HOW FAR DOES THE DARK GO?
27 Capitulo 26 - A Mansão Creepypasta
Bem-vindo a mansão creepypasta. Dizia o grande letreiro em cima do portão da frente. O muro ao redor do terreno era coberto por folhas e flores magníficas. Haviam algumas árvores espalhadas, uma tinha até um balanço. Era estranhamente confortável estar naquele lugar novamente. Talvez seja pelo fato de ter construído tudo aquilo.
— Preparada? – Mateus estendeu sua mão pra mim e eu peguei sem hesitar.
— Nem um pouco! – sorri.
Cada passo que dava, ficava cada vez mais admirada com a decoração local. A Grama do jardim era o mais verde que havia visto, árvores com flores e frutos rodeavam o local; algumas com bancos e até mesmo balanços.
Em uma área mais aberta, ao lado, havia uma grande fonte com a água mais cristalina que tinha visto. Pássaros sobrevoavam por todos os cantos e haviam alguns outros animais terrestres também. A grande mansão era em um estilo vitoriano clássico. Se qualquer pessoa visse aquele lugar, nunca iria dizer que existem monstros e assassinos vivendo dentro dela.
— Aqui é realmente lindo! – falou Mateus.
— Incrível, né? Eu construí baseado em um sonho que tive... Mas eles mudaram algumas coisas.
— Tipo o que? — apontei para o ponto mais alto, onde havia uma pequena varanda com vista para toda a área florestal.
— Nada grandioso, mas significativo.
A grande porta de madeira se abriu, minha atenção se focou totalmente no ser que saiu por ela. Mas independente disso, só pelo cheiro, teria reconhecido de longe. Sorri, abri os braços e corri até ele. Recebendo um dos melhores abraços de minha vida.
— Jack! Você ainda está aqui?! Pensei que tivesse ido embora.
— Rebeca? O que faz aqui?
— É... – fiquei meio inquieta, balançando as mãos e tentando encontrar palavras para explicar o ocorrido dos últimos dias.
Voltei uns passos para trás e puxei Mateus pelo braço.
— E.J, esse é Mateus, meu namorado. – Apesar da máscara em seu rosto, sabia que ele estava surpreso com tal informação. – Sei que sumi por 3 anos e não dei notícias, mas estou com problemas. Estamos com problemas e precisamos de um lugar para ficar.
Ele acenou, ainda perplexo, por alguns segundos, pensei que ele tivesse se preocupado com algo, mas isso logo sumiu.
— É sempre bem-vinda aqui. Entre e me explique tudo o que aconteceu.
Eyeless passou pela porta, seguido de Mateus e eu fiquei para trás. Algo em mim se remexia, dizendo que se entrasse naquele lugar, as coisas poderiam mudar drasticamente no futuro.
— O que eu não faço para ter você de volta, Jess. – disse para mim mesma.
Entrei e fechei a porta atrás de mim. Os dois me esperavam ao pé da escada e eu só conseguia observar a grande sala de estar.
— Colocaram uma televisão?
— Exigência do Ben, ele ficou nos atormentando por dias, até conseguir.
— Quem é Ben? — perguntei.
— Ah, desculpa. Esqueci que você está fora a um tempo... Novos moradores se juntaram conosco. Durante o jantar, vocês vão acabar se conhecendo. Enquanto isso, vou colocar vocês em algum quarto. E você me conta o que aconteceu.
Subimos as escadas, dando de cara com a ala dos dormitórios.
— São muitos quartos... – Matt observou.
— Acho que não tem necessidade de nos colocar em um quarto novo. O meu continua sendo esse primeiro do corredor. A não ser que tenha colocado outra pessoa nele.
— Pensei que não fosse querer mais esse quarto.
— Por que eu não... – me calei ao lembrar o motivo. – Esta tudo bem, posso ficar com esse.
— Aqui está a chave. – ele me entregou uma pequena chave prateada, com um cristalzinho azul na ponta.
Destranquei a porta e larguei minha bolsa no chão ao lado da cama. Dei uma volta, tudo parecia estar no seu devido lugar. Deslizei a mão no guarda-roupa ao lado da porta.
— Minha santa mãe da moda! – Falei, vendo todas as minhas roupas antigas – Senti tanta falta de vocês.
— Rebeca, foco!
— Jessica sumiu, foi sequestrada. Alguém invadiu nossa casa dias atrás e tentou nos matar, além de que estou tento visões retorcidas. – ambos me olharam confusos – Falei rápido de mais?
— Sim, mas consegui entender. Está ficando meio tarde, acho melhor você descansar até o jantar.
— Se incomoda de me deixar sozinha um pouco? – perguntei diretamente para Matt.
— É seguro perambular por ai sozinho? – Não pude deixar de rir.
— Você consegue sobreviver! – falei dando dois tapinhas no seu ombro.
