Half Body — Interativa

19 A tarde na qual a maldição foi útil.


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiii minhas amoras! Eu acho que eu mudei as postagens para ao invés de ter diferença de uma semana, serão duas, porque né... Gente, mas eu não mudei não. É que realmente não tá dando. Fim de semana eu fui prestar UFU. Onde já se viu vestibular agora? E a primeira fase ainda nos dois dias? E para piorar tudo fui prestar numa cidade que fica a uma hora e meia de distância da minha, então imagina ir e voltar no sábado, ir e voltar no domingo. Ninguém merece mesmo. Mas eu fui. Não sei ainda se passei para a segunda fase. Espero que sim, porque só eram oito por vaga, nunca vi isso em engenharia! Que amor. Mas enfim, vamos voltar agora para HB, e para o que importa de verdade. Okay esse assunto não importa tanto, mas vamos falar porque realmente está me intrigando. Pessoal, pessoal, pessoal! Porque vocês estão comentando tão pouco? Ou melhor, porque vocês não estão comentando? Sério, os comentários caíram muito, nem 50% comenta mais. Eu sei que isso é muito chato de ficar pedindo comentários, eu também sou leitora, eu sei o quão chato pode ser quando a autora começa a falar sobre mais comentários e blá blá. HB não é movida por comentários, mas considerando que é uma fanfic interativa, e que tem suas personagens, já é um bom propósito para comentar, não acham? Eu sei que todas tem uma vida corrida, que todas tem uma vida social bem mais importante do que ficar entrando no Nyah e comentando nas fanfics, mas minhas amoras, trinta, mentira nem isso, quinze minutos só para comentar, e se duvidar não chega a cinco minutos. Que tal, hun? Meninas que estão sempre comentando: eu amo vocês, de verdade, e amo ler os comentários de vocês, e a fanfic ainda está rodando por culpa de vocês, saibam disso. Heheh, falando em comentários, eu ainda tenho que responder alguns ai. "NOSSA MEIRE, QUE CONTRADITÓRIO, VOCÊ PEDE POR COMENTÁRIOS, MAS NEM OS RESPONDE! FALSIANE!" É, é, é, é, eu sei, eu sei. Mas é que eu demoro meio século para responder cada comentário, e ele pode ter só uma linha, é sério. Eu sou muito lerda, e fico fazendo mil coisas ao mesmo tempo, por isso demora. Ai eu prefiro escrever e editar a responder comentários (e NOSSA como isso soou rude!). Mas voltando: eu juro que terminando aqui eu vou responder comentários de lindeza, juro juradinho. OUTRA COISA: o capítulo bônus do Arthur! Eu já comecei a escrevê-lo, e minha intenção era postá-lo no próximo fim de semana, mas acho que não vou conseguir terminar até lá. Eu ainda nem cheguei a metade do roteiro que eu fiz! (É, pessoal fazer roteiros ajuda muito na hora de escrever, fiquem ligados). E vai ficar MUITO grande. Ok, talvez MUITO não fique, mas vai ficar grande (já tem mais de cinco mil palavras, e eu realmente não cheguei na metade do roteiro, yep). Mas acho que todas vão gostar. Vai narrar a vida do Arthur, com o ponto de vista do Arthur (narrador onisciente, okay? Nada de primeira pessoa) em alguns momentos. E vocês irão conhecer como o Arthur agia/pensava sobre certos personagens, e inclusive vão ver novos personagens, mas que não terão nenhum papel fundamental na história, don't worry de happy. ENFIM Meninas, a primeira prova das Selecionadas que vem sendo citada não vai demorar muito para parecer. Se eu não conseguir postar o bônus do Arthur no próximo final de semana, será mais um capítulo que tem um encontro com uma Selecionada secundária, e que eu tive que fazer. E ai depois vem o bônus do Arthur, e ai depois tem o capítulo onde se inicia as provas. Okay? Ela já está chegando! E eu pretendo postar no tumblr sobre a prova, explicando-a, e tudo mais. Ah, e falando em tumblr, tem nova atualização, aêeeeeeeee! Deem uma olhada: hbinterativa.tumblr.com Não é nada demais, só um post de coroas, que eu gostei de fazer. Se der hoje eu atualizo mais um pouco. No capítulo de hoje temos mais um encontro de uma Selecionada principal, e Thomas e Joanna! Boa leitura amorinhas!

