[HIATUS] Caindo do céu

13 É AGORA! - Mérida


Notas iniciais
Ho hey E esse será o capítulo final da saga "enrolação da Mérida" ♥ No próximo saberemos como estão Jack e nosso velhote favorito e vou tentar desenrolar umas tretas :v Eu sou tão boa que até dou spoilers :v

Há pouco mais de um ano eu saí do meu planeta natal. Ou melhor, eu fugi dele, da minha mãe e de todas as minhas responsabilidades que ela tentava me empurra goela abaixo. Bem, isso não é novidade para ninguém, mas tem uma coisa que ninguém sabe. Eu havia prometido para mim mesmo que jamais olharia para trás e que nunca mais voltaria a Dunbroch na minha vida. O que é que eu posso fazer, não é mesmo? Eu vou ter de fazer uma coisa que eu não costumo fazer: eu vou quebrar minha promessa, ou melhor, eu estou quebrando minha promessa.

Isso é o que ninguém sabe: eu sou uma quebradora de promessa. Mas não venham me julgar! Eu estou certa em fazer isso. Embora seja estranho, quebrar essa promessa é a coisa mais certa que eu já fiz na minha vida.

Já faz alguns dias que eu saí do planeta Terra, então não devemos estar muito longe de Dunbroch. E é bom que eu volte, eu finalmente percebi isso. Isso é... Isso é... Isso não é mais do que minha obrigação. E eu não falo de obrigação como membro da família real de Dunbroch, não se trata apenas disso, também é minha obrigação como pessoa, com o meu caráter, caso ainda me reste alguma coisa dele.

Eu estou muito, muito, muito, mas muito arrependida de ter fugido. Minha atitude foi a de uma menina mimada e covarde. Sim, eu estou admitindo que fui muito covarde. Eu me considerava uma pessoa corajosa, mas eu não passava de uma covarde que estava fugindo de seus problemas por ter maturidade para enfrentá-los. Ninguém se torna corajoso por fugir, as pessoas mostram sua verdadeira bravura quando mantém a cabeça erguida e enfrenta as dificuldades cara a cara. Esse é o tipo de pessoa que eu quero ser: alguém valente. Como eu vou me tornar valente? Eu vou assumir meus erros e pagar por eles se for preciso.

Mérida, a princesa e herdeira do trono de Dunbroch, em fim está pronta para ser valente.

— Uma hora. – Soluço falou do nada

— Uma hora? – questionei

— Sim, uma hora. – que uma hora o quê, rapaz? – Só mais uma hora.

O que é isso? Você está fazendo um jogo comigo, Soluço? Ou está brincando com a minha cara? O que eu quero é que você explique de onde saiu essa “uma hora”, sério mesmo que você não entendeu?

— Só mais uma hora? – repeti o que ele havia dito num tom indagado

– Só mais uma hora para aterrissarmos em Dunbroch.

Finalmente, né? Obrigada.

Soluço tem algumas manias estranhas de fala. Durante esses dias que passamos juntos eu percebi que ele sempre enrola na hora de dar uma explicação (ou avisar qualquer coisa, se dependêssemos dele para avisar sobre um incêndio, nós iríamos todos morrer queimados) e repete à mesma coisa umas três ou quatro vezes para dar ênfase, é um treco aí que ele gosta de fazer e eu aprendi na Terra que questão de gosto não se discute. Sem contar que ele gesticula muito, às parece até que está tentando espantar um inseto, mas acho que isso é involuntário, já que nem ele tinha reparado nisso. Acho que se eu não tivesse comentado, ele provavelmente nunca iria se tocar do que faz.

Eu tenho conversado bastante com Soluço porque Anna se recusa a falar comigo. Ela pode ser irritante quando está perto, sempre me cutucando e cantando aquela maldita músicas sobre mandar os patos para a lua assim que eu acordo, mas a distância dela consegue ser mais irritante ainda.

Quando ela está perto de mim eu quero que ela fique longe, quando ela está longe de mim eu a quero por perto. Na boa, eu tenho sérios problemas mentais, só pode ser isso.

Ainda tem uma coisa que me preocupa além da distância e desse golpe de estado: a situação do Jack e do Senhor North lá na Terra. Soluço disse que, como eles não possuem nenhuma relação com Dunbroch, eles não correm perigo. Eu até já pedi uma vez para me comunicar com os dois, mandar um recado ou qualquer coisa desse tipo, mas Soluço falou que seria muito arriscado, tanto para nós quanto para eles. Tudo o que me resta é confiar que o Jack e o Senhor North estão bem.

