Notas iniciais
OI GENTE LINDAAAAAAAAAAAAAAAA TA AI O CAP 4 PRA COMEMORAR UM MES DE HALF A HEART! Era pra ele ter saído antes, mas meu computador (valeu pc!) desligou sem eu salvar e eu tive que reescrever uma parte dele. Leiam as notas finais, até daqui a poucooooooooo

Acordo tranquilamente e descansada o suficiente para o meu primeiro, quer dizer, segundo dia em NY começar.

Me espreguiço na cama e penso anda Annabeth, você consegue, fooooorça mulher e não consigo deixar de dar uma risadinha. O mais engraçado é que o sorriso que estava no meu rosto não desaparece pelo resto da manhã, assim como o causador dele, que não sai da minha cabeça.

Logo me levanto e lembro com o que sonhei na noite passada. Era uma menina, não conseguia ver seu rosto, mas ela tinha cabelos loiros, assim como os meus, e não pude deixar de pensar que eu poderia ser a menina. Ela estava acompanhada de um garoto, o garoto dos olhos verdes, que estava de mãos dadas com a ela. Os dois caminhavam tranquilamente numa grama verdinha. O menino beijava a testa da menina e acariciava seus cabelos loiros, enquanto ela o abraçava carinhosamente.

Eu não sei porquê sonhei com isso, ou melhor, porquê sonhei com ele, quer dizer, eu nem conheço esse garoto e tenho sonhos com ele... isso é estranho.

Paro de pensar sobre o sonho e lembro que ainda tenho que arrumar todas as minha coisas e levantar para conhecer NY, a cidade onde espero passar longos anos.

Tiro uma calça jeans da gaveta que arrumei noite passada, uma camiseta qualquer e coloco minhas pantufas no pé. Estou com um pouco frio então coloco um casaquinho por cima da blusa.

Vou até o banheiro, escovo meus dentes e me encaro no espelho por um tempo. Sou estranha, tipo, muito estranha. Meu cabelo tá horrível, então o penteio e o prendo em um coque. Penso em passar um lápis para destacar meus olhos, mas eu teria que procurá-lo na mala que ainda não arrumei, então desisto. Abro a porta do meu quarto e vou até a sala.

O apartamento é na cobertura, é beeeeeeeeem grande, bonito e iluminado pela luz que passa pela sacada de vidro. Vou até ela para ver Manhattan pela manhã. Realmente, tudo é perfeito por aqui. A cidade é movimentada, agitada e limpa, não vi lixo nas ruas quando cheguei ontem a noite e agora de dia posso ver que não estava errada. Estou amando aqui.

Fecho a porta de vidro da sacada e quando me viro para ir para a cozinha uma senhora de uns sessenta anos está parada atrás de mim e me assusta um poquinho.

— Pelos deuses! Pensei que estava sozinha! — digo colocando a mão no coração e respirando fundo.

— Ah, docinho, me desculpa assustá-la, quer que eu te traga um pouco de água pro susto passar? Achei que a dona Nancy tinha avisado que eu estaria aqui. Deixa eu me apresentar, sou May, se precisar de alguma coisa me fale, menina. — é verdade, eu havia me esquecido. Tia Nancy realmente disse que ela estaria aqui.

— Não, tudo bem, acabei me esquecendo que a senhora estaria aqui. Muito prazer eu sou Annabeth, vou morar uns tempos aqui com a tia Nancy.

— Ela me disse! Estou feliz de você estar aqui, sua tia teve uma recaída nos últimos meses mas agora, com você aqui, ela vai ficar bem. — Espera, como assim recaída? A tia Nancy esteve mal?

— Peraí, a senhora disse que a tia Nancy teve uma recaída? — pergunto meio preocupada.

— Sim, dona Nancy esteve mal mais ou menos nos últimos dois meses. Foi por causa daquele namorado lá, um tal de John não sei o que... ele a abandonou há uns dois meses — é tia, a senhora não foi a única — ela fica muito sozinha e quando trabalha é rodeada de loucos!

