Notas iniciais
OBS.: Capítulo betado e repostado. Agradeço infinitamente a Estrela de Rubi, autora de "Vítima Do Amor", por ter feito esta betagem, como sempre, com carinho e perfeição. Nota-extra: Peço que relevem os erros existentes ao longo dos diálogos dos personagens, pois os fiz de propósito, já que não vejo sentido em expor falas com perfeição gramatical se o que quero é fazer predominar a verossimilhança. Na vida cotidiana, tais erros são normais e adaptáveis ao convívio social.

Na república, mais especificamente, na cozinha da casa, Vicky termina de fazer o almoço, remexendo nas panelas enquanto canta distraidamente a canção de Bruno Mars, Talking to the moon.

— At night when the stars light up my room... I sit by myself... Talking to the Moon. Tryin' to get to you... In hopes you're on the other side... Talking to me too... Or am I a fool who sits alone... Talking to the moon... — ecoa baixinho e, de vez em quando, parando para lembrar a letra.

Vicky não se dá conta de que Manu está a poucos metros dela, com a boca em expressão de riso, aproximando-se como um gato, sem fazer barulho, lentamente. De repente, agarra-a por trás e enfia a cabeça sensualmente em seus cabelos encaracolados e espessos.

Vicky quase deixa cair a colher que segurava.

— Ai! Meu Deus, Manu! Quer me matar de susto? — repreende-a, colocando a colher em cima da pia, ao lado do fogão já tentando se livrar das garras dela.

— A culpa é sua por ficar aí toda bonitinha cantando e por ser tão gostosa. — Manu afasta-lhe os cachos e dá beijos na região da sua nuca. Não se contentando só com isso, resolve virá-la, prensa-a na borda da pia e apalpa seus seios. Aperta, acariciava e mordisca de leve os bicos, alternadamente, por cima da camiseta azul de algodão, fazendo estes ficarem visivelmente pontudos, pela excitação provocada.

— Manu... Para! Não estamos no quarto, sua abusada! Não quero constranger as meninas. — Vicky fala com certa dificuldade, meio ofegante.

— Constranger quem? Só se você estiver falando da Lavínia porque a Louise, aquela ali não sabe nem o que é constrangimento. — A ruiva dá uma sonora gargalhada quebrando totalmente o clima erótico.

Louise, como se adivinhasse que falavam dela, entra. Ela veste calcinha short branca e camisola de tecido rendado quase transparente, com estampas em tons de verde. Exibe uma cara fechada de poucos amigos e parece não se dar conta da presença das outras duas ali. Caminha até o armário, pega a garrafa térmica, abre-a, entorna o café até a metade de uma xícara. Volta, arrasta a cadeira em frente à mesa e se senta. Sorve um gole do café e permanece com as mãos envoltas à xícara, fitando seriamente o líquido lá dentro.

— O que foi, Louise? A transa da noite passada foi tão ruim assim? — Manu faz chacota da expressão carrancuda dela.

Contudo, Vicky, que é sempre mais sensível a tudo ao seu redor, fica apreensiva.

— Algum problema, Louise? — pergunta, aproximando-se dela.

— A Vivi não dormiu em casa e nem chegou até agora... E tá com o celular desligado. — O seu olhar preocupado, enfim, direciona-se às amigas.

— Vai ver ela sim teve uma noite muito boa e resolveu finalmente deixar de ser virgem. — Manu ainda ri, sem noção de que sua voz começa a irritar Louise.

— É, Louise... não se preocupa não, aposto como ela tá agora mesmo em algum motel ou casa, ou apartamento, sei lá, nos braços daquele tal Diego. — Vicky quer passar confiança em suas palavras.

— Hum... Sei não. A Vivi não é assim. Ela mal conhece o cara e eles ainda nem tem nada de verdade, só saíram umas duas ou três vezes. Ir pra cama com ele assim? Sem ligar pra cá avisando que passaria a noite fora? Não parece o tipo de coisa que ela faria.

— Acha que devemos ligar pra alguém? Talvez pros hospitais, pra polícia ou pra família dela?

— Também não quero sair alarmando todo mundo, sem saber direito o que tá acontecendo, Vicky. — suspira pesadamente, tentando não dar ouvidos ao pressentimento ruim. — Mas se aquela boneca de louça tiver passado a noite toda fodendo num motel qualquer e ainda tiver dormindo até agora, que é quase meio dia, sem se lembrar de avisar, eu juro que mato ela por me deixar preocupada desse jeito.