Se alguma coisa acontecer com eles eu vou dar uma flechada no Soluço por ele ter me feito acreditar que ficaria tudo bem. É melhor que esse policialzinho aí esteja certo, será melhor tanto para ele quanto para mim.

— Meia hora. – ele atualizou – Segurem-se firme.

Meia hora. Apenas trinta minutos me separam do planeta que abandonei há mais de um ano. O que será que vou encontrar por lá? Será que ele vai estar exatamente como eu me lembro? Será que já vou ver mudanças? Será que aquele tal Oficial Sangue Bravo chegou antes de nós e já deu inicio ao golpe? Pode estar acontecendo de tudo em Dunbroch. Todos nós temos que estar preparados para o pior. Precisamos ser valentes.

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A aterrissagem foi muito tranquila. Ainda bem que Soluço é ótimo pilotando naves, até estava assustada achando que seria igual aos pousos “nada discretos” da Anna.

— Mérida!- Anna me chamou... A Anna me chamou! Será que ela não está mais brava comigo – Fique parada.

Não entendi o pedido, mas obedeci.

— Eu só preciso escânear você para fazer um disfarce. Se encontrarem a herdeira do trono de Dunbroch andando por aí é bem capaz de sermos presos. – ela explicou, fazendo o que falou logo em seguida – Pronto. O que achou?

Ela colocou um espelho em frente, o reflexo era bem diferente do que eu estou acostumada a ver. Meus cabelos estavam lisos e pretos, meus olhos tinham um tom de âmbar e minha pele estava mais morena também.

— Se formos comparar com a branquela ruiva e cacheada de olhos de olhos azuis, eu estou irreconhecível. – elogiei a minha maneira

— Mérida, eu ainda estou muito brava com você. – Anna mudou de assunto de repente – Mas eu não posso ficar te ignorando quando temos um golpe de estado para impedir, até porque isso envolve um planeta inteiro.

— Sim. – concordei

— Agora vou fazer o disfarce do Soluço, depois o meu. Nós também somos criminosos procurados, né?

Ri um pouco.

Ela é policial procurada pela polícia e está orgulhosa disso? A cabeça dela deve ser mais confusa do que a minha.

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Saímos da nave assim que todos nós colocamos nossos disfarces e começamos a caminhas em direção ao palácio da minha família. Pelo que eu vi até agora, Dunbroch não mudou nada, nadinha, nada mesmo. Isso é bom sinal?

— Nós já estamos nos aproximando do palácio. – Soluço informou

Precisava mesmo falar? Quem foi que nasceu na porcaria desse planeta e morou durante dezessete anos na porcaria daquela palácio? E eu tenho um senso de direção muito. Valeu, falou!

— Precisamos entrar lá, seja pra alertar o rei ou socar a cara do Sangue Bravo. – ele continuou – Vamos tentar conversar com os guardas. Se entrarmos fácil, então está tudo bem, mas se não nos deixarem passar... Lascou-se. – concluiu – Em todo caso, eu quero que estejam prontas para lutar. Não é querendo me gabar não, mas dependendo do número de guardas por lá, eu consigo criar uma emboscada bem rapidinho.

— Dá-lhe Soluço. – brinquei, revirando os olhos

— Você é o melhor líder que eu conheço. – Anna falou – Seu pai estaria orgulhoso de você.

— O- Obrigado. – ele mordeu o lábio e coçou a nuca, envergonhado

Se esses dois fizerem um pedido de namoro na minha frente, eu juro que vou vomitar.

— Enfim – Soluço se recompôs – Anna e eu temos o treinamento da polícia galáctica, já você, Mérida...

— Pode parar! Que papo é esse de “já você, Mérida”? Eu treinei com esses guardas a minha vida toda, eu conheço todos os seus truques, eu sou mais útil do que vocês dois juntos. – disse umas verdades — Você não me conhece nada mesmo.

— Não precisa me dar uma flechada, ok? – ele colocou as mãos para o alto e se rendeu – Temos que nos preparar para o pior e torcer para o melhor. -agora eu aprendi que as filosofias de Berk são loucas como as da Terra — É agora.

Olhamos para frente; o palácio estava a poucos metros de distância.

Vou resolver tudo que tenho pendente. É AGORA!

Notas finais
Até mais ^-^ Beijinhos de luz :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.