— É verdade. Ah, May — digo mudando um pouco de assunto — a sua sopa ontem a noite tava muito gostosa, eu adorei!

— Gostou mesmo menina?! Como é mesmo seu nome, é Annabeth? Obrigada, você tem que comer mais, ta precisando dar uma engordadinha. Vem aqui experimentar esse bolo de laranja que eu fiz. — May diz me puxando pelo braço e eu a acompanho.

— Isso mesmo, mas May, você não precisa ficar fazendo comida por minha causa, eu posso comer qualquer coisa.

— Anda, senta — diz ela me ignorando e me mandando sentar na mesa posta na sala de estar. Eu a obedeço. — Coma o que quiser depois me chame para limpar. Vou estar na cozinha terminando o almoço. E, ah, sua tia ligou mais cedo e disse para não esperá-la para almoçar. Um paciente ligou de última hora e está com uns problemas, ela vai ter que atender a pessoa e então não vai estar aqui.

— Tudo bem então. Mas que horas são, ta tarde?

— Quase onze horas, achei que você nunca ia levantar, mas sua tia me deu ordens de não te acordar, parece que fez uma longa viagem ontem...

— Sim, eu vim lá de São Francisco — digo pegando um pedaço de bolo de laranja e colocando na boca — Hmmmmmmmmm, May ,esse bolo tá bom mesmo!

— Eu te disse, menina! Vou terminar o almoço.

Fiquei um pouco triste de ficar sozinha. Eu tinha gostado de May. Provavelmente eu ficaria mais com ela do que com minha tia nesse tempo aqui em NY, mas esse era o trabalho dela, cozinhar.

— Tudo bem. Pode deixar que eu te ajudo a arrumar aqui quando acabar.

— Não, menina você tem que arrumar suas coisas, agora come logo e vai.

Dou um sorriso pra May que volta para a cozinha.

Termino de comer logo e a ajudo a tirar a mesa. Vou para o meu quarto e arrumo a cama. Depois, começo a desfazer a segunda mala. Depois que termino de colocar minhas roupas no armário, começo a deixar o quarto do meu jeito: coloco alguns livros meus nas estantes, CDs, DVDs, coloco em um porta retrato uma foto minha e do meu pai no criado ao lado da minha cama, pego algumas luzinhas led e as penduro em um barbante que amarro na parede de trás da minha cama, pretendo colocar muitas fotos de NY penduradas nesse fio, vai ficar tipo um varal cheio de fotos minhas e dos meus amigos, quer dizer se eu tiver amigos... para de pensar assim, Annabeth, é lógico que você vai ter amigos. Logo reprimo esse pensamento e volto a arrumar meu quarto. Uma hora depois May bate na porta e coloca a cabeça pra dentro do meu quarto dizendo que o almoço está pronto. Digo que já vou lá almoçar e volto a arrumar minhas coisas no banheiro agora.

Quando chego na sala peço para que May almoce comigo, e é o que ela faz.

— Então, a senhora trabalha aqui faz tempo? — pergunto tentando puxar assunto.

— Ah, faz sim, desde quando sua tia morava no outro prédio. Acho que faz mais de oito anos que trabalho com ela. Eu lembro de ela ter me falado sobre você algumas vezes.

— Escuta, May, você sabe onde eu posso encontrar aqueles carros que fazem tours pela cidade? Sabe, eu queria muito conhecer NY.

— É provável que você encontre esses negócios de hoje em dia lá no centro, onde os turistas vão.

— Obrigada — digo dando uma garfada no frango — a comida tá ótima, se eu pudesse eu comia isso aqui todo dia.

— Fica aí comendo que vou lavar as panelas, daqui a pouco sua tia deve te ligar, ela costuma telefonar a tarde quando não vem almoçar em casa.

— Ta bom. Ah, May, você sabe onde tem uma livraria ou biblioteca?

— Atravesse a rua, ande duas quadras e vire à direita que você vai ver uma livraria perto de um salão de beleza. Biblioteca só no centro.