— Vou descer então. – ele me deu um selinho antes de sair.
Virei para janela e fiquei encarando a vista da frente da mansão. A tarde ainda estava bem ensolarada. Queria me sentir tranquila aqui, mas parecia faltar algo. Conseguia sentir a presença de Jack atrás de mim. Ele apoiou suas mãos em meu ombro e ficou em silêncio comigo.
— É bom ter você de volta.
— É bom estar de volta – Sorri.
Notei uma coisa que não tinha visto antes, dentro do guarda roupa. Um moletom branco, pendurado pelo cabide.
— Sabe se ele...
— Não, ele não está aqui. Foi passar um tempo nos domínios de Splendor, devido a um trabalho que recebeu.
— Ok.
— Quando foi a última vez que se viram?
— Quando fui embora. E ainda sim, continuo voltando para cá. Mas, dessa vez, ele não está aqui.
— Essa coisa entre você e o Mateus é sério? – tentou mudar de assunto.
— Espero que sim.
— Vou deixar você descansar um pouco. – concordei.
Deitei na cama, senti minhas pálpebras pesarem e permiti que o sono me invadisse. Ficando mais leve do que nunca, invadida por sonhos.
A floresta estava em chamas, ouviam-se gritos por toda parte. Eu só conseguia correr. O longo vestido branco, estava manchado de vermelho, assim como o meu rosto. Estava completamente desesperada.
Havia corpos espalhados por toda parte, segui uma trilha que dava até a fonte que ficava no jardim da mansão.
— Jess, o que ta acontecendo?
— Não deveria ter ido embora, não deveria ter nos deixado para trás. – ela parecia realmente irritada – Nós precisávamos de você!
— O que aconteceu?
— Você aconteceu! – ela criou uma estaca de gelo com as mãos e foi se aproximando.
— Desde quando consegue fazer isso? Jess? – Ela não me respondia, só chegava cada vez mais perto.
Acordei em um grande pulo, coloquei a mão no peito e senti meu coração acelerado. Uma grande ardência começou no meu pescoço, fui até o espelho do banheiro e tentei ver o que era. Minha pele estava queimando e formando um desenho.
A dor era até suportável, mas não parecia ter fim. Concentrei toda a minha energia naquilo, vi meus olhos irem do castanho claro para o vermelho mais vívido que já vi.
— O que está acontecendo comigo?
Me apoiei na pia, tentando controlar as emoções. Marcas surgiram no meu braço, comecei a gritar por conta do desespero.
Sufoquei por alguns segundos, até recuperar a consciência. Esse pesadelo foi intenso e real, precisava me acalmar. Entrei no banheiro e logo cobri o espelho com uma toalha, tomei um banho gelado, isso me acalmou um pouco.
Ouvi a porta do quarto sendo aberta e logo trancada.
— Mateus?
— Rebeca, está no banho? Quer que eu saia? Só vim pegar o meu celular na bolsa.
— Não! Pode ficar, eu já vou sair do banho.
Não obtive resposta, pensei que ele tivesse ido embora, mas não ouvi a porta abrir ou fechar. Me surpreendi quando ele abre a porta do banheiro com tudo.
— Mas o que é isso?! – gritei.
— Não se finja de surpresa! – ele sorria e ia tirando a roupa. – Você anda meio tensa.
— E essa é sua maneira de me acalmar? – ri.
— Provisoriamente, sim. – ele entrou comigo de baixo do chuveiro – Eu tranquei a porta do quarto. Podemos nos divertir um pouco.
Pulei em seus braços, cruzei minhas pernas em volta de sua cintura. Suas mãos seguravam-me pelas coxas. Apesar da água gelada, aquilo não nos atrapalhou. Ele foi depositando beijos em minha região torácica.
Levantei seu rosto, para que olhasse em meus olhos. Consegui sentir seu pênis endurecido esbarrar algumas vezes com a minha vagina. Isso me deixou com tamanha vontade de prosseguir.
Beijei sua boca com a maior vontade do mundo. Ele me prensou contra parede foi chupando meus peitos e com uma das mãos, estimulava o meu clitóris. Soltei alguns gemidos, relativamente baixos. Cada gemido o estimulava a ir mais rápido.
— Me mostra o que essa boquinha sabe fazer! – fiquei de joelhos, pronta para fazer o que sabia de melhor.
Mateus me segurou pelos cabelos, enquanto eu fazia o boquete. Alternava entre o rápido e o lento. Usava um pouco das mãos, de vez em quando. Senti o momento em que ele gozou em minha boca, um pouco escorreu para fora, ao tirar seu pênis da minha boca.
— E agora vem a melhor parte? – perguntei.
Desliguei o chuveiro e o puxei até a cama.
— Estamos molhados. – falou.
— E pretendo ficar mais ainda!