Louise gosta muito de Lavínia e sabe que é assim porque ela foi literalmente a única pessoa em todo o mundo que aceitou, desde o começo, a sua maneira libertina de ser, sem julgamentos nem críticas, apenas lhe ofereceu uma amizade simples e honesta.

Ela se sente então transportada a algum lugar do passado, quando era uma adolescente de treze anos, revoltada com os pais, com o irmão e com a vida. Lembra-se de que os pais nunca foram tão amorosos com ela como eram com seu irmão, Hugo, hoje com vinte e um anos. Para ele tudo era permitido, enquanto que para ela sobravam as broncas por ser uma menina “encrenqueira” e não tirar notas boas na escola. Até tentou, por vezes, ser exatamente como os pais queriam, esforçava-se para agradá-los, tentava não brigar, estudava horas no intuito de mostrar um boletim repleto de notas altas, mas bastava o irmão aprontar algo e jogar a culpa nela, fazendo-os acreditarem que ela é que havia feito, para tudo desandar de novo. “Eles não me amam. Só gostam dele!” Dessa forma, Louise desistia de ser boazinha. Depressa voltavam as notas baixas e as brigas no colégio. Seus pais já estavam cansados de serem convocados às pressas porque Louise, mais uma vez, tinha ido parar na diretoria por alguma das suas, por mais uma briga ou porque havia insultado a professora em plena sala de aula. Enfim, seu sucesso como arruaceira era de conhecimento público. O que ninguém podia entender era o que se passava dentro de Louise.

Um dia, quando estava no pátio da escola jogando conversa fora com seus poucos amigos, alunos tão indisciplinados quanto ela, viu passar Natália, a mais popular da escola, e ficou fascinada com aquela criatura chamativa. Era o tipo de menina que fazia os garotos terem um torcicolo de tanto virarem o pescoço para olhá-la e que parecia não ter vergonha alguma em se exibir a tais olhares. Ao contrário, Natália fazia questão de usar uma saia bem curta e rebolar sem parar, quase mostrando os seus fundilhos. Inusitadamente, Louise sentiu inveja pela primeira vez na vida. “Todos olham pra ela!” Desejou que os olhares de admiração fossem para si. Por isso, resolveu colocar em prática o plano que imediatamente arquitetara. Direcionou-se para um dos meninos que estavam perto dela.

— Então, Nandinho, que tal ir lá em casa mais tarde pra gente estudar um pouco? — disse num tom adoçado.

Os outros garotos, que estavam distraídos olhando os atributos da loirinha de saia curtíssima, não prestavam atenção à conversa entre Nandinho e Louise.

— Hã? Estudar? Fala sério! — replicou, porém, não tardou em perceber o olhar malicioso que Louise lhe enviou. — Ah! Estudar, né? Sei... sei. Claro, vamo lá.

— Te espero lá em casa às três da tarde. — Ela sugeriu.

— Peraí! Mas seremos só nós dois lá, né, gatinha?

— Meus pais estarão ainda no trabalho, meu irmão estuda à tarde, então sim, seremos só nós dois... gatinho.

Nandinho ficou todo animado, ele era um menino bem popular entre as garotas, mesmo tendo sérios problemas disciplinares, pois era, assim como Louise, um “revoltado”. Órfão de pai e mãe, sendo a irmã desta quem o criava, ou melhor, o alimentava, dava lugar para viver e pagava pelos seus estudos, não por sentir amor pelo sobrinho, mas porque ninguém mais da família quis assumir tal responsabilidade. Ele descontava na escola toda a falta de carinho que tinha em casa. No início só se metia em brigas, mas quando percebeu que as meninas o achavam bonitinho, passou a ficar com quantas conseguisse, tornando-se logo um perfeito galinha, no alto dos seus quatorze anos.

Assim, às duas horas e quarenta e cinco minutos, Nandinho batia na porta da casa de Louise. Estava banhado, penteado e exageradamente perfumado, mas Louise nem se importou com nada daquilo, abriu-lhe a porta com um belo sorriso dando passagem para que entrasse. No inicio, ficou meio envergonhada, contudo estava decidida. Quando Nandinho entrou, trancou a porta e foi logo propondo que fossem para o quarto, o que ele aceitou sem demora.

— Caraca! O seu quarto parece de menino. — Nandinho declarou, ao ver colados na parede alguns pôsteres de carros de corrida.

— É o quarto do meu irmão. — Ela informou.

— Mais que safadinha! — foi logo puxando Louise para lhe dar um beijo.

A garota correspondeu meio desajeitada, rezando para ele não perceber que ela era “bv”, “bvl” e virgem de tudo o mais.