Faço que sim com a cabeça e termino de comer, coloco os pratos na pia e volto para a arrumação do meu quarto.

Como May tinha falado, tia Nancy me ligou uns quinze minutos depois e disse que estava na minha futura escola, a Goode High School, fazendo minha matrícula. Ela também disse que eu amaria aquela escola. Ela falou de um jeito tão contagiante que quase me fez querer estudar. Eu perguntei se ela estava bem e tal e ela disse que sim, que voltaria ao trabalho e chegaria um pouco mais cedo hoje para ‘’darmos uma voltinha’’. Eu concordei e disse que iria sair para comprar um livro e ela falou pra eu tomar cuidado. Disse tchau e desliguei o telefone.

Antes de sair de San Francisco, meu pai me dera um cartão de crédito, mas disse que era pra eu usar apenas em emergências, e isso era uma emergência, eu precisava ler!

Então, peguei o cartão, coloquei dentro de uma bolsinha, calcei um tênis, coloquei outro casaco, disse tchau à May, pois ela iria embora logo mais e, como já eram quase três e meia da tarde, achei que ela já teria ido embora quando chegasse do meu pequeno passeio.

Fiquei repetindo na minha cabeça o que ela disse na minha cabeça para não esquecer.

Duas quadras vire à direita, duas quadras vire à direita, duas quadras vire à direita...

Enquanto andava e memorizava, fiquei olhando as pessoas. Elas eram muito aflitas, andavam de um lado para o outro sem parar, acho que eram mais para agitadas do que aflitas, mas isso não me assustava nem um pouco, só me fazia querer ficar mais e mais na minha nova cidade.

Cheguei a tal livraria, que por sinal era gigante. Quase que fiquei perdida no meio de tantos livros e palavras. Também tinha uma parte que era dedicada só à musica e, sem querer, pensei em uma pessoa que adoraria estar naquele lugar.

Luke. Ele era fascinado por musica e tocava guitarra o tempo todo. Uma vez ele me disse que queria ser guitarrista, mas agora, como ele mudou muito, não sei se ainda quer isso para ele.

Parei de pensar naquela pessoa e logo fui na sessão de drama. Eu não era muito de ler drama mas estava interessada em uma história bem dramática, quem sabe para combinar com a minha no momento.

Peguei um livro que parecia ser legal pela resenha. Fui direto a caminho do caixa para pagar e de repente vi quem não queria ter visto: a garota ruiva do dia anterior. Era ela, TINHA que ser ela. Eu fiquei feliz por vê-la pois talvez ela morasse aqui e o namorado também. Fiquei olhando para os cantos a fim de encontrar aquele garoto dos olhos verdes, mas parecia que ele não estava lá.

Vi que ela não estava muito diferente de ontem, falava ao celular com aquela voz de taquara rachada dela. Carregava, alem de umas revistas de fofoca, um livro com capa rosa, mas não consegui ver o título. Ela terminou a compra e fiquei olhando-a ate sair pela porta, mas tinham três pessoas na minha frente e não ia dar pra segui-la. Mas que droga, pensei. Espera, por que diabos eu quero seguir essa criatura? Então tirei logo essa ideia maluca da cabeça, mas no fundo, bem no fundo, eu sabia o porquê.

Saí da filha do caixa e decidi escolher algum CD para levar pra depois não ficar no tédio e escutar música. Acabei pegando não só um, mas sim três CDs. Quando fui pagar, já não tinha mais ninguém na fila além de mim, é claro.

Eu acho que fiquei mais ou menos uma meia hora lá só escolhendo os livros e CDs, mas eu não tinha horário e nem o que fazer mesmo!

Depois que paguei tudo decidi passar em uma cafeteria porque eu tava morta de fome. E assim foi. Comprei um capuccino, pedi para a moça colocar em um copo pois era pra viagem.

Depois que saí de lá, tomando o capuccino, fui direto pra casa e já eram quase cinco horas quando cheguei no prédio. O porteiro abriu e eu logo subi para o apê. Tia Nancy ainda não estava lá. Decidi tomar um banho para relaxar e logo começar a ler o livro antes que ela chegasse para nosso passeio.