Deitei na cama e não disse mais nenhuma palavra, apenas abri as pernas e o vi se posicionar diante minhas coxas. Foi beijando elas, descendo até minha virilha e não hesitando nem duas vezes até começar a me chupar.
Não contive nenhum gemido, apenas controlei para que não fossem ouvidos do outro lado da porta. Me sentia nas alturas com aquilo, não queria que parasse nunca. Ele começou a enfiar dois dedos, repetidas vezes. Senti que iria chegar ao ápice em breve.
Mateus parou bruscamente e se levantou, pegou uma camisinha na bolsa, colocando-a logo em seguida.
— Preparada? – concordei.
Se posicionou novamente entre minhas pernas e penetrou de uma vez só. Como sempre, ele foi de forma moderada, mas de vez em quando fazia umas estocadas rápidas e fortes. Não demorou muito até que eu chegasse ao meu ápice.
Ele deitou ao meu lado e tentou recuperar o fôlego. Levantei meio zonza e voltei para o banheiro.
— Acabamos de sair do banho!
— Eu sei, mas não consigo dormir assim! – ele riu.
Foi uma ducha bem rápida, logo voltei para cama e me abracei ao corpo já vestido de Matt. Caímos no sono e dessa vez sem pesadelos. Acordei com batidas na porta, levantei meio cambaleante e a destranquei.
— Que foi, E.J? – esfreguei os olhos, ainda sonolenta.
— Está na hora do jantar.
— Temos mesmo que ir?
— Sabe que sim, sabe que ele criou as regras.
— Vou trocar de roupa e já desço. – ele concordou.
Peguei um vestido preto e um par de botas de salto alto. Acordei Matt e descemos para a sala de jantar. Achei estranho não ter esbarrado com ninguém até entrar na grande sala.
Havia uma mesa enorme, com todo tipo de comida que poderia se imaginar. Várias criaturas e pessoas, se sentavam aos bancos. No fundo estava Kaya de um lado e Wendy do outro. Era uma enorme surpresa ver a esposa e a filha de Slender em uma situação em que ele não está tentando me matar.
Atraí diversos olhares, enquanto caminhava até o fundo, no meu respectivo lugar. Puxei a cadeira, prestes a sentar. Quando ouvi um grande barulho estático. Me virei para entrada do salão e vi a grande criatura de terno e sem rosto.
A ausência do seu rosto não dificultava saber que estava surpreso ao me ver.
— O que faz aqui? – sua voz ecoou por toda a sala, fazendo todos se calarem.
— É assim que cumprimenta uma velha amiga?
— Sabe que não sou de abraços. – ri de seu comentário. Quem visse, nunca iria imaginar que um dia fomos inimigos mortais.
— Desculpe-me pela chegada sem aviso prévio, era uma emergência.
— O que aconteceu?
— Não acho que seja assunto para o jantar. – Kaya nos interrompeu. Apenas concordei e me sentei. – Quem é o nosso convidado, Rebeca?
— Mateus, muito prazer! – Matt estendeu a mão para Kaya e Slender.
— Podemos conversar após o jantar? – perguntei diretamente para Slender. O mesmo assentiu.
Durante o jantar, pude conhecer algumas pessoas, com Ben, Sally e Hoodie. Reencontrei com Masky e vi os outros. Minha cabeça lotou de pensamentos sobre o que vem acontecido. Precisava de um pouco de ar fresco, para recuperar o fôlego.
— Me deem licença!
Me locomovi até o jardim dos fundos. Cambaleei por alguns momentos, tudo parecia estar girando ao meu redor. Me ajoelhei diante a fonte que ficava no jardim, a luz da lua me iluminou e me trouxe certa paz.
Minha mão direita ardeu de uma forma horrível. A marca da lua e do sol ficaram evidentes em minha mão, assim como a vez em que Dave me deu o colar e o mesmo me marcou. As coisas iriam piorar em algum momento. Aquilo era um mau presságio.
— Você me escolheu, Graciele. Me escolheu para ser a última portadora de tamanho poder. Mas eu não tenho a mínima ideia do que fazer com eles... – falei admirando a fonte, como se ela estivesse sentada em minha frente. – Tem essas coisas me perseguindo. O que eu deveria fazer?
— Quem está atrás de você? – Slender surgiu dentre as sombras.
— Eu não faço ideia, mas esta fazendo com que meu físico e subconsciente reajam de forma estranha... – silêncio – Eles levaram a Jess e eu não consigo senti-la desde então. Estou preocupada de que algo ruim tenha acontecido com ela.
— Vamos encontrá-la e descobrir quem está atrás de você e o por quê.
— Slender... – O interrompi, lembrando de algo que poderia ser relevante ao assunto. – Você acredita que o monstro que dominou Scary, pode estar por trás disso?
Ele nada respondeu, pois fomos interrompidos por uma grande ventania que trouxe um convidado inusitado consigo.
Continua...
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