Notas iniciais
Olá! Depois de um hiatus que parecia interminável, cá estou eu novamente! :) Espero que vocês gostem deste novo capítulo, caso ainda esteja alguém aí do outro lado à espera. Obrigada por todos os comentários e muito obrigada a Leley pela minha primeira recomendação! :D Agora, vamos lá publicar o novo capítulo! :D

(Felicity ON)

Subimos ambos ao meu quarto para nos trocarmos.

Enquanto o Oliver veste a sua roupa, eu vou rapidamente a casa de banho passar o rosto por água e lavar os dentes, passando antes pelo meu guarda-vestidos, pegando numa saia preta e branca e numa camisola sem mangas preta.

Demoro pouco tempo a vestir-me e a arranjar para sair, e passados poucos momentos eu e o Oliver descemos as escadas em direcção a porta de entrada onde o inspector Lance e os seus homens nos esperavam.

– Oliver, – começo eu, parando no cimo das escadas – não precisas de ir comigo para a esquadra. Eu consigo dar o depoimento sem problemas, o teu segredo não vai ser exposto, pelo menos não por mim e nem que me ponham sobre tortura. – Penso que devia ter omitido a última parte mal acabo de falar mas agora não há nada a fazer.

– Felicity, tu achas mesmo que eu vou contigo a esquadra porque estou preocupado com que tu desvendes o meu segredo? – Pergunta o Oliver olhando-me nos olhos. – Não sejas tola, eu sei que tu nunca farias tal coisa. Eu vou porque estou preocupado contigo. E porque quero estar ao teu lado. – Ele termina, dando-me um beijo na testa e em seguida pondo a sua mão na minha cintura, aproximando-nos para um beijo curto nos lábios.

Sinto o meu corpo estremecer, parece que estou a viver um sonho irreal. Tê-lo aqui, em minha casa, a beijar-me só tinha surgido nos meus sonhos e agora que estou a viver esses mesmos sonhos, tudo me parece demasiado bom para ser verdade.

– Ai Oliver, tens que parar com isto. Tu não sabes como o meu coração fica acelerado quando me beijas. – Ups, mais uma vez, devia aprender a manter a minha boca calada. – Oh, eu não queria dizer isto. Claro que não quero que pares de me beijar, de me abraçar ou de fazer outras coisas mais. – FELICITY, CALA-TE! É o que o meu subconsciente me está a gritar aos ouvidos. – Oh, vou calar-me que só digo parvoíces. – Termino, olhando para o Oliver, que está com um sorriso no rosto por causa de toda a minha atrapalhação.

– Adoro esse teu jeito atrapalhado quando estás ao meu lado Felicity. Sou assim tão intimador? – Pergunta-me retoricamente o Oliver, divertido. – Vá, vamos lá descer que o inspector Lance já deve estar cansado de estar a nossa espera. – Termina o Oliver, agarrando na minha mão começando a descer as escadas.

Quando chegamos a porta da entrada, o inspector Lance dirige-se a mim: – Senhorita Smoak, você vai connosco no carro da polícia. – Diz ele, pegando no braço, depois de eu alcançar a minha carteira e pôr lá dentro as chaves de casa e o telemóvel. Quando estamos a sair de minha casa, o Oliver intervém.

– Inspector Lance, porque é que a Felicity não pode ir comigo? Garanto-lhe que ela chegava lá depressa. – Pergunta o Oliver.

– Senhor Queen, se nos quiser encontrar na esquadra, tem todo o direito, mas a senhorita Smoak vai connosco no carro e não há discussão possível que vá mudar isso. – Termina o inspector Lance, e agora estamos todos no corredor do meu prédio, descendo o elevador em direcção a porta de saída.

Antes de nos separarmos, o Oliver aproxima-se de mim, dá-me um beijo na testa e diz-me: – Vou estar sempre por perto Felicity. Não te preocupes com nada. Encontramo-nos na esquadra. Até já. – Termina o Oliver, dirigindo-se à sua mota, pondo o capacete e vendo-me entrar no carro com o inspector Lance.

A viagem em direcção à esquadra ainda demora um pouco e sinto o ar pesado no banco de trás do carro. Olhando algumas vezes para o lugar da frente, onde está o inspector Lance, fico tentada a abrir a boca para perguntar o porquê deles me quererem levar para interrogatório e o porquê deles acharem que eu tenho alguma ligação com o Arqueiro. Mas mantenho a boca calada, olhando para a estrada, começando, aos poucos, a ficar agitada e curiosa.

Quando chegamos a esquadra e eu saio do carro com o inspector Lance e os seus colegas, vejo que o Oliver já chegou e está na porta a nossa espera.

Chegando a entrada, sinto que o Oliver entra atrás de mim e tem uma mão sob a minha cintura, com que se o seu instinto fosse estar sempre por perto para me proteger.

– Sr. Queen,– começa o Inspector Lance – agradeço que espere aqui fora. – Continua, apontando para uma das cadeiras à entrada da esquadra. – Vamos levar a senhorita Smoak para interrogatório portanto vai ter que esperar cá fora. – termina.

