Notas iniciais
Espero que gostem!Ficou meio curto mas é que como será narrado pelo Hades e pela Perséfone não tem como fazer muitos capitulos grandes! =D

Perséfone

Sol.Calor.Perséfone caminhava por entre os campos de trigo observando a colheita dos mortais.Era inicío da primavera, e o dia estava lindo.Os campos estavam implorando para serem colhidos, as árvores lotadas de frutos, o céu era de um azul anil e o sol tocando o trigo fazia com que este parecesse puro ouro.Ela vestia um belo vestido roxo cheio de violetas amarelas, e uma coroa de violetas amarelas e rosas.De repente um movimento por entre as árvores da floresta chamou sua atenção e ela graciosamente andou até lá, sentindo as folhas verdes e macias abaixo de seus pés descalços.Porém quando ela colocou o pé dentro do limite da floresta ela sentiu que algo estava errado.Mesmo com o sol ali estava de certa forma e escuro e frio, o ar estava carregado, como se a própria morte estivesse ali.E ela estava certa.Parado abaixo de uma árvore estava um homem com uma pele tão pálida que brilhava como a luz da lua suas feições eram angulosas e finas, seu cabelo igualmente branco, seus olhos eram negros e transbordavam frieza, mas ainda assim ele possuía uma certa beleza.Vestia uma armadura preta, com ombreiras que se alongavam como garras retorcidas e igual ao lado das pernas,em seu peitoral havia um brilho flamejante verde, em seu cinto havia uma caveira negra com olhos que possuíam a mesma chama verde, na cabeça havia uma coroa preta com pontas que ela acreditava poderiam cortar mais fácil que uma espada, e ela igualmente possuía chamas verdes, uma capa negra e rasgada cobria as suas costas.E em sua mão direita havia uma lança de metal negro maior do que a própria Perséfone.
–Hades.-Ela disse se aproximando e fazendo uma pequena reverência, ela não possuía muita certeza sobre como agir perante ao Senhor dos Mortos, nunca havia estado em sua presença.
–Perséfone.-Disse ele curvando a cabeça.
–O que faz aqui Senhor?Se me permite perguntar.
–Eu vim para lhe fazer uma...-Ele pensou por um segundo.-Visita.
–À mim?Mas creio que sequer nos conhecíamos.-Disse ela dando um passo para trás.O que o Senhor dos Mortas poderia querer com ela?A deusa das ervas, flores, pefumes, ela representava coisas boas, belas, leves e puras.Ele representa o mal, a escuridão, a morte.
–De fato, você nunca me viu mas eu já lhe observei muitas vezes, passeando pelos campos, correndo pela floresta com as dríades, nadando com as naiádes.E finalmente decidi que já era a hora de vir falar com você, tomar-lhe como minha esposa.-Disse ele com a sombra de um sorriso em seus lábios.
–O que?-Ela não podia ter escutado corretamente, jamais se casaria com o deus da morte e passaria a vida no Hades, onde não havia sol, nem plantas, um lugar repleto de tristeza.
–Eu detesto dizer a mesma coisa duas vezes, principalmente quando eu sei que a pessoa escutou.Você virá comigo para o Hades, e se tornará a Rainha das Profundezas.-Disse ele caminhando até estar parado a centímetros dela.O que lhe fez ter calafrios, sua presença era fria e desconfortável.
–Eu jamais irei viver naquele lugar.Acho melhor ir embora.Não há nada aqui para você.-Ela se virou mas antes que pudesse dar um passo Hades segurou o seu braço e ela foi engolida pela escuridão.

Perséfone acordou se sentindo tonta, e levou um momento para conseguir abrir os olhos.Notou que estava deitada em uma grande cama com dossel negro, e lençóis de cetim pretos.O quarto era frio, com paredes de mármore negros, aliás tudo naquele lugar era negro o que à irritou profundamente, ao passar rapidamente os olhos pelo quarto ela notou que Hades estava sentado em uma poltrona ao lado da cama.Não carregava mais a lança nem a coroa.
–Como pôde fazer isso?Quando minha mãe descobrir...-Disse Perséfone furiosa.Porém Hades à interrompeu com uma risada.
–Sua mãe?É realmente tão tola para crer que ela possui algum poder aqui?Ela não pode fazer nada.
–Bom ela pode falar com Zeus!
–E quem disse que Zeus se importa muito com o que acontece à maioria de seus filhos?-Disse ele com um sorriso cruel nos lábios.-Não crie falsas esperanças e não tente fugir, nunca encontrará a saída deste lugar sem mim.-Ele se levantou e caminhou até a porta.
–Eu jamais serei sua.-Disse ela com ódio porém em voz baixa.
–No devido tempo, será.Por hora faça o que quiser mas permaneça no castelo.Jantará comigo ao anoitecer.

Notas finais
Espero que tenham gostado e continuem acompanhando!Até o/