Nineteen.

Eu amei te ver

19. A tarde na qual a maldição foi útil.

Lysanna sentiu-se extremamente grata quando Dean saiu de seu quarto, carregando o desenho de seu vestido para o Baile de 21, que Dean havia explicado que seria o Baile mais chamativo de toda a Seleção, onde o Príncipe faria finalmente seus 21 anos, onde ele atingiria a idade da maioridade, e que quase meio mundo (se não o mundo inteiro) estaria de olho em todos os convidados do Baile. Dean ainda falou que seria uma festa muito grande, e que o vestido de Lysanna tinha de ser perfeito.

Lysanna não estava com entusiasmo para poder ficar falando como queria seu vestido para o Baile — que Lysanna achava exagerado demais tudo o que Dean havia falado. Oras, era só uma festa, não era o casamento do século, ou então algo muito importante. Era só uma festa de aniversário —, mas Dean havia insistido tanto, mas tanto que a menina acabou se deixando levar e foi aceitando as ideias do estilista.

Sua intenção agora era deitar-se em sua cama macia, fechar os olhos e tirar um pequeno cochilo para depois levantar mais disposta para ir a aulas de Amelia. Lysanna estava adorando as aulas de Amelia, saber sobre culturas do país, aprender a História dele. Tudo bem que havia coisas que Lysanna já sabia, e por isso sentia-se totalmente entediada, mas mesmo assim não saia da sala de aula, porque sabia que isso seria falta de educação da sua parte.

As aulas de Mellany ainda não haviam começado, e segundo Teresa era porque eles queriam deixar com que a semana dos encontros se encerrasse. Lysanna não via sentindo na explicação da Instrutora, mas mesmo assim não insistiu. Por outro lado, estava até feliz por conta das aulas não terem começado. Lysanna não conseguia imaginar com muita certeza como seriam as aulas de Mellany, mas pela pequena explicação que tivera naquela segunda, tinha uma ideia de que não seria tão incrível quanto as de Amelia.

Ouviu pequenas batidas na porta, e rapidamente olhou para a mesma se perguntando quem era. Em seu pensamento, imaginou que talvez pudesse ser Alexine — aquela garota realmente estava interessada em saber sobre as poesias de Lysanna, e de como ela havia publicado-as —, mas quando abriu a porta, encontrou com um Príncipe Arthur sorrindo.

— Hei Lysanna — cumprimentou, e a menina abriu seu sorriso forçado mais dócil que conseguia.

— Príncipe Arthur! — exclamou, lembrando-se de que ainda não tinha tido um encontro, e concluindo que aquele seria o motivo do rapaz estar ali. Lysanna admitia, sentia-se um tanto quanto desprezada ao estar saindo com o rapaz somente no último dia da semana dos encontros. O orgulho levemente ferido. Porque ele não havia a chamado para sair antes?

— Hora do encontro! — o rapaz aumentou seu sorriso, e Lysanna apenas sorriu. — Se você quiser se trocar... — o rapaz começou, e Lysanna rapidamente olhou para suas vestes. Não estavam horríveis. Lysanna havia optado por um vestido longo, já que basicamente era o recomendado ali, e todas basicamente usavam. Era um tom de vermelho meio puxado para o vinho, que era rente ao corpo até mais ou menos na metade das coxas, e depois abria, estilo bem de sereia, como sua criada havia lhe falado. — Nós vamos cavalgar — Arthur rapidamente acrescentou, percebendo que a menina se analisava.

