[HIATUS]* Eu Te Amo
21 Mortal Kombat
Notas iniciais
P.O.V Ally
Acordei no outro dia com muita preguiça, o que não é novidade. Nós estávamos do mesmo jeito que dormimos, olhei para cima e vi um par de olhos castanhos me observando.
–Bom dia. – Minha voz saiu baixa.
–Bom dia.
–O que nós vamos fazer hoje? – Perguntei ainda de olhos fechados.
–Não sei. O que você quer fazer?
–Dormir mais. – Ele riu e eu me sentei na cama.
–Vamos jogar vídeo game?
–Vamos. Vou arrumar essa juba. – Me referi ao meu cabelo, ele riu de novo e eu fui para o outro quarto.
Vesti uma blusa preta e um short rosa, escovei os dentes, prendi o cabelo em um coque e enfiei o rosto na pia cheia de água para acordar de verdade. Peguei meu celular e não tinha nenhuma chamada perdida ou mensagem fiquei cuidando do “Pou” até escutar duas leves batidas na porta.
–Ally, eu não acredito que você dormiu de novo! – Ri e abri a porta.
–Eu estava cuidando do Taylor. Vamos tomar café?
–Vamos.
Comemos torta e em seguida ficamos sentados no chão jogando Mortal Kombat deception, eu escolhi a personagem Mileena e ele o Kobra. Nós estávamos no meio da luta quando alguém toca campainha.
–Eu atendo. – Ele pausou o jogo e depois de alguns minutos voltou com uma garota de aproximadamente quatro anos no colo.
Ela tinha os cabelos pretos até a cintura e estavam partidos no meio e presos em duas partes com uma franja reta caída nos olhos que eram verdes. Ela também usava uma calça preta, uma blusa azul clara e um all star de monster high.
–Ally está é a Molly, minha vizinha. E Molly está é a Ally, minha melhor amiga.
–Oi Ally.
–Oi Molly.
–Nós podemos ir ao parque? – Ela perguntou animada.
–Claro. – Ele falou com uma voz incrivelmente calma.
Andamos pela rua e ela foi segurando a minha mão e a do Austin. O parque não era muito longe então logo chegamos. Era um “quadrado” a céu aberto, lá tinha quatro gangorras, dois escorregadores, e uma piscina de bolinhas, lugar para onde a Molly foi correndo. Nós dois ficamos sentados em duas gangorras lado a lado.
–Eu não te expliquei porque ela está com a gente. Ás vezes a mãe dela precisa sair e a minha mãe cuida dela.
–E o pai dela?
–Ele morreu em um acidente de carro há dois anos.
–Quantos anos ela tem?
–Quatro.
–Sinto muito por elas.
–Eu também.
Ficamos balançando na gangorra e observando a Molly brincar com algumas crianças, até que ela cansou e pediu para ir embora. Chegamos junto com a mãe dela e ela foi embora.
–O que vamos fazer agora? – Perguntei.
–Guerra de almofada! – Ele falou e jogou uma almofada em mim.
–Ei eu não estava preparada. – Joguei outra almofada nele e me escondi atrás do sofá.
–Desista Dawson, você nunca vai ganhar de mim.
–Ally D. nunca desiste. – Joguei outra almofada nele, mas acertou a janela.
–E nunca me acerta também. – Começamos a rir e eu acertei o rosto dele.
–Acertei.
–Você não fez isso. – Ele falou devagar e foi se aproximando de mim.
–Austin Moon o que você vai fazer? – Ele me colocou no ombro e correu em direção a piscina, eu comecei a gritar e ele só ria.
–Okay eu tenho um acordo para não te jogar na piscina: Se você admitir que perdeu eu te coloco no chão, se não eu te jogo na água.
–Eu nunca vou admitir e se você me jogar lá eu vou morrer afogada.
–Eu não vou deixar você morrer. Aceita o acordo?
–Não? – Falei em tom de pergunta e ele me jogou na água. – Eu não acredito que você fez isso mesmo!
–Você devia se ver agora. – Ele falou em meio a várias risadas.
–Me ajuda a voltar? – Estendi a mão e ele a segurou. Mas quando ele ia me puxar eu o puxei e ele caiu na água. Agora fui eu quem começou a rir.
–Não acredito que eu caí nessa. – Ele também riu e eu corri para fora da piscina – Você não vai escapar dessa.
Corri anda mais, porém ele conseguiu me alcançar e me encostou na parede. Minha respiração estava acelerada pelo motivo de eu ter corrido e pela proximidade com o Austin.
–Vai admitir?
–O jogo ainda não acabou. – Me soltei dele e continuamos correndo. Até nós dois cairmos na piscina outra vez, ficamos jogando bola na água e depois conversando sobre coisas aleatórias.
Saímos da piscina e já estava quase passando da hora do almoço então pedimos comida chinesa. Enquanto não chegava fomos trocar de roupa, depois de 15 minutos a comida chegou e nós comemos assistindo “the vampire diaries”.
–Vamos terminar de jogar Mortal Kombat? – Ele perguntou.
–Vamos, mas se você perder eu fico com o seu celular e se eu perder você fica com o meu celular.
–Okay, mas porque você quer o meu celular?
–Por que tem o jogo “A Era do Gelo Vilarejo” e eu sou doida pra jogar esse jogo.
–Então vai se despedindo do seu celular. – Ele falou e eu mostrei língua.
Colocamos o jogo e em cinco rounds eu já havia perdido três vezes. Dessa vez eu escolhi a Ashrah e ele o Bo' Rai Cho. Os pais dele e o Beck chegaram e nós continuamos jogando.
–Austin, Austin. Você esta levando a Ally para o mesmo caminho. – Mimi falou.
–Ela acha que jogar vídeo games é coisa de louco. – Austin falou sem tirar os olhos da tela.
–E você fala de mim como se eu fosse louca. – Ela fingiu estar indignada e nós rimos.
Depois de mais 10 rounds e dois empates eu finalmente ganhei.
–Austin Moon perdeu no vídeo game para uma garota. – Beck balançou a cabeça negativamente e eu ri.
–Mais uma qualidade para colocar no meu pacote: Cantora, compositora, cozinheira e mestre no Mortal Kombat. – Joguei meu cabelo pra trás e todo mundo riu.
A Mimi foi fazer o jantar enquanto eu tentava pegar o celular do Austin.
–Era o nosso trato.
–Mas eu amo meu celular. – Ele fez bico.
–Eu amo torturar as pessoas.
–E eu não conhecia esse seu lado sombrio. – Ele me entregou o celular e mostrou língua.
–Já eu sempre conheci esse seu lado fofo. – Falei baixinho.
–Eu ouvi isso. – Ri.
Jantamos e eu fiquei construindo o vilarejo no celular do Austin, até eu ficar caindo de sono e apagar no sofá.
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