Half Angel
26 Capítulo 26- Well, I sleep with your brother!
Notas iniciais
Me tremi inteira achando por um momento que Damon tiraria a roupa ali. Não que eu já não tivesse visto um cara sem roupa. O Dean é um exemplo vivo, também já vi o Damon, mesmo que meio sem querer. Mas, agora era completamente diferente. E era o Damon! Só pensar nisso já me dava uns calafrios, deve ser ânsia.
–Você adorou mesmo me ver assim neh?- ele falou mudando de tom.
–Você não estava bravo comigo?- Affs! Damon e suas bipolaridades.
–Own docinho!- ele passou a mão no meu queixo, com aquela voz irritante. Aí que ódio do Damon.- Eu nunca fico bravo com você. Apenas impaciente. È completamente diferente. Além do mais, você já devia ter se acostumado com as minhas bipolaridades.
–Eu odeio você Damon!
–Também adoro quando me diz isso Cat. Mas, agora presta atenção. É melhor você sair para eu tomar um banho e depois agente pega a estrada e procura nosso último item, ta bem?
–Ok!- falei por fim destrancando a porta do banheiro. Eu já tinha passado tempo de mais com Damon. Já estava ficando irritada. Saí e dei de cara com Sam e Dean me olhando de um jeito muito estranho.
–O que foi? – perguntei sem entender nada.
–Nada!- falou Sam erguendo as sobrancelhas.
–Eu vou sair!- disse Dean sem nem me olhar direito, louco! Há segundos atrás nós estávamos, muito bem obrigada.
–O que deu nele?- perguntei ao Sam assim que Dean saiu.
–Não faço idéia. Talvez ciúmes!
–E você?
–Apenas surpreso! Você se trancar com o Damon. Enfim... espero que tenham resolvido tudo!
–Quase isso!- eu falei. Sam estava diferente, como se disfarçasse algo.- Hei, que tal vermos um filme?
–Se você achar algo para ver!
–Acho que tenho os Vingadores em um pendrive em algum lugar da minha bolsa.
–Tudo bem!-disse ele vencido.Seria bom ficar um pouco com o Sam... seria tranqüilo. Peguei o filme e tirei os sapatos para poder subir na cama.Damon saiu do banho.
–Preparando um cineminha? Que lindo!
–Não enche Damon.- o Sam tinha ido buscar pipoca.
–Tudo bem...vou te dar seu tempo de trégua! Amanhã vamos para Nashville, passar algum tempo na fazenda.- falou ela calmamente. Mais o que? Nós já tínhamos pego as 5 coisas....
–o que?
–Você deve treinar antes de ter a espada! Parece que mandaram um substituto do Nate para te treinar. Mas... pode ir descansar com seu grandalhão.- elenem me deu tempo de dizer nada. Apenas saiu.
–Cat! – murmurou Sam.- Tudo bem? Parece pasma.
PDV.Sam
–Damon falou sobre irmos treinar. Mas, está tudo bem!- !- falava devagar, num tom baixo que quase gritava em meu rosto " Ela está mentindo idiota, pergunte o que houve!"
–De verdade? Você pode me contar.- falei me sentando na ponta da cama, enquanto ela estava aninhada nos travesseiros.
–Dizem que, não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver.- falou por fim.
–Se é assim eu quero ver o que você está sentindo!
– Eu não sei Sam.- disse se aproximando.- Estou assustada, cansada...Ultimamente tem sido sempre sobre mim e eu não estou acostumada com os holofotes, nunca estive. Eu só queria voltar ao normal sabe. Quando eu tinha família, amigos...
–Você sempre terá a mim!- falei. Ela me abraçou apertado, eu a segurei firme, não. Não a deixaria se machucar.
–Eu...- gaguejava.- Quero parecer forte, mas no fundo estou tão assustada que as únicas forças que me restam são as que eu uso para mentir. Eu não quero que ninguém me veja assim Sam- falava já em lágrimas. — Nem você. Não quero que me veja fraca, assustada. Não quero que me veja com vontade de correr, não quero que me veja com medo!
– Você é forte!- falei.
–Mas, estou assustada!- rebateu.
–Você tem poderes!- tentei argumentar.
–Mas, minha mente é imprudente.
–Você é capaz!
–Sou insegura!- falava.- Louca!
–Não há problema em ser louco! Isso é normal!- a cada palavra nossas faces se aproximavam mais e mais.
–Isso é contraditório!- parafraseou me olhando.
–Não me importo em ser submergido as suas contradições!- eu teria estremecido com minhas próprias palavras se ela não tivesse me puxado para um beijo. E foi assim. Em um momento lá estava eu tentando consolá-la e em outro podia sentir seu beijo. E tinha gosto de hortelã e lágrimas, que caiam discretamente de seu rosto.
Eu estive esperei aquilo tanto tempo. Tanto tempo até que ela estivesse pronta. E agora? Bem, ele estava assustada, precisando de cuidados e eu estava bem ali, cuidaria dela. Fiquei de frente para Carter, sem nem ao menos parar o beijo. Passei a mão por seu ombro e desci até sua coxa. Fui subindo lentamente, não eu não era um tarado ou nada do tipo, é só que estava difícil de conter. Ela era linda, era tudo o que eu queria, tudo o que eu precisava, e agora ela estava ali. Eu sei que não seria certo me aproveitar de seu momento de fragilidade, eu apenas não conseguia não fazer.
Subi a mão pela coxa de Carter. Com o pouco de decência que ainda me restava a olhei e questionei:
–Tem certeza?- ela pareceu acordar de algo.
–Sam eu...- droga! Quando começa assim nunca termina bem.-Não posso fazer isso!
–Eu entendo! Me desculpe, não quis me...- ela me impediu de continuar colocando um dedo sobre meus lábios.
–Não Sam, me desculpe você por não poder. ..Não é nada sobre você. Aliás, você é a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Você é fofo, lindo, carinhoso, preocupado e eu realmente amo o jeito como você sorri ou como me abraça, porque perto de você eu realmente sinto que vai ficar tudo bem. Não importa o quanto machuque ou doa na hora, é só você me olhar com esses olhos ou sorrir aquele sorriso e está tudo certo. E é por isso que eu não posso fazer isso com você.
Ouvir tudo aquilo de certo modo me deixou alegre, eu estava bem...realmente bem até ela suspirar um longo:
–Dormi com seu irmão!
–O que?!- falei me levantando da cama muito rápido.
–Foi mais forte. Mas, agora, depois de quase... você sabe...Perdeu o sentido. Sito algo por você Sam, mas, o Dean mexe comigo de uma forma que eu não posso descrever. Eu não espero que entenda, na verdade, compreendo que fique bravo, eu só não posso enganá-lo ou magoá-lo, me amaldiçoaria mil vezes se fizesse isso.
Eu não sabia o que fazer, simplesmente não conseguia ficar bravo ou mesmo irritado com ela e isso é patético, eu bem sei, mas, talvez eu fosse patético. Reuni todas as forças que me restavam e murmurei:
–Está tudo bem!- menti.- eu não tenho o direito de lhe acusar de nada, não tenho direito de reclamar. Mas, uma hora você vai precisar escolher, porém, não sou eu que vou te cobrar isso agora... mas, eu realmente preciso ir dar uma volta...Preciso pensar. Vemos o filme outro dia.
Virei as costas e saí andando.
Notas finais
até a próxiama e xoxo
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