Lysanna assentiu lentamente com a cabeça, não muito animada a ir cavalgar. Não sabia andar a cavalo, nunca tivera a oportunidade de aprender. Lysanna aprendia as coisas rápidas, mas não sabia se cavalgar lhe seria satisfatório. Entretanto, não falou ao rapaz que não estava muito animada, e também não demonstrou muito. Queria apenas ir a esse encontro logo. Por isso apenas assentiu, e voltou para dentro de seu quarto, onde rapidamente se trocou, colocando uma calça de cotton, uma camisa verde, e um casaco preto por cima. Incrementou colocando uma bota de cano baixo, que estava ansiosa para usar.

Depois de sair do quarto, a Selecionada viu o Príncipe conversar com o loiro que sempre estava acompanhando Arthur para cima e para baixo, numa medida de segurança, a garota deduziu. Príncipe Arthur parecia animado demais, e Lysanna se indagou se o encontro anterior ao dela havia sido tão bom para deixá-lo tão contente daquele jeito.

O rapaz estava tão agitado, que só foi notar a presença da Selecionada quando o loiro lhe deu uma cotovelada de leve no braço, indicando Lysanna com o queixo. A menina viu Príncipe Arthur lhe olhar rapidamente, e depois dar duas batidinhas no ombro do loiro, antes de se aproximar da garota, e lhe chamar com uma voz animada, mas um pouco suave.

Foram então caminhando por longos corredores e salões, e Lysanna indagou a si mesma se o estábulo era muito longe. Admitia, não estava com vontade de ficar andando por ai, seguindo o Príncipe e sendo seguida por aquele rapaz loiro que nem nome ela sabia.

Por fim, andaram até o externo, onde começaram a caminhar por um longo caminho, e Lysanna pode avistar o possível estábulo. Agradeceu mentalmente quando o avistou ao longe, e esboçou um mínimo sorriso. E continuaria com aquele mínimo sorriso, mas então sentiu uma gotinha de água em seu nariz, e depois em sua cabeça, e logo olhou para o céu, vendo mais gotículas se aproximarem e caírem sobre seu rosto.

Não demorou muito para sentir alguém agarrar seu pulso e a puxar para frente. Saindo de seu mínimo transe de segundos, avistou o Príncipe correndo ao longe, e o loirinho a puxando, com o rosto em alerta. Lysanna quis rir da cara do menino, era só uma chuvinha. Mas apenas começou a correr, sentindo a chuva cair por todo o seu corpo, e agradeceu por ter colocado a botinha.

Lysanna e o loirinho — que ela ainda não sabia o nome — só pararam de correr quando por fim adentraram ao estábulo. Lysanna conseguiu avistar Príncipe Arthur passando a mão sobre o cabelo preto, bagunçando enquanto tentava — sem sucesso, ela deveria ter dito isso a ele — deixá-lo seco, ou beirando ao seco. A menina passou a mão em seu próprio cabelo, e o sentiu quase todo molhado, mas isso não a fez ficar irritada.

A Selecionada adorava chuva — principalmente aquelas que tinham raios e trovões que davam medo em seu irmãozinho mais novo. Tomar banho de chuva era um dos seus passatempos preferidos quando ainda tinha Luke em sua vida — o filho de um casal de empregados na sua casa. Lembrar-se do rapaz fez Lysanna dar um mínimo sorriso, antes de lembrar-se dos últimos acontecimentos que levaram a menina nunca mais sequer ouvir sobre o menino.

— Essa chuva te persegue, só pode — o loirinho falou, e Lysanna deu uma breve olhada no rapaz, que retirava o casaco, e pendurava em uma cerca de ferro, onde não havia nenhum cavalo por perto. — Da próxima vez, a gente fica dentro do Castelo — resmungou, retirando o cinto com a espada. Lysanna se indagou se o rapaz não sabia o quão antiético era aquilo para um guarda pessoal, e até esperou uma bronca vinda do Príncipe.

Entretanto, a bronca nunca veio, e ao invés dela veio uma longa risada do rapaz, que assustou Lysanna.

— Eu acho que ela te persegue — Arthur contrapôs, e riu, também retirando o casaco e o torcendo. Lysanna reparou (foi sem querer, ela realmente nem percebeu quando olhou) que a blusa branca do rapaz estava colada ao seu corpo, e parecia que o menino treinava o tempo todo. Não tinha gominhos como já vira em seu irmão mais velho, Kaien, que infelizmente não estava mais morando com a menina; entretanto, era um corpo... De dar inveja aos meninos magrelos.

