Notas iniciais
Esta é a primeira vez que escrevo uma fic.
Espero que leiam e que gostem! :)

Felicity Smoak POV (Point of View)

“Por causa da vida que levo, acho que é melhor não ficar com alguém com quem eu me possa importar.”

As palavras do Oliver ficaram a pairar sobre a minha cabeça durante o percurso que fiz de regresso a casa.

Eu sei que ele não me deve justificações e que a nossa relação não passa de amizade.

Ele pode dormir com quem quiser e divertir-se com quem lhe apetecer, mas a verdade é que ele dormir com a Isabel incomodou-me.

Não por estar com ciúmes, mas porque acho que ele merece uma pessoa melhor que ela.

Ele merece alguém que o perceba, que o aceite por inteiro e não apenas por ser o “Oliver Queen, CEO da Queen’s Consolidated”, o eterno “party-boy”.

Eu sei que ele é muito mais que isso.

E sei também que sou a única a quem o Oliver pode realmente chamar amiga, pois só eu e o Dig sabemos quem está por trás da fama de “party-boy” que o Oliver adquiriu ao longo dos anos.

Gostava de perceber o porquê dele me ter dito o que disse.

Será que ele se estava a referir à Laurel? Ou será que ele estaria a falar de mim?

Eu sei que ele se preocupa com a minha segurança e que está sempre pronto a proteger-me, mas porque é que ele diria que não pode estar com alguém com se possa a vir importar?

A identidade do Arqueiro está bem protegida, ninguém desconfia que é o Oliver, portanto, para o mundo, eu não passo da nerd dos computadores, neste momento, assessora do Oliver na empresa que ele gere.

Num mundo normal, eu passo despercebida e ninguém se preocupa em usar-me para chegar a alguém.

Acabei agora mesmo de chegar a casa.

Após ter saído da empresa ainda fiz uma paragem num restaurante de fast-food que fica aqui perto.

Depois dos acontecimentos de hoje, não tinha grande cabeça para cozinhar.

Abro a porta de casa depois da minha guerra diária com a carteira para encontrar as chaves.

Porque é que trago uma carteira tão grande com tanta tralha aqui dentro?

Pouso a carteira no bengaleiro e deixo as chaves em cima da mesa.

Dirijo-me à cozinha, tiro a comida do saco e ponha-a num prato. Pego num copo e deito-lhe um pouco de vinho tinto, fazendo o percurso até à sala, rezando para não tropeçar pelo caminho.

Conhecendo-me como conheço, chegar intacta à sala vai ser um desafio interessante.

Ando os poucos metros que distanciam a cozinha da sala sem acidentes.

Sento-me no sofá, coberta por uma manta, e ligo a televisão de forma a tentar distrair-me e a bloquear as perguntas que me surgem quando penso no Oliver.

Parece que não passa nada de jeito na televisão, mas parei de mudar de canal quando vi que estava a passar um filme.

Claro, tinha que estar a passar uma comédia-romântica. Não me apercebi do nome do filme, mas sei que no final estava a rir e a chorar, uma mistura estranha, mas que acontece comigo muito frequentemente quando vejo filmes e eles têm finais felizes.

Levanto-me do sofá com calma e regresso à cozinha para lavar a louça que tinha utilizado para o jantar.

Ligo a música para quebrar o silêncio que se instalou na divisão e começo a arrumar a cozinha, quando sou surpreendida pelo toque do meu telemóvel.

- Felicity. – Ouço a voz do Oliver do outro lado da linha e deixo cair ao chão o prato que tinha na mão, vendo-o a partir-se aos meus pés -Porra- digo esquecendo-me que tenho o Oliver do outro lado da linha -Felicity- repete Oliver novamente chamando-me à terra- Está tudo bem? Eu sei que é tarde mas temos um problema e preciso da tua ajuda.

- Oh, olá Oliver. Não estava à espera que me ligasses tão tarde. – Respondo surpreendida. – Sim, está tudo bem, só me assustei com a chamada e deixei cair um prato ao chão que se partiu aos meus pés. — Respondo muito rápido sem saber se ele percebeu sequer o que eu disse. – O que se passa? Qual é a urgência? – Pergunto.

- A minha irmã, a Thea, o Roy ligou-me a dizer que ela saiu do clube e ainda não chegou a casa- diz Oliver tentando manter a calma.- Tu sabes os perigos que existem na cidade Felicity, preciso da tua ajuda para a encontrar antes que algo de mal lhe aconteça. Preciso que faças a tua magia nos computadores para descobrir o paradeiro da Thea.

Ainda estava a assimilar a informação, era tarde e já estava com um pouco de sono, mas não podia recusar um pedido do Oliver. Não quando a irmã dele pode estar em perigo.

- Claro que te ajudo Oliver- Digo acabando de analisar a situação- mas já está tarde, e como sabes, eu não tenho carro e não me parece que vá sair a esta hora sozinha e apanhar transportes públicos- digo atrapalhando-me toda enquanto falo, e pensando que tenho esta tendência quando falo com o Oliver- preciso que peças alguém para me vir buscar senão for incomodo.

Do outro lado da linha consigo perceber que o Oliver, apesar das circunstâncias, estava divertido com a minha atrapalhação.

- Sim Felicity, eu já passo aí para te ir buscar- ouço Oliver dizer do outro lado da linha- dispensei o motorista hoje, por isso vais ter que me aturar- responde divertido- estou aí dentro de meia hora. Até já.

-Até já. Respondo- e ouço o telefone desligar-se do outro lado da linha.

Claro, depois do dia de hoje e das perguntas que pairam sobre a minha cabeça, ainda ia ter que dividir o carro com o Oliver. Isto não podia estar a correr melhor.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem e digam o que acharam! Fico à espera das vossas opiniões para continuar a postar! Obrigada! :)

P.S.: Não se admirem com a forma como escrevo, escrevo no Português de Portugal, porque sou portuguesa. :b