A Felicity aproxima-se de mim, vendo como eu estou nervoso por ela estar naquela situação, sabendo que parte da culpa é minha.

– Tem calma Oliver – ela diz-me com um sorriso no rosto – Vai correr tudo bem, são apenas umas perguntas e vou estar cá fora daqui a nada. – Termina ela, dirigindo-se com o Inspector Lance a sala de interrogatório.

Enquanto percorre o curto caminho que liga o corredor principal a sala de interrogatórios, aquilo em que Felicity não consegue deixar de pensar é como a relacionaram com o Arqueiro. O nervosismo não a invade, apenas a curiosidade para saber como a associaram a ele.

– Senhorita Smoak, faça o favor de se sentar – diz o inspetor Lance apontando para a cadeira da sala de interrogatórios.

– Inspector Lance, pode explicar-me exatamente o porquê de eu estar aqui? – Pergunta Felicity, curiosa.

– Quem faz as perguntas aqui sou eu, senhorita Smoak – responde o inspetor com voz dura. — Senhorita Smoak, pode explicar-nos como é que encontramos o seu nome associado ao Arqueiro novamente? Já não é a primeira vez que isto acontece. – Diz o inspetor Lance olhando diretamente para mim.

– Bem, eu não sei como é que isso é possível. Eu não tenho nenhuma ligação com o Arqueiro. Já lhe disse isto da primeira vez que me fez estas perguntas. – diz Felicity, em voz calma.

– Pois, eu sei bem o que me respondeu senhorita Smoak, mas não acha que é demasiada coincidência estar o seu nome associado a investigações em que o Arqueiro está envolvido, pela segunda vez? – Pergunta Lance.

– Não sei como isso é possível inspetor, mas a minha resposta continua a mesma. Não sei quem é o Arqueiro. Nem como o meu nome está associado ao dele. Mais alguma pergunta? – Diz Felicity.

– Por agora é tudo senhorita Smoak. Mas que isto não aconteça uma terceira vez. – diz o detetive Lance, dirigindo-se com Felicity até a porta – Já pode ir ter com o seu namorado. – termina.

– Namorado?! Que namorado?! – diz Felicity atrapalhada – O Oliver não é meu namorado… Ele é só meu amigo… O meu chefe, mais nada…– continua tropeçando nas palavras por estar a falar tão rápido. – Acho que me vou calar. – disse – Até mais inspetor.

– Até mais senhorita Smoak. – diz o inspetor Lance vendo Felicity afastar-se e ir em direção ao hall de entrada, onde Oliver andava de um lado para o outro.

– Então, como correu? – pergunta Oliver aproximando-se de Felicity, inclinando-se para abraça-la, mas ela afasta-se.

– Aqui não Oliver. – diz em voz baixa, referindo-se ao abraço – O interrogatório correu bem, só tenho que esconder melhor aquilo que faço online. Nem sei como isto aconteceu. – fala, andando em direção a porta de saída com Oliver atrás dela.

– Mas o que foi que eles descobriram? – pergunta Oliver, saindo para a rua, segurando a porta para Felicity sair em seguida.

– Eles descobriram o meu nome através de uns movimentos que eu fiz online. Quando entrei na base de dados deles alguma coisa os alertou da minha presença. Tenho que cobrir melhor os meus rastos. Não é nada preocupante, porque com a encriptação nos computadores é a única coisa a que eles têm acesso. Nada ficou comprometido. Quer dizer, a não ser eu, mas isso não é nada problemático. Para a próxima eu tenho mais cuidado. – diz Felicity, falando depressa e sem parar, deixando Oliver a olhar para ela, admirando a forma com ela fala.

– A culpa é minha. Tudo isto é culpa minha. – diz Oliver quando ela termina.

– Culpa tua Oliver?! Tu não tens culpa nenhuma nisto. Se alguém tem culpa sou eu, que me descudei e não cobri bem as minhas pegadas online. – responde Felicity. – Tu não podes culpar-te de tudo Oliver. – termina Felicity, aproximando-se dele e abraçando-o, apanhando-o de supresa.

Oliver retribuí o abraço, sentindo que está a abraçar aquilo que de mais valioso tem na vida. Felicity era o seu tesouro, tudo aquilo que ele desejava, e ele ia fazer tudo para a proteger e para a manter por perto.

Depois de finalizarem o abraço, continuam a conversar, chegando ao parque de estacionamento onde Oliver deixou a sua mota.

– Preparada para o regresso a casa, senhorita Smoak? – diz Oliver, olhando-a nos olhos, em cima da sua mota, estendendo-lhe a sua mão, para a ajudar a subir.

– Consigo como meu motorista estou sempre pronta, senhor Queen. – diz ela, subindo para a mota e pondo os seus abraços em volta de Oliver.

Notas finais
Espero que tenham gostado! :) Comentem, favoritem, recomendem! :D Deixem-me saber o que vocês acharam para continuar a publicar :D XoXo, Sandy
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.