Lysanna não se importaria se ele retirasse a camisa.

— Não, você é o amaldiçoado — o loirinho retrucou, e passou a mão pelo cabelo algumas vezes, para tentar tirar o excesso de água que havia nele. Arthur, que outrora ria, agora estava sério, e fitava o chão a sua frente, apertando fortemente o casaco em mãos. O loirinho pareceu perceber isso, assim como Lysanna (que se sentiu extremamente avulsa ali); e logo arregalou os olhos. — Oh meu Deus, Arthur, mil perdões — pediu, levantando uma das mãos, e se aproximando do rapaz, que sorriu travesso.

— Você tem razão — falou, erguendo o rosto, e Lysanna pode ver seus olhos brilharem. — Eu sou amaldiçoado — concluiu, mas ainda sorria. E Lysanna se perguntou se o rapaz estava feliz por ser amaldiçoado. — Mas irei usar essa maldição ao meu favor — seus olhos que fitavam o loiro, logo foram se direcionados para onde Lysanna estava, e a menina encarou o Príncipe com certo medo. Não que estivesse com medo do Príncipe. Longe disso, mas aquele olhar era sinistro demais.

— Não — o loiro falou quando viu que Arthur fitava a menina intensamente. — Não, não e não — resmungou, mas Arthur não lhe deu ouvidos. O rapaz colocou o casaco na mesma cerca em que estava a de Arthur, e então começou a desabotoar sua blusa branca. Lysanna arqueou uma sobrancelha. — Arthur, ela pode ficar doente — o loiro contrapôs, mas em contra partida, Arthur tacou sua blusa branca na cara do rapaz, que bufou irritado, e bateu o pé no chão.

— Eu acho que é melhor você retirar o casaco — falou a menina, que fitou o rapaz com os olhos estreitos, e depois agarrou mais o casaco.

— Eu estou melhor com ele — deu de ombros, indiferente. Arthur soltou uma risada, e então se aproximou da menina. — É sério, eu estou legal com ele — incrementou, e o Príncipe apenas assentiu, ainda se aproximando.

— Eu sei, você já me disse isso — respondeu, e num gesto simples, pegou na mão da menina e começou a puxá-la para perto da entrada do estábulo, que ainda estava com as portas abertas. Lysanna se deixou guiar, perguntando a si mesma onde estava o Príncipe arrogante que havia ouvido falar.

Quando estavam chegando perto da porta, para poder sair, e Lysanna tinha quase certeza de que o ideal era tomar um banho de chuva, o loiro se colocou na frente de Arthur, com os braços esticados.

— Arthur... — murmurou, mas o moreno nada fez. Ao invés, soltou a mão da garota atrás de si e cruzou os braços. — Você pode ficar doente, e deixar a menina doente — alertou-o, mas Arthur continuou mudo. O loiro então suspirou, e focalizou seus olhos azuis em Lysanna. — Senhorita, se não quiser ir, não vá. A senhorita realmente pode ficar doente, e a culpa pode recair sobre mim, não no responsável ali — e com o queixo indicou Arthur.

O moreno ainda não se mexeu, só deu uma pequena olhada para Lysanna, que fitava o loiro. Ah, fazia quanto tempo em que Lysanna não tomava um banho de chuva? Que ela não ia brincar e sorrir como fazia com Luke? Adorava chuvas, mas estava odiando aquela por não ter raios e trovões. Qual seria o problema se ela fosse se molhar só mais um pouco? Já estava molhada mesmo!

— Oh, muito obrigada pela preocupação, rapaz — respondeu, colocando-se ao lado de Arthur. — Mas, bem, eu já estou molhada mesmo — deu de ombros, e logo em seguida, retirou seu casaco preto, colocando-o sobre a cerca de ferro. Virou seu rosto para Arthur, que sorria divertido, e basicamente gozava na cara do loiro. Esse, por outro lado, passou a mão no rosto e ergueu os braços.

