[HIATUS]* Eu Te Amo
18 Eu cuido de você
Notas iniciais
P.O.V Ally
Acordei e fiquei encarando o teto durante alguns minutos. Me levantei, fiz minhas higienes matinais e escolhi uma roupa. Jade ás vezes exagera, ela fez das malas pra uma “viagem” de duas semanas.
Peguei um short jeans até a metade da coxa. Uma blusa rosa caída no ombro esquerdo escrito “I Don’t Care”. Molhei os cabelos e os deixei solto, para secar naturalmente [N/Girl: Se eu fizer isso o meu cabelo vira uma vassoura piaçava]. Abri a porta do quarto e coincidentemente o Austin abriu a de seu quarto do mesmo instante.
–Bom dia! – Falei sorrindo.
–Bom dia! – Ele retribuiu o sorriso e me deu um beijo na testa, que fofo.
Tomamos café da manhã fazendo piadas e rindo muito. Depois ficamos assistindo TV até a hora do almoço, Beck teve a ideia de gravar eu e o Austin cantando e colocar na internet. Não aceitei de primeira porque pensei que alguma coisa podia não dar certo, porém acabei aceitando.
Depois de almoçarmos eu e o Austin fomos até a incrível sala de música deles. Lá tinha piano, guitarra e violão. Nos sentamos no piano e ficamos discutindo algumas ideias para o dueto.
–Eu tenho algumas coisas escritas no meu diário. – Ele tentou pegar, mas eu dei um tapa de leve na mão dele – Nunca toque no meu diário.
–Desculpa. Posso tocar nele só dessa vez? – Pensei um pouco e resolvi deixar, ele leu algumas letras – Elas são incríveis.
–Obrigada. – Sorri.
Começamos a escrever uma música sobre não desistir e seguir em frente. Depois de uma hora e meia ela ficou pronta, resolvemos tocar no piano para ver se precisava melhorar alguma coisa. [Ally:Normal/Austin:Itálico/Ambos:Negrito]
Yeah, whoa
I’m walking on a thin line
And my hands are tied
Got nowhere to hide
I’m standing at a crossroads
Don’t know where to go
Feeling so exposed
Yeah I'm caught
In between
Where I'm going and where I've been
But no,
There's no turning back
Yeah!
It’s like I’m balanced on the edge,
It’s like I’m hanging by a thread,
But I’m still gonna push ahead
So I tell myself
Yeah, I tell myself
Don’t look down, down, down, down
Don’t look down, down, down, down
Don’t look down, down, down, down
Don’t look down, down, down, down
It’d be so easy
Just to run
It’d be so easy
To just give up
But I'm not that girl who gonna turn my back
There’s no turning back
No turning back
It’s like I’m balanced on the edge
It’s like I’m hanging by a thread
But I’m still gonna push ahead
So I tell myself
Yeah I tell myself
Don’t look down, down, down, down
Don’t look down, down, down, down
Don’t look down, down, down, down
([Don't look down! Don't look down!)
Don’t look down, down, down, down!
–Pra mim ficou ótima. – Beck disse entrando na sala.
–Desde quando você esta aí? – Austin perguntou.
–Ouvi a música toda. Vamos gravá-la?
–Vamos.
Cantamos a música e ele disse que ia fazer algumas edições no computador. As edições no caso eram: Mudar um pouco o cenário, já que gravamos na garagem e colocar mais instrumentos na música para dar um ritmo diferente. Enquanto ele fazia as edições meu celular tocou.
Ligação On
[Ally:Normal/Xxx:Itálico]
–Alô?
–Allycia Marie Dawson, pode me explicar tudinho!
–Bom dia pra senhora também, mãe.
–Bom dia, agora vai explicando.
–Bom... O Harry voltou.
–O que!?
–Eu tentei esquecer tudo isso...
–Não é assim que se resolve os problemas, Ally.
–Agora eu sei.
–E como é estar morando na casa do garoto que você gosta?
–Incrível, nós escrevemos uma música e vamos colocar na internet. Mas é só por diversão mesmo.
–Você ama música, vai que da certo.
–Tomara.
–Seu pai esta mandando um super abraço. Vou ter que desligar agora.
–Manda um mais forte pra ele. Te amo.
–Te amo.
