Half Angel
27 Capítulo 27 - The gentleman
Notas iniciais
Estavamos a caminho de um fazenda, pertencia a minha avó, eu sempre passava as férias em Nashville quando tinha uns 15 anos, era divertido, adorava praticar arco e flecha lá, eu era boa de mira. Mas...voltando ao momento tenso, Sam e Dean nem estavam falando comigo direito e tudo porque eu resolvi falar a verdade, dizer que eu não sabia qual dos dois desejava. Enfim...chegamos na fazenda, depois de um viagem embaraçosamente silenciosa.
Fui para o quarto, tomei um banho, me troquei e fiquei por lá mesmo. Ia fazer o que fora? Dean e Sam estavam com raiva de mim mesmo! Deitei na cama e pus os fones de ouvido no máximo. Estava de boa curtindo músicas deprimentes quando alguém puxou um dos mus fones. Arregalei os olhos.
-Dá para escutar seu fone há dez metros de distancia!- falou Damon sentando na cama ao meu lado. Ele estava com uma camisa de botões branca e uma sueter cinza por cima.
-O que você quer, Damon?- perguntei sem saco para joguinhos.
-Que venha comigo, senhorita delicadeza-mandou-lembrança.- ele disse calmo.
-Que eu va com você para onde Damon?
-Eu por acaso já te decpcionei?- na verdade eu....
-Damon...- tentei desconversar.
-Você sabe que não, sabe também que eu não vou dizer, e que você vai acabar vindo comigo, então porque não pulamos a parte do doce hoje hein?
- Ok, Damon, ok!- me levantei e saímos andando. Eu estava cansada mesmo, não ia gastar saliva com o Damon.
Caminhamos até um lago, era um pouco afastado da casa, por trás de algumas arvores, meio que esconido.
-O que estamos fazendo aqui?- perguntei.
-Isso!- ele me apontou para a beira do lago, havia uma cesta e uma garrava de vinho com algumas lanternas e taças de cristal.
-Isso não é o que eu acho que é, por favor diga que não!- ah não! O encontro com Damon era tudo o que eu não precisava agora.
-Não, não é um encontro! Eu disse que saíriamos quando terminassemos. E quando isso acontecer, vamos dançar uma valsa na Torre Eiffel, tomando um vinho italiano.
-Não vamos para Paris!
-Fato! Provavelmente usarei a torre Eiffel de Vegas!- eu não acredito que ouvi aquilo.
-Você é...- ele me cortou.
-Charmoso? Delicioso? Inrresistivel?- andou sugestivamente estendo a mão para que eu a pegasse e o seguisse.
-Eu ia dizer estranho!- falei passando por ele sem segurar sua mão.
-Isso não é de todo mal!- ele passou a mão por meu ombro, me fazendo sentir um leve calafrio.
- Você ainda não me disse o que estamos fazendo aqui!- informei, saindo de seu abraço.
-Ora, você estava mal, resolvi fazer algo por você,Carter.- Ele ligou no celular uma música lenta e sorriu para mim.
-E por que você se importa? Achei que só devesse me proteger.- ergui a sobrancelha desafiando-o. Ele me puxou e colou nossos corpos em posição de dança, começando a dar leves passos.
-Não é que eu me importe querida,- murmurou calmamente me olhando.- Acontece que um homem, um de verdade, quando se depara com uma dama triste, deve fazer o possivel e não descansar até vê-la sorrir. Ao menos essa é minha percepção. — eu não pude evitar de dar um leve sorriso.
-Viu, consegui!- ele sorriu de volta enquanto ainda dançavamos. — Podemos voltar se quiser.
-Quer saber? Acho que a dama aceita ficar mais um tempo!- nessa hora quase me esqueci do que estava acontecendo.
-Ótimo!- ele sorriu novamente. Continuamos dançando por um certo tempo, até que ele resolveu parar e desligar a música.
-O que foi?
-Realmente não se lembra deste lugar?- ele perguntou, andando até a beira do lago e sentando na grama.
-Mais ou menos. Por que?- sentei-me ao lado dele.
-Você tinha quinze anos, estava aqui num lago com algumas amigas. Lembra?