— Okay, desisto, se vocês ficarem doentes, a culpa será de vocês — resmungou, saindo da frente das portas do estábulo, e Lysanna sentiu-se vitoriosa. — Irresponsáveis — o loiro resmungou, alto o suficiente para ambos escutarem. Mas nenhum deu total atenção ao garoto, que sentava-se no chão.

Quando Lysanna deixou de olhar o loiro, viu Arthur correndo para a chuva, parando no meio, e então olhando para o chão com os olhos fechados. Lysanna logo também correu em direção ao rapaz, parando próximo ao menino, fechando os olhos, e sentindo a chuva cair sobre seu corpo. Cada gotícula de água escorrendo pelo seu braço nu, cada gotícula de água escorrendo pelo seu rosto sem maquiagem, pingando delicadamente em seus lábios que outrora estavam secos; cada gotícula de água ajudando a fazer com que sua blusa ficasse ensopada e grudada ao seu corpo, cada gotícula de água fazendo Lysanna deixar um pequeno sorriso lhe escapar pelos lábios. Um sorriso verdadeiro (talvez o primeiro naquele Castelo).

— Você tem um bonito sorriso — escutou a voz de Arthur, e logo abriu os olhos, fitando o rapaz que estava próximo a garota. A sua franja estava grudada a sua testa, e seu tronco nu cheio de gotículas que pareciam deixar o rapaz mais atrativo. — Devia sorrir mais — pediu, e Lysanna deixou de sorrir, por estranhar o elogio do menino. Arthur, que até então estava sério, sorriu, e agarrou nas mãos da menina. Deu um sorriso travesso, e então começou a rodar com a menina.

[...]

— Nós deveríamos esperar, sabe? Dar um tempo, relaxar, observar — Thomas pediu, a voz manhosa, e o rosto sério, enquanto observava sua mulher com aqueles olhos malignos, e um sorriso de quem tinha um plano diabólico. — Seria uma boa ideia, Joanna.

— Não, Thomas, eu já lhe falei — a loira deu uma breve olhada na garota que estava alguns metros longe, e depois voltou seus olhos azuis gélidos para o homem ao seu lado. — Quanto mais rápido agirmos, melhor.

— Mas nós nem sabemos o quanto ela escutou, ou se ela ao menos sabe! — o moreno gritou, gesticulando rapidamente, e logo guardando as mãos dentro do bolso do casaco, sentindo-se horrível por ter gesticulado daquela forma. Thomas odiava quando se exasperava e ficava aflito e todo... Conturbado como estava. Joanna o deixava daquele jeito. Morte o deixava daquele jeito. E ele definitivamente odiava ambas as coisas. — Qual é! Dá uma chance!

— Oh, Tommy, Tommy, Tommy — a monarca cantarolou, a voz suave, calma, tranquila e alegre demais. Thomas a mandaria ir pro inferno por tê-lo chamado por seu apelido infantil, que seu irmão mais velho insistia em usar; entretanto, o homem tinha preocupações demais na mente para se preocupar com um simples apelido no momento. — O que está decidido, está decidido.

— Não, não está — o homem retrucou, com a voz mais dura, e ajeitando sua posição na cadeira de madeira, colocou as mãos sobre suas pernas, sentindo o vento bater em seu rosto, e bagunçar seus fios escuros levemente. — Você sabe, o futuro pode ser mudado a qualquer hora, e a qualquer momento — acrescentou, fitando os olhos azuis gélidos de sua esposa, que parecia entretida demais naquela conversa para não fitar a Selecionada loira.

— Você sabe... Quando um segredo, que não deveria ser espalhado, é espalhado, como nós resolvemos? — indagou, mas Thomas não se intimidou para responder. Sabia que Joanna não queria uma resposta de seu marido. A mulher só queria esfregar na cara do Rei o quão inteligente e esperta ela era, enquanto Thomas só queria esfregar na cara de Joanna o quão burra ela era por pensar que tudo se resolvia somente por morte e mais morte. Arthur havia morrido, e aquilo só complicou a vida dos dois. — Matando as pessoas que sabem do segredo.