Enquanto tomava um bom banho quente e relaxante, fiquei pensando no meu pai e a saudade que eu sentia dele. Quando sai de lá peguei o telefone e liguei para ele. Só de ouvir sua voz me senti bem. Conversamos por uns quinze minutos e eu contei tudo a ele, mas desligamos pois ele tinha uma reunião importante, mas ele me prometeu que ligaria mais tarde.

Peguei meu livro e comecei a ler. Li um tempão e tia Nancy não chegava. Eu já estava ficando preocupada pois quando terminei de falar com meu pai já eram quase seis horas e agora oito.

O telefone tocou. Eu fui atender correndo e era tia Nancy. Ela disse que iria demorar para chegar pois tinha se sentido mal e ido ao hospital. Eu fiquei preocupada mas ela disse que estava tudo bem e que os médicos disseram que ela ficou sem comer por um longo tempo e por isso estava fraca, mas que daqui a pouco ela viria para casa. Desejei melhoras e ela disse que ficaria ali por mais um tempo até que a liberassem e era pra eu jantar pois já era um pouco tarde. Desejei melhoras e desliguei o telefone.

Acabei tomando um chocolate quente e voltei a ler, mas fui interrompida por um som muito alto de rock, que vinha do apartamento ao lado.

Passou mais de meia hora e tia Nancy ainda não tinha chegado mas o som de rock continuava invadindo meus ouvidos. Eu já tava irritada e decidi tomar as providencias. Coloquei minha pantufa e fui até o lugar de onde o som vinha.

Bati à porta do apartamento e uma menina de cabelos espetados e negros, olhos azuis e bem pálida me recebeu com uma cara de tédio.

— Que é? — ela perguntou a mim mas quase não deu pra ouvir por causa da música alta.

— Olá, boa noite, olha eu to lá no meu quarto tentando ler esse livro aqui — apontei para o livro em minha mão esquerda — mas sua música não ta me deixando fazer isso. Pelo amor de Deus, abaixa esse som um pouco!

— O que? Não tô te entendendo — e foi ai que eu comecei a berrar.

— ABAIXA ESSA MERDAAAAAAAAAAAAAAAAA, EU QUERO LER!!!!!!!!

— O GAROTA, ESCUTA AQUI... — cortei sua fala antes mesmo de terminar.

— ESCUTA AQUI VOCÊ!!!!!!!!!!!!! SÃO QUASE NOVE DA NOITE E VOCÊ COM ESSE SOM? TENHA A SANTA PACIÊNCIA! — a menina ia até me responder mas aí começou a tocar uma outra música, A música. Era uma das preferidas de Luke e intantaneamente eu comecei a chorar. Não sei se por sentir falta do meu pai, estar preocupada com tia Nancy ou lembrar de Luke. Só sei que comecei a chorar.

— Ai meu deus, não chore! Me desculpa, eu não queria te fazer chorar!

— N-não é sua culpa, é essa música — disse enxugando as lágrimas.

— Para de chorar, por favor olha... — ela se afastou de mim e foi até um aparelho de som e pude ver que o seu apartamento, diferente do de tia Nancy, era todo bagunçado. — pronto, viu? Já desliguei, pare de chorar agora, por favor, odeio ver pessoas chorando.

— Obrigada — disse tentando me controlar — é que essa música me lembra alguém.

— Na verdade, toda música lembra alguém — a menina diz sorrindo para mim e sorrio para ela também.

— Acho que esqueci de dizer meu nome. Eu sou Annabeth.

— E eu sou Thalia.

Notas finais
YAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY um mês de fic pessoal! Estou muito animada pois sei que tem muita gente visualizando a fic! Gostaria de agradecer a vocês, leitores, pois são vocês que estão fazendo eu continuar isso aqui! Esperem o próximo capítulo que ficará muito melhor, eu prometo! Mais uma vez OBRIGADAAAAAAAAAAAAAAA beijos no core de vcssssssssss