-É lembro, naquele dia fui atacada por um cara estranho, Dennyel, eu acho.
-Era um exilado!- ele falou.
-É. Ele começou a nos atacar, do nada.
-E você lembra o que disse as meninas?
-" Corram o mais rápido que puderem". Depois disso tentei lutar com ele, e talvez eu tivesse conseguido, mas, Natheniel apareceu.
-Eu sei...Ele te salvou e levou para casa.- disse ele se aproximando um pouco de mim. Ficou em silencio e começou a encher as taças de vinho.
- É um saco dividir minhas lembranças com você!- resmunguei.
-Você ficava bem naquele vestido azul!- ele sorriu me entregando uma das taças.
-Espera...Como sabe do vestido? Eu não costumo lembrar do que visto.- ele abaixou a cabeça e murmurou.
-Acontece que eu costumo. Essa não é uma lembrança sua. Eu estava te observando naquele dia, estive de observando dois meses antes daquele dia.- eu bebia o vinho rapido tentando processar a história. — Ví quando Dennyel te atacou, quando ficou sozinha lá...
- E me deixou correr o risco de morrer?!- perguntei incrédula.
-Sabia que conseguiria sozinha, teria conseguido se Natheniel não tivesse uma devoção por você.
-Não quero falar do Nate agora.
-Ok!- ele respondeu e ficou em silencio de novo.
-Damon...- ele me encarou com os olhos azuis.- Porque acreditou em mim?
Ele murmurou num sorriso.
-Eu acredito em qualquer coisa que você faça. Acredito na sua força, mesmo quando você está perdida, eu sei que vai encontrar um jeito, sempre encontra. É sobre sua determinação Carter, eu acredito nela, sei que não é um perdedora, sei que é forte, mesmo quando você se esquece disso. Mas...eu pretendo estar aqui quando você se esquecer do quão forte você é. — não Carter, ignore o pensamento de ficar encantada com Damon, ele não é fofo assim, não é!
-Deve se achar muito lindo falando isso neh?- murmurei tentando desconversar, virei mais uma taça de vinho, para ignorar minha mão suando frio.
-Eu sou!- ele sorriu de volta. Eu ia virar outra taça de novo! O que está acontecendo Carter????
-Hei...- ele segurou minha mão quando eu ia virar a quarta.- Você não fica bem quando bebe e é fraca para bebida!
-Vai controlar agora é?- perguntei puxando a taça e acabei molhando minha blusa.
-Muito bem senhorita esperta! Toma!- ele tirou o súeter e me entregou, ficando só com a blusa de baixo.
-Obrigada, idiota! Agora me deixa beber em paz, eu acho que já estava meio bebada.- Se vira para eu me trocar!- ordenei.
-Como se eu já não tivesse te visto de sutiã neh? Aliás você fica ótima!- viu Cat? Esse é o Damon!
-Dane-se! Vira logo!- berrei.
- Ok.- ele concordou.- Mas, o fato de eu virar de costas não quer dizer que não vou olhar. Aliás, é a cena clássica o homem olhar depois da garota mandá-lo ficar de costas.
-MORRA!- gritei. Ele sorriu e virou de costas.
Troquei a blusa bem rápido.
-Jura que não olhou?- perguntei.
-Cat, minha jura não vale de muito. Mas, se isso te faz sentir melhor, eu não olhei.- ele murmurou. Eu tinha certeza que ele tinha olhado.
Estavamos de pé. Quando eu caminhei para lhe dar um tapa, o problemas é que de tão grog, tropecei no meu próprio pé e quase caí, se não fosse o Damon ter me segurado. O que talvez foi pior, porque ele estava por trás de mim, segurando minha cintura e com a boca perto do meu ouvido.
-Precisa mesmo treinar o equilibrio!- ele sussurou fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem.
-Ah que ótimo, vai me estuprar agora ou o que?- perguntei. Ele continuou me segurando.
-Primeiro, eu não forçaria nada, porque não existe nada mais tosco que rídiculo do que forçar um mulher, deve-se conquistá-la. Segundo, você está bêbada, eu nunca iria para a cama com você se não estivesse inteiramente sobria do que deseja. Terceiro, se eu quisesse não precisaria obrigar, porque você está querendo.