— Engraçado, porque não matamos a Lucy, e ela sabia muito bem que sequestramos o seu filho, e fingimos ser nosso — retrucou, com o mau humor dando o ar da graça. — Meu, pelo menos — corrigiu-se, lembrando-se que tanto Arthur, quanto Afonso eram seus filhos biológicos.

— Ah... Mas não era necessário matá-la, especialmente porque ela guardava o Segundo, e era uma menina muito confiável — a loira disse, os lábios mexendo harmonicamente. — Afinal, onde já se viu uma católica tão fiel engravidar sem se casar? — a voz da esposa era tão sarcástica, e Joanna parecia querer rir ao dizer isso. Thomas não duvidava que a mulher queria rir, e quase falou para a mesma rir.

— Okay, então porque a gente só não observa a menina? De repente ela nem sabe do que está acontecendo de verdade, e só escutou coisas que ela pode ter julgado como do seu cérebro — replicou, fitando a Rainha, que agora virava o rosto para a Selecionada, que ria de alguma coisa contada por outra Selecionada, que Thomas não sabia o nome. Verdade seja dita: não sabia o nome de nenhuma delas. E precisava urgentemente mudar aquilo.

— Ou ela entendeu direitinho, e agora sabe exatamente o que ocorre no nosso Reino, e sobre nosso filho — Joanna retrucou, voltando a fitar o marido com aqueles olhos malignos. — Vamos fazer o que eu quiser.

— Eu sou o Rei, Joanna — a voz de Thomas saiu forte e agressiva, voz esta que a loira não ouvia fazia tempo. A mulher fitou o marido tentando entender o porquê dele agir daquela forma. — E nós vamos fazer o que eu quiser — reforçou, e depois seu rosto duro relaxou.

Joanna engoliu em seco. Conhecia o lado agressivo de Thomas, mas achou que ele havia ficado no passado. Vê-lo daquele jeito só ressaltou que Thomas poderia muito bem trazer seu lado agressivo a tona novamente, e aquilo não seria bom para o Reino. Não seria mesmo.

— Sim, nós vamos.

Notas finais
Peço perdão pelos erros e similares. Gostaram? Elliot é um rapaz tão responsável, que dá vontade de apertar. E esse lado do Thomas pessoal? Ele vai ser mais explorado para frente, e isso é para vocês verem que o Thomas não é o sapato da Joanna não, os dois estão no mesmo patamar, a mulher as vezes que esquece disso. Mas eu os adoro, e ainda quero escrever uma cena tão lindinha deles, que vai dar diabete. Será que é possível? Será? Agora como todas já leram dos encontros das Selecionadas quero que me digam qual/quais da/s menina/s vocês mais gostam até agora. Pode dizer uma, mais de uma, pó falar pessoal! Oh, e claro, não vale citar a sua própria criação, okay? "E para que, Meire?" Eu quero ter uma noção mais ou menos de uma média, então, quero que vocês me falem. Vai ajudar na eliminação, se quiserem saber. Que daqui a pouco ela chega ai. OH, e também aquela que você menos gosta, ou aquelas que você menos gosta. Por favor, gente, vai me ajudar nas eliminações. Ah, e futuramente eu pretendo fazer um negócio na fanfic e preciso saber se suas Selecionadas são de Londres, ou se não são. É só falar: ela é de Londres, ou não. Seria legal se caso elas não fossem de Londres, me dissessem a cidade que ela vem, mas se não quiser, não tem problema. É principalmente falar se é de Londres ou se não é. Oks? E, é só isso minhas amorinhas lindas do meu core. Agora eu vou ver se consigo editar um pouco, e depois publicar lá no Jornal, porque tô com umas edições bem top aqui para editar. ENFIM, até Pasárgada, menininhas do meu core. Beijinhos no heart. Nossa, hoje não teve piada! Ah, mas eu não vou contar, porque meu repertório de piadas tá vazio. Então é beijos no heart mesmo.