda, Jas! Ninguém liga para a gente!

- NINGUÉM LIGA? — Jas se zangou. Se dirigiu até as escadas. — PENSE BEM, JADE! PENSE BEM! MINHA VIDA NÃO É IGUAL A SUA! NÃO TENHO MOTIVOS PARA ODIAR O PAPAI, OU ATÉ NÃO GOSTAR DA MAMÃE! EU SEMPRE OS AMAREI! — Ela subiu as escadas, e depois só escutei a porta se bater fortemente.

Comecei a chorar. A campainha tocou. Sequei as minhas lágrimas e fui atender.

- Oi, filhinha. — Vi o meu pai. E logo fechei a porta na cara dele. — Jade?

- CAI FORA! — Berrei.

- Jade, deixa eu entrar!

- NÃO! — Me sentei no sofá. Depois vi meu pai ali na sala. — Como entrou aqui?

- Você sabe que tem uma porta dos fundos. Ou não? — Ele sorriu e se sentou ao meu lado. Me afastei e fiquei na ponta do sofá. — Ainda brava?

- Sim. — Bufei.

- Filha, me desculpe.

- DESCULPAR, POR QUÊ? — Me levantei. — POR ME ABANDONAR DURANTE A MINHA VIDA INTEIRA E DEPOIS DEIXAR EU, MINHA MÃE, E A JASMINE NA RUA?

- Eu posso explicar.

- VAI, LÁ! EXPLICA! MAS FALE SOZINHO! NÃO TENHO NADA PARA ESCUTAR! — Comecei a chorar novamente.

- Filha, não chore. — Ele se levantou. — Eu senti falta de você e sua irmã. Até de sua mãe.

- SENTIU SAUDADES? VOCÊ NUNCA LIGOU OU MANDOU UMA CARTA! NUNCA PERGUNTOU NADA! NUNCA LIGOU PARA A MAMÃE! NEM PARA MIM! — Fui até a escada. — Se quiser falar com alguém, fale com a Jasmine. Já que ela te adora tanto. JASMINE!

- Filha, espere! — Meu pai me puxou antes que subisse.

- POR QUÊ?

- Porque, eu quero te falar, umas coisas.

- O que foi, chata? — Jasmine desceu as escadas e logo viu o papai. — PAI! — Ela sorriu e pulou nos braços dele.

- Oi, Jas. — Ele sorriu. — Eu queria falar umas coisas para você e sua irmã.

- O que? — Ela sorriu.

- Esperem aqui. — Meu pai abriu a porta e saiu um instante.

- Por que não havia me chamado? — Ela perguntou. Fiquei calada. Não queria aquele homem na minha casa.

Vi meu pai entrando com uma mulher e um bebê em suas mãos.

- Conheçam a Sasha, sua madastra. — Ele apontou para a mulher que tinha um bebê em suas mãos.

- MADASTRA? — Eu e Jasmine perguntamos juntas.

- É. — Ele sorriu. — E esse é o David, o irmão de vocês. — Ele apontou para o bebê, que aparentava ter uns 2 anos de idade.

- SÉRIO? — Fiquei irritada. — VI QUE VOCÊ NÃO MUDOU NADA! — Bufei. E fui até meu quarto.

Olhei para a janela, e vi Logan ali. Ele pegou uma folha e uma caneta e escreveu alguma coisa ali. Depois ele mostrou a folha.

"Por que você está chorando? " — Li em voz alta o que estava escrito.