-Ficou louco? Me solte dele ficando de pé.
-Sério? Porque o modo como você traz seus braços para perto do seu corpo toda vez que a toco, ou como estava pouco comfortavél em sentir meu corpo tão perto do seu há minutos atrás...Eu não sei como isso começou e tão pouco me interessa descobrir, porque nós temos principios e eu não quero que faça nada que se arrependa!
-Eu tenho odio de você!- gritei dando as costas e indo andando. Ele me puxou pelo braço, era incrivel como ele era bipolar, uma hora todo carinhoso e na outra. Argh! QUE RAIVA!
- Odeia? Na verdade Carter, acho que gosta de tudo que eu faço com você. A maneira que te provoco, que te instigo até você se irritar e dizer que me odeia, quando esta louca para me beijar e provar o quanto estou errado, o quanto eu sou estúpido e me fazer ceder aos seus encantos.
-Meus encantos?- hora de reverter o joga. — Ora, senhor gênio, vejamos quem quer beijar quem aqui. Você fez isso tudo aqui para mim e estava tudo perfeito até você estragar tudo.- ele abaixou a vista.
-Acontece que eu sempre estrago tudo.- ele falou baixinho.
-Você não sabe nada sobre gostar de alguém!
-Você está certa, eu apenas uso as pessoas. E nunca me apaixonei!
-Nunca...- eu parei de ser rude.
-Não acho que nada disso vale o risco, nunca valeu. E você quer realmente saber o que eu penso? Nenhum dos Winchester merece você, nenhum deles vale um suspiro seu, nenhuma lágrima e é isso que me irrita, você chorando por um mulherengo miséravel e um garoto problematico.
-É melhor não falar assim deles!- cheguei mais perto desafiando-o.- E quem me merece? Você?- debochei. Ele me olhou, sorriu aquele sorriso, aquele cinico que eu odiava adorar.
-Suponho que não. Não sou certo nem para mim mesmo, Carter, mas, você sabe que merece mais que isso.
-E por que? Quem disse que mereço?- e estava ficando exausta desse morde e assopra eterno em que nós viviamos. Ele sorriu, eu sabia o que ele faria agora, desconversar...
-" Esses lábios que as mãos do Amor fizeram,
Expiraram um som que disse "odeio".
Minhas forças de todo esmureceram,
Quando o ouvi.
Ela, vendo-me assim,veio de pronto,
Socorreu-me, apiedada,
E repreendendo a língua, que, indulgente,
A palavra de amor está avezada,
A ensinou a saldar-me novamente:
A "odeio" adicionou algo tão lindo!...
_ Dia gentil depois da feia noite
Que tal como um anjo mal, do céu fungido,
Nas tervas infernais, enfim se acoite_
"Odeio", mas desse odio não sois alvo,
Disse ele, e eu senti-me logo salvo."
-Não sabia que gostava de Shakespeare!- falei encantada depois do modo como ele declamou aquilo, me olhando nós olhos, como se eu realmente o machucasse toda vez que falasse que o odeio, mesmo não sendo verdade.
-Há muito que não sabe sobre mim!- ele respondeu suave.
-Vai me deixar descobrir? — perguntei. Agora eu estava curiosa.
-Talvez.- ele deu uma longa pausa.- Vamos para casa!- ele começou a andar devagar, deixando tudo onde estava.
-Damon...- segurei seu braço. Ele me olhou.
-Vai aprender a amar alguém um dia.
-Talvez!- ele respondeu baixinho.
PDV. Damon
-Talvez!- respondi baixinho ignorando minha necessidade de pensar que eu já amava. Queria ignorar a realidade de que agora eu era apenas um relez vassalo, devoto aos encantos daquela que tomou meu coração sem ao menos me perdir permissão, daquela que abriu as portas de minha mente quando, nem mesmo eu, com meus truques, pude passar do portão.
Isso é rídiculo, não sou o Natheniel, não vou abrir mão de tudo por um sentimento bobo e banal, que eu nem realmente acredito que exista.
Notas finais
xoxo
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