Half Brother
11 Harry é como elefante, incomoda muita gente.
Notas iniciais
Lindsay P.O.V.:
Harry conseguia ser mais bonito a cada segundo. Ele tinha vindo me visitar, e hoje eu passaria o dia com ele. O levei até meu apartamento, e me troquei pra ir almoçar e passar a tarde com Harry.
-To pronta, vamos? – eu perguntei.
-Claro – ele disse.
Será que preciso realmente falar o quanto ele estava bonito? Acho que já tinha falado, mas é impossível ficar perto dele e não pensar isso novamente. Seus cachos estavam maiores, e ele pareceu ter crescido um pouco, sua voz estava mais rouca do que da outra vez, o que mataria qualquer uma. E claro que ele estava mais fofo que nunca, Clare o adorou. Quem não o adoraria? Essa era a questão que eu me fazia.
-Onde vamos comer? – ele perguntou.
-Não sei.
-Você não sabe de nada ein Blonde – ele disse empurrando seus ombros contra os meus.
-Não, me desculpe, sou loira lembra? – eu disse.
-Claro, claro, ai está o problema.
-Nós podemos almoçar em um restaurante aqui perto, eu almoço lá as vezes com a Emily.
-Quem é Emily? – ele perguntou interessado. Impossível falar alguma coisa sobre mulheres perto de Harry.
-Uma amiga minha.
-Tem namorado? – ele perguntou.
-Não, mas você tem.
-Ah, verdade, Louis, como pude me esquecer.
-Eu tava falando de Caroline.
-Ah, verdade, tenho a Caroline.
-Depois eu que sou loira né Curly. Acho que foi a viagem.
-Eu acho que é você.
-É, então agora está comprovado que loirisse é contagiosa.
-É. – ele disse – Falta muito pra gente chegar no restaurante?
-Não. E depois eu que sou esfomeada.
-Também – ele disse.
Nós almoçamos, e só duas meninas vieram tentar falar com Harry. E logo perguntavam se eu era a namorada dele.
-É sua namorada? – elas perguntavam baixinho pra ele.
-Não, Blonde é só uma amiga. – ele respondia.
Assim que acabamos de almoçar, fomos ao parque.
-Sua cidade é legal – ele disse.
-Aham, não tem tantas coisas como a grande Londres, mas no tédio você não passa muito tempo.
-Ainda mais quando se tem uma loira bonita como guia turística. – ele disse dando uma risadinha.
-Muito engraçado Curly.
-Mas é verdade, poxa.
-Ok, ok, é sim.
-Você é engraçada.
-Você é um bobo. – eu disse bagunçando os cachos dele.
-Meus cachos não, por favor. – ele disse.
-Como você tá chato.
-Você vai ver o chato. – ele disse me pegando no colo e tentando correr.
-Harry, me solta, nós vamos cair, para – eu gritava dando tapinhas no ombro dele. Ele tava correndo na grama do parque, onde tinha vários morrinhos.
-Pare de me bater, vou cair.
-Então me solta – eu dizia rindo.
-Não. – ele disse ainda correndo, mas como Harry é um pouco, mentira, muito burro, ele acabou tropeçando e fazendo nós dois rolarmos em um daqueles morrinhos de grama. Por fim caímos um do lado do outro, e ficamos rindo por muito tempo até eu conseguir fôlego pra falar algo.
-Vai ter troco.- eu disse e continuei a rir.
-Você precisava ver a cara das pessoas enquanto eu corria com você no colo. Foi tão engraçado. Agora olhe a cara delas. Isso foi hilário, nem Louis tinha conseguido me fazer rir tanto.
Harry se levantou e me estendeu a mão para me ajudar a levantar. Ele me ajudou e continuamos andando pelo parque, até que chegamos perto da lagoa e jogamos comida pros patos.
-Quero ver se consegue jogar mais longe que eu – disse Harry propondo uma competição.
-Quero ver se você consegue jogar mais longe que eu – eu disse o desafiando.
-Você pode começar.
-Não, eu prefiro que você comece.
-Não, primeiro as damas.
-Ok, mas como eu sou uma dama muito gentil, eu dou minha vez para você.
-Af, você venceu, eu começo, depois dessa sua gentileza eu não posso recusar.
-Mas começa logo, nós vamos ver um filme depois.
-Temos uma programação e eu nem sabia?
-Decidi agora seu anta. – eu disse.
-Sua antinha.
-Melhor ser antinha do que antão. – disse e mostrei a língua pra ele.
-Você fica muito engraçada quando faz isso. – ele sorriu.
-Isso o que?
-Isso – ele falou e mostrou a língua.
-Sua língua é minúscula. A minha é maior. – eu disse mostrando minha língua.
-Não a minha é maior. – ele mostrou a dele.
-Claro que não, a minha é.
-Senhorita – disse um velhinho que estava do nosso lado – Vocês não tinham que competir quem joga a ração mais longe? – ele perguntou – Quero saber se seu namorado vai deixar você ganhar dele.
-Hum, nós não somos namorados – eu disse.
-Sério? São amigos? – ele perguntou e fizemos que sim com a cabeça — Ah, não gostei, achei que poderia ouvir uma historia de amor aos meus 85 anos, mas vi que não será possível, me desculpem interromper vocês. Se forem mesmo fazer a competição, eu creio que ela vai ganhar. – ele disse se afastando, mas parou no meio do caminho – Vocês não devem saber, mas algo dentro de vocês os tornam um só. – e foi embora.
-Que cara estranho – disse Harry.
-Também achei – eu disse. Mas aquela frase dele não tinha saído da minha cabeça, ”Vocês não devem saber, mas algo dentro de vocês os tornam um só”, deve ser porque somos bem amigos e bem próximos, por isso que é tão bom ficar perto de Harry.
-Vamos fazer nossa competição? – Harry perguntou.
-Vamos.
Ficamos jogando até nós cansarmos, Harry tinha deixado eu ganhar, e ele estava me devendo um sorvete, porque eu tinha ganhado.
-Eu deixo você ganhar e ainda me pede um sorvete.
-Claro, pra isso que servem os melhores amigos ué.
-Ok, ok. Vamos achar seu sorvete.
-Que amado – eu disse dando um beijo na bochecha dele.
-Olha que vou ficar convencido desse jeito – ele disse.
-Você já é.
-Tenho a quem puxar né Blonde.
-Eu nem sou convencida Harry. – eu disse.
-Claro que não é – ele disse ironicamente.
-Não sou mesmo. – ela disse enquanto entravamos na sorveteria. – Vamos no buffet? – eu perguntei.
-Pode ser. – ele disse me ‘guiando’ pra lá.
-Posso pegar o que eu quiser né? – eu perguntei.
-Pode, eu deixo.
-Obrigado Curly – eu disse sorrindo.
Pegamos os sorvetes e preferimos comer andando por ai. Até chegarmos ao meu apartamento nós já tínhamos terminado o sorvete. Me lembrei que eu nem tinha mostrado para Harry o quarto que ele ficaria.
-Ei, não quer saber onde vai dormir? – eu perguntei.
-Achei que ia dormir contigo – ele disse. Convencido.
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