Notas iniciais
Meus capítulos são pequenos, espero que já estejam acostumados com isso :P

O início no consultório do dr. Severus não foi fácil. Primeiro porque eu descobri apenas quando cheguei lá para começar a trabalhar, que quem tinha me contratado, não havia sido ele, mas sim a sua esposa, Lilian. Então, além dele ter ficado surpreso com a minha chegada, eu fiquei surpreso por ele não saber de mim. Fora que o humor o dr. Severus não é um dos melhores, parece que ele vive de mal com a vida, tirando quando a esposa está perto, que é o único momento em que se pode ver um brilho em seu olhar. Bom, mas de qualquer forma, quem sou eu para julgar.

— Sinto muito, mas eu não preciso de você. – Ele me disse, na primeira vez que nos encontramos.

— A senhora Lilian, me disse que o senhor está prestes a se aposentar e que precisa de ajuda no consultório. – Respondi.

Ele parou o que estava fazendo e me encarou, se fossemos bruxos, eu poderia dizer que ele estava pensando se era o momento ideal de lançar um feitiço em mim ou não. — Veja bem, senhor Potter – nunca ouvi alguém dizer o meu sobrenome com tanto nojo – Eu levei mais de 30 anos para construir esse consultório do zero, sem ninguém para me ajudar, sem enfermeira nenhuma, não vai ser agora que eu vou precisar de alguém.

Respirei fundo. Minha vontade era mandar ele ir a merda, mas eu precisava daquele emprego. Eu precisava continuar ali onde eu estava.

— Tudo bem, senhor Severus. Mas eu assinei um contrato, entã-.. – Tentei justificar, mas antes que eu pudesse, ele me interrompeu.

— Não assinou nenhum contrato comigo, então isso é problema seu. Nem lembro de ter entrevistado você. Apesar que você fez questão de falar que eu estou perto de me aposentar né? Talvez seja da idade então, estou ficando velho. — Terminou de falar e voltou a mexer nas fichas dos pacientes, que era o que ele estava fazendo antes. Como se aquilo tinha sido um ponto final na conversa.

A questão é que nos primeiros meses foi um inferno. Sim, eu acabei ficando, por algum milagre que até hoje eu não sei dizer qual foi. Eu estava ali para trabalhar de enfermeiro, Severus nunca me permitia fazer o meu trabalho direito, pois eu sempre acabava arrumando o escritório, fazendo ligações, ou qualquer outra coisa que fosse de secretário. E isso já estava enchendo meu saco. Mas pelo lado bom, era interessante estar com alguém que não ligava para mim, porque ele mal olhava na minha cara. Já cheguei achar que fosse um robô e não um humano. Contudo, era isso que eu queria desde o início, não era? Que ninguém me notasse.

A nossa relação só mudou depois de 3 meses em que eu estava lá, quando meu período de experiência estava quase acabando. Isso é, se posso chamar o que tínhamos antes de “relação”. Era um dia normal, quando um casal com uma criança chegou em desespero procurando pelo Severus.

— O que houve com ela? – Severus perguntou, indicando para a menina sentar-se. Ela estava pálida e parecia não conseguir respirar direito.

— Ela não consegue respirar – respondeu a mãe. – Tem mais ou menos 1h que ela está assim. Ela usou o inalador de asma que você deu, mas ele não está funcionando desta vez.

— Vem, trás ela aqui, vamos ver os pulmões. – O médico abriu espaço para a mãe a menina entrarem no local de atendimento, quando o pai ia passar junto, porém, eu o parei.

— O senhor está bem? – perguntei, pois ele parecia também estar com um mal-estar.

— É só uma dor de cabeça... – falou ele, tentando passar por mim. Eu impedi o caminho, e solicitei que ele se sentasse. O homem não o fez, então me dirigi até ele e, delicadamente, o orientei até uma cadeira.

— Há quanto tempo o senhor está com dor de cabeça?

— Eu sempre estou com dor de cabeça, mas trabalho muito, então é normal.

Demorei algum tempo para conseguir fazer ele se acalmar, já que ele estava preocupado com a filha, mas, finalmente, consegui examinar. Ele me informou que suas dores de cabeça tinham piorado recentemente, e percebi que os sons respiratórios dele estavam diminuídos dos dois lados e que a oxigenação dele estava em 80%. Severus apareceu e me chamou para falar sobre a menina: disse que não era asma e que ela não é alérgica, e eu aproveitei e informei sobre o pai da criança.

— Não pode ser coincidência. – Eu afirmei – E como a mãe está?

— A mãe parece que está bem, mas pode ser por causa da adrenalina em estar preocupada com a filha. – falou Snape – Além da questão respiratória, a menina está enjoada, suando, batimentos baixos...

— Eu estou achando que é envenenamento. – Conclui. O médico apenas concordou com a cabeça, pois ele achava o mesmo. Então começamos todo um processo para conseguir lidar com aquilo e salvar a família. Foi a primeira vez que nos unimos e trabalhamos juntos. E depois daquele dia, meu contrato de experiência acabou, mas eu fui contratado. E passei a ter o respeito de Snape.

Notas finais
Não consegui pensar em ninguém pra ser a esposa do Snape aaaaaaaaa
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.