— Pensando melhor, vamos pro outro quarto. — Louise interrompeu o beijo e deixou Nandinho um pouco impaciente e desconfiado, pensando que talvez ela o estivesse apenas enrolando e não passariam dos amassos. Mas ele não viu outra opção a não ser aceitar o que ela propôs.

Quando chegaram ao outro quarto, Nandinho notou a cama de casal e logo percebeu que estavam no quarto dos pais dela. Mal entraram e Louise disse a ele que esperasse só um minutinho, ele começou a ficar realmente chateado. Porém, ela não demorou, voltou trazendo uma colcha de cama de solteira, que espalhou sobre a cama maior. A seguir, deitou-se nela, chamou Nandinho para se deitar também.

O garoto voltou a se animar, não perdeu tempo, deitou-se em cima de Louise e a beijou com euforia. Suas mãos trabalharam rápido, foi metendo uma por baixo da blusa dela, tocando os pequenos seios e onde alcançasse. Ela tentou corresponder no mesmo ritmo, mesmo não sabendo exatamente como agir, invadiu as mãos por dentro da camisa dele, tirando-a pela cabeça.

Ele, que já estava corado pela excitação, ficou mais empolgado ainda. Introduziu a mão no interior da saia dela e acariciou freneticamente sua intimidade por cima da calcinha, estimulando-a com dedos maliciosos. No entanto, não se alongou muito nisso, pois já estava nas últimas, ficou de joelhos na cama e passou a abrir e a baixar as próprias calças, expondo o membro ereto.

Louise hesitou por um momento, mas voltou a se concentrar, pensando que se tinha começado, agora não teria mais como voltar; tinha que ir até o fim.

Por isso, Louise não se opôs quando Nandinho passou as duas mãos em seus quadris, tirando-lhe a calcinha pelas pernas trêmulas, não se dando ao trabalho de tirar mais peça alguma. A seguir, ele voltou a se pôr sobre ela, apoiando um cotovelo na cama ao lado do seu rosto, abrindo-lhe as pernas com as suas, para ficar acomodado ao meio, rente às suas coxas. Beijou-a de novo, descendo uma mão, acomodou seu falo hirto para facilitar a penetração.

Nervosa, Louise soltou um gritinho de dor, mordeu o próprio lábio e se controlou para não gritar alto mesmo, como gostaria.

Se ele percebeu o incômodo dela, não se manifestou.

Mas quando Nandinho deu início ao movimento de vai e vem mais ritmado, Louise começou a sentir algo bom, um frisson no corpo inteiro. Porém, esta sensação de prazer não durou tanto assim, pois ele aumentou os solavancos e atingiu o clímax, gozando dentro dela, melando parte da colcha.

Minutos depois, Louise mandou Nandinho ir-se embora, sem nem um beijo de despedida. Ela voltou ao quarto do irmão, conferiu se estava tudo em ordem, foi para o quarto dos pais, tirou da cama deles a sua colcha de solteira, reparando que nela estavam agora misturados o sêmen de Nandinho e um pouco de sangue dela.

Louise passou a mão alisando a outra colcha, da cama dos seus pais, e sorriu, contente, ao perceber que o sol ainda invadia fortemente pela janela do quarto e iria tratar de secar o tecido, sem deixar qualquer vestígio do que havia acabado de acontecer.

Lavou a parte suja da colcha e a devolveu para a sua própria cama. E enquanto tomava banho, Louise sentiu-se feliz por saber que, no dia seguinte, na escola, Nandinho contaria para todos sobre a foda que teve com ela. Estava satisfeita por ver ali começar a sua fama, mesmo que de puta do colégio. Sentiu-se livre, como um pássaro que dá os primeiros voos dos muitos que viriam.

Vicky estala os dedos na frente do rosto de Louise e a traz de volta ao momento atual.

— Ei! Louise, acorda!

— Ah! Desculpa... Me distraí.

— E aí? O que a gente faz?

— Vamos esperar até à noite, se até lá a Vivi não aparecer nem der notícias, aí sim vamos ter de tomar uma atitude. — Louise decreta, lembrando-se de uma agenda que Lavínia tem e guarda em alguma parte das coisas dela. Lá provavelmente há os telefones de alguns conhecidos, inclusive, obviamente, da família Albuquerque.

— Que é isso, gente? Vocês estão realmente achando que algo ruim aconteceu com a Lavínia? — Manu começa finalmente a entrar no clima de apreensão das outras.

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Notas finais
Espero que tenham gostado.Continuo aguardando comentários, críticas ou elogios. Agradeço muito aos que se propuserem a continuar acompanhando esta minha imprevisível fic. Beijinhos estalados e até breve!!!