Ligação Off
Beck editou o vídeo e colocou no youtube, ficamos conversando por mais alguns minutos e depois fomos até a casa da Tilly buscar o carro. Passei em casa e peguei meu material escolar, afinal amanhã tem aula. Fiz uma careta ao pensar nisso, voltamos pra casa é já eram 16h00min.
Deixamos os carros na garagem e ficamos andando na rua, fomos até um parque in infantil que tinha a uns 15 minutos da casa dele. Eu sei o que dois adolescentes de 17 anos estão fazendo em um parque infantil? Bom, não sei. Ficamos andando e chegamos aqui, nos sentamos na gangorra e ficamos observando as crianças brincarem e conversando sobre coisas aleatórias.
Ficamos lá mais um tempo até que começou a chuviscar, caminhamos devagar pela rua e começou a chover mais forte. Começamos a correr, rir e brincar no meio da rua nós dois parecíamos duas crianças. Passou um carro numa poça de água e nos molhou rimos mais ainda e paramos em baixo de uma árvore [N/Girl: Não estava relampejando então eles podiam ficar em baixo da árvore sem correr risco de ela cair]
–E agora? – Perguntei.
–Vamos continuar brincando na chuva.
–Nós podemos pegar uma gripe horrível.
–Se você ficar gripada eu cuido de você.
–Se você ficar gripado eu cuido de você. – Sorrimos. É ficou um clima entre a gente até a chuva piorar.
Chegamos a casa dele completamente encharcados.
–Meu Deus a chuva só piora. – Observou Mimi, sim ela disse que eu posso chamá-la de Mimi e o Sr. Moon de Mike.
–A Ally esta congelando. – Eu estava batendo queixo.
–Vocês dois vão tomar um banho quente e eu vou fazer chocolate quente pra vocês, okay?
–E eu? – Beck perguntou.
–Você não veio na chuva. – Mimi brincou.
–Mas eu amo chocolate.
–Vou fazer pra todo mundo.
Ri e subi para tomar um banho, quando saí a chuva tinha piorado e fazia mais frio, coloquei uma calça de moletom, uma blusa de manga curta porque a Jade não colocou blusa de frio na mala peguei um par de meias e coloquei também. Quando terminei bati na porta do quarto do Austin, ele também estava de moletom.
–Você pode me emprestar uma blusa de frio?
–Claro! – Ele me deu uma de capuz, que ficava grande em mim. Descemos e o chocolate já estava na mesa, Mike e Mimi não estavam na sala.
–Vamos assistir “Atividade Paranormal”? – Beck sugeriu.
–Eu tenho medo de filmes de terror.
–Não é terror muito pesado. – Austin falou.
–Okay. – Assenti e ele colocou o filme.
Eu achei muito assustador, os dois assistiam como se fosse a coisa mais normal do mundo. Quando passava alguma coisa mais assustadora eu fechava os olhos e abraçava o Austin, não sei por que, mas eu me sinto segura com ele. O filme finalmente terminou.
–Não é nem um pouquinho assustador, não é Austin? – Perguntei sendo irônica.
–Sério que você ficou com medo?
–Sério. Agora eu vou dormir com medo de espíritos. – Os dois riram.
–Aquilo não é real. – Austin falou.
–Eu sei, mas eu sou medrosa.
O jantar já estava pronto, hoje foi a Mimi quem fez. Ela cozinha muito bem, já estava um pouco tarde então fomos dormir.
Eu não consegui pegar no sono lembrando da cena dos espíritos puxando o pé da mulher na cama. Eu não acredito em forças sobrenaturais, mas aquilo me assustou e pra piorar a minha situação estava chovendo e relampejando. Me levantei da cama e fui até o quarto do Austin, bati na porta e escutei um “entra” abafado por trás da porta. Entrei e ele estava mexendo no celular, me sentei na cama e ele disse:
–Aconteceu alguma coisa?
–Não consigo dormir.
–Desculpa, se eu soubesse que você tinha tanto medo assim nós não teríamos assistido o filme.
–Eu que sou medrosa mesmo.
–Quer dormir aqui hoje?
–Quero. – Ele sorriu e me deu um fone de ouvido.
Me deitei ao lado dele e ficamos ouvindo música até pegarmos no sono.
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